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Jun 23, 2011

...Olhar para dentro do “eu” ajuda a recuperação (4 tipos)



Do post “Insights on Insight” encontrado no blogue da Dra. Sarah Ravin (em inglês) o esqueciaanana reproduz alguns parágrafos que acha bastante úteis para a recuperação dos doentes com distúrbios do comportamento alimentar:

“A introspecção ou auto análise do doente [nota de esqueciaana: a palavra original em inglês é "insight", traduzido à letra ‘olhar para dentro’] é um tema muito discutido em psicoterapia. A maioria dos médicos acredita que a prática da introspecção (auto-análise) é um aspecto crucial da recuperação das doenças mentais. Muitos clínicos acreditam que este auto-conhecimento é um pré-requisito necessário para a mudança.

"Existem alguns tipos de tratamento,…[nota do esqueciaana: no post original  são enunciados vários que aqui não se transcrevem]

Continuando a citar a Dra. Sarah Ravin, "Os tipos de auto-análise antes descritos são relativamente inúteis. No entanto, existe um outro tipo de visão com bons resultados nos tratamentos e é um dos muitos indicadores de um indivíduo psicologicamente saudável. A auto-análise ou instrospecção (Insight), encontra-se descrita em mais detalhe num dicionário (em inglês) ou na wikipedia (em inglês) [em português por exemplo aqui ou aqui]. Portanto, a fim de lidar com sucesso ou superar uma doença mental, uma pessoa deve ser capaz de discernir a verdadeira natureza de sua doença mental e deve entender em que medida as causas e os efeitos se aplicam aos seus sintomas. As seguintes introspecções (auto-análises, insights) seguintes são extremamente importantes para a recuperação:
 
1.)
Ter consciência, reconhecer o facto de que tem uma doença mental. Tal inclui a aceitação do facto de que a doença está, em certa medida, fora do controle da pessoa, e não pode ser simplesmente desaparecer ou ser superarada pela força de vontade.
 
2.)
Conhecer os sintomas de sua própria doença mental e como eles se manifestam. Esta introspecção ou auto-análise inclui a capacidade de auto-reconhecer sinais e sintomas assim como as capacidades necessárias para eliminar, gerir ou lidar com os sintomas quando estes surgem.

3.)
Conhecimento em relação aos às consequências de seguir não seguir, o plano de tratamento e as recomendações do médico. Essa percepção envolve a compreensão não só do que o especialista está a fazer ou recomendar, mas também a razão do está a fazer ou recomendar. Ou seja, a compreensão do mecanismo da mudança.

4.)
Compreender como é que as diferentes alternativas e opções influenciam a própria doença. Por exemplo, uma pessoa com um transtorno de humor (no original inglês: mood disorder) precisa aprender que dormir 8-9 horas, fazer exercícios regularmente, tomar a medicação e aperceber-se das mudanças de humor diariamente são essenciais para estabilizar o humor. O doente também terá de aprender que ficar bêbado no dia de aniversário, cruzar fusos horários nas férias sem recompor o sono perdido, falhar a medicação por dois dias porque se esqueceu de pedir a receita a tempo, ou fazer ‘directas’ na época de exames finais, irá provavelmente vai provocar um retorno dos sintomas, apesar de as "pessoas normais" fazerem essas coisas o tempo todo sem pensarem duas vezes. "Mas isso é uma chatice!" Pensam. "Isso não é justo!" E estão certos.

Acredito que o doente deve desenvolver os quatro tipos de auto-análise durante o tratamento. É responsabilidade do médico apoiar o doente no desenvolvimento dessa auto-análise. Também é responsabilidade do clínico garantir que os membros da família do paciente pratiquem essa introspecção durante o tratamento, como é muitas vezes o caso do pai, mãe ou companheiro que em primeiro lugar irá notar os sinais de recaída e incentivar o retorno ao tratamento. Este comportamento é especialmente verdadeiro em distúrbios caracterizados por anosognosia" (nota do esqueciaana: anosognosia=incapacidade de alguém doente se aperceber da doença; a anosognosia acompanha geralmente as doenças do comportamento alimentar e outras doenças mentais).

Imagem: fotografia da autoria de Courtney Krawec (Australia, 15 anos) 1º prémio de Jovem Fotógrafo do Ano 2009 pelo global times, aqui.

2 comments:

be(e)Free said...

E olhar para fora? Olhar para os outros, centrar no resto do mundo, não poderá ser parte da cura?
um beijinho

ex ana said...

be(e)Free,
Concordo em absoluto!
O comentário merece um post!