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os 10 posts mais lidos (esta semana) seguidos dos posts mais recentes (26 Outubro 2016):

Apr 5, 2012

...possível contributo para livro, exemplos de diálogos (100 palavras em inglês)

Pelo site de ED Bites tive conhecimento deste projecto de June Alexander  clique aqui para mais informações. O projecto pretende-se universal. SE tiver questões ou pretender contribuir para os exemplos de diálogos escreva (em inglês) para June june@junealexander.com LIMITE: 100 palavras aproximadamente.
Citando:
"Exemplo
CARER’S PERSPECTIVE: HUSBAND TO WIFE
Husband: You say you love me, but you act like you can’t stand me –
you won’t even let me hug you! What did I do?
Wife: I want so much to let him hold me – but I can’t stand the feeling when he touches my fat.
I’m so disgusting – if he feels how revolting I am he will be repulsed too
For this book to be as universally relevant as possible we want to include everyone’s experiences. Send in your accounts of where what you said or heard was misinterpreted and you don’t know why. Or if you do know why, include that too.
Submissions are invited from everyone – friends, sisters, husbands, mothers, grandfathers, daughters AND from eating disorder sufferers. Everyone’s experiences, contributions and perspectives are welcome and vital. The only requirement is that each account be limited to about 100 words. All submissions published will be anonymous to maintain the privacy of all concerned. Contribute your voice and help the world understand the language of eating disorders. Email your examples to
june@junealexander.com

Apr 2, 2012

... "Que tamanho de roupa vestem [os modelos] em Paris?"


No Diário de Notícias  a jornalista Catarina Carvalho (CC) entrevista o modelo internacional Armando Carvalho(AC) publicado no dia 1 de Abril de 2012: (toda a notícia aqui: http://www.dn.pt/revistas/nm/interior.aspx?content_id=2392551 )
CC:Fala-se muito dos distúrbios alimentares na moda, a anorexia.
AC:_Dá-me pena. As mulheres, sobretudo, levam muito com isso. Tenho amigas que já passaram por isso. É a pressão. As agências dizem: "Estás gorda. Não podes trabalhar." Quando se está no mundo da moda, que é muito competitivo, a única forma de vencer é, infelizmente, com a nossa estética. Muitos modelos passam pelo testes psicológico, de perceber que são pessoas inteligentes. Infelizmente, as mulheres sofrem mais com isto, porque, para elas singrarem e para terem uma boa carreira, têm de ter a estrutura e a estética que é considerada normal. E tenho amigas que estão agora na fase de tratamento, que levaram isso a sério.
CC:E nos homens não?
AC:_Não. Nos EUA eles gostam de homens mais fortes e robustos, com músculos. É um mercado completamente diferente. Na Europa é que é preciso. Eu, por exemplo, em Paris, não teria a carreira que tenho hoje se fosse grande. Não caberia nas roupas.
Que tamanho de roupas vestem em Paris?
AC: _Zero, ou menos, sample size -modelo amostra - que são mais pequenos do que os mais pequenos que se vêem nas lojas. “
(*)“Armando Carvalho tem 30 anos e parece que já viveu uma vida inteira. Nasceu na Guiné, veio morar para a Amadora com três anos, foi estudar gestão em Inglaterra e trabalhou em Wall St, em gestão de fortunas. Ao mesmo tempo, foi modelo internacional e desfilou no top do top, para a Louis Vuitton, Calvin Klein, Hugo Boss, Dior, Alexander McQueen, ou Benetton e H&M. É a cara da J Crew - a marca favorita de Michelle Obama - nos Estados Unidos e fez todo o catálogo do armazém de luxo Bergdorf and Goodman. E, no meio de tudo isto, toda a gente o conhece como «o modelo português». Agora, abandonou as passereles e fundou uma marca de sapatos de homem como seu nome, que já é um enorme sucesso internacional - e está em plena expansão a Oriente.”
fotografia de Nick Knight

Mar 17, 2012

...saúde mental e família (artigo científico)


Avaliação do funcionamento familiar no contexto da saúde mental

Souza, Joseane de, Abade, Flávia, Silva, Pâmela Migliorini Claudino da, & Furtado, Erikson Felipe. (2011). Avaliação do funcionamento familiar no contexto da saúde mental. Revista de Psiquiatria Clínica, 38(6), 254-259.

RESUMO
OBJETIVO: Verificar quais instrumentos têm sido utilizados na avaliação do funcionamento familiar no âmbito da saúde mental.
MÉTODO: Revisão sistemática da literatura de acordo com as normas Cochrane nas bases de dados Medline, PubMed e PsycInfo, no período de janeiro de 1990 a julho de 2009. Foram considerados artigos nos idiomas inglês, português e espanhol que apresentassem a utilização de escalas, questionários e entrevistas na avaliação da relação familiar no contexto da saúde mental. Os resumos deveriam especificar o nome do instrumento utilizado, com aplicação em pelo menos dois membros da família, e apresentar objetivo, metodologia e resultados. As palavras-chave utilizadas foram: "family functioning" e "assessment" e "psychiatry".
RESULTADOS: A partir de 1.162 artigos, foram selecionados 20. Os instrumentos encontrados foram: Family Assessment Device (FAD), Family Environment Scale (FES), Family Assessment Measure (FAM) e Family Adaptability Cohesion Evaluation Scale III (FACES III). Os aspectos mais relacionados com disfunção familiar foram: desempenho de papéis, valores e normas, comunicação, envolvimento afetivo e resolução de problemas. A melhora do funcionamento familiar foi associada à recuperação do paciente com transtorno mental.
CONCLUSÃO: A utilização de instrumentos de avaliação familiar pode contribuir para o planejamento de intervenções terapêuticas e na reabilitação em saúde mental.
Palavras-chave: Avaliação, relações familiares, saúde mental, instrumentos, psiquiatria.

ABSTRACT
OBJECTIVE: To determine which instruments have been used in the assessment of family functioning in the context of mental health.
METHOD: Systematic review according to Cochrane standards in databases: Medline, PubMed and PsycInfo from January 1990 to July 2009. We considered articles in English, Portuguese and Spanish who presented the use of scales, questionnaires and interviews in the assessment of family relationship in the context of mental health. The abstract should specify the name of the instrument, applying at least two family members, to present objective, methodology and results. The keywords used were: family functioning and assessment and psychiatry.
RESULTS: This study found 1,162 articles and 20 were selected. The instruments cited were: Family Assessment Device (FAD), Family Environment Scale (FES), Family Assessment Measure (FAM) Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale III (FACES III). The most families dysfunctions were related to: the performance of roles, norms and values, communication, affective involvement and problem resolution. The improvement of family functioning was associated with recovery of patients with mental disorders.
DISCUSSION: The use of family assessment instruments can contribute to the planning of therapeutic interventions and rehabilitation in mental health.

Keywords: Assessment, family relations, mental health, tools, psychiatry.

O texto pode ser lido na totalidade aqui (em português):
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832011000600007&lng=en&tlng=pt

...Reunião AFAAB no Porto (30 Março 2012)

REUNIÃO DE FAMILIARES E AMIGOS NO PORTO
2012-03-30 - Auditório do Serviço de Psiquiatria do HSJ no Porto pelas 21H30
Fotografia : flickr CC

Feb 16, 2012

...Solidão e Doenças do Comportamento Alimentar (investigação)




Podemos sentir-nos sós mesmo rodeados de muita gente. Até mesmo de amigos. Por vezes a solidão cola-se a nós.´Quantas e quantas vezes quem sofre de doenças do comportamento alimentar se sente só. E muitas vezes a saida da doença (esquecer a ana e outras más companhias) é também acompanhada pela ruptura dessa solidão.

Recebi da Té um comentário sobre este post que transcrevo porque acho muito importante a ideia de 'fases' na solidão e das 'justificações' que vamos tendo (criando?) para a manter. Obriga Té pelo teu comentário e muitas felicidades no teu caminho.

"Minha querida,há quanto tempo...
A solidão,tal como a comida, são como a "droga" desta adição q é um distúrbio alimentar...
A solidão é uma procura e uma maneira de nos mantermos afastadas, pensamos nós, de quem não tem a mínima noção do que se passa... Passa.se por várias fases: primeiro precisamos de estar sozinhas para n nos obrigarem a comer nem fazerem comentários, depois, ainda mais isoladas, parece que são os outros que se afastam de nós e depois já não sabemos bem como voltar, porque enquanto fizemos esse interregno, a vida lá fora continuou e o medo é tão grande quanto o de apanhar um comboio em andamento...
um beijinho"
Acabou de ser publicado um artigo científico Loneliness and eating disorders [trad: A solidão e os distúrbios alimentares] no J Psychol. 2012 Jan-Apr;146(1-2):243-57, de Levine MP (Penn State College of Medicine, Penn State Milton S. Hershey Medical Center, Division of Adolescen Medicine and Eating Disorders, Hershey, PA 17033, USA. mlevinel@hmc.psu.edu
A investigação examina a relação entre solidão e os transtornos alimentares. Esta relação é avaliada fazendo uma revisão sistemática da literatura científica que associa a solidão com as doenças do comportamento alimentar e resume os tópicos de temas que ligam solidão e transtornos alimentares.
Os transtornos alimentares (anorexia nervosa, bulimia nervosa e outros transtornos alimentares não especificados que incluem compulsão alimentar) são questões de saúde desafiadoras. Cada um destes diagnósticos relaciona-se especificamente com a solidão. Isso contribui para a emoção negativa e sintomas de transtornos alimentares. As relações interpessoais negativas, as experiências reais ou  percepções individuais distorcidas, aumentam os distúrbios alimentares e os sentimentos de solidão.
Características que têm sido associados com a solidão claramente também se relacionam com os transtornos alimentares. Entender essa relação é vital, para que possamos avaliar as lutas dos nossos pacientes e de trabalho para gerir emoções fortes num quadro de tratamento. Precisamos estar conscientes do poder da solidão e do seu efeito sobre as pessoas  em geral e especificamente o efeito da solidão para aqueles que lutam com um problema de distúrbio alimentar.
A partir de alguns sites é possível ter o texto completo do artigo (vejam aqui)
Se quiserem conhecer mais publicações do mesmo autor, vejam aqui.


Feb 8, 2012

...Bailado e Anorexia (solista do Scala de Milão denuncia situação)


Segundo notícia ontem publicada no DNTeatro de Milão afastou "uma das suas solistas que denunciou pressões para que as bailarinas controlassem o seu peso. Maria Francesca Garritano (na imagem acima), uma das primeiras bailarinas do ballet do La Scala de Milão, foi despedida depois de ter denunciado a proliferação de casos de anorexia entre o corpo de bailarinas do célebre teatro italiano. O La Scala fundamentou a decisão pelo facto de ser "prejudicada a imagem" da instituição pelas declarações da sua bailarina. Garritano, de 33 anos, deu em dezembro uma entrevista ao The Observer em que afirmava que uma em cada cinco bailarinas suas conhecidas era anorética e, em consequência, não tinham condições para terem filhos. No corpo de ballet do La Scala desde os 16 anos, Garritano recordou na entrevista que, "durante o treino, os meus professores chamavam-me 'mozzarella' e 'crepe chinês' diante de todos". A bailarina revelou que "deixei de comer ao ponto de ter deixado de ter o período durante ano e meio, tinha eu entre 16 e 17 anos. Cheguei a pesar 43 quilos". Aquilo que Garritano passou, foi levado ao extremo por colegas suas, que "tiveram de ser levadas de urgência para o hospital e alimentadas por via intravenosa, enquanto outras sofreram depressões e estão sujeitas a acompanhamento clínico ainda hoje".
mais notícias sobre o mesmo assunto (em inglês) aqui.

...as emoções fazem falta!

Retirei o texto abaixo do blogue de Lídia Craveiro (Outros Olhares)
Uma visão da natureza que ignore o poder das emoções é tristemente míope. As emoções são impulsos para agir e enfrentar a vida. A raiz da palavra emoção vem do termo latino "motere" que significa mover, mais o prefixo "e" fica "mover para"- As investigações indicam que cada emoção prepara o corpo para um tipo de resposta muito diferente: com o ira, o sangue flui para as mãos, tornando mais fácil pegar numa arma ou bater num inimigo, a adrenalina gera uma onda de energia; com o medo, o sangue corre para os grandes músculos, empalidecendo a face; o bem estar activa zonas do cérebro que impedem os sentimentos negativos; o amor provoca excitação parassimpatica que gera um estado geral de calma e contentamento, facilitando a cooperação; a surpresa permite o alargamento do campo de visual, em virtude do arquear das sobrancelhas e a entrada de mais luz na retina; a repulsa gera uma resposta facial; a tristeza ajuda a adaptarmo-nos a uma perda significativa, como a morte de alguém querido ou, um grande desapontamento, causa uma grande quebra de energia e do entusiasmo pela vida, aproxima a depressão e a baixa do metabolismo do corpo.
In "Inteligência emocional" Goleman ( 1997)
Inteligência Emocional de Daniel Goleman
O livro que mudou o conceito de inteligência.
Edição/reimpressão: 2010 Páginas: 376
Editor: Temas e Debates ISBN: 9789896440909

Feb 3, 2012

...olhar e VER

..."todas as cartas de amor são ridículas" (de Pessoa para Ofélia)

Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) escreveu que todas as cartas de amor são ridículas. No link abaixo podemos ler 9 cartas dele (o "nininho", Ibis) e as 9 respostas de Ofélia (o seu "bébé pequenino")
Duas dessas cartas abaixo.
Porque estou a escrever este post? Porque tem a ver com expressar emoções ... sem medo do "ridículo"...ou antes expressar emoções, ponto. SEM MEDO.
(para ver a imagem total das cartas abaixo, clique na imagem)

Jan 25, 2012

...Como ajudar alguém (Parte 2 de 3)


O golfinho (cuidado e controlo na medida certa)*
No livro referido abaixo, Janet Treasure e outros descrevem através de analogias com animais alguns comportamentos e reacções das pessoas que dão apoio e cuidam dos doentes com anorexia, bulimia e outros TCA. O comportamento 'golfinho' e 'são bernardo' são positivos.

Treasure, J., Smith, G. D., & Crane, A. M. (2007). Skills-based learning for caring for a loved one with an eating disorder. Hampshire: Routledge: Taylor and Francis Group.

Citando: "A melhor maneira de ajudar alguém com TCA é empurrá-la gentilmente, como o golfinho. Imagine o seu filho/a no mar. O TCA é o colete salva-vidas dele/a. Ela/ele não quer abrir mão não quer perder a 'segurança' [falsa segurança] num mundo perigoso e hostil. E você é o golfinho, empurrando-a para a zona de segurança, às vezes nadando à frente e mostrando o caminho, outras vezes nadando lado a lado e dando coragem, ou mesmo nadando atrás em silêncio" Janet Treasure
*nota de esqueciaana: o problema é mesmo ' a medida certa'. Quando nadar ao lado, atrás ou à frente é de facto essencial. Ver mais (aqui)
Sobre o mesmo assunto pode ler, entre outros:

Jan 16, 2012

...23 ideias erradas sobre doenças do comportamento alimentar (fonte: NEDA-US)

" ESTÁ NA HORA DE FALARMOS SOBRE O ASSUNTO"Encontrei esta informação sobre os mitos relativos às doenças do comportamento alimentar ( no Brasil um termo frequentemente usado é Transtornos Alimentares-TA) (em inglês ED= EATING DISORDERS) aqui no National Eating Disorders Information Centre-Educator Toolkit.
Apenas transcrevo a lista dos 23 mitos fica a promessa de os comentar um a um em futuros posts (promessa ainda não cumprida pelo esqueciaana).
Gostaria de conhecer também os vossos comentários e interrogações sobre cada um dos 23 (ou acrescentar outros).
Nota: a ordem porque são apresentados não corresponde necessáriamente à importância de cada um dos mitos.
Algumas afirmações podem ser  'verdadeiras apenas parcialmente', logo falsas. Não há meias-verdades.
mito #1. Os transtornos alimentares (TA) não são uma doença FALSO
mito #2. Os transtornos alimentares são raros FALSO
mito #3. Os transtornos alimentares são uma escolha do doente FALSO
mito #4. Só as jovens e mulheres podem ter transtornos alimentares FALSO
mito #5. Homens que sofrem de transtornos alimentares tendem a ser gay FALSO
mito #6. A anorexia nervosa é a única doença grave do comportamento alimentar FALSO
mito #7. Não se pode morrer de bulimia FALSO
mito #8. Os transtornos alimentares sem sintomas graves (não diagnosticados) não são graves FALSO
mito #9. Fazer dieta é um comportamento normal(aceitável) do adolescente FALSO
mito #10. A anorexia é apenas uma dieta que 'deu para o torto' FALSO
mito #11. Uma pessoa com anorexia não come FALSO
mito #12. Pela a parência percebe-se sempre se uma pessoa sofre de uma TA FALSO
mito #13. Os transtornos alimentares têm a ver com a aparência e com a beleza FALSO
mito #14. Os transtornos alimentares são causados por imagens não saudáveis e irrealistas divulgadas pelos meios de comunicação FALSO
mito #15. Apenas pessoas de nível socioeconómico elevado sofrem de transtornos alimentares FALSO
mito #16. A recuperação nas doenças do comportamento alimentar é rara FALSO
mito #17. As doenças do comportamento alimentar são meras tentativas para chamar a atenção FALSO
mito #18. Purgar/Vomitar é apenas expelir a comida FALSO
mito #19. Purgar ajuda a perder peso FALSO
mito #20. Se não estiver 'pele e osso' então não está doente FALSO
mito #21. Crianças com menos de 15 anos são muito novas para terem uma doença do comportamento alimentar FALSO
mito #22. Apenas se pode ter um tipo de doença do comportamento alimentar de cada vez FALSO
mito #23. Quando o peso normal é alcançado a anorexia está curada FALSO

AQUI o original em inglês
5 comentários, interrogações e afins:
Exahmia disse...
É curioso este post, hoje uma amiga falou comigo sobre este assunto, ela quer fazer uma curta metragem sobre este tema e pediu me ajuda para escrever o argumento, sobre TA e sobre o facto de não ser só sobre anorexia e bulimia, há mais do que esses dois.

Sobre estes 23 mitos, acho que o 16 não está bem claro.

16. A recuperação nas doenças do comportamento alimentar é rara FALSO

Não é assim tão falsa, certo? Na verdade a recuperação total é realmente rara se não impossível.
Seria uma completa mentira dizer que certas coisas não vão ficar provavelmente para sempre, também depende muito do estado da pessoa, mas de uma forma geral a recuperação nunca é total, é possível viver bem e com uma certa paz em relação a comida mas provavelmente em 10, talvez o que? 1 recupere totalmente SE levar o tratamento até ao fim.

Claro que uma pessoa com 17 anos que teve TA durante 2 tem mais hipóteses de recuperar que uma com 30 que teve TA durante 14 anos, acho que o ponto 16 envolve muita coisa, não é assim tão linear responder a isso.

24 de Fevereiro de 2010 23:21
ex ana disse...
Por isso é indispensável analisar cada um dos 23 em seprado. Por isso referi as meias verdades...que são mentiras. Ou seja algumas das afirmações podem ter um certo grau (variável) de alguma verdade mas não podem ser tomadas em absoluto como ideias 100 verdadeiras e incontestáveis.
E sim pode existir recuperação total. E sim, quanto mais cedo o tratamento e portanto menor a duração maior a probabilidade de ela ocorrer.
Agradeço o comentário e irei tratar cada um dos pontos com os dados e argumentos objectivos que conheço. Pois como sabes o conhecimento científico ainda não é completo e consensual...

25 de Fevereiro de 2010 06:29
ex ana disse...
Exahmia,
Quando quiseres dar mais notícias da curta metragem terei muito gosto em divulgar aqui...
Sim há mais que dois TA, aliás esse é um aspecto actualmente em discussão no DSM V. Os outros são uma parcela grande no conjunto e por vezes nomeadamente nos US são falsamente classificados em A ou B por questõe spráticas associadas aos seguros de saúde (irei procurar tb informação sobre isso).

25 de Fevereiro de 2010 20:27
Sil disse...
Olá,
Tudo bem?
Bom e útil este post. A muitos mitos a serem desmitificados acerca dos Transtornos Alimentares. Estes que listastes e tantos outros que podem povoar a mente de muitos de nós. O importante é buscar-se as informações fidedignas, assimilá-las e transmiti-las, assim com estás a fazer.
Muitos Parabéns!!
Fica sempre com Deus.

6 de Março de 2010 13:16
Anónimo disse...
mito #7. Não se pode morrer de bulimia FALSO
-eu nem sonhava que isso era falso!
mito #9. Fazer dieta é um comportamento normal(aceitável) do adolescente FALSO
-eu nesse penso que é verdadeiro olha so se nao esta contente com seu corpo, melhor doque criar ilusoes e dar errado.
mito #11. Uma pessoa com anorexia não come FALSO
.nem sempre é assim é possivel passar um tempao sem comer ou entao comendo muito pouco
#16. A recuperação nas doenças do comportamento alimentar é rara FALSO
-é muito rara uma recuperacao total
mito #18. Purgar/Vomitar é apenas expelir a comida FALSO
-essa tambem pensava que era verdade
mito #19. Purgar ajuda a perder peso FALSO
-e essa tambem
mito #23. Quando o peso normal é alcançado a anorexia está curada FALSO
-tem ainda uma parte mental enorme pra recuperar
EU PENSO QUE MUITA GENTE TA MUITO MAL INFORMADA,E ISSO AJUDA A ESCLARECER MUITA COISA!

24 de Fevereiro de 2011 21:37

Jan 13, 2012

...7 efeitos - Estudantes com Anorexia e Bulimia

Sendo a anorexia uma doença com maior incidência na população jovem ela afecta muitos estudantes. As anorécticas/os e bulímicas/os são frequentemente, antes da doença ou até mesmo em alguma fase dela muito bons estudantes e com bons desempenhos em actividades físicas (como o desporto ou a dança). Estudantes brilhantes em alguns casos. Atletas de excelência noutros. Já referimos no esqueciaana a relação entre inteligência e anorexia usando um texto do blogue Finding Melissa.


Mas qual o efeito das doenças do comportamento alimentar sobre a actividade escolar/académica?


Uma associação norte americana a NEDA inclui no seu site um conjunto de materiais orientados para os educadores/escola e outros para os pais. De entre os inúmeros para os educadores retirámos e traduzimos (bolds nossos) este sobre os efeitos das doenças do comportamento alimentar no desempenho escolar (fonte original, em inglês, aqui em pdf).
Efeito dos problemas do Comportamento Alimentares nas capacidades cognitivas e no desempenho escolar

"Apesar de a desnutrição, a atitude perfeccionista de quem sofre de anorexia e bulimia pode estimular os doentes a manter um elevado nível de desempenho académico, que é ainda mais difícil dado o seu estado físico e mental." [nota de esqueciaaana: este aspecto é particularmente relevantes para os pais e familiares que muitas vezes pensam erradamente que 'se vai bem nos estudos' tudo vai bem...]

“Os transtornos alimentares (TA) podem afectar profundamente a capacidade de aprendizagem de uma criança ou jovem. Compreender como algumas das formas de um distúrbio alimentar podem afectar a função cognitiva pode ajudar os educadores a reconhecer que um aluno está com problemas. Abaixo são listadas os principais efeitos de um transtorno alimentar sobre o funcionamento cognitivo. A função cognitiva também será afectada pelo transtorno mental que frequentemente coexiste com um distúrbio alimentar, tal como a ansiedade, a depressão e o transtorno obsessivo-compulsivo.
Resumo dos resultados da investigação sobre o impacto da desnutrição nos estudantes:
1. pode ter efeitos prejudiciais para o desenvolvimento cognitivo em crianças e jovens;
2. tem um impacto negativo sobre o comportamento do estudante e o desempenho escolar;
3.
faz os estudantes sentirem-se irritados, diminui a capacidade de concentração e atenção, diminui a capacidade de ouvir e processar informação, pode causar náuseas, dor de cabeça, e faz com que os estudantes se sintam cansados e com falta de energia;
4.
faz com que os estudantes com doenças do comportamento alimentar sejam menos capazes de executar tarefas comparando com restantes os colegas;
5.
leva a carências de nutrientes específicos, como o ferro, que tem um efeito imediato na memória  e na capacidade de concentração;
6.
pode fazer com que os estudantes se tornam menos activos e mais apáticos, se isolem, e tenham pouco convívio social;
7. pode prejudicar o sistema imunológico e tornar os estudantes mais vulneráveis a doenças ao aumento do absentismo." Fonte: NEDA
Mais posts no esqueciaana sobre Estudantes no search e :
aqui: Sobre estudantes e dca
Imagem: flickr cc (aqui)

Jan 12, 2012

...ajudar a tua amiga

Sei por experiência própria como 'os outros' podem ser muito importantes no tratamento e recuperação. Não quaisquer 'outros' mas sim quem, mesmo que não entenda completamente nem sequer parcialmente a doença, nos faz ter novos olhares para a vida. Quem construa as pontes entre o nosso mundo interior de sofrimento e a vida lá fora onde podemos descobrir a alegria.
Os sites informativos e de apoio a familiares e amigos sobre a anorexia e bulímia (ver links do lado direito) por vezes fornecem indicações específicas para grupos dos que são próximos do doente, tais como a familia e em particular os pais, os professores e ...AS AMIGAS (cito adaptando: "Caso suspeite ou tenha a certeza de que uma amiga sua tem problemas relacionados coma a alimentação..."). Pergunto eu: e OS AMIGOS? e O NAMORADO? Os rapazes e homens são não apenas uma minoria dos doentes anorécticos e bulímicos (pelo menos no que é estatisticamente conhecido), ELES também parecem estar um tanto à margem na informação sobre os OUTROS que podem ajudar.
No entanto, encontramos em vários testemunhos a importância do NAMORADO, do NOIVO, do MARIDO na procura de cura e recuperação da doença de TA. Sendo a partilha mútua nas relações amorosas mais intensa que noutras, não é de admirar que nelas seja possivel ultrapassar dificuldades em expressar sentimentos por parte de quem está doente, e que por isso sejam os namorados quem, ainda antes de pais, irmãos, amigas ou amigos se apercebem que alguma coisa não está bem. Não encontrei ainda no entanto nenhum texto que 'explique' e dê o devido destque a importância dos NAMORADOS.
Voltando às AMIGAS (supondo que quem sofre de AN é uma rapariga) existem algumas recomendações que abaixo alinho comentando. E o meu primeiro comentário é que não existindo receitas para a amizade, o que a seguir se escreve são apenas algumas indicações que em média se ajustam a cada caso concreto.
COMO PODES AJUDAR A TUA AMIGA?
(texto adaptado do original aqui e aqui)
+ A tua amiga é inteligente, informada, determinada...mas é característica da doença negá-la e recusar opiniões dos outros (mesmo das amigas) sobre o seu problema (que geralmente não identifica como tal). São raros os casos em que a doente resolve tratar-se por iniciativa própria. Como amiga dela procura em conjunto com outros que lhe são próximos que ela tome consciência do problema e comece a tratar-se com especialistas adequados. Não fiques frustrada com a tua (muitas vezes aparente) impotência para alterar a situação. Ela também se sente possivelmente muitas vezes impotente para se mudar. Não fiques zangada se muitas vezes ela 'te deixar a falar sozinha'.
+ A tua amiga pode estar está em risco de vida.A anorexia alimentar e os transtornos alimentares (TA) são doenças graves. Procura que contacte uma equipa especializada. Ajuda-a a dar o primeiro passo para o tratamento. Procura informar-te mais sobre a doença e encontrar os serviços de apoio a familiares e amigos e os serviços médicos públicos ou privados a que ela poderá recorrer na tua região. Mas atenção, por muito que julgues saber sobre a doença, lembra-te que apenas os profissionais poderão fazer um correcto diagnóstico e traçar caminhos para o tratamento e cura.
+ Evita centrar todas as conversas com ela na comida ou na aparência física. Comentários mais ou menos irónicos como 'qualquer dias desapareces', 'és só pele e osso', 'andas com dietas malucas' ou até elogiosos ' estás com um corpo fantástico! quem me dera vestir o 36 como tu'. Ou mesmo de incentivo a ganhar peso ' estás mais gordinha e fica-te bem' (pessoalmente tenho a impressão que se este último comentário vier de um amigo não será muito negativo, mas estamos a falar de amigas).Não te esqueças que a tua amiga tem parte da vida focada na aparência física (tentando dizer com o corpo o que ninguém é capaz de escutar) e nas calorias por isso, não lances mais fogo para essa fogueira. Fala com ela sobre arte, música, estudos, trabalho, viagens, projectos futuros.
+ Faz a tua amiga sentir (não por palavras de preferência) que ela tens excelentes qualidades e que ninguém é perfeito. Mostra-lhe a tua amizade por actos. Lembra-lhe que todos cometemos erros. E que a errar se aprende. Abre-lhe também o teu coração. É dos livros que quem sofre de TA mente sobre o comportamento e por vezes mente também compulsivamente (é uma componente da doença e como tal deve ser compreendida). Mas a identificação por ti de uma inverdade pode ser positivo. E mostrar que de quem gostamos esperamos sinceridade, não falsidade.
+ Procura que ela saia. Há muitas formas de sair. Sair da casca por exemplo ;) Conviver com outras pessoas diferentes. Pessoas com projectos, ideias, imaginação. Pessoas abertas a outras pessoas. Por vezes com a mesma idade as pessoas apresentam maturidades muito diferentes. E não raro quem sofre de TA tem níveis de maturidade e culturais acima da média. Muito possivelmente a tua amiga questiona-se e questiona os outros e o sentido da vida. Por isso ambientes em que dominem pessoas fúteis e vazias podem ser agressivos para ela. Mas cada um de nós é uma caixinha de surpresas. As possibilidades de convívio hoje em dia são imensas. procura que ela retome a alegria e sociabilidade que tinha antes da doença, mas sem pressas, sem forçar. A doença por vezes vai-se instalando de-va-ga-ri-nho e não é do dia para a noite que desaparece.
+ O que ela deve ou não comer deve ser recomendado pelos especialistas em nutrição e/ou endocrinologista. Se estiveres com ela durante as refeições principais, festas ou outras situações que envolvam comida procura comportar-te normalmente. Não adoptes uma posição de vigilância ou controlo sobre o que ela come ou de recomendações do tipo 'lá estás com a mania das calorias, não sejas parva vá lá come a bolacha', etc.
+ NÃO DESISTAS. O teu apoio pode não dar de imediato resultado. Tens que ter paciência se a tua amiga depois de parecer estar a recuparar tiver uma recaída. Não desistas da tua amiga, mantém o teu apoio mesmo durante uma recaída, evita comentários do tipo 'és uma fraca desisto'.´A tua amiga se tiver uma recaída já se sente suficientemente mal sem esses comentários 'amigos (por vezes pretendem ser para mostrar a dura realidade').Se ela for internada e os médicos não virem inconveniente e perceberes (as amigas verdadeiras percebem os sins mesmo quando ouvem não e vice versa) que ela o quer visita-a.
+ Se o conhecimento que com ela tiveres for principalmente ou exclusivamente virtual procura que ela reforce os laços com o MUNDO REAL. Os ombros virtuais não passam disso...virtuais. Nada substituí os ombros REAIS. para além disso estando a tua amiga psicologicamente fragilizada pode ser alvo de comportamento predatórios no mundo real e na internet.
+ Na Internet circula muita informação errada, nuns casos inconscientemente noutros, mais graves, conscientemente e criminosamente errada. Medicamentos, práticas e dietas que pululam na internet nos sites pro-ana e pro-mia e também noutros sites orientados comercialmente são muito perigosos. Dicas de emagrecimento que são fornecidas, por vezes sob capa de fundamentos científicos são autênticas 'receitas de morte'.
+ Lembra-te SEMPRE: A TUA AMIGA NÃO TEM CULPA. DEIXAR DE COMER NÃO É A DOENÇA, É O SINTOMA.
Procura ajuda para a tua amiga. Alguns contactos AQUI.
Foto f
Comentários recebidos a  mensagem identica antes publicada no esqueciaana:

foreveryoung disse...
Qerida "esqeci-a-ana"...
Antes de mais qero voltar a agradecer pela maneira como te tens exprimido comigo porqe nota-se mesmo qe já passaste por isto tudo e és perfeitamente consciente a falar sem nunca "exigires" de mim coisas exageradas como às vezes me acontece por parte de pessoas qe desconhecem o problema em si! Quanto ao qe escreveste tens toda a razão..a fluoxetina tira-me o apetite e altera o meu humor (às vezes..ultimamente mais!)..mas a verdade é qe fico mesmo sem fome nenhuma e se o esforço por comer é grande já quando temos fome (contraditório?) então quando não temos aínda mais complicado é. Suponho qe me estejas a perceber. Mas ao mesmo tempo não qero de maneira nenhuma dizer isto ao psiquiatra porqe vou ser sincera..tenho medo qe ele me recomende tomar algo para abrir o apetite. Isso aterroriza me! Beijinho enorme, parabéns pelo post, até o patrocinei no meu blog :) ehehe
ex ana disse...
Eu já passei não direi por tudo, mas por algumas coisas parecidas.
Se o teu fim de semana foi inesquecível o que achas de ter a seguir uma semana igualmente BOA e inesquecível?
p.s.- Agradeço muito o 'patrocínio'. Não queres juntar sugestões? Prometo fazer uma actualização do post e prestar devida atribuição (ou não) como preferires. 30 de Novembro de 2009 20:41
fotografia de liela moreira
aqui

Jan 11, 2012

...o primeiro amor (de MEC : 'Os Meus Problemas')


"O Primeiro Amor Leva Tudo. É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo. Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal «só porque acaba». Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.
O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. É por isso que a alegria dói — porque parece que vai acabar de repente. E o primero amor dói sempre de mais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte «um único bocadinho de nós». Nenhuma inteligência ou atenção se consegue guardar para observá-lo. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo. E inobservável. E difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada.
Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado."
Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

Jan 6, 2012

...Perturbações do Comportamento Alimentar na Adolescência (artigo em português, Março 2011)


Perturbações do Comportamento Alimentar na Adolescência

Helena Fonseca
(Revista Portuguesa de Clínica Geral 2011, n.27)


RE SU MO
O objectivo deste artigo é o de examinar o modo como a epidemiologia, o diagnóstico, as complicações médicas e nutricionais, as questões psicológicas, o tratamento e o prognóstico dos adolescentes com uma Perturbação do Comportamento Alimentar diferem dos adultos, sobretudo no que respeita à prevenção e às questões ligadas com o desenvolvimento que caracterizam este período.
Palavras-chave: Perturbação do Comportamento Alimentar; Adolescente; Prevenção.
Para ler todo o texto (em português) fazer o download aqui (pdf)

Jan 5, 2012

..."Put Your Hand in the Hand..." (com dedicatória)

Esta música tem dedicatória. Imagino que seria possível cantá-la em coro. Porque as vozes (e as mãos) são muitas. 

Jan 2, 2012

...ajudá-la olhos nos olhos

Para quem puder estar com ela esta atitude é muito importante:
 " estou aqui contigo para te apoiar, ajudar, ouvir"


Jan 1, 2012

...SOS


Nunca estamos sozinhas (mesmo quando parece que estamos)

Dec 30, 2011

...um fantástico 2012


Aos visitantes:
Um ano de 2012 fantástico e feliz
(afinal todos os dias 'recebemos' um dia novinho em folha)

Dec 22, 2011

...Adele na capa (ainda) é notícia


A cantora Adele é um sucesso de vendas de discos. Não será portanto de estranhar que seja capa de revistas . Na Vogue, na Cosmopolitan, etc. Mas...há um detalhe que faz com que Adele ser ou não capa de revista se torna notícia. Hoje por exemplo no diário de notícias dá-se conta dessa discussão que se resume a : será que a capa de Março da Vogue incluirá a Adele, apenas o rosto? corpo interiro? É que  Adele não cabe nos estreitos padrões do que é um corpo de mulher com direito a capa de revista. Dias virão em que deixará de ser notícia a bem de todos e todas.

Dec 19, 2011

...depressão->compulsão // compulsão-> depressão



Vai ser publicado na revista científica Journal of Adolescent Health um artigo que, com base na observação de dados para cerca de 5 mil adolescentes e mulheres jovens dos Estados Unidos conclui pela relação entre depressão e compulsão alimentar e também pela relação em sentido inverso, compulsão e depressão. O artigo foi divulgado num jornal online que pode ser lido aqui.
Abaixo uma tradução dapatada do RESUMO.

Título: A Prospective Study of Overeating, Binge Eating, and Depressive Symptoms Among Adolescent and Young Adult Women
data de divulgação:13 December 2011
Autores: Hayley H. Skinner, Jess Haines, S. Bryn Austin, Alison E. Field

RESUMO 

Objectivo: Investigar a relação no tempo entre sintomas de depressão e overeating (comer em excesso) bing eating (compulsão alimentar) em adolescentes e jovens mulheres adultas nos Estados Unidos.
Methods: Investigámos a incidência de comer em excesso, ter compulsões alimentares e os sintomas depressivos em 4.798 mulheres no estudo Growing Up Today Study um estudo de adolescentes e adultos americanos , sendo reconhidas informações para mais que um momento no tempo. Os participantes que declararam pelo menos episódios mensais relativos a comerem uma larga quantidade de alimento num curto periodo de tempo durante o ano passado, mas que não sentiram perda de controlo, foram classificados como overeaters (comerem em excesso). Aqueles que assinalaram terem perdido o controlo enquanto se alimentavam em excesso foram classificados como binge eaters (terem compulsão alimentar). Os sintomas de depressão foram avaliados pelo teste McKnight Risk Factor Survey. Os participantes foram seguidos de 1999 a 2003. Foram estimadas equações onde foram incluídos desfasamentos nas variáveis explicativas (comentário do esqueciaana sobre as variáveis desfasadas: significa que algo que por exemplo uma situação de depressão no ano t pode ser explicada -estatisticamente- por uma situação ocorrida 1 ano antes, ou seja t-1). As análises foram ajustadas em função da idade, da idade do início da menstruação, do índice de massa corporal e do período de acompanhamento.
Results: as mulheres que apresentaram sintomas depressivos no início do estudo tinham uma probabilidade duas vezes maior de ter overeating quando comparadas com as que não tinham sintomas depressivos (odds ratio [OR] = 1.9; 95% intervalo de confiança [CI] = 1.4, 2.5) . O mesmo se passando em relação à compulsão alimentar (OR = 2.3; 95% CI = 1.7, 3.0) . Por outro lado, as mulheres envolvidas em overeating ou em compulsão alimentar no início do estudo apresentam duas vezes mais probabilidade de desenvolvel sintomas de depressão no período seguinte (OR = 1.9; 95% CI = 1.1, 3.4) e (OR = 1.9; 95% CI = 1.2, 2.9) respectivamente.
CONCLUSÕES: estes resultados indicam que é importante considerar os sintomas depressivos na prevenção e tratamento do overeating e compulsão alimentar no caso das adolescentes e jovens adultas.  
Palavras chave: Binge eating, Overeating, Depressive symptoms, Overweight, Obesity, Adolescent, Young Adult, Females

Dec 17, 2011

...Cada caso é um caso (artigo científico no International Journal of Eating Disorders)


Acaba de ser publicado (Dezembro 2011) um artigo numa revista científica (INTERNATIONAL JOURNAL OF EATING DISORDERS ) que apresenta os resultados de um estudo que acompanhou ao longo de cinco anos 136 doentes com Anorexia Nervosa e 110 com Bulimia Nervosa. Foram analisados três sintomas centais: baixo peso corporal, compulsão alimentar e purgação. (nota do esqueciaana: nos artigos científicos a designação de anorexia e bulimia é sempre feita com o adjectivo NERVOSA ao contrário da linguagem comum. Mas não existem duas anorexias e duas bulimias, umas nervosas e outras não, como já ouvi ignorantemente alguém dizer.) Abaixo o resumo (tradução livre de esqueciaana e um dos gráficos a mostrar trajectórias).

Para ler todo o artigo (eminglês) fica o link abaixo (pode ser descarregado sem custo):
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/eat.20880/pdf

Uma investigação das trajectórias conjuntas de baixo peso corporal, compulsão e purgação
em mulheres com anorexia nervosa e bulimia nervosa
(título original: An Investigation of the Joint Longitudinal Trajectories of Low Body Weight, Binge Eating, and Purging in Women with Anorexia Nervosa and Bulimia Nervosa )
Autores (s): Lavender, JM (Lavender, Jason M.)**; De Young, KP (De Young, Kyle P.)**; Franko, DL (Franko, Debra L.)*,***; Eddy, KT (Eddy, Kamryn T.)*,*v; Kass, AE (Kass, Andrea E.)*; Sears, MS (Sears, Meredith S.)*; Herzog, DB (Herzog, David B.)*,*vINTERNATIONAL JOURNAL OF EATING DISORDERS Volume: 44 Issue: 8 Pages: 679-686 DEC 2011

RESUMO

Objectivos: Descrever o comportamento ao longo do tempo de mulheres com anorexia nervosa (AN) bulimia nervosa (BN) em relação a três sintomas nucleares associados às doenças do comportamento alimentar: baixo peso, compulsão e purgação. É usada uma metodologia estatística inovadora.
Método: Doentes a necessitarem de tratamento de Anorexia Nervosa (136 mulheres) e de Bulimia Nervosa (110 mulheres) foram entrevistadas de seis em seis meses durante um período de cinco anos. A entrevista baseou-se no questionário Eating Disorders Longitudinal Interval Follow-Up Evaluation foi recolhida informação semanal dos sintomas de distúrbio de comportamento alimentar todas as semanas durante 5 anos. Para identificar as trajectórias de cada um dos três sintomas (nota da esqueciaana o gráfico acima mostra 4 trajectórias) foi usado um método semiparamétrico misto (nota da esqueciaana método estatístico de análise de comportamentos).
Resultados: Foram identificadas quatro trajectórias específicas para cada um dos três sintomas analisados (nota do esqueciaana: a Figura 1 acima posta os resultados para o peso). O valor a o traçado geral de cada uma dessas trajectórias são similares nos sintomas, pois em cada modelo existem trajectórias com uma estabilidade na preseça (ou na ausência) de sintomas assim como uma ou mais mostrando o declínio dos sintomas. Para o peso corporal foram encontradas trajectórias originais com peso fluctuante e aumento da compulsão. Foram encontradas trajectories únicas: para o pso baixo fluctuação e para a purgação crescimento. Foram ainda efectuadas análises conjuntas de duas trajectórias de sintomas: peso baixo e compulsão, peso baixo e purgação e compulsão e purgação.

Discussão: Em cada pessoa doente com AN ou BN, a  evoluação dos sintomas das doenças do comportamento alimentar é muito variável (nota da esqueciaana MUITO VARIÁVEL, leram senhores e senhoras que pensam que um modelo serve para todos?) . A investigação futura permitirá identificar os factores clínicos que aumentam a probabilidade de pertender a uma ou outra trajectória o que contribuirá para o tratamento e para a investigação sobre o conceito das doenças (nota da esqueciaana: chama-se em termos técnicos investigação  nosológica ) "Palavras chave: anorexia nervosa; bulimia nervosa; symptom trajectories; course; longitudinal FOLLOW-UP; DIAGNOSTIC CROSSOVER; DISORDER PHENOTYPES; NATURAL-HISTORY; PREDICTORS; ADOLESCENTS; PATTERNS; RECOVERY; CLASSIFICATION; STABILITY
*. Massachusetts Gen Hosp, Dept Psychiat, Boston, MA 02114 USA
**. SUNY Albany, Dept Psychol, Albany, NY 12222 USA
***. Northeastern Univ, Dept Counseling & Appl Educ Psychol, Boston, MA 02115 USA
*v. Harvard Univ, Sch Med, Dept Psychiat, Boston, MA 02115 USA

Dec 16, 2011

..." ...a viagem no sentido supremo, de descoberta, de testemunho e redenção." (Agustina)


"Não é coisa usual eu incluir prefácio nos meus livros. Entendo que eles se recomendam como os peregrinos de Santiago, pelas conchas que têm no chapéu e que simbolizam a viagem no sentido supremo, de descoberta, de testemunho e redenção." Agustina Bessa-Luís  no livro  "Fanny Owen"

imagem flickr cc aqui

Dec 14, 2011

..."Somos a primeira pessoa do plural " José Luis Peixoto


Somos a primeira pessoa do plural - José Luís Peixoto, in revista Visão (Dezembro 2011)

"Estamos tão perto uns dos outros. Somos contemporâneos, podemos juntar-nos na mesma frase, conjugarmo-nos no mesmo verbo e, no entanto, carregamos um invisível que nos afasta. (continuar a ler aqui) "
imagem em flickr cc: aqui

...humor natalício