(1) Sente-se levado a ser bem visto aos olhos dos outros ou a ter a aprovação dos outros?
(5) Vive de tal forma obcecado por fazer algo perfeito que chega a esquecer as suas necessidades?
interrogações e testemunhos sobre ANOREXIA e BULIMIA para quem se esqueceu e não se esqueceu delas...
Imagem flickr cc (aqui)
Recebi um comentário -testemunho que abaixo transcrevo como post (tendo retirado alguma informação por razões de manutenção de anonimato). Reformulei o post inicialmente juntando os comentários de Vanessa Marsden que muito agradeço e juntando alguns números conforme por ela sugerido.No esqueciaana já disponibilizámos alguma informação obtida de fontes fiáveis sobre os critérios (actualmente em discussão) associados ao diagnóstico da anorexia nervosa, por exemplo (aqui), (aqui, blogue Psiquiatria e Toxicodependência), (aqui) , (aqui) ou (aqui).
No jornal Público de hoje, num texto da jornalista Alexandra Campos ficámos a saber da existência de alguns estudos que contribuem para um melhor conhecimento da alimentação dos portugueses. Continuamos à espera do 2º Inquérito Alimentar Nacional. Um melhor conhecimento dos hábitos alimentares dos portugueses por idades regiões, etc. é necessário. A preocupação com a obesidade (que é um problema real) não deverá levar ao esquecimento das doenças do comportamento alimentar.- Foram realizados dois estudos de prevalência nacional da obesidade, coordenados pela médica Isabel do Carmo, entre 1995/1998 e 2005/2006.
- O 2º Inquérito Alimentar Nacional (o primeiro foi realizado há cerca de 30 anos pelo Instituto Nacional de Saúde Dr.Ricardo Jorge) continua por fazer apesar de estar previsto no Plano Nacional de Saúde 2004/2010. “O objectivo é estudar a associação entre consumos de alimentos e nutrientes da população portuguesa, por regiões, sexos, grupos etários e socioeconómicos e analisar factores de risco de doenças crónicas.”



Ode ao gato
" Na nossa prática clínica inquirimos 1000 indivíduos com doenças do comportamento alimentar. Os resultados mostraram que as pessoas com anorexia nervosa ocupam 90% a 100% do tempo em que estão acordadas a pensar em comida, peso e fome; para além disso sonham com comida e podem ter o sono perturbado pela fome. Os doentes com bulimia referiram que gastavam 70-a 90% do tempo em que estavam acordados a pensar em comida ou em assuntos relacionados com o peso. (...) Por comparação, as mulheres com hábitos alimentares normais gastavam 10 a 15 minutos a pensarem em alimentação, peso ou fome" Fonte original: Reiff D and Lampson-Reiff KK. Eating Disorders: Nutrition Therapy in the Recovery Process. Mercer Island, WA: Life Enterprises, 1999. Fonte secundária:NEDA.
Tinhamos anunciado um programa na SIC (Toda a Verdade) sobre anorexia. Vimos o programa, um documentário de cerca de uma hora composto principalmente por depoimentos de raparigas (holandesas?) em recuperação em clínicas. Alguma informação sobre as terapias usadas (por exemplo trabalho artístico; terapias não verbais) . Faltou ao programa ser mais informativo (sobre a doença) e uma maior intervenção de especialistas. O que me ficou do que vi e ouvi? É estranho mas foi a 'tristeza no olhar' esse parecia ser o que ligava todas as jovens entrevistadas.
No blogue da Vanessa Marsden encontra-se traduzido um artigo de opinião publicado originalmente no Los Angeles Times, 1 de Março 2010. Obrigada Vanessa por tornares mais acessível um texto que vale bem a pena ser lido e debatido. 

Actualização: A sic notícias irá emitir hoje 02:00 segunda feira (portanto 2 horas de 2 de março) um programa sobre a anorexia (enfrentar a anorexia /viver com a anorexia), na série Toda a Verdade. ( esta informação foi obtida por contacto directo telefónico com a SIC). Não consegui obter mais informação sobre o programa (origem, duração, data, etc.) mas dado que se insere nos programas Toda a Verdade a produção não deve ser nacional. Iremos procurar ver e comentar aqui.
Trancrevo abaixo um comentário recebido a um post anterior sobre os pais e a família e a relação com as doenças do comportamento alimentar. Também sei por experiência própria que se pode cair no inferno da anorexia ignorando em absoluto que essa doença existe. Foi o meu caso há muitos anos.
Transcrevo o comentário recebido de T., na sequência do post anterior:
(rectifico e actualizo o post; peço desculpa aos leitores da imprecisão da informação; não apago pois o post já recebeu dois comentários)
Reconhecer que se está doente é uma passo importante para começar o tratamento da anorexia nervosa. Importante mas só por si não resolve. Há quem julge que sozinha/o vai conseguir superar a doença. Mas não é assim, a ajuda externa (clínica, nutricional, de amigos e familiares) revela-se fundamental na cura. Em PORTUGAL existem, em alguns hospitais consultas especializadas em doenças do comportamento alimentar (para conhecer contactos ver AQUI) . Transcrevemos em seguida uma das respostas dadas por Carol uma jovem que recuperou da anorexia ao blogue the teenmagazineinformation ( testemunho completo aqui. )
ESPINDOLA, C. R.; BLAY, S. L. Bulimia e transtorno da compulsão alimentar periódica: revisão sistemática e metassíntese. Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul, v. 28, n. 3, pp. 265-275, 2006.
HASLAM, M. et al. Invalidating childhood environments in anorexia and bulimia nervosa. Eating Behaviors, v. 9, n. 3, p. 313-318, 2008.
HOEK, H. W. et al. Impact of urbanization on detection rates of eating disorders. Am J Psychiatry, v. 152, n. 9; pp. 1272-8, 1995.
LINEHAN, M.M. Cognitive–behavioral treatment of borderline personality disorders. Nova York: Guilford, 1993.
NASSER, M. Screening for abnormal eating attitudes in a population of Egyptian secondary school girls. Soc Psychiatry Psychiatr Epidemiol., v. 29, n. 1, pp. 25-30, 1994.
NEGRAO, A. B; CORDAS, T. A. Clinical characteristics and course of anorexia nervosa in Latin America, a Brazilian sample. Psychiatry Res., v. 62, n. 1, pp. 17-21, 1996;
STICE, E. et al. Relation of media exposure to eating disorder symptomatology: an examination of mediating mechanisms. J Abnorm Psychol, v.103, n. 4, pp. 836-40, 1994.
Circula na net e encontrei num post dos blogues que sigo este texto sobre viver despenteada que achei com piada ( também há coisas ruinzinhas que nos despenteiam...mas pensemos nestas boas:
Todo o artigo (em inglês aqui). (...) As primeiras experiência marcam-nos. "A primeira vez que vimos o mar, o primeiro dia de aulas, o primeiro beijo, o nascimento do primeiro filho, etc.Essas primeiras experiências correspondem a emoções muito fortes que ficam gravadas na memória e são designadas pelos psicólogos de memórias "Flashbulb".(...)
Este blogue tem uma Licença da Creative Commons - Atribuição - Não Comercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada. "Atribuição=Tem de fazer a atribuição do trabalho, da maneira estabelecida pelo titular original ou licenciante (mas sem sugerir que este o apoia, ou que subscreve o seu uso do trabalho).Não Comercial =Não pode usar este trabalho para fins comerciais. Trabalhos Derivados proibidos = Não pode alterar ou transformar este trabalho, nem criar outros trabalhos baseados nele."