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os 10 posts mais lidos (esta semana) seguidos dos posts mais recentes (26 Outubro 2016):

Jul 16, 2009

Mudar


Férias! Bom tempo para mudanças e planos e ...mudanças de planos!

E para esquecer a ana!
A ana detesta o imprevisto, a aventura e a descoberta que todas as férias trazem...
Foto CC (aqui)

Jul 9, 2009

e se as modelo de Monet, Boucher e Ingres fossem...

A Galeria Nacional de Londres alberga actuamente uma exposição organizada pela agência publicitária Ogilvy de Frankfurt bastante curiosa:
em quadros famosos as imagens das mulheres foram manipuladas digitalmente para chamar a atenção para a anorexia.
A ideia e encomenda foi da National Association of Anorexia Nervosa and Associated Disorders (ANAD) e parece ter produzido resultados com o aumento de visitas ao site.
E por cá...alguém quer aplicar a boa ideia?

Jun 21, 2009

Directora da Vogue britânica sobre tamanho ZERO




Vogue ataca criadores de roupas "minúsculas"
notícia de Joana Amaral Cardoso no jornal Público
(à esq. fotografias da última capa da VOGUE portuguesa e fotografia da Alexanda Shulman)
Nesta história, só a culpa não tem tamanho. A polémica do "tamanho zero" e da magreza excessiva foi reacendida pela directora da Vogue UK a Ela é um dos pesos-pesados da moda. E decidiu enviar uma carta a dezenas de criadores e designers de moda europeus e americanos a queixar-se de uma questão de leveza: eles enviam-lhe roupas "minúsculas" para as produções da sua revista - a Vogue - e isso obriga-a a contratar modelos irrealmente magras. A carta de Alexandra Shulman, directora da Vogue britânica [desde 1992], já fez o seu papel: relançou o debate sobre o chamado "tamanho zero".
Alexandra Shulman pesou bem as suas palavras na carta enviada no final de Maio e que não se destinava ao conhecimento dos media, mas que foi revelada sábado pelo Times. "
Chegámos ao ponto em que muitos dos tamanhos das peças de mostruário não servem às modelos-estrela, já estabelecidas [no mercado], de forma confortável", lê-se na carta enviada às casas - Prada, Versace, Yves Saint Laurent, Balenciaga - e aos criadores - Karl Lagerfeld, John Galliano, Stella McCartney, Alexander McQueen - mais conceituados do mundo.
Shulman, juntamente com as directoras das Vogue de Nova Iorque, Paris e Milão, é considerada uma das vozes mais influentes na indústria. Mais de dois anos depois de ter eclodido a discussão sobre o peso dos manequins e modelos nas passerelles, na sequência da morte de duas modelos sul-americanas por subnutrição e da proibição de modelos demasiado magras (o tal "tamanho zero" na tabela americana, que corresponderia a um tamanho 30 na tabela europeia) nas passerelles de Madrid, Nova Iorque e Milão, agora o dedo é apontado aos criadores de moda. Até aqui, o peso da questão estava sobre os manequins.
De acordo com Shulman, as roupas tornaram-se "substancialmente mais pequenas", obrigando revistas como a sua a contratar manequins com "ossos salientes e sem peito ou ancas". Alexandra Shulman diz que já se viu obrigada a "retocar" fotografias para tornar as modelos mais cheias e afirma ter decidido apelar aos designers porque "o feedback dos leitores e a sensação geral no Reino Unido é de que as pessoas não querem ver raparigas tão magras". Ontem, os jornais britânicos espelhavam o apoio à directora da Vogue: a associação que combate os distúrbios alimentares
Beat acha "muito encorajador ver a Vogue a tomar uma posição destas"; a ex-modelo e actual vice-directora da Semana de Moda de Londres Erin O'Connor considerou a carta "um grande avanço"; a editora de moda do Telegraph, Hillary Alexander, apoia "totalmente" a iniciativa, que já vem tarde e que deve ter o apoio das outras revistas.
A moda é um negócio
Em revistas como a Vogue, com meses de preparação a anteceder cada produção de moda, as roupas-amostra são recebidas cerca de seis meses antes de chegarem às lojas, sendo exemplares quase únicos e em torno dos quais se tem mesmo que trabalhar. Paulo Gomes, produtor de moda, explicou ao P2 que a questão da diminuição dos tamanhos - "nos últimos anos, mesmo em Portugal, já há alguns criadores que usam o tamanho 34" para as suas peças de amostra - pode dever-se a uma deformação recente do mercado:
já antes da crise global, as grandes casas passaram a fazer apenas uma colecção de sample que viaja pelo mundo, quando antes havia pelo menos uma para cada continente.
E como a moda "é um negócio, não tem a ver com anorexias nem nada disso", atenta Paulo Gomes, e dado que na Ásia (um dos mercados mais ricos) os tamanhos são de facto mais pequenos, isso pode explicar o domínio do 34. Na sua experiência, recorda casos em que já lhe chegaram peças, sobretudo casacos mais estruturados, em que os braços e cavas eram estreitos ao ponto de não permitirem braços de modelos mais cheios.
Mas, em termos de bastidores, o produtor de moda português ficou espantado com o teor da carta de Shulman, nesta que é a primeira vez em que uma revista de moda enfrenta os criadores quanto aos tamanhos das roupas. "Parece-me estranho. Se fosse outra revista, como a Marie Claire...", exemplifica. "Mas as directoras da Vogue de Nova Iorque, Paris, Milão têm sempre uma palavra a dizer [sobre as peças] antes da própria apresentação ao público", gozando de um acesso privilegiado aos grandes criadores. Pelo que a selecção das peças para produções de moda sempre lhe pareceu que "pressupõe uma cumplicidade, um consenso".
Os criadores visados pela carta ainda não reagiram publicamente, mas outros designers chamam a atenção para o que consideram ser "o ciclo vicioso" da moda e das suas imagens de magreza/beleza. Dino Alves, criador português, não concorda com as culpas atribuídas por Shulman aos designers. "Os tamanhos que fazemos como protótipos, para os desfiles, são 36, o que me parece ser absolutamente razoável", explica ao P2. São roupas para modelos, assim chamados por alguma razão, aponta: "São modelos estéticos, de beleza". E sim, "há peças que indiscutivelmente assentam melhor em corpos mais magros", admite. Para ele, nem modelos nem criadores são únicos responsáveis pela associação da moda à anorexia e outros distúrbios alimentares: o criador português defende que "se deveria reforçar o acompanhamento e a atenção que a família dá".
O debate está novamente lançado, com o ónus sobre os criadores. Mas nas palavras da supermodelo e empresária Heidi Klum (que veste o 36/38), na moda, num dia está-se in e no outro está-se out. No fim de 2006, Flor, uma das mais requisitadas modelos portuguesas, dizia ao PÚBLICO: "Os manequins são magros, é assim, é o que os estilistas querem, o que as revistas querem, é o padrão de beleza". Ontem, o designer italiano Kinder Aggugini, que trabalhou com John Galliano e Calvin Klein, dizia ao Guardian que "se amanhã todas as revistas, agências de modelos e stylists usassem raparigas maiores, então os criadores também o fariam". Ou seja, como um belo chapéu (ou carapuça), a tendência "tamanho zero" tem culpas que servem a quase todos - modelos, agências, criadores, editores de moda e até celebridades.

Jun 6, 2009

Come Chocolates...(Álvaro Campos)

(Come chocolates, pequena; Come chocolates! Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates. Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria. Come, pequena suja, come! Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes! Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho, Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Álvaro Campos, poema Tabacaria

May 23, 2009

passear no campo


os campos agora estão lindos, sabe bem passear neles sem destino. Citando Agustina Bessa Luis de memória:
nem sempre andar à deriva é andar perdido
(fotografia de Fátima Silva em 1000 imagens)

May 21, 2009

anjos - demónios

Eu tinha muitas vezes a imagem de estar num abismo e chegar um anjo por trás de mim segurar-me de leve e eu não cair . Ou então estar numa cova muito funda em que olhava para cima via luz, por mais que pedisse ajuda (e não conseguia gritar) não me ouviam e havia alguém que espreitava lá no alto contra a luz e chamava e enviava uma espécie de corda. Mas não tenho a certeza de ser uma corda forte era mais um fio ou parecido. O anjo salvador pode ser gente(s) ou coisa(s). Ajudam. Ajudam-nos ...se os deixarmos ajudar-nos.


imagem G. Klimt (1916)

May 15, 2009

Revista Burda

Burda
As duas imagens acima foram retiradas duma revista Burda. Que era a Burda? Uma espécie de instituição. Há 40 anos, quando o negócio do pronto-a-vestir era ainda incipiente, o vestuário feminino era feito em 'modistas' (costureiras era para os arranjos e bainhas) ou pelas próprias ou familiares (a série que passa na rtp1 ao domingo 'conta-me como foi' ilustra essa actividade). A 'bíblia' de então eram as Burdas que traziam moldes que tornavam possível mesmo às iniciadas 'talhar' as ditas roupinhas. Publicada em todo o mundo e em várias línguas (quando passou a ser em português foi uma festa por cá entre as utilizadoras) . Para copiar os moldes era necessária alguma ciência ( e boa vista ! ) porque muitas vezes eram um labirinto de linhas sobrepostas, menos claras do que o exemplo acima.
"É importante manter as proporções certas!" avisa-se no molde. Ironicamente parece um apelo a seguir os ditames da moda. E que moda? E o que tem isto a ver com a anorexia e com a ana que esqueci? Pelo menos duas coisas. Uma mais pessoal, porque a Burda foi para mim também fonte das receitas culinárias hipo-hipo calóricas. Outra mais geral, a Burda desde os anos 50 mostrou sempre modelos cujo corpo se afastava muito do padrão médio real. As cinturinhas de vespa tão em voga chegaram a ser feitas à custa de corte de costelas. Mas a Burda tinha edições especiais 'para tamanhos grandes' (se descobrir uma irei mostrá-la aqui). Eram exemplares raríssimos e muito procurados. Não é pois recente a moda dos padrões esguios.

May 14, 2009

frágil - forte

O meu corpo (frágil, diziam) deixou-se aprisionar
Mas eu repetia de mim para mim: “Sou forte!”
Triste forma (vi muito depois; mostraram-me?) de usar as energias.




Negar, negar, negar. Negar como fuga. Para quê ? De quê? (ainda ando a descobrir)




O mundo estava lá fora e eu tinha sido alegre por dentro e por fora.
Perdi então o prazer de rir por dentro. Uma angústia vinda não sei de onde apagou-o.
Nunca deixei de rir por fora...pois que seria da ana sem a 'máscara'?


Depois... ao abandonar o fingimento senti-me levezinha (e exactamente quando os quilos iam aumentando eu estava cada vez mais leve!).
esqueci a ana


Imogen Cunningham - Hands and Aloe Plicatilis, 1960;

May 11, 2009

queria ser perfeita...

em tudo. TUDO! no que fazia, no que escrevia, no que dizia...E isso amarrava-me a escrita, a fala, o viver. Mas como pode ser perfeita alguém que se autodestrói todos os dias?

esqueci a ana.

gravura de Bartolomeu Costa

May 9, 2009

anorexia no masculino

Encontrámos aqui um texto interessante que refere a raridade da investigação sobre resultados terapêuticos na anorexia nervosa e ue : "Os homens representam apenas cerca de 10% dos casos de perturbações do comportamento alimentar, sendo esta discrepância associada ao género das mais acentuadas em Psiquiatria e em Medicina. [...]Compreender as causas da menor incidência destas perturbações nos homens pode vir a fornecer pistas úteis para a diminuição do risco nas mulheres quanto à vulnerabilidade do sofrimento culturalmente induzido sobre as formas corporais ideais.
Depoimento de um jovem
aqui

lágrimas de crocodilo...de assassinos

Texto à entrada de um site pró-anorexia:
"Este é um site pró-anoréxico. Por isso, não deve ser visto por quem está em recuperação, ou por quem está a considerar a recuperação. Por favor, se não tiver ainda um distúrbio alimentar, não entre. Se estiver em recuperação, não entre. A anorexia é uma doença mortal. Não é para ser tomada de ânimo leve".


May 8, 2009

anorexia online


na net abundam sítios como o ilustrado acima. Lado a lado familiares em desespero; pedidos de ajuda e...PUBLICIDADE a prometer 0,5 Kg a menos por dia!!!

May 7, 2009

#1 eu e a ana

Dava-lhe todos os dias os bons dias
Durante muitos, muitos dias...
Uma manhã acordei e esqueci-me dela
Porquê? não sei.
Assim como não sei porque antes a escolhi
[...]
Passaram muitos, muitos anos...
Continuo a procurar razões