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May 2, 2017

...[ 'Cortar-se'] "Auto-Mutilação: uma simples chamada de atenção? " NÃO!!!


 
Estou a reeditar 2 posts porque a auto-mutilização (cortar-se) está a ser referida nas notícias em relação a actos criminosos de um designado 'jogo' assustador que já causou em Portugal danos.

Para ler todo o post clique aqui, no Blogue Salpicos (Alexandra Barros)
 Transcrevo abaixo um dos parágrafos do post da autoria de Alexandra Barros. Recomendo a leitura integral do post no blogue Salpicos (clique aqui)
 (...)
"A auto-mutilação ou a dor auto-infligida é sinónimo de grande sofrimento emocional que requer intervenção urgente. A dor emocional é tão avassaladora que, não encontrando outra forma de se expressar ou exteriorizar, é expulsa através da dor física que mascara a primeira, trazendo um certo alívio. Mas este alívio é obviamente temporário, levando à busca repetitiva da dor física, que acaba por assumir características obsessivo-compulsivas. Por outro lado, o sofrimento emocional, ao tornar-se insuportável, conduz a uma espécie de anestesia afetiva e a um sentimento de morte interior que faz com que a dor física (e o sangue) seja a única forma de confirmar que se está vivo e que se sente algo."

Existem estatísticas para Portugal sobre a  auto-mutilação?  Sim, e são preocupantes:
No esqueciaana (clique aqui) tinhamos dado conta de uma estatística muito preocupante em relação aos jovens portugueses:15,6 por cento referem "ter-se magoado de propósito nos últimos 12 meses, mais do que uma vez" (este comportamento é conhecido como auto-mutilação). Os dados são de um estudo internacional promovido pela Organização Mundial de Saúde. Em Portugal foram estudados  5050 adolescentes portugueses, com uma média de 14 anos. (ler mais aqui)
 




 

Nov 5, 2016

doenças do comportamento alimentar em Portugal (alguns artigos científicos 2012-2016)


Artigos publicados entre 2012 e 2016 na revista European Eating Disorders Review
Parabéns aos investigadores.

Ribeiro, M., Conceição, E., Vaz, A.R. and Machado, P.P., 2014. The prevalence of binge eating disorder in a sample of college students in the north of Portugal. European Eating Disorders Review, 22(3), pp.185-190.

Machado, B.C., Gonçalves, S.F., Martins, C., Hoek, H.W. and Machado, P.P., 2014. Risk Factors and Antecedent Life Events in the Development of Anorexia Nervosa: A Portuguese Case‐Control Study. European Eating Disorders Review, 22(4), pp.243-251.

Gonçalves, S., Machado, B., Silva, C., Crosby, R.D., Lavender, J.M., Cao, L. and Machado, P.P., 2016. The Moderating Role of Purging Behaviour in the Relationship Between Sexual/Physical Abuse and Nonsuicidal Self‐Injury in Eating Disorder Patients. European Eating Disorders Review, 24(2), pp.164-168.

Machado, P.P., Martins, C., Vaz, A.R., Conceição, E., Bastos, A.P. and Gonçalves, S., 2014. Eating disorder examination questionnaire: psychometric properties and norms for the Portuguese population. European Eating Disorders Review, 22(6), pp.448-453.

Ferreira, C., Matos, M., Duarte, C. and Pinto‐Gouveia, J., 2014. Shame Memories and Eating Psychopathology: The Buffering Effect of Self‐Compassion. European Eating Disorders Review, 22(6), pp.487-494.

Conceição, E.M., Utzinger, L.M. and Pisetsky, E.M., 2015. Eating disorders and problematic eating behaviours before and after bariatric surgery: characterization, assessment and association with treatment outcomes. European Eating Disorders Review, 23(6), pp.417-425.

Arcelus, J., Witcomb, G.L. and Mitchell, A., 2014. Prevalence of eating disorders amongst dancers: a systemic review and meta‐analysis. European Eating Disorders Review, 22(2), pp.92-101.

Gonçalves, S., Machado, B.C., Martins, C., Hoek, H.W. and Machado, P.P., 2016. Retrospective Correlates for Bulimia Nervosa: A Matched Case–Control Study. European Eating Disorders Review.

Meany, G., Conceição, E. and Mitchell, J.E., 2014. Binge eating, binge eating disorder and loss of control eating: effects on weight outcomes after bariatric surgery. European Eating Disorders Review, 22(2), pp.87-91.

Vaz, A.R., Conceição, E. and Machado, P.P., 2014. Early Response as a Predictor of Success in Guided Self‐help Treatment for Bulimic Disorders. European Eating Disorders Review, 22(1), pp.59-65.

Lipsman, N., Woodside, D.B., Giacobbe, P. and Lozano, A.M., 2013. Neurosurgical treatment of anorexia nervosa: review of the literature from leucotomy to deep brain stimulation. European Eating Disorders Review, 21(6), pp.428-435.


Gümmer, R., Giel, K.E., Schag, K., Resmark, G., Junne, F.P., Becker, S., Zipfel, S. and Teufel, M., 2015. High levels of physical activity in anorexia nervosa: a systematic review. European Eating Disorders Review, 23(5), pp.333-344.

Oct 26, 2016

...uma morte em cada 62 minutos

Segundo a Associação Nacional de Anorexia Nervosa (ANAD) 
dos EUA, a cada 62 minutos uma pessoa morre como resultado de 
um distúrbio alimentar. Só nesse país, pelo menos 30 milhões de pessoas 
sofrem de uma doença desse tipo.

Em Portugal (dados do H da CUF referidos no DN de hoje): 
A anorexia nervosa afeta 0,3% a 0,4% da população, 
sendo que 90% dos casos ocorrem no sexo feminino. 
Estima-se ainda que formas parciais da doença se registem 
em 12,6% das adolescentes.Cerca de 7% apresentem uma 
perturbação da imagem corporal.
38% das jovens com peso normal manifestam desejo de 
perder peso.

Apr 8, 2016

Angelina Jolie e Júlia Pinheiro - Anorexia , Celebridades e Famosos



Regularmente chegam-nos notícias sobre a anorexia que atinge directa ou indirectamente o que são designadas de 'celebridades'. É o caso das notícias (ou boatos sobre Angelina Jolie na fotografia acima num campo de refugiados sírios no Líbano no passado mês de Março , ver mais aqui) :

“Será que a atriz e realizadora norte-americana sofre de anorexia? Está muito magra, pesará só 36 kg. Especialistas afirmam que pode sofrer dessa doença que a leva a perder peso excessivamente.”
[…]
“A atriz norte americana confessou, em 2013, ter perdido bastante peso em 2007, após a morte da mãe, mas que tenta ser saudável pelo bem dos seus seis filhos. Em 2014, uma ex-babysitter dos filhos casal de atores revelou que Jolie terá sofrido de anorexia durante a adolescência, informa o site Celebrity.
O site Gossip Cop, conhecido por desmentir rumores sobre celebridades, afirma que a atriz se sente de boa saúde e que os rumores são totalmente falsos, citando uma fonte próxima do casal.”
Ler mais aqui no Observador de 9 de Abril 2016.


A apresentadora Júlia Pinheiro tem sido notícia  relativamente à anorexia que atingiu as filhas. A filha Carolina declarou o mês passado (Março 2016):
“Estou ótima. Foi um momento mau, claro que sim, mau para toda a família, mas uniu-nos imenso. É uma doença que sempre nos acompanhou a vida toda e é comum entre gémeas, como nos disseram os médicos que nós não somos o primeiro caso. Graças a Deus está para trás das costas. Isto é quase como ter diabetes, lidar com isso e não fazer disso um estigma”. Foi desta forma, com um sorriso no rosto que Carolina, de 22 anos, filha de Júlia Pinheiro, falou sobre a doença que sofre, uma anorexia grave, que a levou a um internamento de urgência em novembro. Recorde-se que a irmã, Matilde também tinha o mesmo problema. Fonte:
Desejamos que estes  casos amplamente divulgados nas redes sociais (sendo que em relação ao primeiro não existe confirmação) sirvam para alertar para os sinais, características e perigos da doença. Infelizmente por vezes a forma como são abordados contribuem para dar algum 'glamour' a uma doença que tem tudo menos glamour.Que as vítimas, celebridades, famosas ou ilustríssimas desconhecidas e as famílias e amigos contribuam para negar as thinspiration.
 
 

Nov 26, 2014

Investigadora portuguesa (Eva Conceição) recebe prémio da Eating Disorders Research Society



"Eva Conceição, investigadora do Grupo de Estudos das Perturbações Alimentares, Escola de Psicologia, Universidade do Minho (GEPA/CIPsiUM), recebeu o Early Career Investigator Award da Eating Disorders Research Society. O prémio corresponde à melhor comunicação submetida anualmente por um(a) jovem investigador(a). A comunicação intitulada Loss of control eating and picking or nibbling after bariatric surgery: A two year longitudinal study, foi apresentada numa sessão plenária do encontro da Eating Disorders Research Society, que se realizou em San Diego (CA, USA) de 9-11 de outubro de 2014."
Fonte da notícia: (aqui)
O esqueciaana já antes se tinha referido ao trabalho desta investigadora e co-autores (aqui). Endereçamos os parabéns a toda a equipa do GEPA! Desejamos que a investigação tenha o reconhecimento e divulgação merecidas!

Seguem abaixo os resumos e links para a Tese de Eva Conceição e a apresentação que recebeu o prémio.

Texto integral da Tese de Doutoramento de Eva Conceição pode ser consultado aqui.

O Papel do Comportamento Alimentar na Cirurgia da Obesidade: Avaliação, Intervenção e Resultados do
Tratamento
Eva Conceição
"A obesidade constitui um problema de saúde pública emergente, que se associa a riscos elevados para a saúde física e que tem um impacto substancial no bem-estar psicossocial do indivíduo. Dada a dificuldade dos tratamentos não cirúrgicos para a obesidade em atingir perdas de peso substanciais e manter os resultados a longo-prazo, a cirurgia bariátrica tem vindo a ser considerada a intervenção mais eficaz no tratamento da obesidade mórbida. A cirurgia da obesidade tem sido também associada a melhorias significativas no peso, qualidade de vida, auto-estima e funcionamento social. No entanto, parece haver um subgrupo de pacientes que não atinge perdas de peso significativas, ou volta a aumentar de peso após uma melhoria inicial. Vários estudos têm sugerido que a presença de comportamentos alimentares desadaptativos e sintomas psicopatológicos associados influenciam os resultados terapêuticos. Entre outros, a presença de ingestão compulsiva, o uso da comida para lidar com estados de humor intensos e eventos de vida stressantes, a perda de controlo e o petisco contínuo parecem ter um papel importante nos resultados do tratamento. Assim, a importância do estudo dos comportamentos alimentares e da sua relação com o aumento e perda de peso depois da cirurgia impõe-se, de modo a promover o sucesso do tratamento. Esta dissertação irá explorar o papel da perturbação alimentar e padrões alimentares nos resultados, em termos de perda de peso, da cirurgia da obesidade, desde a condição de ingestão compulsiva no período pré-cirurgia, até aos resultados a longoprazo, passando pela descrição de um programa de intervenção em grupo de preparação para a cirurgia da obesidade, e pela abordagem da importância de uma medida validada de avaliação dos problemas disfuncionais específicos desta população. O Primeiro Capítulo irá abordar “Sintomas de Comportamento Alimentar nos Pacientes Obesos em Cirurgia da Obesidade: Comparação de um Grupo de Sujeitos Com e Sem Compulsão Alimentar”. Os principais resultados evidenciam a existência de um grupo distinto de pacientes que se apresentam para cirurgia bariátrica. Os dados mostraram que, apesar dos grupos apresentarem IMC semelhantes no momento précirúrgico, os pacientes com compulsão alimentar diferem significativamente em várias dimensões relacionadas com a sintomatologia alimentar e distress geral psicológico. O Segundo Capítulo apresenta a descrição de um “Grupo de Preparação Para a Cirurgia Bariátrica”, um programa psicoeducacional desenhado para a preparação dos pacientes para o processo cirúrgico, apoiando e suportando a tomada de uma decisão consciente e informada e alertando para as implicações do processo cirúrgico nos diferentes aspectos da vida. No Terceiro Capítulo será apresentado o estudo de validação e as propriedades psicométricas de um novo instrumento que pretende avaliar e identificar comportamentos alimentares disfuncionais específicos e características psicológicas associadas da população obesa em cirurgia da obesidade: o “Obesity Disordered Eating Questionnaire – ODE: Uma Medida de Auto-Relato Para Comportamentos Alimentares Disfuncionais em Pacientes Submetidos a Cirurgia Bariátrica”. Os resultados mostraram que o ODE revelou ser uma boa medida de auto-relato para avaliação de comportamento alimentar disfuncional e característica associadas, e útil na identificação de comportamentos alimentares disfuncionais nesta população. Por último, o Quarto Capítulo explora os “Resultados Terapêuticos na Cirurgia da Obesidade: O Papel dos Comportamentos Alimentares e da Sintomatologia Alimentar”, analisando as alterações nos comportamentos alimentares com a cirurgia e a prevalência destes comportamentos antes e depois da cirurgia, a curto e a longo-prazo. Este capítulo explora ainda o impacto dos comportamentos alimentares presentes após a cirurgia na perda e posterior aumento de peso. Os resultados apontam para uma melhoria inicial dos comportamentos alimentares e sintomatologia associada, mas para um aumento de peso posterior associado à presença de um conjunto de variáveis em interacção relacionadas com características alimentares disfuncionais. Uma vez que os comportamentos alimentares apresentam uma forte associação com o aumento de peso e insucesso do tratamento (particularmente a longo-prazo), uma abordagem por passos parece a opção mais razoável para levar a intensidade e tipo de tratamento mais adequado a cada paciente, Assim, torna-se fundamental uma preparação inicial que permita a tomada de decisão informada, assim como uma avaliação e monitorização sistemática a longo-prazo dos comportamentos alimentares específicos, de modo a prevenir o insucesso terapêutico."
 
O resumo (em inglês) da comunicação em co-autoria cuja versão integral não encontrámos disponível é:
EARLY CAREER INVESTIGATOR AWARD WINNER
LOSS OF CONTROL EATING AND PICK OR NIBBLING AFTER BARIATRIC SURGERY: A TWO YEARS LONGITUDINAL STUDY 
Eva M Conceição1, Ana P Bastos1, Sofia Ramalho1, Ana R Vaz1, Ross Crosby2,3, James E Mitchell2,3, Paulo PP Machado1
1University of Minho, School of Psychology, Braga, Portugal/2Neuropsyhciatric Research Institute, Fargo, ND, United States/3University of North Dakota School of Medicine and Health Sciences, Fargo, ND, United States

This longitudinal study assessed loss of control eating (LOC) and picking or nibbling (P&N) before and after bariatric surgery and investigates their stability over time and its association with weight outcomes. Seventy three consecutive patients were assessed pre-operatively and 24 month after surgery (62.7%LAGB and 37.3% GBP; 83% Fem). Assessment included diagnostic clinical interview (EDE-BS) and a set of self-report measures assessing eating symptomatology, general distress, depression, and body image.  Our data show that 90.9% of pre-surgery LOC eaters remit after surgery and 15% present LOC eating "de novo" after surgery. (continuar a ler na fonte original)
Fonte: http://www.edresearchsociety.org/EDRS_ONLINE/core_routines/view_abstract_no.php?show_close_window=yes&abstractno=123

Oct 20, 2014

Para Mulheres Reais (carta de Jessica Athayde)


A Jessica é uma atriz portuguesa que recentemente desfilou num evento de moda e algumas fotografias divulgadas (não a que acima reproduzo, que são da autoria da própria e retiradas do blogue que possui a jessyjames) derem origem a ataques verbais nas redes sociais, blogosfera. Houve muitas respostas de várias origens. Prefiro esta na primeira pessoa que abaixo transcrevo. Os sublinhados são do esqueciaana.
 "Para mulheres reais"
"As palavras que vos escrevo poderiam não ser escritas. Era mais fácil “não dar importância assunto” e “deixar morrer a coisa”. Era mais fácil…. mas não é o que vou fazer porque as palavras que vos escrevo não são só sobre mim: são sobre as mulheres e a forma como são permanentemente olhadas, julgadas e atacadas. São sobre uma ditadura de imagem imposta, uma tendência redutora de nos verem e de nós próprias olharmos umas para as outras. Isto tem de ser denunciado. Este bulliyng permanente tem de acabar e pretendo ser uma voz activa neste caminho que tem de ser percorrido por todas nós.
Sou actriz. Não sou modelo. Optei há muito por um estilo de vida saudável, com escolhas que faço todos os dias em relação à minha alimentação e prática de exercício físico.
Faço-o porque quero viver muito. Quero viver bem. Quero ser saudável e feliz como tantas outras mulheres.
Desfilei na Moda Lisboa como convidada. Desfilei com o corpo que tenho que é o meu e no qual me sinto muito bem.
Qual não foi a minha perplexidade quando observo que, a propósito de uma fotografia menos feliz, sou alvo de críticas, comentários desagradáveis e uma série de mimos, próprios deste mundo das redes sociais, em que ainda nos estamos a habituar a viver.
Estes comentários foram feitos na maioria por mulheres. Mulheres, vou repetir.
Mulheres que são filhas, mulheres que são mães, mulheres que ainda não perceberam que cada vez que cedem à tentação de atacar outra mulher com base nas suas características físicas, estão a enfraquecer a condição feminina, em vez de lhe dar força.
Estão a cultivar as inseguranças, as desordens alimentares, a escravidão da imagem.
Sou uma mulher segura, pelo menos trabalho nesse sentido. Se este incidente fosse só sobre mim, posso garantir-vos que pouca importância lhe daria.
Mas questiono-me sobre a quantidade de mulheres menos seguras, de todas as idades, mais ou menos felizes, magras, gordas, altas, baixas sofrem este tipo de perseguição no seu dia-a-dia. Mulheres que ao contrário de mim, não têm uma voz que se faça ouvir… Para alguma coisa tem de servir o facto de ser figura pública. Que seja então para dar voz a um grito que sei ser de muitas que me estão a ler neste momento: CHEGA!
Cada mulher é um mundo muito para além do corpo que a recebe. Apoiem -se. Defendam -se. Não permitam olhares redutores sobre aquilo que somos.
A dignidade da condição feminina passa também pelas mulheres perceberem que têm se unir nessa procura e nessa luta.
Queremos um mundo com mulheres felizes, inteligentes, pró-activas, inovadoras, solidárias e que façam a diferença.
Temos de estar juntas nesse objectivo.
Há pouco tempo perguntaram-me numa entrevista quem é que eu admirava, foi fácil responder. Emma watson, 22 anos, penso eu.
Emma Watson (actriz como eu) no seu primeiro discurso como Embaixadora das Nações Unidas para a Boa Vontade, inspirou o mundo lançando a campanha ONU #HeForShe, que fala sobre a liberdade e a igualdade entre os sexos.
Fala sobre a importância dos homens apoiarem as mulheres neste caminho.
Eu acrescento e peço em Portugal que abracemos também o #SheForShe
Ela por ela. Cada uma de nós pela mulher ao nosso lado. Seja no autocarro ou numa fotografia no ecrã do computador.
Beijinhos
Jessy"
FONTE da imagem e texto: http://jessyjames.pt/?p=3054

Aug 17, 2014

3 artigos científicos de 2014 sobre Compulsão Alimentar e outras doenças do comportamento alimentar em Portugal



A revista científica European Eating Disorders Review publica artigos que nos ajudam a perceber melhor as causas, diagnóstico e tratamento da Anorexia Nervosa, da Bulimia e de outras doenças relacionadas com o comportamento alimentar.
 
Referenciamos em seguida 3 artigos publicados em 2014 que analisam casos em Portugal (em todos são incluídos os links para a revista onde podem ser lidos os resumos e os textos integrais em inglês).
 
Juntamos ainda uma tradução livre do resumo de um deles referente a um estudo sobre Compulsão Alimentar (Binge Eating Disorder, BED) nos estudantes do ensino superior em Portugal publicado em Maio de 2014.
 

European Eating Disorders ReviewVolume 22, Issue 3, May 2014, Pages: 185–190, Mónica Ribeiro, Eva Conceição, Ana Rita Vaz and Paulo P. P. Machado

RESUMO:

A Compulsão Alimentar (Binge eating disorder, BED) tem outras doenças associadas e foi recentemente considerada como uma categoria específica no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – Fifth Edition (nota de esqueciaana: neste blogue  encontra várias referencias ao DSM e como nele têm evoluído as categorias das doenças de comportamento alimentar).

Este estudo investiga a prevalência da Compulsão Alimentar (BED) numa amostra de estudantes universitários portugueses tendo sido selecionada a amostra em duas etapas [nota de esqueciaana: no esquema abaixo resume-se as etapas de selecção da  amostra]. 

Entre Outubro de 2008 e Julho de 2009,  805 estudantes universitários de uma universidade pública do Minho completaram o questionário Questionnaire on Eating and Weight Patterns – Revised  [nota de esqueciaana: um questionário similar pode ser encontrado aqui, e uma versão portuguesa aqui]. Com base nesse questionário foram identificados os casos a entrevistar numa segunda fase. 85 estudantes que apresentavam o critério para compulsão alimentar foram convidados a ser entrevistados, nessa segunda fase, com base no Eating Disorder Examination.

Na primeira etapa, 9,6% dos inquiridos assinalaram episódios de compulsão alimentar. Na segunda etapa do estudo a taxa de prevalência foi de 0,5% para Compulsão Alimentar e de 1% no caso de ser excluído o critério de uma grande quantidade de alimentos.
 
Nota de esqueciaana:As Figura 1 e Tabela 2 abaixo foram retiradas do artigo original cuja leitura recomendo.
 


European Eating Disorders ReviewVolume 22, Issue 3, May 2014, Pages: 185–190, Mónica Ribeiro, Eva Conceição, Ana Rita Vaz and Paulo P. P. Machado
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References
 
 
European Eating Disorders Review
Volume 22, Issue 4, July 2014, Pages: 243–251, Bárbara C. Machado, Sónia F. Gonçalves, Carla Martins, Hans W. Hoek and Paulo P. Machado
Full Article (HTML)
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References


Early Response as a Predictor of Success in Guided Self-help Treatment for Bulimic Disorders
European Eating Disorders ReviewVolume 22, Issue 1, January 2014, Pages: 59–65, Ana R. Vaz, Eva Conceição and Paulo P. P. Machado
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References

(imagens de Escher)

Apr 8, 2014

Jul 22, 2013

...Dircursos sobre Anorexia Nervosa (artigo científico 2012; em português)


Pode ser lido na integra um artigo científico publicado  na revista Psicologia & Sociedade; 24 (2), 472-483, 2012, basta seguir o link :
http://www.scielo.br/pdf/psoc/v24n2/24.pdf
OS HERÓIS, VÍTIMAS E VILÕES:DISCURSOS SOBRE A ANOREXIA NERVOSA
AUTORES: Maria Araújo e Margarida Henriques (Universidade do Porto, Porto, Portugal) ;Isabel Brandão e António Roma Torres (Centro Hospitalar de São João do Porto, Porto, Portugal)
RESUMO:
"Este artigo apresenta uma revisão da literatura sobre os discursos dominantes sobre a anorexia nervosa da Idade Média à actualidade. Coloca em destaque os heróis, vilões e vítimas, culminando num olhar sistémico-familiar. Se durante séculos predominaram narrativas individuais de heroínas santas, posteriormente, na era do pensamento médico, estas heroínas passaram a vítimas de uma doença mental. Mais tarde, com os movimentos da anti-psiquiatria e da terapia familiar, emergem novas narrativas com mais protagonistas: os familiares. Se, primeiramente, as famílias são retratadas como vilãs, dadas as suas influências nocivas, nas últimas décadas as famílias são ilustradas como sistemas vítimas do impacto da doença. Na actualidade, surgem narrativas de famílias competentes, capazes de superar o problema. Este artigo termina refletindo sobre esta multiplicidade de leituras e suas implicações.
Palavras-chave: anorexia nervosa; relações familiares; história."

Do texto  destaco esta referência:

"De acordo com um estudo realizado por Nilsson e Hagglof (2006) (*) quando questionadas 58 mulheres recuperadas relativamente
sobre as pessoas que foram mais importantes para a recuperação,
 
38% referiram os familiares,
 
35% apontaram para os profissionais de saúde,
 
33% os amigos e
 
24% o namorado,
 
o que coloca em evidência a importância dos diferentes elementos do sistema para a recuperação, ou seja, familiares, técnicos e amigos enquanto possíveis colaboradores activos para a mudança.
 
 
 
 
 
 

(*) Nilsson, K. & Hagglof, B. (2006). Patient perspectives of recovery
in adolescent onset anorexia nervosa. Eating Disorders,14, 305 – 311.

 
imagem retirada de flick cc aqui

Oct 14, 2012

...lista de artigos científicos de investigadores portugueses



As interrogações sobre a anorexia e a bulimia ("o que se está a passar comigo?" " o que se passou comigo?" etc.) encontram por vezes resposta na investigação que vai sendo publicada. Infelizmente essas respostas científicas não são de leitura e compreensão simples. De tempos a tempos damos notícia no esqueciaana de alguns desses artigos, livros ou teses (pedido aos leitores deste blogue: sugestões sempre bem-vindas!).
Hoje, com o agradecimentos a todos os investigadores e em particular aos investigadores portugueses publicamos uma lista de dezenas de artigos publicados por investigadores portugueses e/ou sobre a anorexia, a bulimia e outras doenças do comportamento alimentar em Portugal. (marcamos a bold as publicações de 2012, há cerca de um ano tinhamos publicado outra lista - aqui).

M. S. Alvarenga, M. C. T. Martins, Kscj Sato, S. V. A. Vargas, S. T. Philippi, and F. B. Scagliusi. 2012 Orthorexia nervosa behavior in a sample of brazilian dietitians assessed by the portuguese version of orto-15. Eating and Weight Disorders-Studies on Anorexia Bulimia and Obesity 17, no. 1: E29-E35.
 
M. S. Alvarenga, R. F. Pereira, F. B. Scagliusi, S. T. Philippi, C. C. P. Estima, and J. Croll. 2010. Psychometric evaluation of the disordered eating attitude scale (deas). English version. Appetite 55, no. 2: 374-76.
 
A. C. S. Amaral, T. A. Cordas, M. A. Conti, and M. E. C. Ferreira. 2011. Semantic equivalence and internal consistency of the brazilian portuguese version of the sociocultural attitudes towards appearance questionnaire-3 (sataq-3). Cadernos De Saude Publica 27, no. 8: 1487-97.
 
S. Bacalhau and P. Moleiro. 2010. Eating disorders in adolescents what to look for? Acta Medica Portuguesa 23, no. 5: 777-84.
 
C. Bento, A. T. Pereira, B. Maia, M. Marques, M. J. Soares, S. Bos, J. Valente, A. Gomes, M. H. P. Azevedo, and A. Macedo. 2010. Perfectionism and eating behaviour in portuguese adolescents. European Eating Disorders Review 18, no. 4: 328-37.
 
M. B. F. Borges, C. M. Morgan, A. M. Claudino, and D. X. da Silveira. 2005. Validation of the portuguese version of the questionnaire on eating and weight patterns-revised (qewp-r) for the screening of binge eating disorder. Revista Brasileira De Psiquiatria 27, no. 4: 319-22.

 

J. P. Cardoso and A. P. Pires. 2012. Eating disorders in pregnancy: A review. Psicologia-Reflexao E Critica 25, no. 1: 139-46.
 
E. V. Carraca, D. Markland, M. N. Silva, S. R. Coutinho, P. N. Vieira, C. S. Minderico, L. B. Sardinha, and P. J. Teixeira. 2011. Dysfunctional body investment versus body dissatisfaction: Relations with well-being and controlled motivations for obesity treatment. Motivation and Emotion 35, no. 4: 423-34.
 

L. Castro, H. Davies, L. Hale, S. Surguladze, and K. Tchanturia. 2010. Facial affect recognition in anorexia nervosa: Is obsessionality a missing piece of the puzzle? Australian and New Zealand Journal of Psychiatry 44, no. 12: 1118-25.
 
M. A. Conti, F. Scagliusi, G. K. D. Queiroz, N. Hearst, and T. A. Cordas. 2010. Cross-cultural adaptation: Translation and portuguese language content validation of the tripartite influence scale for body dissatisfaction. Cadernos De Saude Publica 26, no. 3: 503-13.
 
M. A. Conti, B. Slater, and Mddd Latorre. 2009. Validity and reproducibility of escala de evaluacion da insatisfacion corporal para adolescentes. Revista De Saude Publica 43, no. 3.
 
F. Correia, R. Poinhos, S. Pinhao, Bmpm De Oliveira, R. Coelho, M. D. V. De Almeida, J. L. Medina, and A. Galvao-Teles. 2009. Psychological characteristics in an obese population assessed using psychometric self-evaluation. Obesity and Metabolism-Milan 5, no. 2: 78-85.
 
C. Costa, E. Ramos, M. Severo, H. Barros, and C. Lopes. 2008. Determinants of eating disorders symptomatology in portuguese adolescents. Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine 162, no. 12: 1126-32.

 

A. I. Cunha, A. P. Relvas, and I. Soares. 2009. Anorexia nervosa and family relationships: Perceived family functioning, coping strategies, beliefs, and attachment to parents and peers. International Journal of Clinical and Health Psychology 9, no. 2: 229-40.
 
V. O. Damasceno, J. M. Vianna, J. S. Novaes, J. P. de Lima, H. M. Fernandes, and V. M. Reis. 2011. Relationship between anthropometric variables and body image dissatisfaction among fitness center users. Revista De Psicologia Del Deporte 20, no. 2: 367-82.

 

G. A. N. de Almeida, S. R. Loureiro, and J. E. dos Santos. 2001. Morbid obesity in women - eating style and quality of life. Archivos Latinoamericanos De Nutricion 51, no. 4: 359-65.
 
M. X. de Araujo and Mirs Henriques. 2011. Which "Difference does make a difference" In recovery of anorexia nervosa? Revista De Psiquiatria Clinica 38, no. 2: 71-76.
 
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