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Sep 8, 2011
Sep 3, 2011
..."Atitudes e comportamentos alimentares em uma população adolescente portuguesa" (artigo científico 2011)
Foi publicado recentemente por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina Universidade de Coimbra um artigo na Pediatria (São PaPaulo) 2011;33(1), p. 21-8 que pode ser lido integralmente aqui que apresenta os resultados de um estudo sobre os transtornos do comportamento alimentar (TCA) baseado num inquérito realizado a 997 jovens entre os 14 e os 20 anos vivendo em Coimbra e em Cantanhede. A escolha dessas duas localizações permitiu comparar confrontar uma zona rural com uma zona urbana.É o primeiro estudo que aplica em Portugal o teste de atitudes alimentares. A prevalência global é de 4% (5,9% nas raparigas).
Atitudes e comportamentos alimentares em uma população adolescente portuguesa
Carmen Bento1, Jorge Manuel Tavares Saraiva2, Ana Telma Fernandes Pereira3, Maria Helena Pinto Azevedo4, António João Ferreira Macedo e Santos5; 1Mestre; Assistente Convidada de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra;2Doutor; Professor Associado Convidado com Agregação da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; 3Doutora; Investigadora Auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra;4 Doutora; Professora Catedrática da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra;5Doutor; Professor Associado com Agregação da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
RESUMO
Introdução: Os transtornos do comportamento alimentar (TCA) têm aumentado nas últimas décadas. Um dos principais motivos para esse aumento é a pressão sociocultural exercida sobre os adolescentes, que consideram a magreza como um sinal de perfeição e beleza. Devido a essa pressão, muitos jovens adquirem comportamentos alimentares inadequados, e um pequeno número de indivíduos desenvolve TCA.
Objetivos: Identificar as atitudes e comportamentos alimentares em uma população de adolescentes, de duas localidades portuguesas (Coimbra - meio urbano e Cantanhede - meio rural), e verificar se existiam diferenças quanto à localização geográfica de residência dos jovens, ao sexo, à idade e ao índice de massa corporal (IMC).
Métodos: Estudo epidemiológico, transversal, descritivo e de correlação. O instrumento utilizado foi a versão Portuguesa do Teste de Atitudes Alimentares-25 (TAA-25). Resultados: Obtivemos 997 inquéritos válidos. As idades situaram-se entre os 14 e os 20 anos (média = 16,38; desvio padrão (DP) = 1,19). Um total de 86,6% tinham IMC dentro dos valores normais para a idade. Encontramos atitudes e comportamentos alimentares mais inadequados no sexo feminino, na cidade maior, mas não no grupo de jovens com o IMC mais elevado.
Conclusões: A prevalência de atitudes e comportamentos alimentares disfuncionais foi baixa (4%). Foram mais frequentes no sexo feminino e nos que vivem em ambiente urbano, mas não nos adolescentes com IMC mais elevado. Consideramos interessante este último resultado, que contrasta com a restante literatura quanto ao fato de que os comportamentos alimentares disfuncionais são mais frequentes nos adolescentes com IMC mais elevado."
Da discussão:
"Este estudo é o primeiro do nosso país em que foi aplicada a versão abreviada do versão Portuguesa do Teste de Atitudes Alimentares-25 (TAA-25) em uma população geral adolescente. Os resultados confirmam a já conhecida presença de atitudes e comportamentos alimentares disfuncionais em estudantes do ensino secundário, principalmente no sexo feminino. Usando-se como ponto de corte o valor 19, verificamos que 40 alunos (4%) apresentaram atitudes e comportamentos alimentares com elevada probabilidade de serem disfuncionais (5,9% das raparigas e 1,7% dos rapazes). Estudos em países não ocidentais usando a versão abreviada do TAA revelam que a prevalência de atitudes alimentares disfuncionais situa-se entre os 4,6 e 20%, enquanto que, em países ocidentais, situa-se entre os 7,5 e 30%."
Imagem: Woman stencil, Lisbon flickr cc aqui
Sep 2, 2011
... ("body-ism" do blogue http://oblogouavida.blogspot.com)
body-ism
"Pedi à senhora da tabacaria para segurar nesta revista para eu lhe tirar uma fotografia. Ainda pensei em comprá-la para 'scannar' a capa. Mas pensei - tentemos não alimentar estes sacripantas. Devia ser proibido, num mundo em que uma Kate Moss esquálida dita a moda, com coca no cariz e tudo, de se ser demasiado magro. Magreza = Sucesso. Com os homens e as mulheres, no trabalho com homens e mulheres. Estamos sempre a negociar com gente e ser atraente compensa." (continuar a ler)
fotografia: gui castro felga
fotografia: gui castro felga
Aug 29, 2011
...a recuperação ( não é fácil...mas ganhamos!)
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| clique e veja |
O que segue é uma tradução adaptada com comentários do esqueciaana em []
1.Quando os nossos distúrbios alimentares deixam de dominar a nossa auto-estima e começamos a centrar-nos na saúde, é mais fácil ter tempo para nós e não estar sempre a sobrevalorizar o que os outros pensam de nós ou o que significamos para os outros.
[viver a nossa vida e gostarmos de nós]
2.A recuperação permite redefinir as nossas prioridades. Em vez de acreditar que a única coisa que importa é perder x quilos, ou correr uma certa distância, ou. . . a recuperação permite-nos ver que há amigos que nos amam, que existem metas saudáveis para alcançar, e que existe uma vida que precisa ser vivida.
[as metas que associamos à doença não são metas de vida…são de morte; isto precisa ser escrito, dito, repetido muitas vezes]
3. A recuperação dá-nos a oportunidade de exteriorizar questões há muito escondidas e crescer a partir de nosso passado em vez de viver sempre nele.
[‘o que não nos mata’ – quando não nos mata, percebemos na recuperação que ficamos mais fortes, mais seguras. Passamos a conviver com as incertezas e imperfeições de outra forma, a reduzi-las às devidas proporções]
4.Recovery pode ensinar-nos coisas para a vida. Seja dizer não, falando quando se precisa de apoio, usando a yoga / a meditação / o jornalismo para encarar os problemas , ou algo completamente diferente, identificando os passos necessários para contrariar um ataque de ansiedade, uma noite com muita gente, um momento, uma hora, uma semana ou um ano, o processo de recuperação permite-nos recorrer a uma variedade de técnicas e capacidades que - às vezes, pelo menos - parece que os outros não possuem.
[passar a gerir de outra forma as emoções, é isso!]
5.Recovery permite-nos construir a vida à nossa maneira, e ver que há momentos em que não vamos ter o controle - e que isso pode acontecer.
[construir a nossa vida e antecipar problemas…sem dramas, encontrando as soluções. Procurando pelo menos, não fugindo]
6.A recuperação permite-nos aprender mais sobre nós próprias mesmos aqueles aspectos que antes ocultámos - e, muitas vezes, apesar disso poder estar relacionado com alguma dor, dá-nos força.
[somos fortes não deixamos de ser fortes, não 'perdemos a nossa natureza' apenas passamos a conviver com ela de outra forma. ou seja VIVER]
1.Quando os nossos distúrbios alimentares deixam de dominar a nossa auto-estima e começamos a centrar-nos na saúde, é mais fácil ter tempo para nós e não estar sempre a sobrevalorizar o que os outros pensam de nós ou o que significamos para os outros.
[viver a nossa vida e gostarmos de nós]
2.A recuperação permite redefinir as nossas prioridades. Em vez de acreditar que a única coisa que importa é perder x quilos, ou correr uma certa distância, ou. . . a recuperação permite-nos ver que há amigos que nos amam, que existem metas saudáveis para alcançar, e que existe uma vida que precisa ser vivida.
[as metas que associamos à doença não são metas de vida…são de morte; isto precisa ser escrito, dito, repetido muitas vezes]
3. A recuperação dá-nos a oportunidade de exteriorizar questões há muito escondidas e crescer a partir de nosso passado em vez de viver sempre nele.
[‘o que não nos mata’ – quando não nos mata, percebemos na recuperação que ficamos mais fortes, mais seguras. Passamos a conviver com as incertezas e imperfeições de outra forma, a reduzi-las às devidas proporções]
4.Recovery pode ensinar-nos coisas para a vida. Seja dizer não, falando quando se precisa de apoio, usando a yoga / a meditação / o jornalismo para encarar os problemas , ou algo completamente diferente, identificando os passos necessários para contrariar um ataque de ansiedade, uma noite com muita gente, um momento, uma hora, uma semana ou um ano, o processo de recuperação permite-nos recorrer a uma variedade de técnicas e capacidades que - às vezes, pelo menos - parece que os outros não possuem.
[passar a gerir de outra forma as emoções, é isso!]
5.Recovery permite-nos construir a vida à nossa maneira, e ver que há momentos em que não vamos ter o controle - e que isso pode acontecer.
[construir a nossa vida e antecipar problemas…sem dramas, encontrando as soluções. Procurando pelo menos, não fugindo]
6.A recuperação permite-nos aprender mais sobre nós próprias mesmos aqueles aspectos que antes ocultámos - e, muitas vezes, apesar disso poder estar relacionado com alguma dor, dá-nos força.
[somos fortes não deixamos de ser fortes, não 'perdemos a nossa natureza' apenas passamos a conviver com ela de outra forma. ou seja VIVER]
Aug 21, 2011
...Bulimia ( pela psicóloga Eva Delgado Martins, 21.08.2011 , Notícias Magazine)
Li no Notícias Magazine (21.08.2011) e transcrevo abaixo um texto de Eva Delgado Martins sobre Bulimia. Talvez menos referida que a Anorexia (até porque os sinais físícos exteriores são menos nítidos) atinge, segundo esta especialista 3 a 7% da população e tem maior incidência na adolescência.
Bulimia
por Eva Delgado-Martins, psicóloga.
"A palavra bulimia é usada para descrever uma alteração do comportamento caracterizada por ingestões excessivas e descontroladas de alimentos, pelo menos duas vezes por semana e pelo menos durante três meses, muitas vezes seguidas de idas à casa de banho para vomitar.
Ambos os momentos podem provocar reacções emocionais negativas como vergonha, embaraço, sensação de falta de controlo e sentimento de culpa generalizado. Normalmente, os índices de peso mantêm-se. Esta definição resultou da necessidade de se estabelecer um critério objectivo reconhecível médica e legalmente. Tem incidência maior a partir da adolescência e regista-se em três a sete por cento da população. Cerca de noventa por cento dos casos ocorrem em mulheres. Muitas vezes o termo é aplicado à simples ingestão excessiva de alimentos durante períodos seguidos pelo sentimento de culpa e tentativas para evitar o ganho de peso com jejuns, exercícios, vómitos auto-induzidos, laxantes, diuréticos e/ou enemas.
O adolescente, de preferência quando está em casa sozinho, lança-se sobre a comida e ingere instintivamente tudo o que lhe aparece à frente (chega a abrir latas de conserva e a consumir directamente). Como rotina o adolescente instala-se na cama ou no sofá com comida à sua volta, ou numa atitude de vergonha devora comida na cozinha ou num lugar escondido. No final sente-se muitas vezes mal, enjoado e provoca vómitos com os dedos, ficando num estado mais ou menos longo de vergonha, de prostração e fechado sobre si mesmo. Pode ainda jejuar por um dia ou mais, também na tentativa de compensar o facto de comer compulsivamente, muitas vezes entrando num repetitivo ciclo de intensa restrição alimentar, alternada com ingestões excessivas. A própria restrição alimentar excessiva pode desencadear os episódios compulsivos. A estabilidade do peso dificulta a identificação do problema, o que pode atrasar a procura de ajuda.
Em fase bulímica o adolescente pode reconhecer o absurdo do seu comportamento e ao não conseguir controlá-lo sente-se inferiorizado, incapaz de se conter. Vê-se como uma pessoa desprezível, isola-se, procura esconder os seus problemas dos outros, tem pensamentos suicidas, baixa auto-estima, sentimento de incapacidade face ao controlo do seu comportamento, vergonha e culpa.
Pode haver ainda sintomas e sinais físicos associados com astenia, diarreia/prisão de ventre, desidratação, dores de estômago, cara inchada (hipertrofia das glândulas parótidas), úlceras gastrintestinais, garganta dorida, corrosão do esmalte dos dentes."
Aug 11, 2011
...10 coisas importantes (que não são peso nem comida)
10 Coisas que a recuperação de uma doença do comportamento alimentar me ensinaram: (NÃO estão relacionadas com comida ou peso)
1. “Perder tempo” não é de facto perder tempo. [e a recuperação leva tempo]
2. A atitude é de facto tudo.[a decisão de recuperar é essencial]
3. Tenho que criar espaço para o que efectivamente é importante porque senão , “o que realmente é importante” nunca irá acontecer. [a recuperação não vem ter connosco]
4. Há um bastante para cada um.
5. Eu basto.[a minha vida é suficientemente importante]
6. A perfeição não existe. O que existe é o perfeccionismo. [procurar a perfeição não é um ‘mal’ mas ser perfeccionista é uma prisão]
7. Posso tomar decisões com base nos meus pensamentos. E as minhas decisões são as minhas decisões. [não deixo que a doença tome as decisões por mim]
8. Preciso das pessoas. E isso é bom.
9. O impossível é de facto possível. [SIM A RECUPERAÇÃO É POSSÍVEL].
10. É bom ser feliz. [ninguém é feliz doente e prisioneiro]
As doenças do comportamento alimentar não são realmente sobre comida e peso. Portanto a recuperação não é realmente sobre alimentos e peso. Partilhe connosco os seus comentários.
Jenni
Fonte: http://www.eatingdisordersblogs.com/recovery/2011/02/10-things-ed-taught-me-not-related-to-food-and-weight.html
entre [ ] esqueciaana.
1. “Perder tempo” não é de facto perder tempo. [e a recuperação leva tempo]
2. A atitude é de facto tudo.[a decisão de recuperar é essencial]
3. Tenho que criar espaço para o que efectivamente é importante porque senão , “o que realmente é importante” nunca irá acontecer. [a recuperação não vem ter connosco]
4. Há um bastante para cada um.
5. Eu basto.[a minha vida é suficientemente importante]
6. A perfeição não existe. O que existe é o perfeccionismo. [procurar a perfeição não é um ‘mal’ mas ser perfeccionista é uma prisão]
7. Posso tomar decisões com base nos meus pensamentos. E as minhas decisões são as minhas decisões. [não deixo que a doença tome as decisões por mim]
8. Preciso das pessoas. E isso é bom.
9. O impossível é de facto possível. [SIM A RECUPERAÇÃO É POSSÍVEL].
10. É bom ser feliz. [ninguém é feliz doente e prisioneiro]
As doenças do comportamento alimentar não são realmente sobre comida e peso. Portanto a recuperação não é realmente sobre alimentos e peso. Partilhe connosco os seus comentários.
Jenni
Fonte: http://www.eatingdisordersblogs.com/recovery/2011/02/10-things-ed-taught-me-not-related-to-food-and-weight.html
entre [ ] esqueciaana.
Aug 10, 2011
...Problemas Alimentares em Alunas Universitárias da Península Ibérica (artigo científico de Paulo P.P. Machado et al 2004)
Eating related problems amongst Iberian female
college students
Autores: Paulo P. P. Machado2 (Universidade do Minho, Portugal), María Lameiras Fernández (Universidad de Vigo, España), Sónia Gonçalves (Universidade do Minho, Portugal), Carla Martins (Universidade do Minho, Portugal), María Calado Otero (Universidad de Vigo, España), Barbara César Machado (Universidade do Minho, Porgutal), Yolanda Rodríguez Castro (Universidad de Vigo, España), and Montserrat Fernández Prieto (Universidad de Vigo, España)
Publicado no :International Journal of Clinical and Health Psychology ISSN 1697-2600
2004, Vol. 4, Nº 3, pp. 495-504
"O presente estudo avalia a a prevalência de problemas alimentares numa amostra de alunas universitárias do primeiro ano que frequentavam uma universidade de uma de duas áreas do noroeste da Península Ibérica. Trata-se de um estudo descritivo, mediante observação. Um total de 1079 mulheres participaram neste estudo, 486 de uma universidade do Norte de Portugal (Minho) e 595 de duas universidades do Noroeste de Espanha (Galiza). Os participantes responderam ao Inventário de Perturbações Alimentares (EDI) e a um questionário desenvolvido para avaliar problemas relacionados
com a alimentação. Os resultados mostraram que um número significativo de estudantes obtiveram um resultado elevado no EDI e apresentavam uma prevalência considerável de problemas relacionados com a alimentação. Com base nos dados de auto relato foi estimada que a prevalência de perturbações do comportamento alimentar nestas áreas periféricas de ambos os países não é significativamente diferente da que é comum noutros países e áreas da Europa."
Fotografia: flicr cc (aqui)
Aug 9, 2011
Aug 8, 2011
...Metade ( poema de Ferreira Gullar, ou seja, José Ribamar Ferreira, Prémio Camões 2010)
METADE
Autor: Ferreira Gullar (ou seja José Ribamar Ferreira, Prémio Camões 2010)
Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio…
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste…
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade…
também
infos sobre o autor, Ferreira Gullar:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ferreira_Gullar
José Ribamar Ferreira explica o pseudónimo que criou: "Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela é Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome".
imagem: Picasso
Autor: Ferreira Gullar (ou seja José Ribamar Ferreira, Prémio Camões 2010)
Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio…
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste…
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade…
também
infos sobre o autor, Ferreira Gullar:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ferreira_Gullar
José Ribamar Ferreira explica o pseudónimo que criou: "Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela é Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome".
imagem: Picasso
Aug 4, 2011
..."Anorexia infantil é rara mas já afecta crianças em Portugal" (Diário de Notícias 3 de Agosto 2011)
Apenas o Hospital de Santa Maria em Lisboa e o Maria Pia no Porto têm consultas de distúrbios alimentares para crianças
Aos nove anos, Marta (nome fictício) media 1,35 metros e pesava 20 quilos. Sofria de anorexia, uma doença que já afecta algumas crianças em Portugal e é cada vez mais diagnosticada, apontam os médicos.
Em Portugal ainda não existem dados sobre esta doença na sua vertente infantil. Mas, no Reino Unido, nos últimos três anos, foram tratadas 98 crianças entre os 5 e os 7 anos e 99 crianças entre os 8 e os 9 anos com anorexia infantil. As crianças podem sofrer de anorexia nervosa, similar à dos adultos e adolescentes, ou de anorexia fisiológica, que é conhecida como a verdadeira anorexia infantil, conforme explica Isabel do Carmo, médica da consulta de distúrbios alimentares para adultos do Hospital Santa Maria.
Jun 30, 2011
...Reunião da AFAAB
REUNIÃO DE FAMILIARES E AMIGOS NO PORTO
2011-07-01 - Auditório do Serviço de Psiquiatria do H. S. João (Porto) pelas 21H30
(recebemos esta informação da AFAAB que divulgamos como é habitual)
Jun 26, 2011
...atletas portugueses e transtornos alimentares (2 artigos científicos 2011)
A revista European Eating Disorders Review, publicou um número especial sobre exercício compulsivo (Special Issue: Special edition on compulsive exercise) Volume 19, Issue 3, May/June 2011. Nas páginas 190–200 pode ler-se o artigo de três investigadores portugueses da Universidade do Minho (tradução adaptada do resumo do artigo: Doenças do Comportamento Alimentar em atletas portugueses: a influência das características pessoais, desportistas e variáveis psicológicas.)
Eating disordered behaviours in Portuguese athletes: The influence of personal, sport, and psychological variables
A. Rui Gomes, Carla Martins, Luiz Silva
Luiz Silva, A. Rui Gomes, and Carla Martins também um outro artigo, disponível aqui:
Psychological Factors Related to Eating Disordered Behaviors: A Study with Portuguese Athletes, The Spanish Journal of Psychology, 2011, Vol. 14 No. 1, 323-335
Transcrevemos o resumo (em castelhano)
Eating disordered behaviours in Portuguese athletes: The influence of personal, sport, and psychological variables
A. Rui Gomes, Carla Martins, Luiz Silva
RESUMO
Objectivo - O estudo descreve transtornos do comportamento alimentar numa amostra de atletas de elite portugueses e analisa o impacto de factores pessoais e desportivos esses comportamentos.
Método- Duzentos e noventa atletas (51,7% homens) praticantes de desportos colectivos (64,8%) e individuais foram incluídos no estudo. O protocolo de avaliação incluiu o Eating Disorder Examination Questionnaire; o Sport Condition Questionnaire; o Sport Anxiety Scale; o Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire; o Cognitive Evaluation of Sport–Threat Perceptions e o Self-Presentation Exercise.
RESULTADOS
ndivíduos do sexo feminino, atletas com maior índice de massa corporal, e aqueles com um desejo de pesar menos, manifestaram mais transtornos do comportamento alimentar. Não foi encontrada nenhuma relação com variáveis desportivas. Finalmente, uma maior prevalência de distúrbios do comportamento alimentar foi prevista para os que tinham menor satisfação em termos de forma do corpo e da aparência física, maior ansiedade e impression motivation.
CONCLUSÃO
As características pessoais dos atletas, assim como a sua satisfação corporal, ansiedade, motivação, e percepção de ameaça e comentários do treinador em relação ao peso, representam aspectos que poderem elevar o risco de transtornos do comportamento alimentar nos atletas.
Psychological Factors Related to Eating Disordered Behaviors: A Study with Portuguese Athletes, The Spanish Journal of Psychology, 2011, Vol. 14 No. 1, 323-335
Transcrevemos o resumo (em castelhano)
"Este estudio analiza los trastornos alimentarios en una muestra de atletas portugueses y explora la relación de este problema con algunas dimensiones psicológicas. Participaron en el estudio 299 atletas (153 hombres, 51.2%), practicantes de modalidades
colectivas (65.2%) e individuales (34.8%). El protocolo de evaluación incluyó los siguientes instrumentos: Cuestionario de Evaluación de los Trastornos Alimentarios (CETA, Fairburn y Beglin, 1994); Cuestionario de Evaluación del Estado Físico y Deportivo (Bruin et al., 2007; Hall et al., 2007); Escala de Ansiedad en el Deporte-2 (Smith et al., 2006); Cuestionario de Orientación Motivacional para el Deporte (Duda, 1992; Duda y Whitehead, 1998); Escala de Evaluación Cognitiva de la Competencia: Percepción de Amenaza(Cruz, 1994; Lazarus, 1991); y el Cuestionario de Auto-presentación en el Deporte (Gammage et al., 2004).
Los resultados revelaron:
i) inexistencia de valores con significación clínica en las dimensiones evaluadas simultáneamente en el CETA;
ii) las mujeres presentaron valores superiores en la dimensión global del CETA y los atletas con mejores resultados deportivos asumieron unamayor tendencia para la restricción en el CETA;
iii) atletas con el deseo de pesar menos obtuvieron resultados más elevados enel valor global del CETA;
iv) atletas con valores inferiores en el CETA total mostraron resultados más positivos en las dimensionespsicológicas;
v) diferentes dimensiones psicológicas fueron identificadas como predictoras de los trastornos alimentarios.
En conclusión, y a pesar de que la prevalencia de trastornos alimentarios no fue significativa en este estudio, los resultados relativos ala relación con los factores personales, deportivos y psicológicos fueron muy evidentes."
Los resultados revelaron:
i) inexistencia de valores con significación clínica en las dimensiones evaluadas simultáneamente en el CETA;
ii) las mujeres presentaron valores superiores en la dimensión global del CETA y los atletas con mejores resultados deportivos asumieron unamayor tendencia para la restricción en el CETA;
iii) atletas con el deseo de pesar menos obtuvieron resultados más elevados enel valor global del CETA;
iv) atletas con valores inferiores en el CETA total mostraron resultados más positivos en las dimensionespsicológicas;
v) diferentes dimensiones psicológicas fueron identificadas como predictoras de los trastornos alimentarios.
En conclusión, y a pesar de que la prevalencia de trastornos alimentarios no fue significativa en este estudio, los resultados relativos ala relación con los factores personales, deportivos y psicológicos fueron muy evidentes."
Jun 25, 2011
...Recuperar (breves testemunhos)
O blogue ed-bites, de Carrie Arnold convidou os leitores no post “Six Word Recovery Stories” que escrevessem a “história da recuperação em seis palavras”. Até agora mais de 60 leitores responderam, nem sempre cumprindo a métrica mas seguindo o espírito que é o que importa.
Transcrevo abaixo algumas das histórias breves e copiando a ideia de Carrie Arnold convido também os leitores do esqueciaana a escrever uma micro história de recuperação. Os comentários recebidos serão acrescentados a este post.
- “Deixa de tentar; começa a viver”
- “O meu filho merece uma mãe saudável”
- “A minha vida merece a luta”
- “Dois passos em frente um passo atrás”
- “Ficamos melhor sem a ajuda da ana”
- “Lutando para reconquistar a minha vida”
- “Tentar. Falhar. Tentar outra vez. Falhar melhor”
- “Pequenos passos numa grande caminhada”
- “Tentar. Um pouco de cada vez”
- “A recuperação é um processo, não é um episódio”
- “Libertei-me! Pode haver melhor prazer?” (esqueciaana, ex-ana)
- cont.
Imagem retirada de aqui, artista Lee Hufan
Jun 23, 2011
...Olhar para dentro do “eu” ajuda a recuperação (4 tipos)
Do post “Insights on Insight” encontrado no blogue da Dra. Sarah Ravin (em inglês) o esqueciaanana reproduz alguns parágrafos que acha bastante úteis para a recuperação dos doentes com distúrbios do comportamento alimentar:
“A introspecção ou auto análise do doente [nota de esqueciaana: a palavra original em inglês é "insight", traduzido à letra ‘olhar para dentro’] é um tema muito discutido em psicoterapia. A maioria dos médicos acredita que a prática da introspecção (auto-análise) é um aspecto crucial da recuperação das doenças mentais. Muitos clínicos acreditam que este auto-conhecimento é um pré-requisito necessário para a mudança.
"Existem alguns tipos de tratamento,…[nota do esqueciaana: no post original são enunciados vários que aqui não se transcrevem]
Continuando a citar a Dra. Sarah Ravin, "Os tipos de auto-análise antes descritos são relativamente inúteis. No entanto, existe um outro tipo de visão com bons resultados nos tratamentos e é um dos muitos indicadores de um indivíduo psicologicamente saudável. A auto-análise ou instrospecção (Insight), encontra-se descrita em mais detalhe num dicionário (em inglês) ou na wikipedia (em inglês) [em português por exemplo aqui ou aqui]. Portanto, a fim de lidar com sucesso ou superar uma doença mental, uma pessoa deve ser capaz de discernir a verdadeira natureza de sua doença mental e deve entender em que medida as causas e os efeitos se aplicam aos seus sintomas. As seguintes introspecções (auto-análises, insights) seguintes são extremamente importantes para a recuperação:
1.)
Ter consciência, reconhecer o facto de que tem uma doença mental. Tal inclui a aceitação do facto de que a doença está, em certa medida, fora do controle da pessoa, e não pode ser simplesmente desaparecer ou ser superarada pela força de vontade.
2.)
Conhecer os sintomas de sua própria doença mental e como eles se manifestam. Esta introspecção ou auto-análise inclui a capacidade de auto-reconhecer sinais e sintomas assim como as capacidades necessárias para eliminar, gerir ou lidar com os sintomas quando estes surgem.
3.)
Conhecimento em relação aos às consequências de seguir não seguir, o plano de tratamento e as recomendações do médico. Essa percepção envolve a compreensão não só do que o especialista está a fazer ou recomendar, mas também a razão do está a fazer ou recomendar. Ou seja, a compreensão do mecanismo da mudança.
4.)
Compreender como é que as diferentes alternativas e opções influenciam a própria doença. Por exemplo, uma pessoa com um transtorno de humor (no original inglês: mood disorder) precisa aprender que dormir 8-9 horas, fazer exercícios regularmente, tomar a medicação e aperceber-se das mudanças de humor diariamente são essenciais para estabilizar o humor. O doente também terá de aprender que ficar bêbado no dia de aniversário, cruzar fusos horários nas férias sem recompor o sono perdido, falhar a medicação por dois dias porque se esqueceu de pedir a receita a tempo, ou fazer ‘directas’ na época de exames finais, irá provavelmente vai provocar um retorno dos sintomas, apesar de as "pessoas normais" fazerem essas coisas o tempo todo sem pensarem duas vezes. "Mas isso é uma chatice!" Pensam. "Isso não é justo!" E estão certos.
Acredito que o doente deve desenvolver os quatro tipos de auto-análise durante o tratamento. É responsabilidade do médico apoiar o doente no desenvolvimento dessa auto-análise. Também é responsabilidade do clínico garantir que os membros da família do paciente pratiquem essa introspecção durante o tratamento, como é muitas vezes o caso do pai, mãe ou companheiro que em primeiro lugar irá notar os sinais de recaída e incentivar o retorno ao tratamento. Este comportamento é especialmente verdadeiro em distúrbios caracterizados por anosognosia" (nota do esqueciaana: anosognosia=incapacidade de alguém doente se aperceber da doença; a anosognosia acompanha geralmente as doenças do comportamento alimentar e outras doenças mentais).
Imagem: fotografia da autoria de Courtney Krawec (Australia, 15 anos) 1º prémio de Jovem Fotógrafo do Ano 2009 pelo global times, aqui.
Jun 13, 2011
...actividades de Verão (Universidade Júnior) na U. do Porto
As inscrições estão quase a fechar. As opções são muitas. Existem em várias universidades portuguesas . Damos notícia agora das actividades na Universidade do Porto dirigidas a estudantes do ensino secundário de diferentes idades
Mais informações nestes links (incrições, prazos, programas, alojamento, etc.):
http://universidadejunior.up.pt/
http://sigarra.up.pt/up/web_base.gera_pagina?p_pagina=1001425
http://universidadejunior.up.pt/
http://sigarra.up.pt/up/web_base.gera_pagina?p_pagina=1001425
Os projectos desenvolver-se-ão nas seguintes faculdades: Faculdade de Arquitectura; Faculdade de Belas Artes; Faculdade de Ciências; Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação; Faculdade de Desporto; Faculdade de Direito; Faculdade de Economia; Faculdade de Engenharia; Faculdade de Farmácia; Faculdade de Letras; Faculdade de Medicina; Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação; Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar; Casa da Música; Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo / IPP.
Jun 6, 2011
..."A depressão não passa com o tempo..." ( Tratamento da Depressão: Esclarecer Mitos, no blogue de Lídia Craveiro)
Existem muitos mitos sobre o tratamento da depressão, um post recente de Lídia Craveiro, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Psicanalítica (aqui) refere-se a eles. Também a Vanessa Marsden tem tratado o assunto. Por exemplo aqui. Também eu sei que a depressão não passa com o tempo, pelo contrário, se não é tratada piora.
Jun 4, 2011
... dependência emocional (no blogue de Vanessa Marsden)
Recomendo a leitura do post de Vanessa Marsden sobre dependência emocional aqui. 
fonte da imagem aqui.

Jun 3, 2011
...Vogue Italia capa junho 2011 e petição (campanha real ou marketing?)
A revista Vogue em Itália publica este mês uma capa especial. Dizem que não acontecia na capa há cerca de 10 anos, incluir modelos que vestem tamanhos grandes. A revista tem também on line uma petição anti sites pro anorexia (aqui). As modelos são Tara Lynn, Candice Huffine e Robyn Lawley. O título original italiano Belle Vere (ou Belas de Verdade ou Beleza Verdadeira) pretende chamara a atenção para a existência de beleza em todas as formas e feitios. A directora da Vogue italiana Franca Sozzani declarou "Por é que estas mulheres mulheres deveriam emagrecer? Muitas que têm quilos a mais são especialmente bonitas e também mais femininas". Já há anos a editora da Vogue Britânica se tinha declarado contra o tamanho zero (aqui). Mesmo que seja mero marketing (e em minha opinião é mesmo) é interessante acompanhar esta tendência e a importância nos padrões de beleza que se vão formando.
Imagens: Capa da Vogue Italiana de Junho 2011 (Belle Vere) e capa de uma vogue do Brazil onde o photoshop é mais que evidente e os ossos não são limite para o photoshop e outros programas de tratamento de imagem.
May 31, 2011
..."magreza não é nada em comparação com..." (testemunho de Rapozita)
Transcrevo parte do testemunho de Raposita sobre a nossa atitude em relação à anorexia (antes e depois de a sentir no corpo e alma)...
"Acho que ninguém consegue perceber a mente distorcida de uma pessoa que passa pela anorexia. Digo isto com a maior das convicções porque sinto-me totalmente incompreendida, e porque antes de passar por tudo isto, também não percebia nada! é que eu tive uma amiga com a doença e sempre me perguntei:
"mas porque que ela não come? não custa assim tanto!"
ao invés de: "porque que ela se vê de uma maneira que mais ninguém consegue ver? porque que se sente culpada? porque é que está triste e cansada?".
Anorexia não se trata apenas de magreza extrema! Magreza não é nada em comparação a tudo o que uma pessoa com anorexia passa!
E aqui vai o meu perdão a todo o mal que pensei de pessoas com este problema antes de também o ter: Perdão!"
May 30, 2011
...Improvisos no consultório (ou porque médicos deveriam ouvir jazz) em Daniel M. Barros
No blogue de Daniel M.Barros que acompanho, encontrei um post que parcialmente reproduzo abaixo (os sublinhados são do esqueciaana) . Chama a atenção para a necessidade de melhorar a interacção entre doente e médico. Em posts anteriores já tinhamos referido a importância da atitude dos médicos e na necessidade de interpretar os não sei/silêncios dos doentes.
"É daí que surge uma analogia muito boa entre o jazz e a medicina. Numa consulta, da mesma forma, temos duas (e por vezes mais) pessoas que precisam se reunir e fazer com que esse encontro funcione para todos, usando para isso seu conhecimento prévio mas sendo capazes de improvisar conforme os diálogos se desenrolam. É por isso mesmo que o diretor de educação médica da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, Paul Haidet, vem colocando os estudantes de medicina para ouvir música no seu curso, cujo título pode ser livremente traduzido como “Jazz e a Arte da Medicina: Improvisos na Consulta”.
Haidet era DJ na faculdade, e desde cedo percebeu que a comunicação entre médicos e pacientes muitas vezes é truncada, sem permitir uma real conexão entre as partes. Numa entrevista rígida, por exemplo, na qual o médico dirige todo o diálogo por meio de perguntas sim/não, sobra pouco espaço para manifestações espontâneas do paciente que poderiam ser importantes. Haidet inspira-se nos solos de Miles Davis, que em vez de encher a música de notas, deixava pausas para que toda a banda fosse ouvida, sendo seu instrumento um guia, não um tirano. No curso, ele estimula os alunos a praticarem a pausa nas consultas, contando mentalmente dez segundos após o paciente terminar uma frase antes de dizer algo. Já para cultivar o senso de conjunto (ou “ensemble”, como gostam os jazzistas), pede-se aos médicos que passem duas semanas utilizando frases começando com “O que eu estou entendendo do que você me diz é…” em todas as consultas, a partir daí percebendo quando ela se aplica melhor ou não.
De minha parte, não tenho dúvida que deixar espaço para os pacientes e estimular o senso de conjunto é muito produtivos para a conexão entre médico e paciente. Improvisar não significa tomar as decisões de forma desleixada ou irresponsável: ao contrário, tanto na música como na medicina o improviso adequado só é possível quando há uma sólida base de conhecimento sobre a qual se possa criar. Mas estar aberto para improvisar caminhos que só surgem na interação - e que por isso são diferentes a cada apresentação ou a cada consulta - pode transformar a técnica em arte."
[…]
Um dos artigos que inspirou o post de Daniel M. Barros pode ser lido aqui:Sayani, F. (2010). Jazz and the art of conversation Canadian Medical Association Journal, 182 (1), 66-67
Fonte da imagem: http://www.novatertulia.com/passado.htm
May 27, 2011
...Bulimia e Anorexia (Algumas consequências)
(clique na imagem para ampliar)
"ANOREXIA NERVOSA: Pode trazer problemas cardíacos, problemas renais, deterioração do tecido muscular, perda de massa óssea (osteoporose) e amenorreia (falta de menstruação).
BULIMIA NERVOSA: Risco de desequilíbrio dos fluídos corporais, dentes apodrecidos, feridas na garganta, esófago e estômago, dependência de laxantes, inchaços nas faces e infecção das glândulas salivares por via das substâncias trazidas com a indução do vómito.
As Perturbações do Comportamento Alimentar são comportamentos sérios e graves que fazem vítimas mortais. Efectivamente verifica-se no horizonte dos casos confirmados, uma percentagem de 10% a 15% de mortalidade, com 2,5% de suicídio. "
(clique na imagem para ampliar)
Estas duas figuras ilustram alguns dos sintomas e efeitos da anorexia e da bulimia. Nem todos estão incluídos e alguns dos assinalados podem não ocorrer (por exemplo a imagem distorcida). Cada caso é uma caso. As duas ilustrações apresentam silhuetas femininas. Mas deve ser lembrado os rapazes e homens podem também sofer dessas doenças. Para caracterização de cada uma das doenças anorexia (ana) e bulimia (mia) ver mais informação (em português) aqui, no esqueciaana. Outra figura dos efeitos clínicos também aqui.
Fonte da imagem: ALUBA AACAP.ORG
American Academy of Child and Adolescent Psychiatry onde poderá encontrar mais informação (em espanhol, inglês etc.) aqui.
ONDE PROCURAR AJUDA?
... "Já" (poema de Alexandre O'Neill)
JÁ
já não é hoje ?
não é aquioje?
já foi ontem?
será amanhã?
já quandonde foi?
quandonde será?
eu queria um jàzinho que fosse
aquijá
tuoje aquijá.
May 24, 2011
... Anorexia Nervosa em Homens ( R.M. Freire Lucas, Hospital da Universidade de Coimbra)
Foi publicado recentemente um texto do Investigador português (Hospitais da Universidade de Coimbra) que foi apresentado no 19º Congresso Europeu de Psiquiatria. REproduzimos abaixo o resumo. Pode ser analisado o original aqui.
Anorexia Nervosa nos Homens/ Anorexia nervosa in males
R.M. Freire Lucas
Coimbra University Hospitals, Coimbra, Portugal
Disponível on line desde 4 de Maio 2011
Anorexia Nervosa nos Homens/ Anorexia nervosa in males
R.M. Freire Lucas
Coimbra University Hospitals, Coimbra, Portugal
Disponível on line desde 4 de Maio 2011
Resumo (original em inglês tradução de esqueciaana)
As Doenças do Comportamento Alimentar (DCA; Eating disorders) são de longe mais prevalentes nas mulheres que nos homens. Nos homens ocorrem apenas 10% dos casos. Esta discrepância pode ser parcialmente explicada por factores biológicos e culturais, mas também sugere dificuldades de diagnóstico.
Este trabalho inicia-se com uma descrição da situação clínica de Anorexia Nervosa (AN) no caso de um doente do sexo masculino, e passa em revista e compara os aspectos de diagnostico das Doenças do Comportamento Alimentar , nomeadamente a AN, nos dois sexos, enfatizando as falhas mais comuns na sua identificação nos homens, fazendo reduzir o número de casos não diagnosticados.
Foram pesquisados artigos científicos sobre este tópico na base de dados MEDLINE, LILACS e PsycINFO, usando como palavras de pesquisa “eating disorder”, “anorexia nervosa” e “male” . Optou-se por incluir artigos originais e resenhas de literatura recentes.
acesso a partir de algumas universidades: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0924933811724233
European Psychiatry
Volume 26, Supplement 1, 2011, Page 718
Abstracts of the 19th European Congress of Psychiatry
May 23, 2011
May 20, 2011
...Livro (actualizada em 20.11.2012): Distúrbios Alimentares de Suzanne Abraham, edições Texto
Estou a ler este livro e darei sobre ele mais informações. A autora é uma especialista no assunto como ilustrado pelas publicações científicas cujas lista parcial pode ser encontrada aqui. A edição original em inglês é da Oxford University Press.
actualização em 20.11.2012: testemunho do labirinto em que a anorexia nos enreda aqui retidado da página 170-171.
Título do Livro: Distúrbios Alimentares
Título do Livro: Distúrbios Alimentares
Autora: Suzanne Abraham
"Os distúrbios alimentares - anorexia nervosa, bulimia nervosa e obesidade - afectam muitos milhares de pessoas todos os anos, em particular as mulheres jovens. É um assunto que os pais de hoje não poderão estudar em excesso; crê-se que cerca de um milhão de pessoas, apenas no Reino Unido, tenha um problema significativo de distúrbio alimentar. Distúrbios Alimentares é um guia dos três principais distúrbios alimentares: aborda a razão pela qual estes distúrbios ocorrem e analisa cada uma individualmente, descrevendo os comportamentos alimentares, o diagnóstico e os tratamentos disponíveis. " (da sinopse do livro disponível em diversos sites)
Editora: Texto Editores; Ano: 2010; 260págs.
May 18, 2011
... "Perturbações alimentares na adolescência: coreografias protectoras e de risco em bailarinos e ginastas" (Tese de Doutoramento 2011, Rita Mafalda Costa Francisco )
Damos notícia de mais um trabalho de investigação que contribui para um melhor conhecimento da situação das doenças do comportamento alimentar em Portugal e fornece algumas informações preciosas para uma política e comportamentos de prevenção. Parabéns à Investigadora!
Foi recentemente defendida por Rita Mafalda Costa Francisco, uma Tese de Doutoramento na Faculdade de Psicologia de Lisboa cujo título é: Perturbações alimentares na adolescência : coreografias protectoras e de risco em bailarinos e ginastas . A Tese pode ser lida na íntegra aqui.
Fica abaixo o resumo e o convite à leitura. [os bold no Resumo e os parágrafos são do esqueciaana]
"Enquanto desportos estéticos, a dança clássica e a ginástica são considerados contextos de risco para o desenvolvimento de perturbações alimentares na adolescência. Nesta dissertação pretende-se compreender os processos subjacentes a esse risco, tendo como base teórica uma perspectiva ecossistémica e conceptualizando as perturbações alimentares como um continuum, desde as preocupações com o peso e comportamentos restritivos até às perturbações alimentares enquanto doença psiquiátrica.
Utilizando metodologias qualitativas e quantitativas, num processo de investigação abdutivo, exploraram-se relações entre o comportamento alimentar perturbado e variáveis específicas destes contextos, bem como com variáveis sócio-relacionais, familiares e individuais de jovens bailarinos e ginastas.
No primeiro estudo, de carácter qualitativo e exploratório da realidade portuguesa em que se inserem os jovens bailarinos e ginastas de elite, realizaram-se quatro focus groups com estudantes de dança de ensino profissionalizante e ginastas de alta competição, de ambos os sexos (N = 24; 12-17 anos).
Utilizando uma metodologia de análise indutiva-dedutiva, foram identificados diversos factores de risco e factores protectores específicos, associados a diversas fontes de influência. A pressão para a magreza, enquanto regra implícita da sub-cultura dos desportos estéticos de elite, e enquanto regra explícita, transmitida na escola de dança/clube de ginástica, por exemplo, através de comentários críticos sobre o peso, alimentação e imagem corporal (especialmente por parte dos professores/treinadores), é considerada o factor de risco mais importante. Todavia, os pares e os pais parecem ter também um papel relevante na protecção ou risco de desenvolvimento de comportamentos alimentares perturbados entre estes adolescentes.
Numa etapa intermédia desta investigação, procedeu-se à adaptação e estudo da validação de um instrumento de avaliação da insatisfação com a imagem corporal para adolescentes e adultos (N = 1423), a Contour Drawing Rating Scale (M. A. Thompson & Gray, 1995), bem como de um instrumento de avaliação de factores de risco e factores protectores do desenvolvimento de perturbações alimentares para adolescentes (N = 793), o McKnight Risk Factor Survey-IV (The McKnight Investigators, 2003), em relação ao qual se adaptou também uma versão masculina que não existia originalmente. Ambos os instrumentos revelaram boas qualidades psicométricas, pelo que foram utilizados nos três estudos empíricos seguintes, de cariz quantitativo, juntamente com outros instrumentos, de forma a avaliar o comportamento alimentar perturbado, a auto-estima, a vinculação aos pais e a percepção de pressão para a magreza e de suporte no contexto desportivo.
No primeiro estudo empírico quantitativo, compararam-se potenciais factores de risco, factores protectores e nível de comportamento alimentar perturbado, bem como a relação entre estes, em atletas de desportos estéticos de elite, atletas não-elite e num grupo de controlo de adolescentes da população em geral (N = 725; 12-22 anos).
Entre as raparigas, as atletas elite apresentaram maior risco de desenvolvimento de perturbações alimentares que as atletas não-elite e raparigas do grupo de controlo, enquanto os três grupos de rapazes não diferiram entre si. Por outro lado, as análises multi-grupos, realizadas com recurso a modelos de equações estruturais, revelaram diferenças quanto à relação entre os factores de risco incluídos no modelo e o comportamento alimentar perturbado dos adolescentes dos três grupos.
Apesar da relevância da pressão social como preditora de comportamento alimentar perturbado (que corresponde ao preditor mais forte entre os atletas não-elite e grupo de controlo), entre os atletas elite a insatisfação com a imagem corporal contribui ainda mais para a explicação da variância do seu comportamento alimentar perturbado. Este grupo de atletas é, também, o único em que as influências parentais assumem significância enquanto preditor (directo e indirecto) do comportamento alimentar perturbado.
Estes resultados indicam, assim, eventuais especificidades individuais e dos contextos familiares dos atletas elite que suscitaram o desenho dos estudos seguintes, já que os grupos de controlo e atletas não-elite se revelaram mais semelhantes entre si.
Para examinar diversas influências familiares na insatisfação com a imagem corporal e comportamento alimentar perturbado de atletas elite (comparativamente com um grupo de controlo), recorreu-se também a uma amostra de pais (223 mães e 198 pais), em relação aos quais se avaliou a insatisfação com a imagem corporal e o nível de comportamento alimentar perturbado. Em termos de valores médios das variáveis familiares investigadas, atletas e grupo de controlo diferirem apenas nalguns padrões de vinculação insegura aos pais. Todavia, surgem diferenças nas variáveis familiares que contribuem para a explicação da variância da insatisfação com a imagem corporal e do comportamento alimentar perturbado nos dois grupos. A variável influências parentais, sob a forma de comentários críticos em relação ao peso e importância da magreza para os pais, foi considerada a única variável familiar preditora entre os atletas, segundo os modelos de regressão múltipla. Por seu turno, entre os adolescentes em geral, para além das mesmas influências parentais, também a qualidade do ambiente familiar e a modelagem de alguns comportamentos maternos em relação ao peso e alimentação parecem ter um impacto importante.
Assim, os pais de atletas devem ser incluídos nos eventuais programas de prevenção a ser desenvolvidos, pois comentários positivos em relação ao desempenho dos atletas e comentários que valorizem a saúde e o bem-estar físico, em detrimento da magreza, poderão ser promovidos e revelar-se potenciadores de comportamentos alimentares mais saudáveis.
Por último, compararam-se especificamente variáveis individuais e contextuais entre os atletas, separando bailarinos (n = 113) e ginastas (n = 136) por sexo e nível de competição. As bailarinas de nível recreativo mostraram menor risco de desenvolvimento de perturbações alimentares que as restantes atletas, sendo que, entre os rapazes, não se verificaram diferenças. Uma usefulness analysis revelou que um indicador de insatisfação com a imagem corporal específica para a prática da modalidade é um melhor preditor de comportamento alimentar perturbado entre os atletas do que o indicador de insatisfação com a imagem corporal geral. A análise de regressões hierárquicas revelou ainda que, para além da baixa auto-estima e da insatisfação com a imagem corporal, a percepção de pressão para a magreza no contexto desportivo (mas não a fraca percepção de suporte) é preditora de comportamento alimentar perturbado nos atletas, sendo efectivamente mais relevante do que a prática da modalidade ao nível de alta competição ou não. Este é um dado importante e que pode facilitar o desenho de intervenções preventivas eficazes.
A prática de desportos estéticos de elite parece colocar as raparigas em maior risco de desenvolvimento de perturbações alimentares, comparativamente com as raparigas da população em geral. Contudo, tal parece verificar-se, sobretudo, com as bailarinas, cuja prática a um nível recreativo parece ser até protectora, já que as bailarinas não-elite apresentam comportamento alimentar significativamente menos perturbado que as raparigas da população em geral.
Pelo contrário, as praticantes de ginástica não-elite apresentam nível semelhante de comportamento alimentar perturbado ao das ginastas elite, diferindo também menos entre si nos factores de risco estudados, nomeadamente em relação à insatisfação com a imagem corporal. Para os rapazes, todavia, a prática de desportos estéticos não parece constituir um factor de risco adicional.
Não pretendendo alterar a cultura dos desportos estéticos, em que a regra “magreza=sucesso” está bastante enraizada, diversas pistas para a prevenção de perturbações alimentares em atletas podem ser delineadas com base nos resultados dos vários estudos realizados, de forma a dotar os seus intervenientes de ferramentas que proporcionem aos atletas uma vivência mais positiva e saudável do seu corpo. Neste sentido, para além de um trabalho mais individualizado, o papel que os pais e os intervenientes no contexto desportivo (professores/treinadores, pares) mostraram desempenhar em relação ao comportamento alimentar perturbado dos atletas, constitui uma indicação da necessidade de os incluir nas acções preventivas (participativas e ecológicas), que devem ser desenvolvidas em escolas de dança de ensino profissionalizante e em clubes de ginástica onde treinem atletas de diversos níveis de competição." A Tese pode ser lida na íntegra aqui.
(fotografia de Caeser Lima)
(fotografia de Caeser Lima)
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