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May 2, 2017

...[ 'Cortar-se'] "Auto-Mutilação: uma simples chamada de atenção? " NÃO!!!


 
Estou a reeditar 2 posts porque a auto-mutilização (cortar-se) está a ser referida nas notícias em relação a actos criminosos de um designado 'jogo' assustador que já causou em Portugal danos.

Para ler todo o post clique aqui, no Blogue Salpicos (Alexandra Barros)
 Transcrevo abaixo um dos parágrafos do post da autoria de Alexandra Barros. Recomendo a leitura integral do post no blogue Salpicos (clique aqui)
 (...)
"A auto-mutilação ou a dor auto-infligida é sinónimo de grande sofrimento emocional que requer intervenção urgente. A dor emocional é tão avassaladora que, não encontrando outra forma de se expressar ou exteriorizar, é expulsa através da dor física que mascara a primeira, trazendo um certo alívio. Mas este alívio é obviamente temporário, levando à busca repetitiva da dor física, que acaba por assumir características obsessivo-compulsivas. Por outro lado, o sofrimento emocional, ao tornar-se insuportável, conduz a uma espécie de anestesia afetiva e a um sentimento de morte interior que faz com que a dor física (e o sangue) seja a única forma de confirmar que se está vivo e que se sente algo."

Existem estatísticas para Portugal sobre a  auto-mutilação?  Sim, e são preocupantes:
No esqueciaana (clique aqui) tinhamos dado conta de uma estatística muito preocupante em relação aos jovens portugueses:15,6 por cento referem "ter-se magoado de propósito nos últimos 12 meses, mais do que uma vez" (este comportamento é conhecido como auto-mutilação). Os dados são de um estudo internacional promovido pela Organização Mundial de Saúde. Em Portugal foram estudados  5050 adolescentes portugueses, com uma média de 14 anos. (ler mais aqui)
 




 

Jan 30, 2016

..."Eu quero ser como a Barbie" (Qual delas?) As novas Barbies

"Eu quero ser como a Barbie" . Recordam-se a frase do anúncio? Foi há alguns anos. Era uma vozinha infantil que manifestava o desejo de ser como aquela bonequinha de plástico criada há 57 anos e que passou a ter companhia de outro boneco o Ken passados quatro anos. E uma imensidade de acessórios que por esse mundo fora são desejados e conhecidos... pelo menos dos catálogos.

Dizem que em cada segundo são vendidas 2 barbies no Mundo. Já escrevemos sobre a Barbie e a diferença com as 'pessoas reais' neste blogue esqueciaaana (ler aqui)
 
Pois agora a empresa que produz essas bonecas, a Mattel (de cujo site retirei a imagem acima), certamente depois de uma análise detalhada do mercado, lançou uns quantos modelos a que chama Fashionistas (R) Line. São a Curvy, a Petite e a Tall (esta última mais parecida com a clássica chamada de Original). Será um bom negócio para a Mattel atendendo até ao elevado número de coleccionadores adultos.
 
Para mim estes novos formatos apresentam pelo menos uma vantagem. Quando uma menina disser que 'quer ser como a Barbie' podemos perguntar 'qual delas'? Entretanto, casinhas, sapatinhos, e outros acessórios serão 'à Barbie original'. Até ver...

Declaração de (des)interesse da autora do esqueciaana: não possui ou possuo nenhuma dessas bonequinhas.

Jun 4, 2015

...anúncio de Yves Saint Laurent da revista Elle banido no Reino Unido

 
 

"Esta modelo parece "pouco saudável e demasiado magra"? Autoridade Britânica achou que sim.
Um anúncio da Yves Saint Laurent foi banido no Reino Unido. Em causa está a extrema magreza da modelo da marca francesa, que levou a Autoridade para Padrões Publicitários do Reino Unido (ASA na sigla inglesa) a censurar a imagem que apareceu na última edição da Elle.
 
A ASA considerou que a modelo parece "pouco saudável e demasiado magra" na imagem e que o anúncio é "irresponsável". Segundo a autoridade, viola o código da publicidade no país, uma vez que este diz que os anúncios têm de ser preparados com um sentido de responsabilidade para com os consumidores e a sociedade".

Fonte: Diário de Notícias online 3 de Maio de 2015

A ASA refere em relação à fotografia: "a posição da modelo chama a atenção para peito, onde é visível a proeminência da caixa torácica, e para as pernas, em que coxas e joelhos parecem da mesma a largura, e muito magros", sobretudo em contraste com os sapatos.

Segundo o jornal Guardian, a Yves Saint Laurent não concordou com a argumentação mas não fez comentários. Em 2014 uma petição para a YSL deixar de usar modelos tão magras conseguiu quase 50 mil assinaturas.
 
A magreza das modelos é um tema que está na ordem do dia: as preocupações com os distúrbios alimentares e a imagem aumentaram à medida que os corpos nos anúncios e passerelles foram perderam peso. França, por exemplo, quer banir das 'passerelles' as manequins demasiado magras para combater os distúrbios alimentares.
 
Fonte: Diário de Notícias online 3 de Maio de 2015
 
[ nota de esqueciaana: a fotografia abaixo representa o criador da casa de moda Yves Saint Laurent ; para além de questões estéticas a 'normalidade' dos corpos representados parece-me contrastar; e quanto à 'normalidade' refiro-me tão só à não apologia da doença/anorexia  numa delas. Estarei enganada?]
 
 
 
Fotografia de Yves Saint Laurent em 1971
 
 
 

 

Feb 16, 2015

Modelo sem Photoshop (Cindy Crawford 2013)


 
Cindy Crawford fez 400 capas como modelo. Hoje tem 48 anos é casada e tem dois filhos. Fez parte de um pequeno grupo se supermodelos dos anos 90 (Linda Evangelista, Naomi Campbell, Claudia Schiffer, Christy Turlington e Kate Moss).
Já tínhamos falado da Cindy Crawford no esqueciaana (aqui) e também aqui, a propósito do que ela designou como ditadura da magreza. Hoje o Público dá notícia de uma fotografia da Cindy Crawford que foi tirada em 2013 para a revista Marie Claire do México mas que nunca foi publicada apesar da atriz ter feito capa na sequência dessa sessão.
(nota em 17 de Fevereiro: já depois de publicar este post vi que pelo menos uma revista-cor-de-rosa reproduz numa pequena fotografoa na capa a imagem abaixo. Alguns comentários que ouvi a essa mesma fotografia - de homens e de mulheres!- fizeram-me ter vontade de tirar a fotografia daqui! Desde 'coitada' até 'sem-vergonha' e outros menos citáveis por uma questão de bom gusto...há de tudo um pouco. Como é 'bonitinho', o 'mundinho' tratado a photoshp!
Citando o Público:
“É um corpo que desafia as expectativas. É real, honesto e é lindo”, descreve uma editora da Marie Claire, explicando que não sabe como chegou à Internet mas que a imagem é verdadeira. “Independentemente do sítio de onde veio, a foto é esclarecedora. Sempre soubemos que a Cindy Crawford era linda mas vê-la assim só nos faz gostar ainda mais dela”, acrescentou.
No Twitter, os utilizadores, tanto homens como mulheres, aplaudiram. “Está maravilhosa e dá-nos mais confiança. O Photoshop desmoraliza” ou “espero ficar com um corpo como este depois de ter dois filhos” são alguns dos comentários. Seguem-se elogios como “linda”, “impressionante” ou “inspiradora”. “É um bom lembrete ver que mesmo as estrelas de cinema e as supermodelos também envelhecem”, diz a revista feminina The Gloss.
A responsável pela divulgação da foto escreve, no Guardian, que ler todos os comentários positivos têm sido “emocionante” mas deixa um desafio à publicação. “Sabem o que seria realmente maravilhoso? Que esta não fosse uma foto não oficial mas sim uma imagem de uma sessão fotográfica utilizada nas páginas de uma revista. Conseguem imaginar o poder que teria?”.
No início de Fevereiro, por ocasião da estreia do seu novo documentário Hospital in the Sky, Cindy Crawford disse à Marie Claire norte-americana que todas as mulheres deviam aprender a sentir-se confortáveis com o seu corpo e em qualquer idade. “O que torna uma mulher mais atraente é a sua autoconfiança. E é isso que as pessoas vêem”.

 

 

 
 
 

Aug 29, 2013

...Retratos ( como me vejo; como sou vista)

A campanha Beleza Real de uma conhecida empresa de produtos de higiene  e cosmética tem alguns videos  curiosos. O seguinte apresenta vários desenhos em que o artista não vê o rosto que desenha, apenas ouve a descrição por palavras da própria e de outra pessoa.
(vejam os resultados! duração do video 6 minutos precedido de um anúncio)


Jul 11, 2013

...barbies bonecas e barbies pessoas

 



"O artista Nickolay Lamm recreou a boneca mais famosa do mundo com um corpo real. Ou seja, se a boneca fosse uma mulher real teria o corpo idealizado por Lamm.
A popular boneca Barbie foi desenhada com tamanho natural pelo artista Nickolay Lamm, que quis mostrar ao público como se poderia ver uma destas bonecas se tivesse medidas normais.
Agora, em 2013 o designer norte-americano Nickolay Lamm mostrou ao mundo como seria a boneca com medidas normais. Para levar a cabo o projeto, o artista tomou as medidas convencionais de uma mulher norte-americana de 19 anos para criar o modelo em 3D que foi fotografado ao lado da Barbie. Uma vez efetuada esta fase retocou a imagem para que ficasse parecida com as bonecas da Mattel.
Numa conversa com o The Huffington Post, Nickolay Lamm disse que em vez de criticarmos os modelos pela sua magreza, talvez devêssemos estar abertos à possibilidade de que Barbie poderia influenciar negativamente as meninas". acrescentando que "uma Barbie realisticamente proporcionada seria muito melhor".
Fonte: Diário de notícias 9 de Julho 2013. Também no Brasil foi notícia (ver aqui)
 

Em 2011 foi criada uma Barbie à escala real. A criadora foi a estudante norte-americana Galia Slayen (na fotografia abaixo ao lado da boneca), que depois de sofrer de anorexia revelou ao mundo como seria a boneca em tamanho real. O resultado foi uma mulher com 1,82 metros de altura com as medidas de 96-45-83.
Algumas estatísticas sobre a boneca Barbie: *
• EM CADA SEGUNDO SÃO VENDIDAS 2 BARBIES NO MUNDO ...
• As clients principais das barbies são a meninas  dos 3 aos 12 anos
• Em média cada menina possui 7 barbies .
• Se a Barbie fosse um ser humano teria que andar de gatas dada a sua desproporção.
 * FONTE: Body Wars, Margo Maine, Ph.D., Gurze Books, 2000.
Galia Slayen on Twitter: www.twitter.com/gslayen          

Mar 4, 2013

...Anorexia e funcionamento dos rins (artigo científico de investigadores portugueses em British Medical Journal (2013)

Foi publicado recentemente (17 de Janeiro 2013) um artigo de investigadores portugueses na revista científica BMJ British Medical Journal  (que pode ser lido aqui). Transcrevemos a tradução adaptada do resumo e pedimos desculpa aos Autores se não somos completamente fiéis que pode ser lido em inglês aqui.
 
Título: Anorexia nervosa e diálise: não temos tempo quando o corpo está tão danificado!
Autores: 1. Eva Osório,2. Isabel Milheiro,3. Isabel Brandão,4. António Roma Torres
1. Departamento de Psiquiatria, Centro Hospitalar de São João, EPE, Porto, Portugal
1. Correspondência para o Dr. Eva Osório, eva.agape @ gmail.com
BMJ Case Reports2013; doi:10.1136/bcr-2012-007294
RESUMO
 
"Anorexia nervosa é díficil de tratar  e difícil de prevenir. Cerca de 5% dos indivíduos afectados morrem desta doença e 20% desenvolvem um transtorno alimentar crónico. A anorexia nervosa pode associar-se a várias complicações médicas de gravidade variável, incluindo a disfunção do sistema renal (rins). Embora existam alguns relatos de insuficiência renal em pacientes com anorexia nervosa, poucos são os relatos sobre pacientes que necessitaram de diálise de manutenção. Relatamos um caso de um paciente com  anorexia nervosa-compulsão alimentar/tipo purgativo persistentes e não tratadas durante muito tempo. Esse paciente iniciou   o tratamento psiquiátrico, quando estava numa situação de risco de vida (insuficiência renal com necessidade de diálise), com insucesso na recuperação de peso enquanto em diálise e que faleceu de septicemia. São descritos os mecanismos que parecem ter estado envolvidos no desenvolvimento da fase final da doença renal no paciente e os lutas associadas ao seu tratamento. Os pacientes com anorexia nervosa devem ser cuidadosamente acompanhados para descobrir as manifestações subtis de insuficiência renal."

Aug 28, 2012

...“Nova moda das revistas é aumentar as curvas” um artigo de Nuno Cardoso publicado no Diário de Notícias


“Nova moda das revistas é aumentar as curvas” Adele, Beyounce, Jennifer Lopez, Kim Kardashian surgem nas capas das revistas Glamour, Allure, Cosmopolitan e outras revistas afins com “aumentos de peso digital” ou “acentuação das curvas”. Já antes no esqueciaana escrevemos sobre o tratamento digital de imagem e criação de distorções da imagem real, mas em sentido oposto. Qual é o limite afinal do uso do Photoshop e similares para a distorção da imagem? Dizem agora que 'as curvas vendem' e que Hollywood está a impor as curvas.

Aug 23, 2012

... Bullying (1 em cada 3 pessoas já foram amedrontadas por outras; 'uns quilos a mais' um dos motivos)


A DECO (associação de defesa do consumidor) divulgou hoje alguns resultados de um estudo realizado junto de 1240 pessoas. O estudo mais desenvolvido será publicado na revista de setembro de 2012 e volterei a ele. Por agora ficam alguns números assustadores e que devem levar todos a pensar muito a sério neste problema.
(nota da autora do blogue esqueciaana: o termo adoptado também em Portugal é o termo inglês bullying; acho que se deveria traduzir para AMEDRONTAMENTO que pode ser ameaçar física, verbal ou psicologicamente outra pessoa).
-UMA em cada TRÊS pessoas já foram vítimas de bullying na escola, trabalho ou internet.
-MOTIVOS MAIS FREQUENTES para a escolha da vítima: 'quilos a mais', timidez, passividade.
-afecta mais as raparigas que os rapazes
-12% dos que foram vítimas de amedrontamento na escola ficam com memórias que perturbam mesmo depois de adultos
-prevalece no 6º ano
-apenas cerca de UM em cada CINCO professores se apercebe (e os pais, qual será a percentagem?)

Actualização em 18 .10 2012:
Muitas vezes o bullying pode ter consequ~encias fatais. Como este caso:
http://www.publico.pt/Sociedade/jovem-pos-fim-a-vida-apos-tres-anos-de-bullying-com-fotografia-onde-estava-nua-1567928


Jun 9, 2012

... jovens que vivem em função da comida e "não dão sinais físicos da doença"


De uma entrevista à Dra. Sandra Torres (aqui)  . A Tese de Doutoramento da Dra. Sandra Torres pode ser consultada também no esqueciaana aqui.

É muito difícil apurar o número de casos de anorexia nervosa em Portugal. "É uma doença muito mediatizada", evidencia Sandra Torres, doutorada em anorexia nervosa.
"Tudo indica que não esteja a aumentar." No entanto, há um novo "fenómeno emergente" que são jovens que vivem em função da comida e "não dão sinais físicos da doença".
"Têm um sofrimento muito grande, há um distúrbio do comportamento alimentar, mas não há uma perda excessiva de peso", comenta. Apesar de não serem casos tão graves, vivem "horrores se aumentam de peso", vomitam e a vida é orientada pelo peso e pelo que é ingerido.
(...)
Fotografia de Stephen Chernin

May 15, 2012

...Petição contra a distorção de imagens (Julia Bluhm)


Esta petição está a ter bastante publicidade nos media norte americanos e também na Europa. Uma jovem, Julia Bluhm, decidiu chamar a atenção para algo que já referimos no esqueciaana várias vezes, a criação de imagens artificiais. Retocar fotografias sempre foi feito desde o início da fotografia...a questão é que não se tratam de meros retoques...são completas distorções com a criação de corpos 'impossiveis'. Esta petição tem a particularidade de ser promovida por uma jovem leitora de uma revista também para jovens.

Julia Bluhm (14 anos) promotora da petição declarou:
"Queremos mostar à revista Seventeen que gostamos do nosso corpo por aquilo que somos e não precisamos de Photoshop para nos corrigir...e podemos ser bonitas sem ele - podemos tirar fotografias "

A petição está aqui:(www.change.org é talvez o portal mais importante de petições nos Estados Unidos) e já recebeu cerca de 72 mil assinaturas.
O video da notícia aqui com múltiplos exemplos:

fotografia acima de Julia Bluhm (sem photoshop)

Apr 2, 2012

... "Que tamanho de roupa vestem [os modelos] em Paris?"


No Diário de Notícias  a jornalista Catarina Carvalho (CC) entrevista o modelo internacional Armando Carvalho(AC) publicado no dia 1 de Abril de 2012: (toda a notícia aqui: http://www.dn.pt/revistas/nm/interior.aspx?content_id=2392551 )
CC:“Fala-se muito dos distúrbios alimentares na moda, a anorexia.
AC:_Dá-me pena. As mulheres, sobretudo, levam muito com isso. Tenho amigas que já passaram por isso. É a pressão. As agências dizem: "Estás gorda. Não podes trabalhar." Quando se está no mundo da moda, que é muito competitivo, a única forma de vencer é, infelizmente, com a nossa estética. Muitos modelos passam pelo testes psicológico, de perceber que são pessoas inteligentes. Infelizmente, as mulheres sofrem mais com isto, porque, para elas singrarem e para terem uma boa carreira, têm de ter a estrutura e a estética que é considerada normal. E tenho amigas que estão agora na fase de tratamento, que levaram isso a sério.
CC:E nos homens não?
AC:_Não. Nos EUA eles gostam de homens mais fortes e robustos, com músculos. É um mercado completamente diferente. Na Europa é que é preciso. Eu, por exemplo, em Paris, não teria a carreira que tenho hoje se fosse grande. Não caberia nas roupas.
Que tamanho de roupas vestem em Paris?
AC: _Zero, ou menos, sample size -modelo amostra - que são mais pequenos do que os mais pequenos que se vêem nas lojas. “
(*)“Armando Carvalho tem 30 anos e parece que já viveu uma vida inteira. Nasceu na Guiné, veio morar para a Amadora com três anos, foi estudar gestão em Inglaterra e trabalhou em Wall St, em gestão de fortunas. Ao mesmo tempo, foi modelo internacional e desfilou no top do top, para a Louis Vuitton, Calvin Klein, Hugo Boss, Dior, Alexander McQueen, ou Benetton e H&M. É a cara da J Crew - a marca favorita de Michelle Obama - nos Estados Unidos e fez todo o catálogo do armazém de luxo Bergdorf and Goodman. E, no meio de tudo isto, toda a gente o conhece como «o modelo português». Agora, abandonou as passereles e fundou uma marca de sapatos de homem como seu nome, que já é um enorme sucesso internacional - e está em plena expansão a Oriente.”
fotografia de Nick Knight

Feb 8, 2012

...Bailado e Anorexia (solista do Scala de Milão denuncia situação)


Segundo notícia ontem publicada no DN o Teatro de Milão afastou "uma das suas solistas que denunciou pressões para que as bailarinas controlassem o seu peso. Maria Francesca Garritano (na imagem acima), uma das primeiras bailarinas do ballet do La Scala de Milão, foi despedida depois de ter denunciado a proliferação de casos de anorexia entre o corpo de bailarinas do célebre teatro italiano. O La Scala fundamentou a decisão pelo facto de ser "prejudicada a imagem" da instituição pelas declarações da sua bailarina. Garritano, de 33 anos, deu em dezembro uma entrevista ao The Observer em que afirmava que uma em cada cinco bailarinas suas conhecidas era anorética e, em consequência, não tinham condições para terem filhos. No corpo de ballet do La Scala desde os 16 anos, Garritano recordou na entrevista que, "durante o treino, os meus professores chamavam-me 'mozzarella' e 'crepe chinês' diante de todos". A bailarina revelou que "deixei de comer ao ponto de ter deixado de ter o período durante ano e meio, tinha eu entre 16 e 17 anos. Cheguei a pesar 43 quilos". Aquilo que Garritano passou, foi levado ao extremo por colegas suas, que "tiveram de ser levadas de urgência para o hospital e alimentadas por via intravenosa, enquanto outras sofreram depressões e estão sujeitas a acompanhamento clínico ainda hoje".
mais notícias sobre o mesmo assunto (em inglês) aqui.

...as emoções fazem falta!

Retirei o texto abaixo do blogue de Lídia Craveiro (Outros Olhares)
Uma visão da natureza que ignore o poder das emoções é tristemente míope. As emoções são impulsos para agir e enfrentar a vida. A raiz da palavra emoção vem do termo latino "motere" que significa mover, mais o prefixo "e" fica "mover para"- As investigações indicam que cada emoção prepara o corpo para um tipo de resposta muito diferente: com o ira, o sangue flui para as mãos, tornando mais fácil pegar numa arma ou bater num inimigo, a adrenalina gera uma onda de energia; com o medo, o sangue corre para os grandes músculos, empalidecendo a face; o bem estar activa zonas do cérebro que impedem os sentimentos negativos; o amor provoca excitação parassimpatica que gera um estado geral de calma e contentamento, facilitando a cooperação; a surpresa permite o alargamento do campo de visual, em virtude do arquear das sobrancelhas e a entrada de mais luz na retina; a repulsa gera uma resposta facial; a tristeza ajuda a adaptarmo-nos a uma perda significativa, como a morte de alguém querido ou, um grande desapontamento, causa uma grande quebra de energia e do entusiasmo pela vida, aproxima a depressão e a baixa do metabolismo do corpo.
In "Inteligência emocional" Goleman ( 1997)
Inteligência Emocional de Daniel Goleman
O livro que mudou o conceito de inteligência.
Edição/reimpressão: 2010 Páginas: 376
Editor: Temas e Debates ISBN: 9789896440909

Dec 1, 2011

...dificuldade em identificar e expressar emoções ( questionário )


A alexitimia relaciona-se com o problema em identificar e expressar emoções. Qual a relação entre isso e a anorexia nervosa (ou outras doenças do comportamento alimentar)? A tese de Sandra Torres Brandão Ferreira, O CORPO E O SILÊNCIO DAS EMOÇÕES - ESTUDO DA ALEXITIMIA NA ANOREXIA NERVOSA, cujo resumo abaixo se reproduz e que pode ser lida integralmente aqui (ver anterior post de esqueciaana) contribui para essa resposta. Nessa tese apresenta-se este questionário que é a adaptação da escala de alexitimia de Toronto [nota do esqueciaana, eescalas deste tipo são frequentemente adoptadas pelos técnicos de saúde mental e necessitam ser adaptadas em função das idades, contextos, etc.]
RESUMO

A anorexia nervosa é uma perturbação do comportamento alimentar que afecta principalmente mulheres jovens. Diversos investigadores neste campo têm proposto formulações teóricas que definem esta psicopatologia como uma perturbação da regulação dos afectos. Com base nesta concepção, o presente estudo teve como objectivo geral analisar o funcionamento emocional de indivíduos com anorexia nervosa.
Objectivamente, procurou-se
(1) definir o padrão emocional associado à anorexia nervosa, com base no estudo das emoções sentidas e na avaliação das capacidades meta-emocionais;
(2) avaliar a alexitimia, ansiedade, depressão e auto-eficácia geral, bem como a relação que estas variáveis estabelecem entre si;
(3) analisar a influência da alexitimia, da ansiedade, da depressão e da auto-eficácia geral na predição da anorexia nervosa. No estudo participaram dois grupos (clínico e não-clínico), apenas com participantes do sexo feminino.
O grupo clínico foi composto por 80 sujeitos com anorexia nervosa (critérios DSM-IV), entre os 12 e os 34 anos. O grupo não-clínico foi composto por 80 sujeitos não-anorécticos, com características semelhantes ao grupo clínico em termos de idade, escolaridade e profissão.
As anorécticas foram seleccionadas em instituições de saúde e o seu diagnóstico foi confirmado com a aplicação da Entrevista de Diagnóstico das Perturbações do Comportamento Alimentar - IV. As não-anorécticas foram maioritariamente seleccionadas em instituições de ensino e preencheram um questionário inicial breve para despistar eventuais problemas alimentares. Ambos os grupos foram avaliados relativamente à ansiedade, depressão, alexitimia e auto-eficácia geral. Em comum registou-se também o preenchimento do Questionário de Avaliação das Emoções para a Anorexia Nervosa, desenvolvido por nós para o presente estudo.
Os resultados encontrados sugerem que as anorécticas apresentam um padrão emocional distinto das não-anorécticas apenas nos estímulos que envolvem situações relacionadas com a anorexia nervosa. Perante estas, as anorécticas registaram uma emocionalidade negativa, voltada para o interior e mais intensa. Este padrão de emoção é também o mais frequente no seu dia-a-dia. Em termos meta-emocionais, as anorécticas demonstraram ter capacidade para imaginar emoções em situações hipotéticas, conseguindo relembrá-las e nomeá-las. As anorécticas apresentaram ainda níveis mais elevados de alexitimia, depressão e ansiedade e níveis inferiores de auto-eficácia geral, quando comparadas com o grupo não-clínico. A depressão e a alexitimia constituem preditores significativos do diagnóstico de anorexia nervosa. No global, os resultados reforçam a relevância da intervenção psicológica orientada para a regulação dos afectos ao nível do tratamento da anorexia nervosa.

[ nota prévia aos vários questionários apresentados na Tese:]

FACULDADE DE PSICOLOGIA E DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE DO PORTO

Os questionários que se seguem estão inseridos num projecto de investigação sob a responsabilidade da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, no âmbito do curso de Doutoramento em Psicologia.

Não existem respostas certas ou erradas, ou seja, qualquer resposta que for dada está correcta. Todas as respostas são confidenciais.

A sua participação é muito importante para este estudo, mas se por qualquer motivo não quiser participar, tem todo o direito de o fazer e agradecemos de igual modo a sua atenção.

Obrigada pela sua colaboração
No esqueciaana outros posts sobre emoções:
http://esqueciaana.blogspot.com/2010/11/emocoes-e-anorexia-artigo-cientifico.html

http://esqueciaana.blogspot.com/2010/07/anorexia-e-emocoes-investigacao.html

http://esqueciaana.blogspot.com/2010/07/identificar-e-expressar-emocoes-e-nao.html

http://esqueciaana.blogspot.com/2010/09/abracos-medos-tacto-emocoes-ciencia-e.html

http://esqueciaana.blogspot.com/2011/06/dependencia-emocional-no-blogue-de.html

http://esqueciaana.blogspot.com/2011/04/quinze-por-cento-dos-jovens-magoam-se.html

Oct 19, 2011

...5,2631579% a invadir os dias e a estragar a alegria?


5,2631579%, é a parcela de 3 quilos em relação a 57 quilos.
Pergunto-te, racionalmente, achas que tão pouco merece tamanha focagem, abrangência da tua vida, e pressa em alcançar?
OK, queres ter menos 5,2631579 % do peso que agora tens. Admitamos que depois disso, o peso continua a ser saudável segundo os padrões dos especialistas (IMC etc.). Porque não escolhes então a alternativa de multiplicar por 3 ou por 4 o tempo em que queres concretizar essa ‘meta’?
E aqui claro entra a ‘irracionalidade’ que eu já experimentei quando estava doente. Pensava: “consigo tanta coisa que traço como objectivo que vou também conseguir ESTA…e JÁ!”. E fui ‘conseguindo’, menos   5,2631579%, menos 10,5263158%, menos…26,3157895% …e por aí adiante ...e a morte a rondar cada vez mais perto… Não estou a exagerar. Alguns dos leitores deste blogue sabem bem quanto é verdade.

Sep 21, 2011

...Qual o IMC e peso daqueles de quem gostas?

Uma das justificações que costumamos usar é a de que sendo mais magras nos aceitam melhor, gostarão mais de nós. É certo que num mundo em que a imagem é tão valorizada (porque também uma excelente fonte de negócio) esse sentimento é natural. Sugiro no entanto que se perguntem: As pessoas de quem gosto e admiro são magras, gordas ou assim-assim? (para quem gosta dos detalhes qual será o seu Indice de Massa Corporal IMC?). Talvez a resposta ajude a relativizar a importância que por força da doença se atribui à balança.
Imagens: (1) ad (2) Jorge Colombo artista português residente em Nova Iorque.

Sep 18, 2011

..." A evolução da beleza" (artigo de Anabela Natário Publicado na Única (Expresso de 28.08.2011 )

O texto integral do artigo pode ser lido aqui.
(...)
"Olhemos para uma daquelas estátuas de menina que os artistas do século VI a.C. esculpiam...", começa por dizer Umberto Eco, na sua "História da Beleza". "Os pitagóricos teriam explicado que a rapariguinha era bela porque nela um justo equilíbrio dos humores produzia um colorido agradável e porque os seus membros estavam numa relação certa e harmónica, dado que eram regulados pela mesma lei que regia a distâncias entre as esferas planetárias. O artista do século VI estava obrigado a realizar aquela beleza imponderável de que falavam os poetas e que ele próprio teria captado numa manhã de primavera, observando o rosto da rapariga amada, mas obrigado a ter de a realizar na pedra e concretizar a imagem da rapariga numa forma."

Avançando até à Renascença, assiste-se a uma nova visão e utilização do corpo, apoiada na redescoberta e recriação da Antiguidade Clássica. Entre o fim do século XIII e o princípio do XVII, o corpo passa a ser algo que se deve enfeitar com arte e de modo a ver-se bem. Os ourives criam peças para ostentar pelo corpo, artigos concebidos "segundo cânones de harmonia, proporção e decoro", como refere o professor italiano licenciado em Estética, lembrando que "o Renascimento é um período de empreendimento e atividade para a mulher, que na vida de corte dita leis na moda, se adequa ao fausto imperante, mas não se esquece de cultivar a sua mente, participa ativamente nas belas-artes, tem capacidades discursivas, filosóficas e polémicas".

"Mais tarde, o corpo da mulher, que se mostra publicamente, será contrabalançado pela expressão privada, intensa e quase egoísta dos rostos, de não fácil decifração psicológica e, por vezes, intencionalmente misteriosa: eis a Vénus de Urbino de Ticiano ou a mulher da Tempestade de Giorgione. A Vénus de Velázquez aparece-nos de costas, enquanto só lhe percebemos o rosto por reflexo, no espelho.

Artificialidade do espaço e caráter fugidio da beleza feminina encontrar-se-ão ainda, nos séculos seguintes, nas mulheres de Fragonard, em que o caráter onírico da beleza preludia já a extrema liberdade da pintura moderna: se não há vínculos objetivos para a representação da beleza, porque não colocar uma bela nudez numa merenda burguesa sobre a relva?"




Quanto ao corpo do homem, por esta época, o entendimento é diferente. Quando eles são retratados, não interessam as regras da proporção e da simetria, sim personificar o poder ou, talvez, dar o grito do Ipiranga em relação aos preceitos clássicos. "As formas do corpo não escondem a força nem os efeitos do prazer: o homem de poder, gordo e entroncado, quando não musculoso, tem e ostenta os sinais do poder que exerce. Certamente não são esbeltos Ludovico, o Mouro, nem Alexandre Bórgia (que goza da fama de objeto de desejo das mulheres do seu tempo), nem Lourenço, o Magnífico, nem Henrique VIII. E, se Francisco I de França, no retrato de Jean Clouet, dissimula debaixo de amplas vestes a sua esbelteza démodée, a sua amante Ferronière, retratada por Leonardo, enriquece a galeria de olhares femininos indecifráveis e fugidios", diz Umberto Eco.



Seja como for, para a mulher e para o homem, o ideal de beleza foi mudando e... repetindo-se. A dada altura, regressámos aos tempos em que gordura volta a ser formosura e as mulheres se querem pequenas como a sardinha.

Foi no século VIII e, na centúria de 20, depois da morte dos espartilhos e das cinturas finíssimas, quando o corpo feminino se libertou, literalmente. Não chegou às formas do paleolítico, mas andou perto...
Só que, entretanto, surgiu a inglesa Lesley Hornby, mais conhecida por Twiggy, a primeira supermodelo do mundo, que impôs, no final dos anos 1960, o corpo franzino, o cabelo curto e olhos rasgados encimados por longas sobrancelhas, transmitindo um ar andrógino.
A partir daí, os corpos foram-se querendo, por força dos desfiles de moda, cada vez mais finos, esquálidos, mesmo. Tanto de mulheres como de homens. O primeiro sinal foi dado pela Calvin Klein, nos anos 1990, quando fotografou a modelo Kate Moss, seminua, macérrima, com ar de viciada em drogas duras. E todos começaram a aparecer muito magros, olheirentos, num estilo de "heroinómanos chiques". De tal forma se regressou ao fino, mas acrescentando-lhe o ar de doente terminal, que alguns países resolveram impedir a disseminação da ideia de que magreza é beleza.

Em 2006, o governo regional de Madrid proibiu desfiles de looks anoréticos e a polémica resolução foi bem aceite pela Cibele, uma das mais importantes semanas da moda europeias que decorre anualmente na capital espanhola. Perto de 40 por cento das manequins foram vetadas: todas as que apresentavam um aspeto doentio e um índice de massa corporal abaixo dos 18.
"Estamos magras mas não doentes", queixaram-se as excluídas, estranhando o comportamento espanhol (em França e em Inglaterra houve apelos no mesmo sentido, mas não se chegou a medidas drásticas). As modelos poderão ter alguma razão, face às exigências do outro lado do mundo.


Ainda no passado mês de outubro, a Ralph Lauren despediu uma das suas modelos com o argumento de que era muito gorda, isto depois de abusar do Photoshop (ver post no esqueciaana) para lhe adelgaçar o corpo nas fotos das suas campanhas publicitárias e com tanto exagero que a modelo aparecia com a cabeça muito mais larga do que o corpo. Ora, Filippa Hamilton, de 23 anos, que trabalhava para a marca desde 2002, pesava 54 quilos e media 1,77 de altura, com estes números não poderia desfilar em Espanha e, segundo a Organização Mundial de Saúde, o seu peso ideal deveria ser de 70,9 kg...

(a modelo com tratamento de imagem e a modelo quando despedida).
De facto, o mundo parece esquizofrénico. Nos Estados Unidos, onde os corpos do cidadão comum são cada vez mais volumosos, a marca que redefiniu o "estilo americano" quer cabides. Na Alemanha, a revista feminina de maior tiragem (Brigitte post no esqueciaana)decidiu substituir as fotografias de corpos de manequins moldados por programas informáticos por "mulheres reais". A causa? A diretora da publicação, Andreas Lebert, disse estar farta de engordar corpos com Photoshop para que as raparigas parecessem pessoas normais. "O peso médio das modelos é cerca de 23% menor do que a maioria das mulheres", disse, adiantando que também tinha recebido muitas queixas de leitoras incapazes de se identificarem com as modelos das capas.
(páginas da revista Brigitte; a 'modelo' trabalha numa loja)
O corpo, independentemente da beleza, é o património natural do ser humano. "As sociedades humanas agem sobre o corpo através de regras de etiquetas, sanções e proibições, de prémios e castigos, de leis e penas e tudo isso se reflete na forma de andar, sentar, dormir, amar, de se alimentar, etc. Nesse sentido, o corpo é uma encruzilhada de acontecimentos culturais e sociais, animais e psíquicos, uma confluência de fenómenos, uma rede de emoções, uma teia de movimentos, um repertório inesgotável de gestos", dizia, no século XIX, o pensador brasileiro José Carlos Rodrigues.
(fotografia de Stephen Chernin nos bastidores da Semana da Moda de NY 2011) 

...A beleza na arte (video)

Ontem, por lapso,  coloquei um post  sobre os padrões de beleza ao longo do tempo que ainda não está finalizado. Entretanto deixo aqui um video de 'morphing' sobre a mulher na arte.
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