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os 10 posts mais lidos (esta semana) seguidos dos posts mais recentes (26 Outubro 2016):

Aug 17, 2014

3 artigos científicos de 2014 sobre Compulsão Alimentar e outras doenças do comportamento alimentar em Portugal



A revista científica European Eating Disorders Review publica artigos que nos ajudam a perceber melhor as causas, diagnóstico e tratamento da Anorexia Nervosa, da Bulimia e de outras doenças relacionadas com o comportamento alimentar.
 
Referenciamos em seguida 3 artigos publicados em 2014 que analisam casos em Portugal (em todos são incluídos os links para a revista onde podem ser lidos os resumos e os textos integrais em inglês).
 
Juntamos ainda uma tradução livre do resumo de um deles referente a um estudo sobre Compulsão Alimentar (Binge Eating Disorder, BED) nos estudantes do ensino superior em Portugal publicado em Maio de 2014.
 

European Eating Disorders ReviewVolume 22, Issue 3, May 2014, Pages: 185–190, Mónica Ribeiro, Eva Conceição, Ana Rita Vaz and Paulo P. P. Machado

RESUMO:

A Compulsão Alimentar (Binge eating disorder, BED) tem outras doenças associadas e foi recentemente considerada como uma categoria específica no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – Fifth Edition (nota de esqueciaana: neste blogue  encontra várias referencias ao DSM e como nele têm evoluído as categorias das doenças de comportamento alimentar).

Este estudo investiga a prevalência da Compulsão Alimentar (BED) numa amostra de estudantes universitários portugueses tendo sido selecionada a amostra em duas etapas [nota de esqueciaana: no esquema abaixo resume-se as etapas de selecção da  amostra]. 

Entre Outubro de 2008 e Julho de 2009,  805 estudantes universitários de uma universidade pública do Minho completaram o questionário Questionnaire on Eating and Weight Patterns – Revised  [nota de esqueciaana: um questionário similar pode ser encontrado aqui, e uma versão portuguesa aqui]. Com base nesse questionário foram identificados os casos a entrevistar numa segunda fase. 85 estudantes que apresentavam o critério para compulsão alimentar foram convidados a ser entrevistados, nessa segunda fase, com base no Eating Disorder Examination.

Na primeira etapa, 9,6% dos inquiridos assinalaram episódios de compulsão alimentar. Na segunda etapa do estudo a taxa de prevalência foi de 0,5% para Compulsão Alimentar e de 1% no caso de ser excluído o critério de uma grande quantidade de alimentos.
 
Nota de esqueciaana:As Figura 1 e Tabela 2 abaixo foram retiradas do artigo original cuja leitura recomendo.
 


European Eating Disorders ReviewVolume 22, Issue 3, May 2014, Pages: 185–190, Mónica Ribeiro, Eva Conceição, Ana Rita Vaz and Paulo P. P. Machado
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References
 
 
European Eating Disorders Review
Volume 22, Issue 4, July 2014, Pages: 243–251, Bárbara C. Machado, Sónia F. Gonçalves, Carla Martins, Hans W. Hoek and Paulo P. Machado
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References


Early Response as a Predictor of Success in Guided Self-help Treatment for Bulimic Disorders
European Eating Disorders ReviewVolume 22, Issue 1, January 2014, Pages: 59–65, Ana R. Vaz, Eva Conceição and Paulo P. P. Machado
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References

(imagens de Escher)

Jul 26, 2014

aprende-se a andar na corda bamba



Não precisamos ser 'bicho de mato' sempre. Principalmente não gostamos que nos padronizem, nos formatem, etc. Somos quem somos em cada momento. Quem gosta de nós percebe isso. Ou tem que perceber.
 
Altos, baixos, assim-assim o nosso estado de espírito varia (nuns varia com mais frequência que noutros). E daí? Ah! parece que há um rótulo para tal comportamento, 'labilidade de humor' (cito de memória se calhar a palavra nem existe). Outra forma de dizer talvez instabilidade.
 
Mas pergunto: como podemos ser estáveis e VIVER ao mesmo tempo? Não, isto não é um elogio à instabilidade (ou desequilíbrio) é apenas um testemunho de quem sabe o que é a instabilidade e consegue ir avançando sem tonturas.
 
Aprende-se a andar na corda bamba, a sério.
 
esqueciaana
ex-ana
 
 

Jun 29, 2014

UM Padrão de Beleza ÚNICO? (e Photoshop...) projeto de Esther Honing



Esther Honing, uma jornalista dos Estados Unidos desenvolveu um projeto interessante para analisar até que ponto os padrões de beleza são universais.

Enviou uma fotografia sem retoques a uma serie de indivíduos de dezenas de países (designers amadores e profissionais) pedindo para eles a 'fazerem bonita' usando Photoshop (programa de tratamento de imagem).

Os resultados até agora divulgados podem ser vistos aqui. Apresentamos dois exemplo, um da Índia e outro dos Estados Unidos.
A autora do projeto resume-o assim (tradução livre e abreviada do esqueciaana):
"Nos  EUA o Photoshop tornou-se um símbolo de padrões de beleza inatingíveis. Este meu projeto, BEFORE & AFTER [Antes & Depois], examina como esses padrões variam entre culturas  numa escala global.
Contactei plataformas de Free-lancers, como Fiverr, que me permitiram contratar cerca de 40 pessoas, de mais de 25 países. Alguns são profissionais outros amadores.
Com um custo variando de cinco a trinta dólares, e na esperança de que cada designer iria  usar da sua concepção pessoal e cultural de beleza para melhorar a minha imagem original (fotografia sem qualquer photoshop, ou seja imagem não alterada) tudo o que eu lhes pedi foi “façam-me bonita”.
 
[nota de esqueciaana: no site de Esther Honing, encontra-se  uma seleção das 22 imagens resultantes, até agora]. Elas são intrigantes e elucidativas; cada uma é um reflexo  das concepções pessoais e culturais de belezados respectivos criadores.
O Photoshop permite-nos  atingir  os nossos padrões inatingíveis de beleza, mas quando comparamos essas normas à escala mundial, obter o ´padrão ideal´continua a ser impossível."
 
Já antes no esqueciaaana tínhamos postado sobre este assunto. Por exemplo:
 

Jun 26, 2014

"Agora existo. Agora sou eu!…" (Testemunho)


(nota do esqueciaana em 26.06.2014: transcrevo com o coração a transbordar de alegria um comentário que acabei de ler recebido da . Os bolds são de esqueciaana. Um testemunho de que SIM!  é possível ficarmos LIVRES. Parabéns! Obrigada pelo teu testemunho! Obrigada pelas tuas (sábias, de experiência feitas...) palavras.
 
"Minha querida, é sempre bom voltar aqui… agora com uma presença diferente na vida.
 
Agora existo. Agora sou eu!…
 
Como tu sabes e acompanhaste, vivi muitos anos agarrada à doença mas também fui amiga de uma rapariga a quem detectei anorexia (já nessa altura eu mentia sobre mim)..
 
Todas estas dicas [refere-se ao post como ajudar uma amiga] são muito úteis para quem pouco sabe mas é preciso percebermos quem temos à frente e fazer uma triagem das características patológicas que ela apresenta e uma triagem nas nossas palavras para lhe chegar… quantas vezes eu deixei de falar com amigos por terem sido muito invasivos ou por me sentir atacada em vez de ajudada… é preciso assertividade mas deixar de lado os chavões… é preciso ser firme e dizer que estamos ali para ajudar a pessoa, não a doença.
 
Enquanto amigo é preciso não se iludir que vai salvar a doente… aconteceu-me ao longo de 10 anos de fase aguda, algumas pessoas aproximarem-se e quererem salvar-me… isso acabou com a possibilidade de continuarmos uma grande amizade… porque havendo a ilusão que aqui alguém salva alguém, acaba-se na desilusão de isso não acontecer… a maioria dessas pessoas acabou a cobrar-me uma força que eu não tinha sempre com frases do género "eu só acredito quando vir" "tu não queres sair disto" ou ainda "tu vais morrer"… isto claro, acompando a grande mágoa e frustração por me verem voltar a cair depois de tentativas de sair do fundo… Estas coisas pesaram-me em vez de ajudar… fizeram-me sentir que toda a gente que se aproximava iria sair triste e desiludida de ao pé de mim… a depressão em que estava generalizava os casos: de algumas pessoas, passei a julgar que qualquer pessoa no mundo que se aproximasse de mim, sairia magoado.
 
Fosse por este ou por outro motivo qualquer… E demorou até conseguir aproximar-me de outra pessoa… sempre com muitas reservas e com muitas máscaras…
 
E quando finalmente dei a volta tive de o fazer praticamente sozinha. Eu e a minha psicologa que me ia ouvindo… aluguei uma casa, trabalhei todos os dias para pagar as contas. Foi esse compromisso que me prendeu à vida e me libertou da doença… =)
 
Mas a solidão a que me obriguei foi só o meu método… aconselho sempre a que o façam rodeados, a partilhar jantares e pasteis de nata! A vida faz sentido partilhada… e é à procura dessa partilha que devemos esforçar-nos para sair da doença.grande beijinho minha querida! "
 

Jun 10, 2014

..."É difícil fazer novas amizades?" (Clara Pracana, blogue SALPICOS)

 


"É difícil fazer novas amizades?"  Transcrevo abaixo, parcialmente,  um post da Clara Pracana do blogue Salpicos.

"Ouço muitas vezes a queixa de que a partir de uma determinada idade é difícil fazer novas amizades. Que quando se andava no liceu era fácil, mas que agora...
 
Vou ser directa: não, não era fácil no liceu nem é agora, se não se tem realmente vontade, disponibilidade e algumas outras capacidades que se podem desenvolver e de que falarei a seguir.
 
A primeira questão é a da vontade. Quero realmente fazer um(a) novo(a) amigo(a)? Com tudo o que isso implica de disponibilidade para, não só ouvir o outro, mas também expor-se ao falar de si? E, antes disso, de ir à procura de amigos?
 
Os amigos, como tudo o resto na vida, excepto a chuva, granizo e neve, não caem do céu aos trambolhões. Mas há pessoas que pensam que sim, como também pensam que um "bom" emprego vai aparecer de repente, sem fazerem nada por isso.
 
Queremos mesmo fazer uma nova amiga? (Vou adoptar aqui o feminino por comododidade, nas é evidente que também se aplica a fazer amigos homens)
 
Vejamos então os passos.
 
1. Sair da zona de conforto, do rame-rame casa-trabalho, trabalho-casa. Frequentar uma actividade cultural que se prolongue no tempo, como um grupo de leitura, um voluntariado numa biblioteca, um ginásio, uma actividade desportiva que exija encontros regulares, um fórum na internet, aulas de línguas ou de pintura em horário pós-laboral, etc, etc.
 
2. Sermos nós próprias. Pensar: o que é que eu gosto de fazer? Há muita gente que não sabe responder a esta pergunta. Aqui está um exercício para fazer consigo própria: se acordasse amanhã com uma nova capacidade ou habilidade, qual seria ela? Gostava de saber dançar? Há aulas de tango disponíveis em muitas cidades e locais. Tango ou outro tipo de dança. Ocorre-lhe que gostaria de ser escritora? Há variados cursos de escrita criativo, por sinal bem divertidos, como o do Rui Zink.
 
3. Partindo do princípio de que venceu a fácil e confortável inércia que nos impede de experimentar coisas novas (sobre isto falarei no fim), que já fez uma busca na internet ou que perguntou a outras pessoas, resta pegar nos pezinhos e ir inscrever-se....."
 

Apr 8, 2014

Feb 22, 2014

...como ajudar uma amiga

(nota de esqueciaana: já antes tinha publicado este post, uma leitora do blogue pediu-me para o divulgar outra vez)
Sei por experiência própria como 'os outros' podem ser muito importantes no tratamento e recuperação. Não quaisquer 'outros' mas sim quem, mesmo que não entenda completamente nem sequer parcialmente a doença, nos faz ter novos olhares para a vida. Quem construa as pontes entre o nosso mundo interior de sofrimento e a vida lá fora onde podemos descobrir a alegria.

Os sites informativos e de apoio a familiares e amigos sobre a anorexia e bulímia (ver links do lado direito) por vezes fornecem indicações específicas para grupos dos que são próximos do doente, tais como a familia e em particular os pais, os professores e ...AS AMIGAS (cito adaptando: "Caso suspeite ou tenha a certeza de que uma amiga sua tem problemas relacionados coma a alimentação..."). Pergunto eu: e OS AMIGOS? e O NAMORADO? Os rapazes e homens são não apenas uma minoria dos doentes anorécticos e bulímicos (pelo menos no que é estatisticamente conhecido), ELES também parecem estar um tanto à margem na informação sobre os OUTROS que podem ajudar.
 
No entanto, encontramos em vários testemunhos a importância do NAMORADO, do NOIVO, do MARIDO na procura de cura e recuperação da doença de TA. Sendo a partilha mútua nas relações amorosas mais intensa que noutras, não é de admirar que nelas seja possivel ultrapassar dificuldades em expressar sentimentos por parte de quem está doente, e que por isso sejam os namorados quem, ainda antes de pais, irmãos, amigas ou amigos se apercebem que alguma coisa não está bem. Não encontrei ainda no entanto nenhum texto que 'explique' e dê o devido destque a importância dos NAMORADOS (os príncipes! alguns que precisam ter uma coragem extrema!) .
 
Voltando às AMIGAS (supondo que quem sofre de AN é uma rapariga) existem algumas recomendações que abaixo alinho comentando. E o meu primeiro comentário é que não existindo receitas para a amizade, o que a seguir se escreve são apenas algumas indicações que em média se ajustam a cada caso concreto.
 
COMO PODES AJUDAR A TUA AMIGA?
 
(texto adaptado do original aqui e aqui)
 
+ A tua amiga é inteligente, informada, determinada...mas é característica da doença negá-la e recusar opiniões dos outros (mesmo das amigas) sobre o seu problema (que geralmente não identifica como tal). São raros os casos em que a doente resolve tratar-se por iniciativa própria. Como amiga dela procura em conjunto com outros que lhe são próximos que ela tome consciência do problema e comece a tratar-se com especialistas adequados. Não fiques frustrada com a tua (muitas vezes aparente) impotência para alterar a situação. Ela também se sente possivelmente muitas vezes impotente para se mudar. Não fiques zangada se muitas vezes ela 'te deixar a falar sozinha'.
 
+ A tua amiga pode estar está em risco de vida.A anorexia alimentar e os transtornos alimentares (TA) são doenças graves. Procura que contacte uma equipa especializada. Ajuda-a a dar o primeiro passo para o tratamento. Procura informar-te mais sobre a doença e encontrar os serviços de apoio a familiares e amigos e os serviços médicos públicos ou privados a que ela poderá recorrer na tua região. Mas atenção, por muito que julgues saber sobre a doença, lembra-te que apenas os profissionais poderão fazer um correcto diagnóstico e traçar caminhos para o tratamento e cura.
 
+ Evita centrar todas as conversas com ela na comida ou na aparência física. Comentários mais ou menos irónicos como 'qualquer dias desapareces', 'és só pele e osso', 'andas com dietas malucas' ou até elogiosos ' estás com um corpo fantástico! quem me dera vestir o 36 como tu'. Ou mesmo de incentivo a ganhar peso ' estás mais gordinha e fica-te bem' (pessoalmente tenho a impressão que se este último comentário vier de um amigo não será muito negativo, mas estamos a falar de amigas).Não te esqueças que a tua amiga tem parte da vida focada na aparência física (tentando dizer com o corpo o que ninguém é capaz de escutar) e nas calorias por isso, não lances mais fogo para essa fogueira. Fala com ela sobre arte, música, estudos, trabalho, viagens, projectos futuros.
 
+ Faz a tua amiga sentir (não por palavras de preferência) que ela tens excelentes qualidades e que ninguém é perfeito. Mostra-lhe a tua amizade por actos. Lembra-lhe que todos cometemos erros. E que a errar se aprende. Abre-lhe também o teu coração. É dos livros que quem sofre de TA mente sobre o comportamento e por vezes mente também compulsivamente (é uma componente da doença e como tal deve ser compreendida). Mas a identificação por ti de uma inverdade pode ser positivo. E mostrar que de quem gostamos esperamos sinceridade, não falsidade.
 
+ Procura que ela saia. Há muitas formas de sair. Sair da casca por exemplo ;) Conviver com outras pessoas diferentes. Pessoas com projectos, ideias, imaginação. Pessoas abertas a outras pessoas. Por vezes com a mesma idade as pessoas apresentam maturidades muito diferentes. E não raro quem sofre de TA tem níveis de maturidade e culturais acima da média. Muito possivelmente a tua amiga questiona-se e questiona os outros e o sentido da vida. Por isso ambientes em que dominem pessoas fúteis e vazias podem ser agressivos para ela. Mas cada um de nós é uma caixinha de surpresas. As possibilidades de convívio hoje em dia são imensas. procura que ela retome a alegria e sociabilidade que tinha antes da doença, mas sem pressas, sem forçar. A doença por vezes vai-se instalando de-va-ga-ri-nho e não é do dia para a noite que desaparece.
 
+ O que ela deve ou não comer deve ser recomendado pelos especialistas em nutrição e/ou endocrinologista. Se estiveres com ela durante as refeições principais, festas ou outras situações que envolvam comida procura comportar-te normalmente. Não adoptes uma posição de vigilância ou controlo sobre o que ela come ou de recomendações do tipo 'lá estás com a mania das calorias, não sejas parva vá lá come a bolacha', etc.
 
+ NÃO DESISTAS. O teu apoio pode não dar de imediato resultado. Tens que ter paciência se a tua amiga depois de parecer estar a recuparar tiver uma recaída. Não desistas da tua amiga, mantém o teu apoio mesmo durante uma recaída, evita comentários do tipo 'és uma fraca desisto'.´A tua amiga se tiver uma recaída já se sente suficientemente mal sem esses comentários 'amigos (por vezes pretendem ser para mostrar a dura realidade').Se ela for internada e os médicos não virem inconveniente e perceberes (as amigas verdadeiras percebem os sins mesmo quando ouvem não e vice versa) que ela o quer visita-a.
 
+ Se o conhecimento que com ela tiveres for principalmente ou exclusivamente virtual procura que ela reforce os laços com o MUNDO REAL. Os ombros virtuais não passam disso...virtuais. Nada substituí os ombros REAIS. para além disso estando a tua amiga psicologicamente fragilizada pode ser alvo de comportamento predatórios no mundo real e na internet.
 
+ Na Internet circula muita informação errada, nuns casos inconscientemente noutros, mais graves, conscientemente e criminosamente errada. Medicamentos, práticas e dietas que pululam na internet nos sites pro-ana e pro-mia e também noutros sites orientados comercialmente são muito perigosos. Dicas de emagrecimento que são fornecidas, por vezes sob capa de fundamentos científicos são autênticas 'receitas de morte'.
 
+ Lembra-te SEMPRE: A TUA AMIGA NÃO TEM CULPA. DEIXAR DE COMER NÃO É A DOENÇA, É O SINTOMA.
Procura ajuda para a tua amiga. Alguns contactos AQUI.
Foto f
Comentários recebidos a mensagem identica antes publicada no esqueciaana:

foreveryoung disse...
Qerida "esqeci-a-ana"...
Antes de mais qero voltar a agradecer pela maneira como te tens exprimido comigo porqe nota-se mesmo qe já passaste por isto tudo e és perfeitamente consciente a falar sem nunca "exigires" de mim coisas exageradas como às vezes me acontece por parte de pessoas qe desconhecem o problema em si! Quanto ao qe escreveste tens toda a razão..a fluoxetina tira-me o apetite e altera o meu humor (às vezes..ultimamente mais!)..mas a verdade é qe fico mesmo sem fome nenhuma e se o esforço por comer é grande já quando temos fome (contraditório?) então quando não temos aínda mais complicado é. Suponho qe me estejas a perceber. Mas ao mesmo tempo não qero de maneira nenhuma dizer isto ao psiquiatra porqe vou ser sincera..tenho medo qe ele me recomende tomar algo para abrir o apetite. Isso aterroriza me! Beijinho enorme, parabéns pelo post, até o patrocinei no meu blog :) ehehe
ex ana disse...
Eu já passei não direi por tudo, mas por algumas coisas parecidas.
Se o teu fim de semana foi inesquecível o que achas de ter a seguir uma semana igualmente BOA e inesquecível?
p.s.- Agradeço muito o 'patrocínio'. Não queres juntar sugestões? Prometo fazer uma actualização do post e prestar devida atribuição (ou não) como preferires. 30 de Novembro de 2009 20:41
aqui

Fotografia de flick cc aqui

Feb 21, 2014

...Psique reanimada pelo beijo do Amor (Canova 1757-1822)

A marble statue of a winged gentleman embracing a reclining woman.
 
Psique reanimada pelo beijo do Amor
Escultura em mármore do italiano  António Canova
 
Psyché ranimée par le baiser de l'Amour (Psyche Revived by the Kiss of Love),
a marble sculpture by Antonio Canova (1757-1822). (Imagem de Sebastià Giralt no Flickr)

Alguém tem dúvidas da capacidade reanimadora do(s) AMOR(ES)?
 

Nov 13, 2013

...testemunho de anorexia (livro de BD de Katie Green )

 
Acaba de ser publicado um livro de BD, Lighter than my shadow que constitui um testemunho da sua autora (Katie Green) em relação à sua experiência de anorexia. A autora possui um blogue com várias ilustrações e testemunhos e algumas páginas do livro podem ser lidas on line.
 
A ilustração abaixo representa o estado de espírito após ter assinado o contrato com a editora.
 
 

(clique na imagem para ampliar)

Nov 6, 2013

... likes, instagram e anorexia (testemunho de Amanda Melito)


 


Quantos likes essa anorexia merece? Duas garotas lindas e inteligentes definham enquanto seus seguidores elogiam sua magreza. Esta semana, uma morreu. Amanda Melito, que acordou a tempo, conta sua história.

Postado em 23 ago 2013por :  no diário do Centro do Mundo (Brasil)
 
Na última terça-feira, dia 20, uma jovem gaúcha com milhares de fãs nas redes sociais, autora de comentários espirituosos no Twitter e com centenas de fotos que sublinhavam sua beleza postadas na rede, morreu. Ela atendia pela arroba @megan_foques e chamava-se Daiane Dornelles. Amigos e conhecidos apontam como causa da morte complicações de uma disfunção alimentar que pouco a pouco alcança níveis epidêmicos: a anorexia nervosa.
Outra tuiteira de sucesso, @amandamelito (ela já se apresentou como @cherguevara, mas desistiu do trocadilho), resolveu não calar. Elas não se conheciam. Mas Amanda experimentou o inferno do qual Daiane não foi resgatada. A pedido do Diário, ela escreveu um depoimento.
Bons tempos em que pegar o jornal sobre o capacho consistia na primeira fonte de informação do dia. Hoje, nossas manhãs se transformaram num ritual em que nos inteiramos da vida alheia: em que restaurante as pessoas andam comendo, em que balada cara entram no cheque especial, em que “look” as gatas andam se oferecendo. E nos mostrando, claro. Gastamos os primeiros minutos do dia apegados ao que muitos pregamos ser irrelevante: a incessável busca da aprovação da nossa audiência particular. Eu falei “primeiros minutos do dia”? Começa cedo e vai o dia inteiro, a gente sabe bem.
Vemos pessoas comuns exibindo suas silhuetas e assumindo notoriedade suficiente para se tornarem padrões de beleza entre seus fãs. É curioso, mas acompanhamos famosos nos seus dias de anônimos – e anônimos se transformando celebridades. Participamos da rotina das celebridades e dos momentos de glória dos aspirantes. “Podemos ser um deles” – será que é isso que secretamente pensamos?
Até meus 14 anos, mesmo estando naquela fase conturbada de pré-adolescência, nunca tive muita preocupação com a minha aparência. Na época, já tinha a altura que permanece intacta até hoje: 1,58 m. Meu peso era compatível com a minha estatura, e oscilava entre 48kg – 50kg. Era vaidosa, lógico, adorava me embonecar, mas satisfeita com o meu físico. Minha família se encaixava perfeitamente no modelo de lar ideal: pais com um casamento estável, patriarca com carreira em ascensão, filhos saudáveis e domáveis.
Mas, subitamente, as coisas começaram a degringolar. Meus pais tiveram problemas conjugais e eu, caçula, senti aquela redoma, até então blindada, espatifar. Desolada, consumida por uma tristeza profunda, aos poucos fui parando de comer. Não tinha nenhuma meta, fora a inconsciente de desviar a atenção do divórcio iminente deles. Comecei a emagrecer exponencialmente e consegui “reter” o olhar da minha família. E, pouco a pouco, passei a sustentar um objetivo palpável. Esquálida, pesando 38kg, me olhava no espelho e me via enorme. Usava roupas largas e ainda assim me queixava que elas acentuavam meu “sobrepeso”.
Já havia iniciado um tratamento psiquiátrico, mas mesmo assim não respondia as investidas médicas. Até que um dia, no banho, consegui por uma fração de segundo me enxergar. Entrei em pânico e resolvi voltar a comer. Passei muito mal no começo, meu organismo não aceitava quase nada do que eu ingeria. Mas gradativamente fui me recuperando, e consegui me manter estável pelos próximos 10 anos.
De 1997 pra cá, tive duas recaídas: a primeira foi em 2008, quando já morava sozinha. Voltei a pesar 38kg, precisei ser afastada do trabalho, mas consegui reagir e reverter o quadro relativamente rápido. A segunda, e mais violenta, começou em 2011.
Em ambas reincidências, eu havia sofrido um desgaste emocional pesado, estava com o coração em frangalhos. Veja, não estou atribuindo a responsabilidade de ter adoecido a nada e a ninguém. Não existem culpados. Existem situações e condições que te deixam mais vulnerável. Em menos de 1 ano, perdi 20% do meu peso – uma porcentagem expressiva para quem tem a minha altura.
Minha família, meus amigos, meu namorado, meus colegas de trabalho se mobilizaram para me ajudar, mas eu negava e era extremamente ríspida com quem se aproximava de mim para oferecer auxílio. Eu tentava os confortar dizendo que estava tudo bem, porque realmente achava que estava.
E esse é o grande perigo da anorexia nervosa, a única doença de ordem psiquiátrica que pode levar à morte: ela age de forma silenciosa; você não tem sintomas concretos que te alertam que algo está errado.
E aqui entra a parte sinistra da coisa. A coisa que, suspeito, matou a bela Daiane. Mesmo que apresentasse todos os sintomas, eu contava com o apoio de seguidores no Instagram que alimentavam (sem ironia) o resultado da minha privação.
Nunca fiz apologia à doença, até porque demorei muito para admitir que tinha um distúrbio, mas continuava publicando minhas famigeradas fotos de elevador. E, mesmo em um estado deplorável, recebia elogios que me davam forças para continuar enfraquecendo.
Bem, fui novamente afastada do trabalho e submetida a um tratamento intensivo, com respaldo semanal de nutricionista, psicólogo e psiquiatra. Dessa vez, a doença estava tão arraigada em mim que meu quadro apresentava sérios riscos clínicos. Pesando 30kg e correndo risco de morte, fui internada involuntariamente em 31 de agosto de 2012 no Ecal – Enfermaria de Comportamento Alimentar – centro do Hospital das Clínicas especializado em transtornos alimentares. Por 3 meses, convivi com meninas que tinham problemas de distorção de imagem, cada qual com sua peculiaridade.
Quantas noites chorando baixinho e pedindo paciência. Quantos sonos interrompidos por pesadelos. Quantas manhãs letárgicas experimentando os olhares mais tristes que eu já tive. Até que tudo que estava descarrilado foi entrando nos eixos. Quase um ano se passou, e me mantenho forte. Passei a canalizar toda a obstinação que era usada em prol de um biotipo que eu julgava ideal para a manutenção da minha saúde.
Graças a essa intervenção, aprendi a comer. Aprendi a encarar como um elogio a beleza “exótica” que me endereçavam e até a me orgulhar das pernocas grossas que eu sempre tive.
A máxima de qualquer tratamento deste tipo: um dia de cada vez.  Nunca estaremos livres. Eu tive ajuda. Outras garotas não têm.
O que elas têm são centenas, milhares de polegares estendidos positivamente em sua direção dizendo apenas umas coisa: continua assim. Você está linda.
O instagram da Daiane: http://instagram.com/daidornelles
 

Oct 29, 2013

... "Para se ser feliz, é preciso ser-se um pouco cegueta." (Miguel Esteves Cardoso)



O Amor é um Exagerador


As coisas boas, como o amor e a sabedoria, não trazem a felicidade pela simples razão que as coisas boas têm, para ser boas, de ser «boas por si mesmas». Não podem ser boas por aquilo que trazem. Pelo contrário, têm um preço. O mais das vezes, o preço do amor e da sabedoria, ambos artigos finos, artigos de luxo, coisas boas, é a infelicidade. Quando se ama, ou quando se estuda muito, fica-se sujeito às vontades e às verdades mais alheias. Nada depende quase nada de nós. E sofre-se. Irritam as pessoas que esperam que o amor traga a felicidade. É como esperar que os morangos tragam as natas. O amor não é um meio para atingir um fim — não é através do amor que se chega à felicidade.
 
O amor é um exagerador — exagera os êxtases e as agonias, torna tudo o que não lhe diz respeito (o mundo inteiro) numa coisa pequenina. Assim como a arte tem de ser pela arte e a ciência pela ciência (seria um horror ouvir alguém dizer «Eu quero ser pintor ou biólogo para ganhar muito dinheiro e ir a muitas festas e ter duas carrinhas Volvo com galgos do Afeganistão lá dentro»), o amor tem de ser só pelo amor. Custe o que custar. Ora, o amor é uma coisa rara.
Para se ser feliz, é preciso ser-se um pouco cegueta. Entre as coisas que as pessoas miseráveis, normais, estão sempre a chamar às pessoas felizes, há: ingénua, lírica, naif, boazinha. Aquela de que gosto mais é «Vives noutro mundo!». Haverá coisa melhor que viver noutro mundo, para quem conheça minimamente este? Não acreditar que alguém nos queira fazer mal é um sinal seguro de felicidade. Quem é mesmo feliz é a pessoa que pensa «No fundo, até os meus inimigos gostam um bocadinho de mim...». É por isso que as pessoas felizes são sempre bastante convencidas.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'
 

Oct 21, 2013

programa de Ana Maria Braga (Globo Brasil) e anorexia . Procure Ajuda!


 
O programa de Ana Maria Braga da Globo Brasil apresenta alguns vídeos de testemunhos da anorexia assim como são indicados alguns sites no Brasil que apoiam os doentes. Apresento os títulos e os links abaixo e no final a lista dos locais de apoio listados na página da Globo.

A autora do programa:
http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/v/ana-maria-conta-os-dados-alarmantes-da-anorexia-nervosa-que-mata-em-15-dos-casos/2891561/

Deborah Evelyn relembra anorexia na adolescência foi uma fase muito difícil:
http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/v/deborah-evelyn-relembra-anorexia-na-adolescencia-foi-uma-fase-muito-dificil/2891582/

http://tvg.globo.com/programas/mais-voce/O-programa/noticia/2013/10/deborah-evelyn-relembra-anorexia-na-adolescencia-foi-uma-fase-muito-dificil.HTML



Mulher que sofre de anorexia mostra o rosto e conta como enfrenta a doença



http://tvg.globo.com/programas/mais-voce/videos/t/programas/v/ana-maria-conta-os-dados-alarmantes-da-anorexia-nervosa-que-mata-em-15-dos-casos/2891561/


http://tvg.globo.com/programas/mais-voce/videos/t/programas/v/especialista-em-transtornos-alimentares-explica-como-comeca-a-anorexia-nervosa/2891586/
Procure ajuda

Em todo o Brasil existem programas que ajudam pessoas que estão passando por este problema, e se você conhece alguém que esteja precisando de amparo, confira a lista de telefones e nomes de instituições que fornecem subsídios a estes casos:
Rio de Janeiro

 Nuttra - Núcleo de Transtornos Alimentares e Obesidade - Telefone: (21) 9367-2369

 PUC - Telefone: (21)221-7577

 GOTA - Serviço de Psiconeuroendocrinologia - Telefone: (21)2507-0065

 UFRJ -Telefones: (21) 295-3208 ramal 22 / 295-3499

 Ambulatório de Transtornos Alimentares do Instituto de Diabetes do RJ - Telefone: (21) 295-3796 / 274-8585

 Psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro - Telefones.: (21) 9367-2369 / (21) 2221-4986 / (21) 2533-0118

São Paulo - Capital

 GATDA - Grupo de Apoio e Tratamento dos Distúrbios Alimentares - Telefones: (11) 3873-7817

 GENTA - Grupo de Estudos em Nutrição e Transtornos Alimentares - Telefone/Fax: (11) 3672-3869

 AMBULIM - Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares - do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP - Telefone: (11) 3069-6975

 PROATA - Programa de Orientação e Assistência aos Pacientes com Transtornos Alimentares UNIFESP - Telefone: (11) 5579-1543
Campinas

 Instituto de Psiquiatria de Campinas  - Telefone: (19) 3234-6577

Marília

 Programa de Transtornos Alimentares da Famema/Faculdade de Medicina de Marília - Telefone: (14) 421-1744 Fax: (14) 423-594

Ribeirão Preto

 Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP - Telefones: (016) 602-2559 ou 602-2327

 Bahia

 Irismar Reis de Oliveira - Professor titular de psiquiatria da UFBA - Telefone: (71) 351-5296.

 Ceará

 CETRATA - Centro de Estudos e Tratamento em Transtornos Alimentares - do Hospital das Clínicas da UFC - Telefone: 288-8149

 NEATA - Núcleo de Estudo e Atendimento aos Transtornos Alimentares - do Hospital de Saúde Mental de Messejana, Fortaleza -  Telefone: 488-5880

 Goiás

 Centro de Estudos, Pesquisa e Prática e Prática Psicológica da UCG - Telefone: (62) 227-1198

 Minas Gerais

 G.O.T.A - Grupo Interdisciplinar de Obesidade e Transtornos Alimentares - do Hospital SOCOR - Telefone: (31) 3330-3182

 Paraná

 Ambulatórios de Transtornos Alimentares da Clínica de Psicologia Faculdade de Ciências Biológicas e de Saúde - Universidade Tuiuti do Paraná -Telefones: 331-7845 ou 331-7846

 Rio Grande do Sul

 GEATA - Grupo de estudo e assistência em Transtornos Alimentares - Telefones: (51)3331-7208 / 3333-2540

ansiedade, depressão e outros (ilustrações em slideshow e texto de Toby Allen 2013)


(click na imagem para ampliar)
 
As imagens e texto são do artista Toby Allen (também  aqui) e a tradução do inglês de uma equipa de psicólogos brasileira
Podem ver o ppt completo aqui:
http://www.photosnack.com/FEEBED5C5A8/pti2759j

Oct 14, 2013

...Terapia pela Arte (link e livro) Não posso culpar a chuva...


Mais um post do blogue Salpicos que destaco aqui. Este é sobre a terapia pela arteAlain de Botton é o autor do site e também co-autor com John Armstrong  de livro com o mesmo nome.

Por exemplo, o "Não posso culpar a chuva"
http://100087-adb-art-as-therapy-app.twotwentyseven.com/#free-time/i-cant-bear-the-rain
 
 
imagem: David Hockney,  Portrait of an Artist (Pool with two figures), 1972

Oct 3, 2013

...anorexia mata (Laura Ferguson, 26 anos )



Jovem com anorexia morre durante sono; a causa ainda  esta a ser investigada

Após cinco anos de tratamento contra anorexia, Laura Ferguson, 26 anos, morreu enquanto dormia. Praticante hipismo, Laura adquiriu o distúrbio alimentar após a morte da mãe. No dia de seu falecimento, chegou em casa, disse ao pai que estava cansada e com ardor nos olhos. Laura foi dormir e não acordou mais. 

Laura postou fotos das pernas magras no Facebook (imagem postada por Laura acima). Nos últimos meses,  apresentou melhoras e ganhou peso com tratamento  numa clínica de reabilitação de transtornos alimentares. Pouco antes de morrer, partilhou uma mensagem no Facebook sobre estar a gostar da “sopa de cenoura e coentros”, também contou a amigos que estava feliz e até que sentia desejo por alguns alimentos. Escreveu: estou a voltar a viver! e disse que não se sentia tão feliz há muitos anos. (*)



Segundo o pai de Laura, Joe Ferguson, a filha chegou e foi dormir. “Desci as escadas para passear o cão, olhei para a Laura no quarto e pensei que estava a  dormir. A TV estava ligada, achei que ela estava a descansar. Na hora do jantar, fui acordá-la, corri e telefonei para o serviço de emergência, mas já era tarde demais”, relatou. Testes ainda serão realizados para determinar a causa da morte de Laura.
 
Fonte 1 BBC link :http://bbb-news.com/blog/2013/09/26/laura-ferguson-tragedy-as-showjumper-who-complained-of-headaches-dies-in-her-sleep-after-battle-with-anorexia/
Fonte 2  blogue A anorexia nervosa http://aanorexianervosa.blogspot.co.uk/2013/09/jovem-com-anorexia-morre-durante-sono.html

(*)Escreveu : 'Omg why am I starting to come to life now when it's bed time!'She had also told friends she had 'not been this happy for years' and had even developed a craving for certain foods, leading her father to believe she had beaten the illness. - See more at: http://www.coloradonewsday.com/national/19173-laura-ferguson-tragedy-as-showjumper-who-complained-of-headaches-dies-in-her-sleep-after-battle-with-anorexia.html#sthash.feQN677y.dpuf