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Jan 13, 2010

>> Fazer dieta: 67.873 rapazes e raparigas de 41 países responderam...( II )

No relatório da organização Mundial de Saúde (OMS-WHO) pode ler-se “Fazer dieta pode ser ineficaz como meio de controlar o peso. As tentativas para perder o peso podem conduzir a um ciclo de restrição seguido de uma fase de sobrealimentação ou compulsão, que em última análise leva ao aumento de peso. Foi verificado, num estudo em que foram observados durante três anos que os adolescentes que faziam dieta ganhavam mais peso que os que não faziam (1).
Dietas para perder peso e muito rigorosas e perpetuando-se no tempo apresentam o risco de graves consequências para as pessoas em desenvolvimento. Podem aumentar a irratibilidade, problemas de concentração, perturbações do sono, menstruação irregular, risco de atraso no crescimento, atraso no desenvolvimento sexual e deficiências nutricionais (2). Fazer dietas extremas é considerado como estando associado a baixa auto-estima e outros estados psicológicos negativos tais como a depressão, a ansiedade, os distúrbios do comportamento alimentar [anorexia nervosa, bulimia, etc.] Extreme dieting is believed to be associated with low self-esteem and e pensamentos suicidários(1,3–7).
Os jovens de 41 países foram questionados sobre se estavam actualmente “a fazer dieta ou a fazer qualquer coisa para perder peso” As opções de resposta eram: (a) não o meu peso é bom (b) não eu preciso de aumentar de peso (c) sim. Os resultados do MAPA representam a percentagem dos que declararam estar a fazer dieta ou algo para perder peso (clique no mapa para aumentar)
As raparigas de todas as idades (11 a 15 anos) apresentam maior incidência na prática de dietas.
Essa diferença entre raparigas e rapazes ocorre nos 41 países estudados para a idade dos 15 anos e em quase todos para a idade dos 13 anos. Nos 11 anos a taxa é mais baixa e essa diferença ocorre em poucos países."
Referências
1. Field AE et al. Relation between dieting and weight change among preadolescents
and adolescents. Pediatrics, 2003, 112(4):900–906.
2. Pesa J. Psychosocial factors associated with dieting behaviors among female
adolescents. Journal of School Health, 1999, 69(5):196–201.
3. Ge X et al. Pubertal transitions, perceptions of being overweight and
adolescents’ psychological maladjustment: gender and ethnic differences. Social
Psychology Quarterly, 2001, 64:363–375.
4. Edmunds H, Hill AJ. Dieting and the family context of eating in young adolescent
children. International Journal of Eating Disorders, 1999, 25:435–440.
5. Patton GC et al. Onset of adolescent eating disorders: population based cohort
study over 3 years. British Medical Journal, 1999, 318:765–768.
6. Siegel JM. Body image change and adolescent depressive symptoms. Journal of
Adolescent Research, 2002, 17:27–41.
7. Thompson AM, Chad KE. The relationship of social physique anxiety to risk for
developing an eating disorder in young females. Journal of Adolescent Health,
2002, 31:183–189.
FONTE: Organização Mundial da Saúde - WHO World Health Organization. O inquérito em que se baseia o relatório foi levado a cabo por equipas de cada um dos países. Em Portugal foi uma equipa de investigadores da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa (FMH-UTL).INEQUALITIES IN YOUNG PEOPLE’S HEALTH HEALTH BEHAVIOUR IN SCHOOL-AGED CHILDRENINTERNATIONAL REPORT FROM THE 2005/2006 SURVEY (aqui na página da WHO-OMS) de HBSC INTERNATIONAL COORDINATING CENTRE, Child and Adolescent Health Research Unit (CAHRU); The Moray House School of Education; University of Edinburgh, http://www.education.ed.ac.uk/cahru

3 comments:

Luísa Teresa Ribeiro said...

Não conhecia estes dados. Obrigada por partilhares a informação.
Espero que o ano tenha começado bem e que tenhas um 2010 fantástico.

ex ana said...

Um Bom Ano também para ti.
(pela do questionário também estranho a fraca divulgação...mas "a culpa não é dos jornalistas")

ex ana said...

ooops 'escala do questionário' queria ter escrito.