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os 10 posts mais lidos (esta semana) seguidos dos posts mais recentes (26 Outubro 2016):

Jul 31, 2012

...Perturbações Alimentares e Perfecionismo (Tese de Mestrado em Psicologia, Universidade de Lisboa, de Leonor B. Oliveira, 2011)

MESTRADO INTEGRADO EM PSICOLOGIA
Secção de Psicologia Clínica e da Saúde, Núcleo de Psicologia Clínica Sistémica
Dissertação, orientada pela Prof.ª Doutora Rita Francisco e coorientada pela Prof.ª
Doutora Rosa Novo
2011
( Esta tese de mestrado em psicologia (que pode ser lida integralmente aqui) investiga a relação entre o perfeccionismo e as perturbações alimentares, com base numa amostra de 531 adolescentes portugueses; felicita-se a autora e recomenda-se a leitura; a tese inclui em anexo os diferentes questionários-testes em que se baseou o estudo prático; acima reproduzimos uma das imagens de um desses testes)
RESUMO
"Os objetivos do estudo recaem sobre a investigação, em adolescentes em meio escolar, do contributo do perfecionismo e das suas dimensões autorientada e socialmente prescrita, bem como da sintomatologia depressiva e/ou ansiosa, para a sintomatologia de perturbação alimentar.

Participaram no estudo 531 adolescentes, de idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos de ambos os sexos. Os participantes responderam a um Questionário de Dados Pessoais e Sociodemográficos, à subescala de perfecionismo do Eating Disorder Inventory 2 (Garner, Olmstead & Polivy, 1983), ao Eating Attitudes Test 26 (Garner, Olmstead, Bohr & Garfinkel, 1982) e ao Cuestionario Educativo-Clínico: Ansiedad y Depresión (González, Cueto & Fernández, 2007). A subescala do EDI2 foi, neste estudo, repartida em perfecionismo autoorientado e perfecionismo socialmente prescrito.

Os participantes do sexo masculino apresentaram menor número de casos de dieta e níveis mais baixos de sintomatologia depressiva-ansiosa, depressão, ansiedade e de sintomatologia de perturbação alimentar em comparação com as raparigas, não tendo sido observadas diferenças entre sexos no que se refere ao perfecionismo global, perfecionismo socialmente prescrito e perfecionismo auto-orientado.

As correlações encontradas entre as variáveis em estudo foram mais elevadas e significativas no grupo das raparigas. Também entre estas foi possível explicar consideravelmente a sintomatologia de perturbação alimentar através da análise de regressões múltiplas hierárquicas, que revelou que a idade, a dieta, o perfecionismo auto-orientado e a depressão contribuíam para explicar 42% da variância da sintomatologia de perturbação alimentar.

Tal não foi observado em rapazes pois relativamente a estes só foi possível explicar 10% da variância de sintomatologia de perturbação alimentar para a qual apenas contribuíam perfecionismo global e sintomatologia depressiva-ansiosa.

O significado dos resultados é discutido em termos das implicações para o conhecimento acerca dos fatores de risco para o desenvolvimento de perturbações alimentares em ambos os sexos."
Palavras-chave: perturbação alimentar, perfecionismo, perfecionismo auto-orientado, perfecionismo socialmente prescrito, ansiedade, depressão, adolescência."
O modelo conceptual usado encontra-se na figura abaixo reproduzida da tese de Leonor Baptista de Oliveira. São considerados doi tipos de Perfeccionismo (o auto-orientado, na figura representado por AO e o socialmente prescrito na figura representado por SP). A influência destes dois tipos de perfecionismo, avaliada por questionários padrão internacionais, sobre as Perturbações Alimentares (PA na figura) é estudada. 
( Nota do esqueciaana: Ainda sobre o tema do perfeccionismo mas neste caso em inglês pode ainda consultar este link para um artigo num site da AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION (APA) de onde reproduzimos a imagem seguinte. Os aspectos negativos e positivos do perfeccionismo e a dificuldade em traçar as fronteiras...)

Jul 25, 2012

... Atletas e Olimpíadas (Citius, Altius, Fortius; Mais Rápido, Mais Alto, Mais Forte)



( não sei se quem lê este blogue gosta de acompanhar as Olimpíadas, a autora do esqueciaana gosta muito! sempre gostou o lema Mais rápido, Mais alto, Mais forte, é um lema extraordinário! A busca da perfeição! A superação-individual ou equipa- dos limites. Mas essa busca da perfeição por vezes traz problemas para os quais atletas, treinadores, clubes devem estar atentos. Em seguida reproduzo um post já antes publicado e o link para a publicação completa sobre os distúrbios alimentares e os atletas)
Prevenir distúrbios alimentares em atletas
O esqueciaana transcreve parcialmente 10 dicas para treinadores
(No original em inglês TIPS FOR COACHES: preventing eating disorders in athletes; compiled by Karin Katrina, PhD, MPE, RD,LD; estes textos estão online no site do NEDA-US)
ou um documento mais detalhado (45 págs) aqui.

10 dicas para treinadores e preparadores físicos
1. Leve a sério os sinais de comportamentos de distúrbio alimentar! Ataques cardíacos e suicídio são as causas de morte de pessoas com doenças do comportamento alimentar!



2. Se um atleta está cronicamente a fazer dieta ou manifesta comer com frequência abaixo do normal, encaminhe-o para um especialista em doenças do comportamento alimentar. (+ aqui)



3. Não enfatize a questão do peso, não pesando e não fazendo comentários sobre o peso. (+ aqui)



4. Não assuma que reduzir a gordura ou o peso irá aumentar a performance(+ aqui)



5. Eduque os treinadores e preparadores físicos para reconhecer os sinais e sintomas de distúrbios alimentares e entenderem o seu papel na prevenção(+ aqui)



6. Disponibilize aos atletas informação fiável sobre peso, perda de peso, estrutura física, nutrição e performance desportiva para reduzir a desinformação e para contrariar práticas não saudáveis. (+ aqui)



7. Enfatize os riscos para a saúde de um peso baixo, especialmente para as atletas com irregularidade da menstruação ou amenorreia. (+ aqui)



8. Compreenda porque o peso é uma questão tão sensível e tão pessoal para tantas mulheres.(+ aqui)



9. Não impeça automaticamente a participação se um atleta tem um problema alimentar, a menos que isso seja determinado pela condição clínica. (+ aqui)

10. Os treinadores e preparadores físicos devem analisar os seus próprios valores e atitudes em relação ao peso, à dieta, à imagem do corpo e como esses valores e atitudes podem, inadvertidamente afectar os seus atletas. (+ aqui)

Jul 23, 2012

...mãe(s)


O livro de Ana Granja, "Sem ti, Inês" expõe os sentimentos de uma mãe em luta contra a doença da filha (anorexia nervosa) e em luto (após o falecimento com 16 anos). É um livro corajoso e bem escrito. Gostaria muito que a minha mãe o tivesse lido quando eu estive doente. Teria certamento ajudado a um melhor entendimento da complexidade da doença. Porque não basta a informação científica.

Existem "falsas ideias e preconceitos que a maior parte das pessoas alimenta acerca desses males. Temos então de aprender a lidar com a ignorância e a incompreensão daqueles para quem a anorexia é um capricho, uma doença da moda que só atinge os fracos...Um alerta, que é também um testemunho carregado de emoção: o sofrimento de um adolescente anoréctico é real, profundo e genuíno!!! Sendo a fuga à dor e ao sofrimento uma motivação básica no ser humano, a anorexia não pode resultar de uma escolha voluntária, racional e consciente. E daí [...]" Ana Granja in "Sem ti, Inês", p.12.
"Nos primeiros tempos da doença, movida mais pela emoção do que pela razão, fiz tudo errado! Em conversa com outras mães percebi que é comum que assim seja. Ver a minha filha comer menos a cada dia que passava, perder peso a um ritmo assustador, apelou ao mais profundo instinto maternal: necessidade de (super) proteger, vigiar, controlar, pressionar, exigir. Assim, [...] Ana Granja in "Sem ti, Inês", p. 17
"As consequências da subnutrição notam-se na mente e no corpo a cada dia que passa. Para além dos efeitos só perceptíveis através de exames especializados, é notório que se tornam mais lentos e apáticos, têm dificuldade em adormecer e acordam muito cedo, a pele torna-se seca e enrugada, a temperatura do corpo baixa considerávelmente, o que os torna mais sensíveis ao frio, e o cabelo cai a um ritmo assustador. Só eu sei o que me custava secar o cabelo à minha filha e perceber que o seu cabelo forte e bonito era agora uma mera recordação." Ana Granja, in "Sem ti, Inês", p.23
"Infelizmente, perdi a luta contra uma doença devastadora que ameaça tornar-se uma epidemia do século. Quando me lembro de que a anorexia afecta cerca de um por cento dos jovens e que, desses, morrem cerca de 20 por cento (na perspectiva mais pessimista), não posso deixar de pensar que a minha filha foi sorteada duplamente numa lotaria fatal" Ana Granja in "Sem ti, Inês"
"Se algum dia a minha mãe soubesse o quanto sofro ao vê-la assim, sabendo que é por minha causa...Não gosto de ver as pessoas que mais amo sofrerem por mim. Gostava de poder dizer: não se preocupem, eu estou bem, mas eu sei que não estou. É tão difícil não me sentir capaz de cuidar de mim, sabendo que estou doente!" Inês Granja da Silva (1992-2008) , in "Sem ti, Inês" de Ana Granja.
imagem aqui:http://www.flickr.com/photos/doug88888/3538414354/sizes/n/

Jul 15, 2012

...motivações

De Clara Pracana do Blogue Salpicos retirei este texto:
"A questão da motivação, da vontade (ou da falta dela) de fazer coisas, é um tópico que surge sempre, quer nas sessões de psicoterapia quer de coaching.
Podemos ser empurrados para as coisas, arrastados pela corrente (motivação extrínseca).
Mas também podemos fazer as nossas escolhas, perceber o que de facto queremos, distinguir os valores importantes para nós do que nos é imposto de fora, agir em conformidade (motivação intrínseca).
Sem acção não é possível testar os nossos objectivos.
Uma coisa é reflectir antes de agir, outra é ficar paralisado e nada fazer.
A in-acção é também uma forma de acção - mas pela negativa, pela passividade.
Não será melhor fazermos as nossas escolhas e agir, antes que outros nos obriguem, como quando éramos crianças?"
Clara Pracana
(nota de esqueciaana: tenho escrito muitas vezes que na recuperação das doenças de comportamento alimentar ajuda muito aplicar a ENORME força de vontade de quem está doente no 'bom sentido'. Ou seja, usar para o bem a disciplina, o método, a persistência, etc. características que infelizmente também contribuem para que a doença se agrave e permaneça)

Jul 3, 2012

..."vivemos dentro de grandes blocos de gelo"...

(este poema tem dedicatória; que percas o temor de quebrar o gelo)
BLOCOS
É isto vivemos dentro
de grandes blocos de gelo
sem aquecermos ao menos
com os dedos outros dedos
No fundo de nós temendo
que um dia se quebre o gelo

Blocos, Poema de David Mourão-Ferreira
fotografia de Tim Georgeson

Jun 30, 2012

...Anorexia em mulheres adultas


Num texto da revista no expresso de hoje  (Anorexia em mulheres adultas ) (30 junho 2012)  com texto de Christina Martins e ilustação (reproduzida uma acima) de Alex Gozblau. A chamada de capa não é feliz, não é fome por opção é fome por doença

"Já consigo perceber que o que faço é uma espécie de autocastigo. Para mim é fundamental que esta não é uma questão de mulheres que sonham ter o corpo de uma modelo. Foi para desfazer essa ideia que aceitei falar. Magoa-me que pensem que esta doença se resume a um capricho. Também não é um problema de comida. No fundo, deve-se a grandes lacunas emocionais. A uma autoestima muito em baixo. Às vezes penso que não mereço nada...quem entra neste vórtice nem sempre tem no ção do que está a fazer. Ainda não tenho a certeza do que me faz não comer. "  (Carla 40 anos )

"Sou a filha mais nova e sempre quis ser a melhor, a mais perfeita. Os problemas começaram quando entrei na Faculdade de Engenharia Biotecnológica. Comecei a restringir a alimentação. Esta atitude dá-nos poder. Um poder muito forte que nega um instinto inato. (...)Quando comecei a piorar, a minha família procurou ajuda médica. Não me queria tratar nem tinha consciência de quão doente eu estava" (...)Agora, fui eu que pedi para ser internada. Ainda estou na zona de risco e não sei quando vou sair. O meu principal objectivo é tratar-me. Cada caso é um caso e o meu é complicado." (Susana, 35 anos).

A anorexia não é uma doença de quilos. Só superficialmente. Por detraz disso estão questões fundamentais: o que é ser mulher? como é ter um corpo feminino? Crescer e ser adulto? como se lida com a sexualidade?" (António Neves, psiquiatra responsável pela equipa de internamento de Doenças do Comportamento Alimentar no Hospital de Santa Maria em Lisboa)

"Há sempre um problema psiquiátrico de fundo" recordando uma doente de 50 anos que morreu com 28 quilos: "Tinha completa compreensão da doença. Era licencidada, trabalhava e tinha um problema gravíssimo de osteoporose" Isabel do Carmo, endocrinologista do Hospital de Santa Maria em Lisboa)

(nota de esqueciaana: irei voltar a este assunto no próximo post)

Jun 23, 2012

...Anorexia mata jovem de 17 anos


A anorexia  mata. As estatísticas exactas nomeadamente em Portugal não são conhecidas, também porque em alguns casos as mortes ocorrem por problemas de saúde em consequência da anorexia (paragem geral dos orgãos, ataque cardíaco, etc.)
A Charlote Seddon uma jovem inglesa de 17 anos sofria de anorexia (que escondia da família) desde os 13 anos. Era uma “excelente aluna, popular entre os colegas e confiante”, assim é descrita por amigos, colegas e professores. Mas…agora que os pais encontraram o diário que ia escrevendo nos últimos anos onde são descritos os dramas de contagem das calorias, falta de confiança e auto-estima, exercício compulsivo, purgação, numa espiral crescente sabe-se que a ‘verdadeira Charlote’ era diferente. (esqueciaana aos pais que leiem este blogue: não se iludam com o que a vossa filha ou filho inteligente e brilhante ‘mostra’ que é…)
Morreu com muito pouco peso, com um IMC (Índice de Massa Corporal) muito baixo (esqueciaana aos leitoras deste blogue que sofrem de anorexia: possivelmente um IMC parecido ao vosso).  Também o coração dela era anormalmente leve: a autópsia feita ao corpo da Charlotte’s revelou que o coração dela pesava só 190g (7oz) quando o peso normal seria 320g (11oz) (já antes aqui no esqueciaana referimos a questão de o coração ser um músculo…que também enfraquece se não for alimentado) . Todos os músculos à volta do coração apresentavam também estarem fragilizados e com falta de nutrientes.
Recusava-se a comer com os pais dizendo que já tinha comido. Os pais dela agora alertam para que os pais estejam mais atentos ao que os filhos comem. (comentário do esqueciaana, porque não é a comida o problema, a comida é o ‘lado vísivel’ –quando é- do problema: que estejam ATENTOS AO QUE OS FILHOS SENTEM!)
A Charlotte ganhou diversos prémios escolares (na fotografia o momento de receber um deles há 2 anos atrás) e foi nomeada para o Young Burnley Achiever Award pelo trabalho de voluntariado que realizava (nota do esqueciaana:  quem sofre de anorexia não são jovens fúteis egoistas e egocêntricas, são muitas vezes jovens excepcionalmente generosas, voluntariosas, genuinamente empenhadas em praticar o bem)

Jun 9, 2012

... jovens que vivem em função da comida e "não dão sinais físicos da doença"


De uma entrevista à Dra. Sandra Torres (aqui)  . A Tese de Doutoramento da Dra. Sandra Torres pode ser consultada também no esqueciaana aqui.

É muito difícil apurar o número de casos de anorexia nervosa em Portugal. "É uma doença muito mediatizada", evidencia Sandra Torres, doutorada em anorexia nervosa.
"Tudo indica que não esteja a aumentar." No entanto, há um novo "fenómeno emergente" que são jovens que vivem em função da comida e "não dão sinais físicos da doença".
"Têm um sofrimento muito grande, há um distúrbio do comportamento alimentar, mas não há uma perda excessiva de peso", comenta. Apesar de não serem casos tão graves, vivem "horrores se aumentam de peso", vomitam e a vida é orientada pelo peso e pelo que é ingerido.
(...)
Fotografia de Stephen Chernin

May 28, 2012

... Frases que nos dizem (corpo exposto)

 
(…) as  pessoas geralmente têm ideias erradas sobre as doenças do comportamento alimentar e  pensam que sabem o que são essas doenças com base no que  vêem nos meios de comunicação (…)
Encontrei num blogue (original e em inglês aqui) o seguinte post de que apresento tradução adaptada:

Desde os meus  15 anos que tive familiares e amigos que me deram dicas e conselhos sobre como "melhorar", bem como dizer as coisas que eram apenas totalmente tolas e despropositadas  Aqui estão algumas ‘perolas’:
"Ela não tem anorexia, eu vi-a a comer um gelado." (Amigo)
"Não precisa ir a um médico, eu sei o que é saudável para para a sua alimentação." (Pai)
"És a raparigra mais magra que eu conheço, não precisas de fazer dieta." (Amigo)
"Podias comer um monte de hamburgers  para ganhar peso." (Pai)
"Então, parece que estás a ir para um festival/acampamento  de verão." (Irmão em relação à minha ao meu internamento para tratamento)
"Da próxima vez, tente e não comer o pacote inteiro da  manteiga." (Pai)
"É apenas uma fase. Eu vomitei  o que comi uma ou duas vezes. Todos temos  feito  isso." (Amigo)
“Espero que percebas quanto me está a custar pagar ao terapeuta/médico” (Pai)
"Comeu a caixa inteira de donuts? CREDO!" (Pai depois que eu tentei ser honesta sobre uma compulsão)
"Estes são para a família, pode tentar não comer todos?" (Pai depois de comprar um pacote  de bolachas de chocolate)
"Parece que ela ganhou algum peso!" (Depois de voltar para casa de visitar o meu irmão por uma semana.)
"Foi para algum rapaz?" (Uma amiga a perguntar-me a razão da anorexia)
"Perdeu os  seios?" (Depois de contar a um amigo que eu era anoréxica.)
"Não és assim tão magra." (Depois de contar a alguém que estava em tratamento da  anorexia.)
"Ela não parece ter anorexia." (É uma longa história - quando a minha mãe morreu, o  meu pai tentou entrar num desses programas em que se ‘contactam’ os  entes queridos falecidos . O meu pai fez questão de dizer do show que eu tive anorexia e uma pessoa do show fez esse comentário . )
"Tu não és gorda." (TODOS  na face do Mundo)
Eu tenho certeza que  existem muitas mais frases. Sinta-se livre para partilhar as ‘suas’…

Imagem retirada do album do escultor:RON MUECK
http://www.facebook.com/?ref=logo#!/photo.php?fbid=9485502013&set=a.9466057013.19903.9465677013&type=3&theater

May 15, 2012

...Petição contra a distorção de imagens (Julia Bluhm)


Esta petição está a ter bastante publicidade nos media norte americanos e também na Europa. Uma jovem, Julia Bluhm, decidiu chamar a atenção para algo que já referimos no esqueciaana várias vezes, a criação de imagens artificiais. Retocar fotografias sempre foi feito desde o início da fotografia...a questão é que não se tratam de meros retoques...são completas distorções com a criação de corpos 'impossiveis'. Esta petição tem a particularidade de ser promovida por uma jovem leitora de uma revista também para jovens.

Julia Bluhm (14 anos) promotora da petição declarou:
"Queremos mostar à revista Seventeen que gostamos do nosso corpo por aquilo que somos e não precisamos de Photoshop para nos corrigir...e podemos ser bonitas sem ele - podemos tirar fotografias "

A petição está aqui:(www.change.org é talvez o portal mais importante de petições nos Estados Unidos) e já recebeu cerca de 72 mil assinaturas.
O video da notícia aqui com múltiplos exemplos:

fotografia acima de Julia Bluhm (sem photoshop)

May 10, 2012

..."tratamento para Anorexia Nervosa em Adolescentes:: Tratamento Familiar e Tratamento Multidisciplinar

"Comparação de efetividade entre duas modalidades de tratamento para anorexia nervosa em adolescentes: tratamento familiar e tratamento multidisciplinar"
Tese de Mestrado de Gisela Turkiewicz, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil, 2011
Esta tese, defendida o ano passado no Brasil contribui para um melhor conhecimento dos efeitos de diferentes tratamentos da Anorexia Nervosa. Abaixo os resumos em português e em inglês. A tese, publicada em português pode ser lida integralmente (aqui nesta página), ficheiro pdf.
 
Resumo
"Adolescentes do sexo feminino são a população mais frequentemente acometida pela anorexia nervosa (AN), com prevalência média de 2,5%, quando considerados critérios diagnósticos adaptados para esta faixa etária. A apresentação da AN em adolescentes é semelhante a de adultos, no entanto existem particularidades nos sintomas relacionadas ao nível de desenvolvimento cognitivo e emocional. A AN manifesta-se por: perda de peso, perturbações na forma de vivenciar a forma corporal, medo de engordar, restrição alimentar, comportamentos compensatórios e alterações menstruais. No Brasil, existem poucos recursos especializados para o tratamento da AN na adolescência e não foram realizados previamente estudos sistematizados sobre o tema. Estudos realizados em países de língua inglesa demonstram que o tratamento familiar (TF) apresenta bons resultados no tratamento da AN em adolescentes. Este estudo tem como objetivo a comparação de efetividade e de custos entre o TF e o tratamento multidisciplinar (TM). Inicialmente foi realizado um estudo piloto, incluindo nove pacientes de 11 a 17 anos do sexo feminino com diagnóstico de AN, tratadas com o TF. Posteriormente foi realizado um estudo comparativo, com os mesmos critérios de inclusão, com 20 pacientes que receberam o TF e foram comparadas com um grupo-controle histórico de 24 pacientes tratadas com TM. Foram calculados os custos diretos de ambas as modalidades de tratamento. Foram utilizadas como medidas de avaliação: DAWBA, CGAS, EDE-Q. No estudo piloto, as variáveis peso, IMC, EDE-Q, CGAS e amenorreia foram comparadas antes e após o TF. Foram observados resultados estatisticamente significativos em recuperação de peso e IMC (p=0,036). Foi observada melhora das demais variáveis após o tratamento, no entanto estes resultados não foram estatisticamente significativos. No estudo comparativo, 75% das pacientes que receberam o TF e 62,5% das pacientes que receberam TM apresentaram recuperação dos sintomas de AN, sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p=0,378). Ambos os grupos apresentaram recuperação de peso, IMC e CGAS satisfatórias após o tratamento, sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Tanto no TF quanto no TM, o maior tempo de sintomas antes do início do tratamento interferiu negativamente na resposta ao tratamento, reduzindo a chance de recuperação dos sintomas. Os custos diretos do TM são aproximadamente o dobro dos custos do TF. Tanto o TF quanto o TM demonstraram-se alternativas efetivas de tratamento para AN  na população estudada. No entanto, o custo do TM é consideravelmente maior. O TF é uma alternativa de tratamento efetiva e economicamente viável, podendo ser disseminado para outros centros, possibilitando maior acesso a tratamento para adolescentes com AN."
Palavras-chave em português: Adolescência, Anorexia nervosa/terapia, Terapia familiar, Tratamento
 
Effectiveness comparison of two treatment modalities for anorexia nervosa in adolescents: family-based treatment and multidisciplinary treatment
Abstract
"Female adolescents are the population most frequently affected by anorexia nervosa (AN), with average prevalence of 2.5% when adapted diagnostic criteria for this age group are considered. AN presentation in adolescents is similar to that of adults, but there are peculiarities in symptoms related to the level of cognitive and emotional development. AN main symptoms are: weight loss, disturbance in the way body shape is experienced, fear of becoming fat, dietary restriction, compensatory behaviors and menstrual abnormalities. In Brazil, there are few specialized resources for AN treatment in adolescence and no previous systematic studies have been conducted on this theme. In English-speaking countries, some studies have shown that the family-based treatment (FBT) is effective for adolescent AN. The aim of this study is to compare the effectiveness and the costs between the FBT and the multidisciplinary treatment (MT). Initially, a pilot study was conducted, including nine female patients from 11 to 17 years old diagnosed with AN, and treated with FBT. It was later performed a comparative study with the same inclusion criteria. Twenty patients who received FBT were compared with a historical control group of 24 patients treated with MT. We calculated the direct costs of both treatment modalities. The evaluation measures were: DAWBA, CGAS, EDE-Q. In the pilot study, the variables weight, BMI, EDE-Q, CGAS and amenorrhea were compared before and after FBT. We observed statistically significant results in weight and BMI recovery (p=0.036). The other variables have improved after treatment, although results were not statistically significant. In the comparative study, 75% of patients receiving FBT and 62.5% of patients receiving MT recovered from AN symptoms, no statistically significant difference was found between groups (p=0.378). Both groups have shown satisfactory recovery of weight, BMI and CGAS after treatment, with no statistical significant difference between groups. Both in the FBT and in the MT, the greater duration of symptoms before starting treatment had negative influence on treatment response, reducing the chance of recovery. The direct costs of the MT are approximately twice the cost of the FBT. Both the FBT and the MT were shown to be effective for AN treatment in the study population. However, the costs of MT are considerably higher. The FBT is an effective and economically viable treatment alternative and, can be disseminated to other centers, allowing ! greater treatment access for adolescents with AN."

Apr 11, 2012

..."Vivemos Livres numa Prisão" (Daniel Sampaio) + comentário recebido


Vivemos Livros Numa Prisão é uma obra que nos fala de duas problemáticas particularmente pertinentes. A segunda parte debruça-se sobre a Anorexia Nervosa, nomeadamente o diagnóstico, as causas, a avaliação e o tratamento, o internamento e a prevenção desta doença. A primeira parte aborda um tema já tratado em obras anteriores, mas com necessidade permanente de novas abordagens, aprofundando o problema da adolescência no espaço escolar e as estratégias para se lidar com situações problemáticas. Uma obra útil e oportuna para adolescentes, pais, professores e especialistas da saúde.

Recebi este comentário de Passarinho:

"Li este livro há uns anos atrás, naquele que foi o meu primeiro internamento. Curiosa como sou, tenho uma necessidade de absorver informação sobre tudo e mais alguma coisa que me influencie ou me chame a atenção. E saber mais sobre distúrbios alimentares não foi excepção.
Cheguei a ler partes do livro aos meus pais para que eles percebessem aquilo que eu sentia e pensava, de modo a me distanciar um pouco de toda a emotividade associada. Já sabemos como funciona falar de sentimentos quando a anorexia anda a mexer com o nosso cérebro. Exprimir emoções = causar um dilúvio digno de um filme."

..."Um corpo que não sonha é como uma casa desabitada- a ruína é o seu destino."


"Um corpo que não sonha é como uma casa desabitada- a ruína é o seu destino."
"Nascemos de um sonho, vivemos no sonho, morremos quando o sonho acaba. E a cura analítica não é mais que a abertura do sonho; acaba quando o paciente sabe sonhar."
António Coimbra de Matos - no livro Mais Amor Menos Doença (Climepsi)

Fiquei a conhecer pelo Blogue Salpicos este Autor e respectiva obra. António Coimbra de Matos É psiquiatra, psicanalista e professor da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação de Lisboa e do Instituto Superior de Psicologia Aplicada. Publicou inúmeras obras (mais aqui)

Fotografia: Gerard Castello-Lopes

Apr 5, 2012

...possível contributo para livro, exemplos de diálogos (100 palavras em inglês)

Pelo site de ED Bites tive conhecimento deste projecto de June Alexander  clique aqui para mais informações. O projecto pretende-se universal. SE tiver questões ou pretender contribuir para os exemplos de diálogos escreva (em inglês) para June june@junealexander.com LIMITE: 100 palavras aproximadamente.
Citando:
"Exemplo
CARER’S PERSPECTIVE: HUSBAND TO WIFE
Husband: You say you love me, but you act like you can’t stand me –
you won’t even let me hug you! What did I do?
Wife: I want so much to let him hold me – but I can’t stand the feeling when he touches my fat.
I’m so disgusting – if he feels how revolting I am he will be repulsed too
For this book to be as universally relevant as possible we want to include everyone’s experiences. Send in your accounts of where what you said or heard was misinterpreted and you don’t know why. Or if you do know why, include that too.
Submissions are invited from everyone – friends, sisters, husbands, mothers, grandfathers, daughters AND from eating disorder sufferers. Everyone’s experiences, contributions and perspectives are welcome and vital. The only requirement is that each account be limited to about 100 words. All submissions published will be anonymous to maintain the privacy of all concerned. Contribute your voice and help the world understand the language of eating disorders. Email your examples to
june@junealexander.com

Apr 2, 2012

... "Que tamanho de roupa vestem [os modelos] em Paris?"


No Diário de Notícias  a jornalista Catarina Carvalho (CC) entrevista o modelo internacional Armando Carvalho(AC) publicado no dia 1 de Abril de 2012: (toda a notícia aqui: http://www.dn.pt/revistas/nm/interior.aspx?content_id=2392551 )
CC:Fala-se muito dos distúrbios alimentares na moda, a anorexia.
AC:_Dá-me pena. As mulheres, sobretudo, levam muito com isso. Tenho amigas que já passaram por isso. É a pressão. As agências dizem: "Estás gorda. Não podes trabalhar." Quando se está no mundo da moda, que é muito competitivo, a única forma de vencer é, infelizmente, com a nossa estética. Muitos modelos passam pelo testes psicológico, de perceber que são pessoas inteligentes. Infelizmente, as mulheres sofrem mais com isto, porque, para elas singrarem e para terem uma boa carreira, têm de ter a estrutura e a estética que é considerada normal. E tenho amigas que estão agora na fase de tratamento, que levaram isso a sério.
CC:E nos homens não?
AC:_Não. Nos EUA eles gostam de homens mais fortes e robustos, com músculos. É um mercado completamente diferente. Na Europa é que é preciso. Eu, por exemplo, em Paris, não teria a carreira que tenho hoje se fosse grande. Não caberia nas roupas.
Que tamanho de roupas vestem em Paris?
AC: _Zero, ou menos, sample size -modelo amostra - que são mais pequenos do que os mais pequenos que se vêem nas lojas. “
(*)“Armando Carvalho tem 30 anos e parece que já viveu uma vida inteira. Nasceu na Guiné, veio morar para a Amadora com três anos, foi estudar gestão em Inglaterra e trabalhou em Wall St, em gestão de fortunas. Ao mesmo tempo, foi modelo internacional e desfilou no top do top, para a Louis Vuitton, Calvin Klein, Hugo Boss, Dior, Alexander McQueen, ou Benetton e H&M. É a cara da J Crew - a marca favorita de Michelle Obama - nos Estados Unidos e fez todo o catálogo do armazém de luxo Bergdorf and Goodman. E, no meio de tudo isto, toda a gente o conhece como «o modelo português». Agora, abandonou as passereles e fundou uma marca de sapatos de homem como seu nome, que já é um enorme sucesso internacional - e está em plena expansão a Oriente.”
fotografia de Nick Knight

Mar 17, 2012

...saúde mental e família (artigo científico)


Avaliação do funcionamento familiar no contexto da saúde mental

Souza, Joseane de, Abade, Flávia, Silva, Pâmela Migliorini Claudino da, & Furtado, Erikson Felipe. (2011). Avaliação do funcionamento familiar no contexto da saúde mental. Revista de Psiquiatria Clínica, 38(6), 254-259.

RESUMO
OBJETIVO: Verificar quais instrumentos têm sido utilizados na avaliação do funcionamento familiar no âmbito da saúde mental.
MÉTODO: Revisão sistemática da literatura de acordo com as normas Cochrane nas bases de dados Medline, PubMed e PsycInfo, no período de janeiro de 1990 a julho de 2009. Foram considerados artigos nos idiomas inglês, português e espanhol que apresentassem a utilização de escalas, questionários e entrevistas na avaliação da relação familiar no contexto da saúde mental. Os resumos deveriam especificar o nome do instrumento utilizado, com aplicação em pelo menos dois membros da família, e apresentar objetivo, metodologia e resultados. As palavras-chave utilizadas foram: "family functioning" e "assessment" e "psychiatry".
RESULTADOS: A partir de 1.162 artigos, foram selecionados 20. Os instrumentos encontrados foram: Family Assessment Device (FAD), Family Environment Scale (FES), Family Assessment Measure (FAM) e Family Adaptability Cohesion Evaluation Scale III (FACES III). Os aspectos mais relacionados com disfunção familiar foram: desempenho de papéis, valores e normas, comunicação, envolvimento afetivo e resolução de problemas. A melhora do funcionamento familiar foi associada à recuperação do paciente com transtorno mental.
CONCLUSÃO: A utilização de instrumentos de avaliação familiar pode contribuir para o planejamento de intervenções terapêuticas e na reabilitação em saúde mental.
Palavras-chave: Avaliação, relações familiares, saúde mental, instrumentos, psiquiatria.

ABSTRACT
OBJECTIVE: To determine which instruments have been used in the assessment of family functioning in the context of mental health.
METHOD: Systematic review according to Cochrane standards in databases: Medline, PubMed and PsycInfo from January 1990 to July 2009. We considered articles in English, Portuguese and Spanish who presented the use of scales, questionnaires and interviews in the assessment of family relationship in the context of mental health. The abstract should specify the name of the instrument, applying at least two family members, to present objective, methodology and results. The keywords used were: family functioning and assessment and psychiatry.
RESULTS: This study found 1,162 articles and 20 were selected. The instruments cited were: Family Assessment Device (FAD), Family Environment Scale (FES), Family Assessment Measure (FAM) Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale III (FACES III). The most families dysfunctions were related to: the performance of roles, norms and values, communication, affective involvement and problem resolution. The improvement of family functioning was associated with recovery of patients with mental disorders.
DISCUSSION: The use of family assessment instruments can contribute to the planning of therapeutic interventions and rehabilitation in mental health.

Keywords: Assessment, family relations, mental health, tools, psychiatry.

O texto pode ser lido na totalidade aqui (em português):
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832011000600007&lng=en&tlng=pt

...Reunião AFAAB no Porto (30 Março 2012)

REUNIÃO DE FAMILIARES E AMIGOS NO PORTO
2012-03-30 - Auditório do Serviço de Psiquiatria do HSJ no Porto pelas 21H30
Fotografia : flickr CC

Feb 16, 2012

...Solidão e Doenças do Comportamento Alimentar (investigação)




Podemos sentir-nos sós mesmo rodeados de muita gente. Até mesmo de amigos. Por vezes a solidão cola-se a nós.´Quantas e quantas vezes quem sofre de doenças do comportamento alimentar se sente só. E muitas vezes a saida da doença (esquecer a ana e outras más companhias) é também acompanhada pela ruptura dessa solidão.

Recebi da Té um comentário sobre este post que transcrevo porque acho muito importante a ideia de 'fases' na solidão e das 'justificações' que vamos tendo (criando?) para a manter. Obriga Té pelo teu comentário e muitas felicidades no teu caminho.

"Minha querida,há quanto tempo...
A solidão,tal como a comida, são como a "droga" desta adição q é um distúrbio alimentar...
A solidão é uma procura e uma maneira de nos mantermos afastadas, pensamos nós, de quem não tem a mínima noção do que se passa... Passa.se por várias fases: primeiro precisamos de estar sozinhas para n nos obrigarem a comer nem fazerem comentários, depois, ainda mais isoladas, parece que são os outros que se afastam de nós e depois já não sabemos bem como voltar, porque enquanto fizemos esse interregno, a vida lá fora continuou e o medo é tão grande quanto o de apanhar um comboio em andamento...
um beijinho"
Acabou de ser publicado um artigo científico Loneliness and eating disorders [trad: A solidão e os distúrbios alimentares] no J Psychol. 2012 Jan-Apr;146(1-2):243-57, de Levine MP (Penn State College of Medicine, Penn State Milton S. Hershey Medical Center, Division of Adolescen Medicine and Eating Disorders, Hershey, PA 17033, USA. mlevinel@hmc.psu.edu
A investigação examina a relação entre solidão e os transtornos alimentares. Esta relação é avaliada fazendo uma revisão sistemática da literatura científica que associa a solidão com as doenças do comportamento alimentar e resume os tópicos de temas que ligam solidão e transtornos alimentares.
Os transtornos alimentares (anorexia nervosa, bulimia nervosa e outros transtornos alimentares não especificados que incluem compulsão alimentar) são questões de saúde desafiadoras. Cada um destes diagnósticos relaciona-se especificamente com a solidão. Isso contribui para a emoção negativa e sintomas de transtornos alimentares. As relações interpessoais negativas, as experiências reais ou  percepções individuais distorcidas, aumentam os distúrbios alimentares e os sentimentos de solidão.
Características que têm sido associados com a solidão claramente também se relacionam com os transtornos alimentares. Entender essa relação é vital, para que possamos avaliar as lutas dos nossos pacientes e de trabalho para gerir emoções fortes num quadro de tratamento. Precisamos estar conscientes do poder da solidão e do seu efeito sobre as pessoas  em geral e especificamente o efeito da solidão para aqueles que lutam com um problema de distúrbio alimentar.
A partir de alguns sites é possível ter o texto completo do artigo (vejam aqui)
Se quiserem conhecer mais publicações do mesmo autor, vejam aqui.