Começámos em Maio 2009, recebemos 358 comentários aos 687 posts

Obrigada a todos os que de múltiplas formas contribuem para o esqueciaana Escrevam: esqueciaana@gmail.com




os 10 posts mais lidos (esta semana) seguidos dos posts mais recentes (26 Outubro 2016):

Showing posts with label recuperação. Show all posts
Showing posts with label recuperação. Show all posts

Apr 22, 2019

"A anorexia era uma entidade à parte de mim..." Teresa Procopiak


Ler entrevista (aqui)
A autora do livro " Do outro lado do espelho" recentement publicado deu uma entrevista na TV num programa da tarde.


Jun 26, 2014

"Agora existo. Agora sou eu!…" (Testemunho)


(nota do esqueciaana em 26.06.2014: transcrevo com o coração a transbordar de alegria um comentário que acabei de ler recebido da Té. Os bolds são de esqueciaana. Um testemunho de que SIM!  é possível ficarmos LIVRES. Parabéns! Obrigada pelo teu testemunho! Obrigada pelas tuas (sábias, de experiência feitas...) palavras.
 
"Minha querida, é sempre bom voltar aqui… agora com uma presença diferente na vida.
 
Agora existo. Agora sou eu!…
 
Como tu sabes e acompanhaste, vivi muitos anos agarrada à doença mas também fui amiga de uma rapariga a quem detectei anorexia (já nessa altura eu mentia sobre mim)..
 
Todas estas dicas [refere-se ao post como ajudar uma amiga] são muito úteis para quem pouco sabe mas é preciso percebermos quem temos à frente e fazer uma triagem das características patológicas que ela apresenta e uma triagem nas nossas palavras para lhe chegar… quantas vezes eu deixei de falar com amigos por terem sido muito invasivos ou por me sentir atacada em vez de ajudada… é preciso assertividade mas deixar de lado os chavões… é preciso ser firme e dizer que estamos ali para ajudar a pessoa, não a doença.
 
Enquanto amigo é preciso não se iludir que vai salvar a doente… aconteceu-me ao longo de 10 anos de fase aguda, algumas pessoas aproximarem-se e quererem salvar-me… isso acabou com a possibilidade de continuarmos uma grande amizade… porque havendo a ilusão que aqui alguém salva alguém, acaba-se na desilusão de isso não acontecer… a maioria dessas pessoas acabou a cobrar-me uma força que eu não tinha sempre com frases do género "eu só acredito quando vir" "tu não queres sair disto" ou ainda "tu vais morrer"… isto claro, acompando a grande mágoa e frustração por me verem voltar a cair depois de tentativas de sair do fundo… Estas coisas pesaram-me em vez de ajudar… fizeram-me sentir que toda a gente que se aproximava iria sair triste e desiludida de ao pé de mim… a depressão em que estava generalizava os casos: de algumas pessoas, passei a julgar que qualquer pessoa no mundo que se aproximasse de mim, sairia magoado.
 
Fosse por este ou por outro motivo qualquer… E demorou até conseguir aproximar-me de outra pessoa… sempre com muitas reservas e com muitas máscaras…
 
E quando finalmente dei a volta tive de o fazer praticamente sozinha. Eu e a minha psicologa que me ia ouvindo… aluguei uma casa, trabalhei todos os dias para pagar as contas. Foi esse compromisso que me prendeu à vida e me libertou da doença… =)
 
Mas a solidão a que me obriguei foi só o meu método… aconselho sempre a que o façam rodeados, a partilhar jantares e pasteis de nata! A vida faz sentido partilhada… e é à procura dessa partilha que devemos esforçar-nos para sair da doença.grande beijinho minha querida! "
 

Nov 13, 2013

...testemunho de anorexia (livro de BD de Katie Green )

 
Acaba de ser publicado um livro de BD, Lighter than my shadow que constitui um testemunho da sua autora (Katie Green) em relação à sua experiência de anorexia. A autora possui um blogue com várias ilustrações e testemunhos e algumas páginas do livro podem ser lidas on line.
 
A ilustração abaixo representa o estado de espírito após ter assinado o contrato com a editora.
 
 

(clique na imagem para ampliar)

Oct 14, 2013

...Terapia pela Arte (link e livro) Não posso culpar a chuva...


Mais um post do blogue Salpicos que destaco aqui. Este é sobre a terapia pela arte. Alain de Botton é o autor do site e também co-autor com John Armstrong  de livro com o mesmo nome.

Por exemplo, o "Não posso culpar a chuva"
http://100087-adb-art-as-therapy-app.twotwentyseven.com/#free-time/i-cant-bear-the-rain
 
 
imagem: David Hockney,  Portrait of an Artist (Pool with two figures), 1972

Jan 12, 2013

...'fome' ou vários tipos de 'fome'?

Como já aqui escrevi várias vezes, com base na minha experiência, as doenças de distúrbio alimentar ou transtorno alimentar (TA) estão associadas à alimentação, mas o problema essencial não está no prato…são doenças mentais. Claro que para recuperar é necessário retomar uma alimentação saudável, claro que muitos dos sintomas passam pela alimentação (abandonar as práticas de não comer ou comer compulsivamente), mas insisto, o problema não está no prato.
Muitas vezes se pergunta: alguém doente com anorexia tem fome? A resposta pode ser sim ou não. Pode ter fome - eu acho que tem sempre - só que algures no cérebro são enviadas mensagens para ‘controlar’ essa fome. Por outro lado, e isto é frequente no período de recuperação, recomeçar a comer normalmente pode gerar nos primeiros tempos dores de estômago (ou mesmo uma sensação de que o corpo ‘não quer comer’). Por isso se alguém em recuperação vos disser ‘se comer dói-me a barriga’ pode não ser ‘fita’. Contudo, no caso da anorexia sem comer mais, sem ganhar um peso mínimo recomendado, a recuperação é impossível.
E será que há uma ‘fome’ ou várias fomes?
Não me estou a referir à fome enquanto flagelo mundial: 925 milhões de pessoas no mundo não comem o suficiente para serem consideradas saudáveis. Isso significa que uma em cada sete pessoas no planeta vai para a cama com fome todas as noites. (Fonte: FAO, 2012). Mais informação aqui: https://www.fao.org.br/oqvpssf2012.asp
Estou a referir-me à ‘fome’ sentida por quem sofre de um Transtorno Alimentar. No blogue recoveringanorexic a autora identifica 5  tipos de fome pois acha que a podem ajudar a combater a doença. No essencial concordo com essas categorias. O post original com a definição de cada um dos tipos de fome pode ser lido aqui.
Fome normal ou média
 
Fome intensa com impulsos e desejos
Fome extrema, com queda de açúcar no sangue
Fome emocional
Desejo compulsão / fome falsa
 
 

Oct 18, 2012

...Testemunho (fonte:AFAAB)


(nota do esqueciaana: transcrevo este testemunho da Sofia deixado no site da AFAAB aqui)

enviado em 2012-09-21 por

"olá!
Eu sou a Sofia, e à dois anos que ando a ser seguida pela Dr. Isabel Brandão, quem me diagnosticou anorexia nervosa e mais tarde bulimia. Neste momento tenho 18 anos, e já escrevi aqui, mas com uma perspectiva diferente. Todo este percurso começou com uma simples dieta, em que eu queria mostrar a todos que era forte e era capaz de só comer coisas saudáveis.
 
Sempre fui uma rapariga, que fingia ser mais forte que tudo e todos e conseguir não comer todos aqueles doces e guloseimas que todos os meus amigos comiam, para mim era uma forma de mostrar que conseguia tudo aquilo que queria. Mas esta brincadeira, não passou de uma simples dieta de uma jovem de 15 anos. A obcessão pela restrição de comida começou a ser enorme e incontornável. Estava a ser giro estar a perder uns quilos e toda a gente me dizer que estava mais magra. Tudo isto continuou, cada dia pior. No final do verão de 2010, eu já nem sequer saia com os meus amigos. Comecei a desmaiar várias vezes, a recusar ir a jantares e toda a gente se começou a aperceber. Até que depois de tanto que a minha mãe e o meu namorado me chatearam para ir a uma consulta,até porque a minha tia já tinha tido o mesmo problema, e então a minha mãe apercebeu-se facilmente. Eu fui, e detestei. Para mim, não fazia sentido, eu estava ótima. Mas segundo a médica, não.
 
Consultas seguiram-se e eu cada vez a perder mais quilos e a isolar-me mais. Só chorava, só queria morrer. Magoei muitas pessoas, mas nunca ninguém imagina a dor que é para nós próprias. É dificil, ouvir uma pessoa de quem gostamos dizer que quer morrer, mas se para os outros é, então para nós próprios chegarmos a esse estado, é porque é mesmo horrivel viver com este pesadelo todos os dias. Quase não conseguia andar, sentia-me tão fraca, só queria estudar e ser perfeita.
 
Depois de tanto sofrimento, veio a revolta, a bulimia. Numa das variadas tardes, em que estava em casa a estudar, deu-me vontade de comer tudo o que me apareceu à frente, mas claro, a seguir veio a culpa e comecei a vomitar. Desde aí, foi sempre assim. Ora passava o dia sem comer, ora comia tudo. O pior, foi que de um momento para o outro, engordei imenso, sentia-me inchada, e isso era horrível. Chorava das dores de garganta que tinha de forçar o vómito. Só andava com roupas largas para esconder a "gordura". Comecei a tomar laxantes, para emagrecer. Fui internada 3 vezes, por ingerir demasiados comprimidos, por me tentar matar. E da terceira, tive que fazer uma lavagem ao estomago, e isso foi tão mau, que acho que foi o que me fez "acordar" para a realidade. Era um completo inferno.
 
Hoje, consigo ter uma visão diferente das coisas. Andei em terapia de grupo, familiar e consultas individuais. E sinceramente, acho que a terapia de grupo me fez bem. Ouvirmos outras experiências e falarmos com quem nos percebe, é muito melhor. Agora percebo porque que me matava a estudar e os meus resultados eram fracos, porque não me alimentava, porquê que tinha tanto frio, a pele toda esfolada, as dores de garganta, o isolamento, tudo. Agora, já estou a recuperar, mas qualquer coisa de mal que acontece, é na comida que descarrego. É obvio, que neste momento, olho para mim e não me sinto magra, mas sei que me fiz tanto mal, que faço um esforço enorme para tentar mudar isso. Deixei de ir às consultas, mas agora estou a pensar em voltar.
 
Neste momento, tento cumprir um plano, para pelo menos, andar com melhor humor e ter melhores resultados na escola. Quero com o meu testemunho, tentar ajudar outras pessoas que estão a passar pelo mesmo, para ver se têm aquele "click" que é preciso. Embora ainda não esteja curada, acho que já começo a ir no bom caminho. Porque agora, percebo que há mais vida, além do meu corpo. Eu dançava, e tive que deixar, eu sempre ambicionei ser modelo e não conseguia por tão fraca que estava. E perdi o mais importante, dois anos quase da minha adolescência fechada em casa a pensar no meu corpo, em comida, numa alimentação saudavel, em ter sempre isto a invadir-me a cabeça.
 
Neste momento ainda sinto, muitas vezes aquele bichinho que me diz "não devias" comer, mas agora já é mais fácil de o mandar embora. Porque chegar ao fundo, não é assim tão dificil como sair de lá, e durante este longo caminho há sempre muitos obstaculos que nos fazem regredir, por vezes.
 
Quero agradecer, por haver este espaço [na página da AFAAB] em que podemos desabafar e ajudar também.
 
Porque falar de fora, é muito fácil, dizer que é uma mania ou algo sem importância também, só quem passa pelo mesmo é que sabe o verdadeiro sofrimento!
 
Força e coragem, é o que é preciso para vencer esta batalha, porque até para entrarmos nisto precisamos de ter muita força."

Aug 29, 2012

...ENCONTRO: (Actualizado em 28 Setembro 2012)) DOENÇAS do COMPORTAMENTO ALIMENTAR: Como estamos? E para onde vamos? (programa de Encontro em Lisboa 28 e 29 de Setembro)


Encontro sobre Doenças do Comportamento Alimentar: Como estamos? E para onde vamos?
Organizado por Núcleo de Doenças do Comportamento Alimentar (NDCA)
Em Lisboa  nos dias 28 e 29 de Setembro 2012
O PROGRAMA (clique para aumentar) e a ficha de inscrição estão abaixo:
 
 
Nota da esqueciaana:  Actualização em 28 de Setembro: irei entrar em contacto com os organizadores e oradores a solicitar os materiais disponibilizados durante este Encontro. Irei aqui dando notícia.
(abaixo a carta enviada pela presidente da AFAAB, Adelaide Braga)
Olá Amigas e Amigos
É já nos próximos dias 28 e 29 de Setembro que se realiza, em Lisboa, o Encontro de Outono, cujo tema é aquele que todos nós, infelizmente, já bem conhecemos.
Está a ser organizado pelo NDCA – Núcleo das Doenças do Comportamento Alimentar, conforme o programa que juntamos.
É da maior importância para todos, em especial para as famílias que lidam diariamente com doentes afetados por estas doenças. É a oportunidade para exporem as suas dúvidas, os seus anseios, as suas exigências, no sentido de se melhorar o tratamento e acompanhamento de quem sofre com estas ansiedades e dúvidas – muito pertinentes –.
Envidaremos todos os esforços para que a forma de lidar com algumas situações nos sejam apresentadas pelos Técnicos Especialistas que estarão presentes, e para as quais nos sentimos impotentes.
A AFAAB terá uma participação neste evento, no dia 29, sábado, pelas 14H00, por convite do NDCA, que nos reservou um tempo deste encontro, para receber Famílias, a custo zero, que pretendam dar o seu testemunho e/ou apresentarem sugestões no sentido de serem encontradas as melhores soluções para, em casa, podermos ajudar os Médicos a tratar dos nossos doentes.
Assim, venho apelar ao V/empenhamento para que nos encontremos naquele dia 29 de Setembro, para debater assuntos que nos são tão caros.
Dentro das vossas disponibilidades de tempo, aguardo uma resposta o mais breve possível, enviando um grande abraço de amizade, na certeza de que vou encontrar o eco necessário para a continuação de um trabalho que desejamos seja o melhor para podermos continuar a ajudar todos os que necessitam desta ajuda.
Adelaide Braga (presidente da AFAAB)

Aug 20, 2012

...sentir-se 'um todo' (artigo científico)


O artigo pode ser lido na totalidade (aqui em pdf) e apresenta os resultados de um estudo que apesar de realizado numa escala pequena pode ser importante para o aperfeiçoamento das terapias associadas à anorexia. Destaco o aspecto de sentir-se 'como um todo' sem dicotomias sem 'vozes más' a perturbar o comportamento.


Das entrevistas efetuadas o processo de mudança (para a recuperação) foi influenciado pela tomada de consciência dos efeitos da anorexia. Citando: Na consciência das consequências e do contributo para o processo de mudança muitas mulheres referiram as perdas resultantas da anorexia como as perdas na vida académica e na amizade. Outras aperceberam-se de que a anorexia as impediu de alcançar determinados objetivos como começar ou terminar estudos universitários, casar ou ter filhos. Ter a consciência das consequências negativas da anorexia fizeram com que as mulheres concluissem que estariam melhor sem a anorexia. Muitas falaram em ser 'alimentadas pela anorexia' ou 'doentes de anorexia'.

Becoming ‘Whole’ Again: A Qualitative Study of
Women’s Views of Recovering From Anorexia Nervosa
European Eating Disorders Review, Volume 20, Issue 1, Article first published online: 10 MAR 2011
Jana Jenkins1y & Jane Ogden2*,z1Talking Therapies (IAPT), Berkshire Healthcare Foundation NHS Trust, UK2Department of Psychology, University of Surrey, UK,
RESUMO
"A investigação explora como as mulheres interpretam a recuperação da Anorexia Nervosa (AN) . Foram efectuadas quinze entrevistas semi-estruturadas a mulheres diagnosticadas com AN e que se auto-classificavam como estando recuperadas ou em recuperação. Os dados foram analisados pela metodologia  interpretative phenomenological analysis (IPA). As mulheres da amostra definiam as respectivas experiências em três áreas genéricas: ser anorexica; o processo de mudança (*) e estar recuperada. Para além destes temas existiam uma série de dicotomias envolvendo a divisão entre corpo e mente, o comportamento da anorexia e o conhecimento dos aspectos racionais e irracionais da doença. Para além disso indicaram que a recuperação reflete o tempo em que as diferentes components internas DEIXAM DE ESTAR DIVIDIDAS (maíusculas de esqueciaana) e isso foi geralmente facilitado através de terapia e de interacções que lhes permitiram encontrar formas de manifestar o desagrado sem ser pelo corpo. A terapia deverá portanto facilitar o sentido de tornar-se novamente ‘um todo’.
(*) Cinco aspetos são referidos e exemplificados com os testemunhos das mulheres inquiridas: (1) tratamento/recuperação um processo difícil(2) limitações da terapia (3) ajuda recebida da trerapia e das interrelações (4) gerir as emoções e (5) ter consciência das consequências

Jul 15, 2012

...motivações

De Clara Pracana do Blogue Salpicos retirei este texto:
"A questão da motivação, da vontade (ou da falta dela) de fazer coisas, é um tópico que surge sempre, quer nas sessões de psicoterapia quer de coaching.
Podemos ser empurrados para as coisas, arrastados pela corrente (motivação extrínseca).
Mas também podemos fazer as nossas escolhas, perceber o que de facto queremos, distinguir os valores importantes para nós do que nos é imposto de fora, agir em conformidade (motivação intrínseca).
Sem acção não é possível testar os nossos objectivos.
Uma coisa é reflectir antes de agir, outra é ficar paralisado e nada fazer.
A in-acção é também uma forma de acção - mas pela negativa, pela passividade.
Não será melhor fazermos as nossas escolhas e agir, antes que outros nos obriguem, como quando éramos crianças?"
Clara Pracana
(nota de esqueciaana: tenho escrito muitas vezes que na recuperação das doenças de comportamento alimentar ajuda muito aplicar a ENORME força de vontade de quem está doente no 'bom sentido'. Ou seja, usar para o bem a disciplina, o método, a persistência, etc. características que infelizmente também contribuem para que a doença se agrave e permaneça)

Jan 25, 2012

...Como ajudar alguém (Parte 2 de 3)


O golfinho (cuidado e controlo na medida certa)*
No livro referido abaixo, Janet Treasure e outros descrevem através de analogias com animais alguns comportamentos e reacções das pessoas que dão apoio e cuidam dos doentes com anorexia, bulimia e outros TCA. O comportamento 'golfinho' e 'são bernardo' são positivos.

Treasure, J., Smith, G. D., & Crane, A. M. (2007). Skills-based learning for caring for a loved one with an eating disorder. Hampshire: Routledge: Taylor and Francis Group.

Citando: "A melhor maneira de ajudar alguém com TCA é empurrá-la gentilmente, como o golfinho. Imagine o seu filho/a no mar. O TCA é o colete salva-vidas dele/a. Ela/ele não quer abrir mão não quer perder a 'segurança' [falsa segurança] num mundo perigoso e hostil. E você é o golfinho, empurrando-a para a zona de segurança, às vezes nadando à frente e mostrando o caminho, outras vezes nadando lado a lado e dando coragem, ou mesmo nadando atrás em silêncio" Janet Treasure
*nota de esqueciaana: o problema é mesmo ' a medida certa'. Quando nadar ao lado, atrás ou à frente é de facto essencial. Ver mais (aqui)
Sobre o mesmo assunto pode ler, entre outros:

Jan 16, 2012

...23 ideias erradas sobre doenças do comportamento alimentar (fonte: NEDA-US)

" ESTÁ NA HORA DE FALARMOS SOBRE O ASSUNTO"Encontrei esta informação sobre os mitos relativos às doenças do comportamento alimentar ( no Brasil um termo frequentemente usado é Transtornos Alimentares-TA) (em inglês ED= EATING DISORDERS) aqui no National Eating Disorders Information Centre-Educator Toolkit.
Apenas transcrevo a lista dos 23 mitos fica a promessa de os comentar um a um em futuros posts (promessa ainda não cumprida pelo esqueciaana).
Gostaria de conhecer também os vossos comentários e interrogações sobre cada um dos 23 (ou acrescentar outros).
Nota: a ordem porque são apresentados não corresponde necessáriamente à importância de cada um dos mitos.
Algumas afirmações podem ser  'verdadeiras apenas parcialmente', logo falsas. Não há meias-verdades.
mito #1. Os transtornos alimentares (TA) não são uma doença FALSO
mito #2. Os transtornos alimentares são raros FALSO
mito #3. Os transtornos alimentares são uma escolha do doente FALSO
mito #4. Só as jovens e mulheres podem ter transtornos alimentares FALSO
mito #5. Homens que sofrem de transtornos alimentares tendem a ser gay FALSO
mito #6. A anorexia nervosa é a única doença grave do comportamento alimentar FALSO
mito #7. Não se pode morrer de bulimia FALSO
mito #8. Os transtornos alimentares sem sintomas graves (não diagnosticados) não são graves FALSO
mito #9. Fazer dieta é um comportamento normal(aceitável) do adolescente FALSO
mito #10. A anorexia é apenas uma dieta que 'deu para o torto' FALSO
mito #11. Uma pessoa com anorexia não come FALSO
mito #12. Pela a parência percebe-se sempre se uma pessoa sofre de uma TA FALSO
mito #13. Os transtornos alimentares têm a ver com a aparência e com a beleza FALSO
mito #14. Os transtornos alimentares são causados por imagens não saudáveis e irrealistas divulgadas pelos meios de comunicação FALSO
mito #15. Apenas pessoas de nível socioeconómico elevado sofrem de transtornos alimentares FALSO
mito #16. A recuperação nas doenças do comportamento alimentar é rara FALSO
mito #17. As doenças do comportamento alimentar são meras tentativas para chamar a atenção FALSO
mito #18. Purgar/Vomitar é apenas expelir a comida FALSO
mito #19. Purgar ajuda a perder peso FALSO
mito #20. Se não estiver 'pele e osso' então não está doente FALSO
mito #21. Crianças com menos de 15 anos são muito novas para terem uma doença do comportamento alimentar FALSO
mito #22. Apenas se pode ter um tipo de doença do comportamento alimentar de cada vez FALSO
mito #23. Quando o peso normal é alcançado a anorexia está curada FALSO

AQUI o original em inglês
5 comentários, interrogações e afins:
Exahmia disse...
É curioso este post, hoje uma amiga falou comigo sobre este assunto, ela quer fazer uma curta metragem sobre este tema e pediu me ajuda para escrever o argumento, sobre TA e sobre o facto de não ser só sobre anorexia e bulimia, há mais do que esses dois.

Sobre estes 23 mitos, acho que o 16 não está bem claro.

16. A recuperação nas doenças do comportamento alimentar é rara FALSO

Não é assim tão falsa, certo? Na verdade a recuperação total é realmente rara se não impossível.
Seria uma completa mentira dizer que certas coisas não vão ficar provavelmente para sempre, também depende muito do estado da pessoa, mas de uma forma geral a recuperação nunca é total, é possível viver bem e com uma certa paz em relação a comida mas provavelmente em 10, talvez o que? 1 recupere totalmente SE levar o tratamento até ao fim.

Claro que uma pessoa com 17 anos que teve TA durante 2 tem mais hipóteses de recuperar que uma com 30 que teve TA durante 14 anos, acho que o ponto 16 envolve muita coisa, não é assim tão linear responder a isso.

24 de Fevereiro de 2010 23:21
ex ana disse...
Por isso é indispensável analisar cada um dos 23 em seprado. Por isso referi as meias verdades...que são mentiras. Ou seja algumas das afirmações podem ter um certo grau (variável) de alguma verdade mas não podem ser tomadas em absoluto como ideias 100 verdadeiras e incontestáveis.
E sim pode existir recuperação total. E sim, quanto mais cedo o tratamento e portanto menor a duração maior a probabilidade de ela ocorrer.
Agradeço o comentário e irei tratar cada um dos pontos com os dados e argumentos objectivos que conheço. Pois como sabes o conhecimento científico ainda não é completo e consensual...

25 de Fevereiro de 2010 06:29
ex ana disse...
Exahmia,
Quando quiseres dar mais notícias da curta metragem terei muito gosto em divulgar aqui...
Sim há mais que dois TA, aliás esse é um aspecto actualmente em discussão no DSM V. Os outros são uma parcela grande no conjunto e por vezes nomeadamente nos US são falsamente classificados em A ou B por questõe spráticas associadas aos seguros de saúde (irei procurar tb informação sobre isso).

25 de Fevereiro de 2010 20:27
Sil disse...
Olá,
Tudo bem?
Bom e útil este post. A muitos mitos a serem desmitificados acerca dos Transtornos Alimentares. Estes que listastes e tantos outros que podem povoar a mente de muitos de nós. O importante é buscar-se as informações fidedignas, assimilá-las e transmiti-las, assim com estás a fazer.
Muitos Parabéns!!
Fica sempre com Deus.

6 de Março de 2010 13:16
Anónimo disse...
mito #7. Não se pode morrer de bulimia FALSO
-eu nem sonhava que isso era falso!
mito #9. Fazer dieta é um comportamento normal(aceitável) do adolescente FALSO
-eu nesse penso que é verdadeiro olha so se nao esta contente com seu corpo, melhor doque criar ilusoes e dar errado.
mito #11. Uma pessoa com anorexia não come FALSO
.nem sempre é assim é possivel passar um tempao sem comer ou entao comendo muito pouco
#16. A recuperação nas doenças do comportamento alimentar é rara FALSO
-é muito rara uma recuperacao total
mito #18. Purgar/Vomitar é apenas expelir a comida FALSO
-essa tambem pensava que era verdade
mito #19. Purgar ajuda a perder peso FALSO
-e essa tambem
mito #23. Quando o peso normal é alcançado a anorexia está curada FALSO
-tem ainda uma parte mental enorme pra recuperar
EU PENSO QUE MUITA GENTE TA MUITO MAL INFORMADA,E ISSO AJUDA A ESCLARECER MUITA COISA!

24 de Fevereiro de 2011 21:37

Dec 17, 2011

...Cada caso é um caso (artigo científico no International Journal of Eating Disorders)


Acaba de ser publicado (Dezembro 2011) um artigo numa revista científica (INTERNATIONAL JOURNAL OF EATING DISORDERS ) que apresenta os resultados de um estudo que acompanhou ao longo de cinco anos 136 doentes com Anorexia Nervosa e 110 com Bulimia Nervosa. Foram analisados três sintomas centais: baixo peso corporal, compulsão alimentar e purgação. (nota do esqueciaana: nos artigos científicos a designação de anorexia e bulimia é sempre feita com o adjectivo NERVOSA ao contrário da linguagem comum. Mas não existem duas anorexias e duas bulimias, umas nervosas e outras não, como já ouvi ignorantemente alguém dizer.) Abaixo o resumo (tradução livre de esqueciaana e um dos gráficos a mostrar trajectórias).

Para ler todo o artigo (eminglês) fica o link abaixo (pode ser descarregado sem custo):
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/eat.20880/pdf

Uma investigação das trajectórias conjuntas de baixo peso corporal, compulsão e purgação
em mulheres com anorexia nervosa e bulimia nervosa
(título original: An Investigation of the Joint Longitudinal Trajectories of Low Body Weight, Binge Eating, and Purging in Women with Anorexia Nervosa and Bulimia Nervosa )
Autores (s): Lavender, JM (Lavender, Jason M.)**; De Young, KP (De Young, Kyle P.)**; Franko, DL (Franko, Debra L.)*,***; Eddy, KT (Eddy, Kamryn T.)*,*v; Kass, AE (Kass, Andrea E.)*; Sears, MS (Sears, Meredith S.)*; Herzog, DB (Herzog, David B.)*,*vINTERNATIONAL JOURNAL OF EATING DISORDERS Volume: 44 Issue: 8 Pages: 679-686 DEC 2011

RESUMO

Objectivos: Descrever o comportamento ao longo do tempo de mulheres com anorexia nervosa (AN) bulimia nervosa (BN) em relação a três sintomas nucleares associados às doenças do comportamento alimentar: baixo peso, compulsão e purgação. É usada uma metodologia estatística inovadora.
Método: Doentes a necessitarem de tratamento de Anorexia Nervosa (136 mulheres) e de Bulimia Nervosa (110 mulheres) foram entrevistadas de seis em seis meses durante um período de cinco anos. A entrevista baseou-se no questionário Eating Disorders Longitudinal Interval Follow-Up Evaluation foi recolhida informação semanal dos sintomas de distúrbio de comportamento alimentar todas as semanas durante 5 anos. Para identificar as trajectórias de cada um dos três sintomas (nota da esqueciaana o gráfico acima mostra 4 trajectórias) foi usado um método semiparamétrico misto (nota da esqueciaana método estatístico de análise de comportamentos).
Resultados: Foram identificadas quatro trajectórias específicas para cada um dos três sintomas analisados (nota do esqueciaana: a Figura 1 acima posta os resultados para o peso). O valor a o traçado geral de cada uma dessas trajectórias são similares nos sintomas, pois em cada modelo existem trajectórias com uma estabilidade na preseça (ou na ausência) de sintomas assim como uma ou mais mostrando o declínio dos sintomas. Para o peso corporal foram encontradas trajectórias originais com peso fluctuante e aumento da compulsão. Foram encontradas trajectories únicas: para o pso baixo fluctuação e para a purgação crescimento. Foram ainda efectuadas análises conjuntas de duas trajectórias de sintomas: peso baixo e compulsão, peso baixo e purgação e compulsão e purgação.

Discussão: Em cada pessoa doente com AN ou BN, a  evoluação dos sintomas das doenças do comportamento alimentar é muito variável (nota da esqueciaana MUITO VARIÁVEL, leram senhores e senhoras que pensam que um modelo serve para todos?) . A investigação futura permitirá identificar os factores clínicos que aumentam a probabilidade de pertender a uma ou outra trajectória o que contribuirá para o tratamento e para a investigação sobre o conceito das doenças (nota da esqueciaana: chama-se em termos técnicos investigação  nosológica ) "Palavras chave: anorexia nervosa; bulimia nervosa; symptom trajectories; course; longitudinal FOLLOW-UP; DIAGNOSTIC CROSSOVER; DISORDER PHENOTYPES; NATURAL-HISTORY; PREDICTORS; ADOLESCENTS; PATTERNS; RECOVERY; CLASSIFICATION; STABILITY
*. Massachusetts Gen Hosp, Dept Psychiat, Boston, MA 02114 USA
**. SUNY Albany, Dept Psychol, Albany, NY 12222 USA
***. Northeastern Univ, Dept Counseling & Appl Educ Psychol, Boston, MA 02115 USA
*v. Harvard Univ, Sch Med, Dept Psychiat, Boston, MA 02115 USA

Dec 12, 2011

...APP para acompanhar a recuperação!



Um aplicativo para telemóvel que permite acompanhar a recuperação
(criado por uma estudante asutraliana Jenna Tregarthen e agora desenvolvido pela Stanford University)  
Tive conhecimento da notícia por EdBites e ela pode ser lida integralmente aqui. Isto tinha que ser criado, já devia ter sido criado há muito twempo. Claro que não é apenas descarregar a aplicação...e já está! Há uma equipa envolvida na preparação e depois no acompanhamento da informação recebida. Seria tão bom que o exemoplo fosse seguido....Srs especialistas, Srs informáticos , estão a ouvir?
A estudante de doutoramento australiana Jenna Tregarthen (fotografia abaixo)  criou a aplicação informática (app) motivada pela batalha de dez anos contra a bulimia de um/a amigo/a.
Chama-se “Recovery Record” app (aplicação Registo da Recuperação) e é muito possivelmente o primeiro aplicativo deste tipo que oferece apoio anónimo e incentiva a procurarem ajuda e 24h por dia a doentes com anorexia e bulimia .
A ideia foi apoiada por uma instituição australiana sem fins lucrativos  Butterfly Foundation e seleccionada entre mil projectos para ser desenvolvido no “Summer Institute for Entrepreneurship” no Silicon Valley nos Estados Unidos. 
ou

Oct 15, 2011

...Notícias e Videos no Público sobre Anorexia 10.10. 2011

Reproduzo abaixo uma notícia [ com alguns comentários do esqueciaana] do Público que pode ser lida aqui assim como videos e outras notícias referentes à anorexia em geral e em Portugal.
Texto de Amanda Ribeiro • 10/10/2011 - 11:06

"A minha nova amiga anorexia
Não queria perder os amigos. Emagreceu. No alto dos seus 1,73 metros, chegou aos 34 quilos. Hoje comemora-se o Dia Mundial da Saúde Mental


Ana (nome fictício) quer resgatar a juventude. Quer ir aos festivais de Verão com que sonhou durante quatro anos. "Bolas, passava a minha vida em concertos, sempre quis ir a Paredes de Coura. Nunca fui." Agora o problema é "com quem". "Os amigos que supostamente me acompanhariam já não estão comigo. Só damos os parabéns uns aos outros."

Morreu a amizade, ficou o estigma, que tanto "dificulta o tratamento da doença mental", salienta António Roma Torres, director do serviço de psiquiatria do Hospital de São João, no Porto (ouvir áudio à esquerda).

Ana concorda: "Quem não entende que a anorexia nervosa é uma doença mental, olha-nos de lado. É impossível. Fazem-nos companhia porque têm pena. Terem pena de mim é o pior que me podem fazer. Para isso, prefiro estar sozinha."

[tive a 'vantagens' da doença não ser ainda conhecida, o estigma creio ser agora maior, felizmente não perdi amigos]
Uma nova amiga

Foi ao perder os amigos que encontrou uma nova: a anorexia. Tinha 14 anos, queria "ser a maior" no seu grupo. Tudo parecia bem, até que alunos de outras turmas começaram a integrar o seu grupo. A serem amigos dos seus amigos. Ana não gostava deles. Deixou de ir almoçar, deixava-se ficar sozinha no intervalo.

Em casa, não lhe apetecia comer. Não era por se achar gorda. Simplesmente, não lhe apetecia. Depressa começou a perceber que quanto mais magra ficava, mais os seus colegas se preocupavam com ela. "Era isso que eu queria, alguma atenção da parte deles, que eu já tinha perdido." Entrou num ciclo "vicioso e doentio": comer cada vez menos para tentar recuperar os amigos.
[o não apetecer comer por vezes é falso é uma luta de nós para nós recordo-me de ter fome e muita apesar de quando comia o estomago - ou a cabeça- recusava e doia]

O espelho

Nem todas as anorécticas se acham gordas ao olhar para o espelho. Ana via-se magra, mas não via uma doença. Só percebeu que poderia ter um problema quando as calças de uma amiga "muito pequenina e magrinha" lhe ficaram largas. Aí viu os pequenos pormenores. A cara enfezada, as clavículas, os ossos das costas que não queria tocar quando passava creme depois do banho.
 [eu também não me via gorda ao espelho...apenas não suficientemente magra]
Escondeu-se durante uns tempos. Usava roupas largas, dizia que jantava, mas atirava a comida para o lixo. Um dia, a mãe viu-a a vestir-se e percebeu. Foi encaminhada para a ala de psiquiatria do São João, onde chegou a estar internada por duas e cinco semanas. "Foi a pior experiência da minha vida." O isolamento, a rigidez do plano alimentar, os horários. "É um tratamento demorado. Cheguei a estar uma semana com o mesmo peso. Depende de pessoa para pessoa."

"A anorexia nervosa é uma doença rara, muito grave, mas rara. É uma doença tratável. Demora tempo, pode demorar anos, e por isso é fundamental que o tratamento seja certeiro", refere a psiquiatra Isabel Brandão, que acompanhou a doente desde o primeiro momento. Tudo indica que o número de casos não esteja a aumentar, mas começam a surgir um novos comportamentos associados à doença.

Quatro anos depois, aos 18 anos, Ana entrou na faculdade. Quer ser psicóloga. Pelo que foi no passado e pelo que é hoje. "

Oct 11, 2011

...16 tipos de "não sei" (pedir socorro em silêncio)

(design-dautore.com) Oleg Dou


(Os "Não sei"s ;  clique sobre a imagem acima para a ampliar

[Nota de esqueciaana: este post tem dedicatória: a todos os que como eu dizem demasiadas vezes não sei...sabendo ]
Do blogue de Laura Collins transcrevo este texto: [tradução livre de esqueciaana; texto original, em inglês,  pode ser encontrado aqui]

"Os doentes com doenças do comportamento alimentar (dca; transtorno alimentar) frequentemente têm dificuldade em descrever suas emoções. Isso tem um rótulo científico: "alexitimia" (definição da wikipedia aqui; a=ausência + lexi=palavra + timia=emoção)).
Uma definição de ALEXITIMIA da F.E.A.S.T- Families Empowered And Supporting Treatment of Eating Disorders, Eating Disorders Glossary:
"Alexitimia é um conceito que define a incapcidade de identificar ou expressar emoções. Vários estudos mostraram que os indivíduos em situações agudas de anorexia nervosa e bulimia nervosa apresentam níveis mais elevados nos testes de alexitimia quando comparados com os doentes recuperados" Fonte original (aqui)

Uma coisa é reconhecer  a alexitimia, mas encontrar resposta para ela é outra coisa completamente diferente. Gosto bastante do Diagrama Grey Thinking's : o "NÃO SEIs" [esqueciaana: 16 significados para as palavras 'não sei';  aqui no original e na figura acima].
Os pais podem querer imprimir e guardar!!"Laura Collins no blogue "Are you eating with your anorexic?"

Imagem sobre os "Não seis" originalmente publicada aqui.Para ampliar a imagem cliquar.
Iremos analisar aqui no esqueciaana em posterior post estes "não sei"

Oct 4, 2011

...Aos pais (Laura Collins)


O texto abaixo é uma tradução de um post encontrado aqui. A autora, Laura Collins é defensora do tratamento das doenças de transtorno alimentar pelo Maudsley Approach, uma aproximação à doença que o esqueciaana desconhece se é aplicada em Portugal. Centrar o tratamento na família é um dos vectores fundamentais. O post abaixo refere-se à necessidade de não ceder á doenças e aos argumentos (por vezes de muito 'peso' para os pais) invocados pelas(os) doentes.

Escreveu Laura Colins:

"Ela diz que ir para a universidade é a única coisa que planeia para a vida”
"Ele ficaria de rastos se não pudesse jogar futebol"
"Ir nesta viagem foi planeado durante um ano"
"Seria matá-la perder isto"

Pais, quando tiverem receio sobre fazerem o que está certo, porque acham que podem magoar, piorar as coisas, causar mais resistência, ou desapontá-la(o) tanto que poderia perder a vontade de viver .. .lembrem-se que o que "matará" é a doença.

Ceder à Doença, por QUALQUER motivo é o que "irá matar" a vossa filha(o).

Pais, podem ser parte da solução para a(o) vossa(o) filha(o), ou podem ser parte do problema - se fazem algumas das afirmações acima podem ser apenas parte do problema. “