Começámos em Maio 2009, recebemos 358 comentários aos 687 posts

Obrigada a todos os que de múltiplas formas contribuem para o esqueciaana Escrevam: esqueciaana@gmail.com




os 10 posts mais lidos (esta semana) seguidos dos posts mais recentes (26 Outubro 2016):

Jun 9, 2010

...Anorexia e Bulimia : tratamento (in) voluntário ?- II [ testemunhos ]

O post anterior (aqui) recebeu até agora três comentários que muito agradeço e abaixo reproduzo:

Anónima disse...

« Sem dizer ao psiquiatra (especializado em dca) ou mesmo dizendo o contrário, baralhando-o, a Anorexia deixava-me alguns momento de lucidez, totalmente vividos em silêncio. Um IMC de 12,9, vomitos constantes, jejuns, muito exercício... A lucidez de que falo era esta frase que me ficava na cabeça: "dr interne-me, obrigue-me a ir, não me dê escolha porque eu não posso escolher tratar-me dessa maneira". Nunca disse a frase, mas ainda hoje ela cá está...e nunca a vou conseguir dizer, e talvez por isso nunca me cure.Porquê? Porque não iria pela minha "vontade", mas nao iria contrariada...estranho? sim, mas é demasiado pesado pedir a alguém que quase morreu de magreza para decidir alimentar-se e aumentar o peso... Quantas de nós não se querem curar, mas cá dentro há um "eu quero curar-me mas não quero aumentar o peso" embora saibamos, racionalmente, que não há uma coisa sem a outra...Não sei o que me vai acontecer...mas há dias emque só quero que o corpo me assuste, me internem, e me deixem lá ficar até ser capaz de tomar conta de mim...um testemunho sincero»

Dark AM disse...

« Fui ao blog da psicóloga e li sobre o assunto. Há uma coisa que é uma grande verdade e que custa muito para quem está doente ou já foi doente: atirar-nos à cara que nós é que escolhemos ter a doença. Não pensam, se fosse uma escolha não era considerado uma doença. O que custa é quando são os próprios pais a dizer isso. »
foreveryoung disse...

tenho um post novo QUERIDA ESQUECIAANA... =)

Fotografia de Laura Pannack (aqui a galeria)

4 comments:

foreveryoung said...

tenho um post novo QUERIDA ESQUECIAANA... =)

Leo Curcino said...

e a discussão não pode parar!

Anonymous said...

Sou mãe de uma jovem com 16 anos que está com anorexia nervosa. Reconheço os sintomas, reconheço o perfil, encontro muita informação sobre a pórpria doença mas sinto-me impotente pois não sei como agir e sobre isso ainda não encontrei "receitas"... Já a levei a consultas de distúrbios alimentares mas detestou de tal forma o psiquiatra que se recusa a acompanhar-me a nova consulta. O que fazer agora? Não a consigo meter no carro à força!Sinto-me perdida...

ex ana said...

Cara mãe,

Agradeço o seu comentário que tomei a liberdade de destacar noutro post, pois ele é muitíssimo importante e retrata a situação de muitas e muitas mães.
Existe uma associação, a AFAAB, que certamente conhece (link`e mais informação à direita deste blogue) que vai promover um workshop de um dia para familiares e doentes com DCA (acompanhados no Hosp. São João do Porto).
Sobre os psiquiatras e outros especialistas (está demontrado cientificamente que um acompanhamento por uma equipa multidisciplinas produz melhores resultados)a única coisa que lhe posso acrescentar é apenas bom senso: tem que existir empatia sobe pena de o tratamento não resultar. As doentes precisam renascer, e quem as viu nascer e crescer está geralmente em melhor possição para as ajudar a renascer.Não é preciso perceber tudo, não é preciso ter resposta para todos os porquês. Recordemos também que esta doença torna os doentes em mestres de disfarce (custa dizer mas é verdade, sem mentiras não é possível manter/ocultar a doença quando se vive acompanhado).
Cada caso é um caso. Invocando o meu caso pessoal que se iniciou há dezenas de anos e era ainda menor de idade o que posso dizer é que consegui ocultar de toda a família (a informação era muito menor comparada com a que existe agora; nem eu sabia o nome da doença de que padecia). Se gostaria que a família me tivesse internado? A esta distância sei que senti isso muitas vezes, contar tudo e pedir ajuda. Mas sei também que se me tivessem internado à força (ou quisessem fazê-lo) tentaria resistir. Há experiências de tratamento domiciliário mas com regras muito rígidas contudo não sei se se pratica em larga escala em Portugal e com que resultados.
Como mãe que também sou despeço-me com uma mensagem: o amor que tem pela sua filha vai ajudá-la e muito a procurar e encontrar caminhos. Conhecer outras experiências pode ajudar.