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Aug 24, 2010

..."Eu era uma mãe em luta; agora sou uma mãe em luto..." (Ana Granja)



Acima video "Fragmentos de um percurso interrompido" (Ana Granja). O livro de Ana Granja, "Sem ti, Inês" expõe os sentimentos de uma mãe em luta contra a doença da filha (anorexia nervosa) e em luto (após o falecimento com 16 anos). É um livro corajoso e bem escrito. Gostaria muito que a minha mãe o tivesse lido quando eu estive doente. Teria certamento ajudado a um melhor entendimento da complexidade da doença. Porque não basta a informação científica.
Existem "falsas ideias e preconceitos que a maior parte das pessoas alimenta acerca desses males. Temos então de aprender a lidar com a ignorância e a incompreensão daqueles para quem a anorexia é um capricho, uma doença da moda que só atinge os fracos...Um alerta, que é também um testemunho carregado de emoção: o sofrimento de um adolescente anoréctico é real, profundo e genuíno!!! Sendo a fuga à dor e ao sofrimento uma motivação básica no ser humano, a anorexia não pode resultar de uma escolha voluntária, racional e consciente. E daí [...]" Ana Granja in "Sem ti, Inês", p.12.
"Nos primeiros tempos da doença, movida mais pela emoção do que pela razão, fiz tudo errado! Em conversa com outras mães percebi que é comum que assim seja. Ver a minha filha comer menos a cada dia que passava, perder peso a um ritmo assustador, apelou ao mais profundo instinto maternal: necessidade de (super) proteger, vigiar, controlar, pressionar, exigir. Assim, [...] Ana Granja in "Sem ti, Inês", p. 17
"As consequências da subnutrição notam-se na mente e no corpo a cada dia que passa. Para além dos efeitos só perceptíveis através de exames especializados, é notório que se tornam mais lentos e apáticos, têm dificuldade em adormecer e acordam muito cedo, a pele torna-se seca e enrugada, a temperatura do corpo baixa considerávelmente, o que os torna mais sensíveis ao frio, e o cabelo cai a um ritmo assustador. Só eu sei o que me custava secar o cabelo à minha filha e perceber que o seu cabelo forte e bonito era agora uma mera recordação." Ana Granja, in "Sem ti, Inês", p.23
"Infelizmente, perdi a luta contra uma doença devastadora que ameaça tornar-se uma epidemia do século. Quando me lembro de que a anorexia afecta cerca de um por cento dos jovens e que, desses, morrem cerca de 20 por cento (na perspectiva mais pessimista), não posso deixar de pensar que a minha filha foi sorteada duplamente numa lotaria fatal" Ana Granja in "Sem ti, Inês"
"Se algum dia a minha mãe soubesse o quanto sofro ao vê-la assim, sabendo que é por minha causa...Não gosto de ver as pessoas que mais amo sofrerem por mim. Gostava de poder dizer: não se preocupem, eu estou bem, mas eu sei que não estou. É tão difícil não me sentir capaz de cuidar de mim, sabendo que estou doente!" Inês Granja da Silva (1992-2008) , in "Sem ti, Inês" de Ana Granja.

Aug 23, 2010

..."Sem Ti, Inês" (livro de Ana Granja)

Tinhamos chamado a atenção neste blogue em Novembro de 2009 para o testemunho de Ana Granja (aqui) publicado originalmente na página da AFAAB. Ficámos a saber h hoje da publicação do livro abaixo referido que iremos ler.
Notícia publicada no diário digital (aqui): O lançamento do livro «Sem ti, Inês», de Ana Granja, editado pela Caderno, realizou-se no passado dia 18 de Março, nos Serões da Bonjóia, Porto.
«Sem ti, Inês», de Ana Granja

«Da Inês restam hoje as memórias, que a passagem dos dias cruelmente apaga e transforma. Restam também imagens, e é nelas que fixamos o olhar: um rosto fotografado em contraluz, a preto e branco, um Sol desmaiado a espreitar ao fundo.
A Inês da imagem é uma adolescente, sorriso meigo, olhos tristes. Não chegará a completar 16 anos. Em seis meses apenas – desde o dia em que lhe diagnosticam a anorexia até ao dia da sua morte – desaparece aquele sorriso. No seu lugar fica o vazio, uma família em luto, um pai, uma irmã e a mãe, Ana, a tentar reconstruir o puzzle do resto da sua vida, um puzzle onde agora faltam peças, onde há peças novas que teimam em não encaixar.
«Sem ti, Inês» é o diário de uma mãe em luto. É a narrativa real de uma mãe a agarrar-se à escrita, à Filosofia, a poemas e canções, a tudo o que foi escrito e dito e feito, a qualquer coisa que a ajude a enfrentar a dor, a sobreviver à mágoa de ser, hoje e sempre, Mãe de uma filha que já morreu»

Aug 17, 2010

...Sucesso na luta contra a anorexia no masculino (testemunho de jovem português)



Neste blogue esqueciaana algumas vezes temos referido a anorexia no masculino (alguns posts aqui) Reproduzo abaixo o testemunho de um jovem português de 16 anos e com autorização do autor [ "Estou contente por entrar em contacto consigo!Sim , dou-lhe autorização para colocar o meu testemunho no seu blog"] um testemunho deixado originalmente há dias na página da AFAAB. Parabéns Daniel pelos resultados na luta contra a doença e obrigada pelo testemunho.

"Olá caros senhores e caras senhoras.
O meu nome é Daniel, tenho 16 anos, fui diagnosticado como doente de anorexia nervosa e vou-vos contar o meu testemunho.
Tudo começou quando entrei na adolescência, na minha nova escola (10º 11º 12º) e a qual a frequento nos presentes dias, enfim...foi tudo muito repentino para mim.
Esta doença apareceu na pior fase da minha vida, como falei há pouco, a adolescência, onde o nosso corpo muda, o tom de voz muda, e o nosso psicológico também muda, pensamos nós que nós é que sabemos e que o que os outros dizem é para nosso mal...enfim, ainda passo por isso, mas vai passar ;) .
Eu já fui gordinho quando era pequenino, os meus pais deixava-me comer de tudo, era bolas de berlim á sobremesa, bolos de chocolate, bolicao, chipicaos, batatas fritas, enfim...nunca me negavam nada, sabendo eles que eu era gordinho.
Fiquei com um trauma desde ai, via-me ao espelho e via-me gordo, e na realidade as pessoas dizia-me que era magro, não queria voltar a ter a mesma imagem de quando era pequenino.
Foi então que no ano passado, desmaiei, isto derivado à falta de apetite, sim!! falta de apetite, o meu psíquico alimentou este trauma e deixei-me levar ...até que quando desmaiei, examinara-me e pesaram-me, dizendo que possuia 42 quilos.
Foi um grande choque para mim e para os meus familiares e amigos!!!
Começei a ser tratado no Hospital de Sao João, pelo Dr. Roma Torres, á qual me ajudou, nem fez um ano, os médicos e nutricionistas dizem que o meu caso, é um caso de sucesso, agora que estou melhor resta-me procurar manter o peso, e continuar o plano alimentar que me conduziram até aqui.
Lembrem-se , e isto é verdade...sem saúde nada se faz, e eu sou testemunho disso.
Se alguma pessoa quiser saber mais domeu testemunho, publique algo ou contacte por mail: d.f.p.s.g46@hotmail.com
Estou aqui para dar o meu testemunho e ajuda a pais, amigos e familiares de pessoas com anorexia e bulimia." (Daniel)

Jul 28, 2010

..."O Corpo e o Silêncio das Emoções" (Tese de Sandra Torres, 2005)

Esta tese de doutoramento encontra-se disponível (aqui).A mesma autora possui outras publicações mais recentes, algumas de acesso livre via google scholar por exemplo.

...Anorexia e Emoções ( investigação)


Um artigo publicado em 2003 por duas investigadoras portuguesas aborda uma questão bastante importante e para a qual os estudos empíricos até agora realizados ainda não encontraram resposta cabal. A tese de doutoramento de Sandra Torres (Universidade do Porto, 2005), pode ser lida integralmente aqui: O corpo e o silêncio das emoções: estudo da alexitimia na anorexia nervosa.

Sandra Torres / Marina Prista Guerra (#)
A CONSTRUÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DAS EMOÇÕES PARA A ANOREXIA NERVOSA
Psicologia, Saúde e Doenças, vol. IV, número 001
Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde
Lisboa, Portugal pp. 97-110
(#) Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade do Porto


RESUMO:
Estudos desenvolvidos em torno da anorexia nervosa (*) e da alexitimia (**)apontam para a existência de uma relação entre estes dois quadros, sendo de salientar a frequente presença de alexitimia em doentes com patologia alimentar. Apesar de algumas investigações procurarem analisar esta relação, está ainda pouco claro o processo que caracteriza a vivência emocional deste tipo de doentes. Neste trabalho é descrita a construção do Questionário de Avaliação das Emoções para a Anorexia Nervosa (QAE-AN). Este instrumento foi elaborado com base na Teoria Diferencial das Emoções reformulada por Izard (1991) e na caracterização detalhada das emoções primárias nela reconhecidas (interesse, alegria, surpresa, cólera, nojo, desprezo, medo,angústia, vergonha, tristeza e culpa). Esta medida de avaliação faz referência a situações, comportamentos e pensamentos comuns na anorexia nervosa e como tal poderá contribuir para uma avaliação mais adequada das emoções experienciadas por este tipo de doentes.


Palavras chave: Anorexia nervosa, Alexitimia, Emoções, Instrumento de avaliação.


Conceitos:
(*) Anorexia nervosa «A anorexia nervosa caracteriza-se por uma restrição alimentar severa da qual resultam complicações que conduzem a uma significante morbidez biológica, psicológica e social e que, por vezes, pode até conduzir à própria morte.»
(**) Alexitimia « A alexitimia é definida como um conjunto de défices cognitivo-afectivos caracterizados por: (a) dificuldade em identificar e descrever sentimentos; (b)dificuldade em distinguir os sentimentos de sensações corporais decorrentes da actividade emocional; (c) processos imaginativos limitados (poucos sonhos ou fantasias); e (d) estilo cognitivo orientado para o exterior (Taylor, 1994).A alexitimia é considerada, actualmente, um factor de risco para odesenvolvimento de várias perturbações clínicas. No que concerne à anorexianervosa, embora não se possa afirmar que a alexitimia esteja directamenterelacionada com o desejo de emagrecer, existe evidência empírica de que estetipo de doentes apresentam com frequência um quadro alexitímico (Beales &Dolton, 2000; Laquatra & Clopton, 1994; Smith, Amnér, Johnsson, & Franck,1997; Taylor, Parker, Bagby, & Bourke, 1996).» continuar a ler o artigo aqui

Jul 14, 2010

.. Portal IPJ (desapareceram os comportamentos alimentares!)




Falta informação dirigida aos doentes que sofrem de doenças de comportamento alimentar e aqueles que estão em maior risco de desenvolver uma doença que pode ser mortal (familiares, amigos, professores, treinadores e outros também necessitam dessa informação). Protesto pela aus~encia de informação sobre as dca (doenças de comportamento alimentar) no site do IPJ (Instituto Português da Juventude). A história conta-se em poucas palavras: em Setembro encontrei o link Comportamentos Alimentares (ver imagem acima) que não remetia para nenhuma página. Contactei então o IPJ por email tendo recebido em Fevereiro de 2010 a resposta que abaixo reproduzo. Em Março continuava o link quebrado, Actualmente a página continua a existis mas SEM o link dos Comportamentos alimentares. Será que o problema deixou de ser importante para a juventude portuguesa?  A avaliar pelas consultas nos hospitais públicos não é isso que se pode concluir.
São muitos os países em que existem sites de organizações públicas dirigidas à juventude em que essa informação se encontra disponível. Será que em Portugal não existem recursos humanos, científicos e financeiros suficientes para criar uma página informativas (estamos a falar de uma página informativa, não de uma biblioteca digital!)? Em minha opinião esses recursos existem.   Vou continuar a insistir com que tem obrigação de informar os cidadãos de uma forma geral.
Irei aqui dando conta dos resultados..
___________________________________________________
Revisito o site do IPJ e continua a falha. Hoje final de Março, o site no que se refere a Comportamentos Alimentares possui um link....sem conteúdo. Em Fevreiro responderam-nos que a falha tinha sido reportada. Será assim tão difícil criar uma página?
(...)
Hoje, 23 de Fevereiro actualizamos este post. A página do IPJ Temas dos comportamnentos alimentares está vazia. Contactámos os responsáveis do portal que nos responderam de imediato (texto do email abaixo) :
Boa tarde Ana
Informamos que
houve uma anomalia nesta página, a qual já foi reportada.
Agradecemos o seu contacto.

Sempre ao dispor,
A
equipa do Portal
Suporte utilizador
E-mail: suporte@juventude.gov.pt
http://juventude.gov.pt/
Ficamos a aguardar a rectificação da anomalia.

Demos conta em anterior post dos 19 gabinetes de apoio à juventude que incluem apoio associado aos comportamentos alimentares. Assinalamos que a página TEMAS DOS COMPORTAMENTOS ALIMENTARES está vazia (informação actualizada em 23 fevereiro 2010) (ver imagem acima). Sugestão: contactem o IPJ a perguntar o que se passa. Eu já escrevi para sugestoes@juventude.gov.pt ( e obtive a resposta acima). Para além disso, os SITIOS DE INTERESSE PARA TI na mesma página do IPJ são apenas 2 (dois!): um do ministério da saúde (link quebrado!) outro para a plataforma contra a obesidade. Já em anterior post em Setembro passado tinhamos feito referência à insuficiente informação disponibilizada. Agora deixou de ser insuficiente, passou a nula, mas segundo email acima o problema já foi reportado.

Jul 5, 2010

..."Anorexia nervosa: caracterização sócio-demográfica e clínica das anorécticas em tratamento em Portugal" (provas de mestrado FPCE-Univ.Porto)

Encontrei esta notícia (aqui) na Página da Universidade do Porto. As provas são abertas a todos os interessados. O esqueciaana dará mais notícias desta investigação da Helena Cristina M. Pinheiro em breve.
Provas de Mestrado Integrado em Psicologia - Helena Cristina M. Pinheiro

Psicologia
Dia 9 de Julho de 2010, às 10,00 horas - sala 117
- Provas do MESTRADO INTEGRADO EM PSICOLOGIA, para obtenção grau académico de mestre em PSICOLOGIA, na área de especialização de Psicologia Clínica e da Saúde, requeridas por Helena Cristina Morais Pinheiro.
Discussão da dissertação intitulada: "Anorexia nervosa: caracterização sócio-demográfica e clínica das anorécticas em tratamento em Portugal".
JÚRI:
Doutor Rui Alves
Doutora Isabel Maria Sousa Lopes Silva
Doutora Sandra Torres - orientadora
Local: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto

Jun 25, 2010

...1º Congresso Internacional de Anorexia e Bulimia (26 Junho, Lisboa)

Tive conhecimento desta notícia no site do Alto Comissariado para a Saúde. O encontro é já amanhã. Segue o programa. Mais informação pode ser obtida na página do Encontro aqui.
O Programa abaixo também pode ser encontrado aqui em formato pdf.http://ciab.institutotaniaestrada.pt/Programa.pdf
O encontro é aberto a Médicos, Psicólogos, Dietistas, Nutricionistas, Enfermeiros, Sociólogos, Professores, Familiares, Estudantes Universitários e Assistentes Sociais. Pela composição do Comite Científico são de esperar boas comunicações e debates. Regista-se como muito positiva também a inclusão de uma jornalista, numa área em que os meios de comunicação são tão importantes.


Programa:
09h00 - Recepção e credenciação
09h30 - Sessão de Abertura
09h45 - Espelho Mágico: um trabalho da Jornalista Teresa Botelheiro
10h00 - Reencontro com o Espelho: O Corpo e o Silêncio das Emoções
Prof.ª Dr.ª Sandra Torres, Doutorada em Psicologia, na área de especialização da Psicologia da Saúde, pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.
10h30 - Uma abordagem psicossomática da doença alimentar
Dr.ª Vera Gonçalves, especialização em Psicossomática VIH/SIDA
Outros comportamentos como distúrbios alimentares
CSL - Clínica Saúde de Lisboa
11h00 - Pausa para café
11h15 - O Sintoma na Bulimia: Psicopatologia e Clínica
Dr. Mario Pablo Fuks, São Paulo – Brasil / Argentina
Médico Psiquiatra e Psicanalista, Coordenador do curso Psicopatologia Psicanalítica e Clínica Contemporânea, Instituto Sedes Sapientiae
11h45 - Síndrome da Branca de Neve
Estudos do Instituto Tania Estrada - Dr.ª Teresa Ferreira da Silva
Neuropsicóloga
13h15 - Pausa para almoço
15h00 - Obesidade e extremos
Prof.ª Dr.ª Isabel do Carmo, Médica Endocrinologista, Directora do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria
15h45 - Psicoterapias
Dr. Enrique Berbel, Madrid - Espanha
Psicólogo Clínico e Coordenador dos grupos de apoio de ADANER (Asociación en Defensa de la Atención a la Anorexia Nerviosa y Bulimia)
16h15 - Comer ou não Comer: eis a Questão? Parece que não!
Dr. Paulo Sargento, Psicólogo, docente na Universidade Lusófona
7h15 - As doenças alimentares atacam as fronteiras
Alexandra Fernandes – Entrevista
18h00 - Encerramento do Congresso
Destinatários: Médicos, Psicólogos, Dietistas, Nutricionistas, Enfermeiros, Sociólogos, Professores, Familiares, Estudantes Universitários e Assistentes Sociais.

Local: Auditório Agostinho da Silva
Universidade Lusófona (Campo Grande, nº 376, LISBOA)

COMITÉ CIENTÍFICO
Instituto Tania Estrada
O Instituto Tania Estrada tem dinamizado várias especialidades na área da Saúde Pública e Privada, promovendo o conceito "Ser Técnico da Saúde" e "Ser Pessoa". É uma forma de marcar a diferença encontrando um brilho pessoal, com resultados positivos na proximidade com Utentes e Clientes.
Construir a auto-estima na Investigação da Saúde Mental dos casos de Anorexia, Bulimia e outras doenças do Comportamento alimentar e assim expandir a noção das suas próprias possibilidades.

Tendo lançado no decorrer do ano de 2009 o 1º Concurso de Investigação em Anorexia e Bulimia, após candidaturas avaliadas foram apuradas duas categorias:
• Prémio de Estudo Científico Dr.ª Sandra Torres: Reencontro nos Espelho,
• Prémio de Iniciativa (com cariz de divulgação e de responsabilidade social)
Neste momento a Drª TANIA ESTRADA além do anterior Concurso lançou em Portugal uma iniciativa inovadora:
O 1º Congresso Internacional de ANOREXIA e BULIMIA.

Consultar vídeos das entrevistas nos Media:
RTP Memória - Programa Virar de Página, tema da ANOREXIA
Entrevista com a Dr.ª Tania Estrada, Especialista em Anorexia e Bulimia

Prof.ª Dr.ª ISABEL DO CARMO (Portugal)
Médica Especialista em Endocrinologia, Professora da Faculdade de Medicina de Lisboa, Co-Fundadora do Núcleo de Doenças do Comportamento Alimentar (Sociedade Científica) actualmente presidente do Conselho Científico da Plataforma contra a Obesidade (Direcção Geral da Saúde). Brasil / Argentina)
Dr. MARIO PABLO FUKS (São Paulo – Brasil / Argentina)Médico Psiquiatra e Psicanalista, Coordenador do curso Psicopatologia Psicanalítica e Clínica Contemporânea, Instituto Sedes Sapientiae.
Dr. ENRIQUE BERBEL (Espanha)
Psicologo Clinico e Coordenador dos grupos de apoio de ADANER (Asociación en Defensa de la Atención a la Anorexia Nerviosa y Bulimia) en Madrid.
Dr.ª SANDRA TORRES (Portugal)
Prémio de Estudo Científico
Na área da Investigação a Drª Sandra Torres é Doutorada em Psicologia, actualmente professora na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, Portugal.
A sua Contribuição para o Estudo da Adaptação Portuguesa da Entrevista de Diagnóstico das Perturbações do Comportamento Alimentar-IV (IDED-IV) Específica para a Anorexia Nervosa pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, Portugal
Foi considerado pelo Instituto Tania Estrada uma referência na Investigação, contributo este a ser apresentado no Congresso Internacional.
Dr.ª VERA GONçALVES (Portugal)
Mestrado em Psicossomática – Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA)
Áreas de Interesse e Focos de Investigação:
- A Adesão à Terapêutica Anti-Retroviral em doentes com VIH/SIDA
- Educação para a Saúde nas Áreas da Sexualidade e Comportamento Alimentar
- Síndrome de Lipodistrofia e as Perturbações do Comportamento Alimentar
Dr.ª TERESA FERREIRA DA SILVA (Portugal)
Neuropsicóloga, Avaliação Psicológica Modelo Relacional Dialógico, Escola de Quintino Aires, Lisboa, Portugal
Psicóloga Clínica,tendo vindo a prestar um importante contributo para os estudos de investigação do síndrome de Branca de Neve no gabinete de Investigação Interno criado na Quinta partilha pela mentora do Instituto Tania Estrada a comunidade portuguesa no tratamento e investigação das doenças Anorexia e Bulimia.
TERESA BOTELHEIRO (Portugal)
Jornalista
Prémio de Iniciativa (com cariz de divulgação e de responsabilidade social)

Imagem: cartaz do Congresso.

Jun 17, 2010

..." ex anoretica (crónica) feliz! " (testemunho)

Publicado originalmente (aqui, página AFAAB), transcrevo integralmente este testemunho de

ex anoretica (cronica) feliz!
2010-06-11, maria

"Ola. sou uma entre tantas que pensou durante anos que o sua unica Amiga era a Anorexia e o único destino co-habitar com ela o resto da vida.
Até que passados mais de 20 anos de AB (anorexia bulimia), que passaram 1º pela acomodação, depois pela luta, mais tarde pela submissão total à doença e que é a pior fase de todas.. em que nos rendemos por completo às ordens da doença, em que é ela que dita todas as regras de como sermos felizes e só o somos com um corpo magro, cada vez mais magro... só que ao mesmo tempo vem o cansaço, o profundo cansaço de tudo: de nós mesmas, da doença, os medos, as obsessoes cada vez maiores..o fim da linha aproxima-se com sequelas fisicas enormes (hemorragias de isofago, descalcificaçao óssea), isolamento social, afastamento de quem nos ama.. e a classe médica a não acreditar na nossa recuperação.. excepto uma.. a Drª Dulce Bouça... que acreditou em mim qdo eu ja não acreditava, que desde o inicio sempre me disse nao existirem casos perdidos.. e assim foi devagarinho reerguendo o meu mundo, a minha vontade..convençendo-me de que era possivel ser MAGRA e SAUDAVEL (pq ela sabe que é fundamental para nós sabermos que nao vamos engrodar, ela como profunda conhecedora da nossa doença conhece mt bem os nossos medos), controlar o nosso corpo de forma saudavel... e até que hoje, após um internamento feito há 4 anos, posso dizer que estou VIVA e feliz, liberta das grades da prisão que me mantinha tão longe e ao mesmo tempo tão perto do vosso mundo..
Basta parar com o ritual do vómito, para que a Vida volte para nós de novo.. é ao mesmo tempo tão fácil e tão dificil.. o meu conselho às meninas que estão doentes é que a Vida é bonita demais e está sempre aqui à nossa espera.. nunca percam as esperanças e acreditem que podem ser magras e saudáveis.. os médicos sabem mt bem o que fazem qdo nos reeducam a comer..
Muito tinha para dizer e já tenho dito (inclusive m testemuhno está na revista do ndca) na net.. mas fico-me por aqui.

bjs a todos que sofrem desta doença e um B Haja enorme à m gde médica e amiga Drª Dulce Bouça e à equipa do HSM: DRª Jennifer, Drª Silvia, Drª Filomena, Drª Lara, enfermeiros maravilhosos.. todos os que me deram a mão na altura em que deixei a mão da doença e caminhei rumo à vida, todos os que me ajudaram a subsituir as regras de destruiçao e desnutrição da doença pelas regras da saúde e da Vida e da Felicidade!
obs: desculpem qq erro de escrita, mas estou com um pouco de pressa de momento."

Foto flickr cc (aqui) [batalha de almofadas em Toronto 2008]

May 27, 2010

...Férias!!! Tempo de mudanças (actualização em 4.JUN; prazo de candidaturas)

Duas de mil e uma alternativas: Ocupação Científica de Verão (candidaturas até 17 de Junho) ou Universidade Júnior?
Férias são tempos propícios a mudanças.Damos notícia de duas propostas diferentes de férias (científicas, artísticas etc.) As inscrições ainda estão abertas a oferta é variada e parece bastante interessante. Uma é do programa OCUPAÇÃO CIENTÍFICA DE VERÃO em que já participaram desde 1997 7.600 jovens que frequentaram estágios científicos em laboratórios de instituições de todo o país. Outro é centrado na Universidade do Porto, o programa Universidade Júnior (que está aberto a participantes estudantes do secundário e monitores estudantes universitários ou licenciados). Duas boas propostas para experimentar COISAS NOVAS!!!!

1-OCUPAÇÃO CIENTÍFICA DE VERÃO
Actualização em 4 de Junho: A Ciência Viva comunica que as inscrições na iniciativa Ocupação Científica no Verão estão abertas entre 4 e 17 de Junho.Toda a informação e inscrições em: http://www.cienciaviva.pt/estagios/jovens/ocjf2010/Antes da inscrição é essencial que leia o documento Guia do Candidato disponível no site.Saudações.Equipa Ocupação(ocjf@cienciaviva.pt)
"A Ocupação Científica no Verão proporciona aos estudantes do ensino secundário uma oportunidade de aproximação à realidade da investigação científica e tecnológica. (mais info +)
Em curso desde 1997, esta iniciativa já envolveu cerca de 7600 jovens que frequentaram estágios científicos em laboratórios de instituições de todo o país.
A do ano passado (2009) incluiu " de 373 estágios assegurados por 71 instituições. Participação de 978 estudantes e 346 investigadores.
• Os estágios destinam-se apenas a alunos do ensino secundário;
• Decorrem durante os meses de Julho, Agosto e Setembro;
• A duração é variável, em geral entre uma e duas semanas;
• A selecção dos alunos é da responsabilidade das instituições que asseguram os estágios;
• No final do período de estágio, os alunos deverão preencher uma ficha de avaliação (online);
• Cada aluno recebe um certificado de presença, no caso de frequência assídua, passado pela instituição que assegurou o estágio.
"A Universidade do Porto abre mais uma vez as suas portas, no Verão de 2010, a cerca de 5000 estudantes. Tu também podes ser um deles!
Se estás a frequentar, neste ano lectivo (09/10), entre o 5.º e o 11.º anos de escolaridade, junta-te a milhares de jovens que vão experimentar um Ensino Superior. De segunda a sexta-feira, entre as 9h e as 18h, poderás participar em diversas actividades e projectos de investigação em áreas tão diversificadas como as ciências, as tecnologias, as humanidades, as artes e o desporto.
A Universidade Júnior (U.Jr.) é o maior programa nacional de iniciação ao ambiente universitário para os estudantes do ensino básico (2.º e 3.º ciclos) e secundário. Na U.Jr., os estudantes têm a oportunidade de conhecer as catorze Faculdades da U.Porto e vários centros de investigação.
Assim, convidamos-te a passar uma ou mais semanas na maior Universidade do país, onde poderás sentir um pouco da vida académica e, quem sabe, encontrar o teu futuro curso. Terás ainda a oportunidade de conviver com outros jovens como tu, vindos de todos os pontos do país.
Se vives fora do Porto, não te preocupes: temos um programa de alojamento e actividades suplementares, conduzido pela empresa Vértico, Lda., que te acompanhará entre as 18h e as 9h do dia seguinte. (
mais info +)
As candidaturas para monitores dos cursos de Verão da edição 2010 da Universidade Júnior terão lugar no nosso site através do preenchimento de um formulário de candidatura e do upload do curriculum vitae e alguns documentos. Para iniciar a candidatura terá primeiro de se registar para escolher um nome de utilizador e uma senha que lhe permitirão ter acesso à área privada, ou introduzir o seu login e senha, caso já se tenha registado. (mais info +)
segunda imagem flickr cc (aqui)

May 12, 2010

...Estudo Nacional de Saúde Mental (Portugal, Março 2010)

Caldas de Almeida é o responsável pelo Estudo Nacional de Saúde Mental para Portugal que foi apresentado publicamente em Março de 2010 (aqui uma apresentação de 2008 por Caldas de Almeida). Alguns resultados desse estudo foram divulgados nos meios de comunicação social (como por exemplo no jornal i, aqui), contudo, o estudo original não o consegui localizar na Internet (aos leitores deste blogue: se tiverem o link enviem sff). Numa entrevista dada ao Expresso de sábado passado (8 de Maio 2010, primeiro caderno p.22 e 23) aos jornalistas Cristina Bernardo da Silva e Joana Pereira Bastos. Destacamos três frases e recomendamos a leitura de toda a entrevista:
" A tristeza é normal e faz parte da vida. (...) Outra coisa é a doença depressiva"
"Consomem-se demasiados [ansiolíticos], sem indicação clínica, sem controlo"
"Pergunta: Há uns anos não se falava tanto em depressão. Há doenças 'da moda'? Resposta de Caldas de Almeida: " Há diferenças muito grandes na percepção das doenças ao longo dos tempo. Podem existir com a mesma frequência, só que não são valorizadas da mesma maneira. Nós cada vez medicalizamos mais as coisas. Há 30 anos, dizia-se que um menino que andava aos saltos o tempo todo era insuportável. Hoje tem uma perturbação de hiperactividade e défice de atenção. A anorexia nervosa existiu sempre, mas hoje a prevalência é maior em determinadas sociedades porque há uma pressão grande junto dos adolescentes. Já as perturbações mais graves como a esquizofrenia, têm a mesma prevalência aqui ou no Nepal, agora ou há 200 anos. (...)
Comentários , interrogações e afins:
Exahmia disse...
É sempre preciso vir um especialista vir dizer o que toda a gente sabe para que as coisas tenham alguma credibilidade e mesmo assim ainda vão sempre existir os que acreditam "Eles precisam é de uma boas palmadas ou de ir trabalhar a sério como era no meu tempo".

May 4, 2010

...Entrevista de Diagnóstico das Perturbações do Comportamento Alimentar


Existem vários instrumentos para diagnosticar as Perturbações do Comportamento Alimentar. Entrevistas semi-estruturadas como a Eating Disorder Examination, a Interview for Diagnosis of Eating Disorders (IDED), a Yale-Brown-Cornell Eating Disorder Scale ou a Structured Clinical Interview for DSM Axis I Disorders. Este artigo científico, publicado em 2008, adapta para Portugal uma entrevista padrão (IDED-IV) usada em muitos países para diagnosticar as Perturbações do Comportamento Alimentar. texto integral aqui (formato pdf):
Contribuição para o Estudo da Adaptação Portuguesa da Entrevista de Diagnóstico das Perturbações do Comportamento Alimentar-IV (IDED-IV) Específica para a Anorexia Nervosa
Autores: Sandra Torres*, Marina Prista Guerra*,Leonor Lencastre*, Donald A. Williamson†, António Roma-Torres‡, Filipa Vieira*
*Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, Portugal; †Pennington Biomedical Research Center and Department of Psychology, Louisiana State University, USA; ‡Serviço de Psiquiatria, Hospital de São João, Porto, Portugal
ARQUIVOS DE MEDICINA, 22(4/5):113-9 (2008)
RESUMO:
Introdução: A entrevista é considerada um método de eleição na definição do diagnóstico das Perturbações do Comportamento Alimentar. Considerando a não existência de uma entrevista de diagnóstico para as Perturbações do Comportamento Alimentar de referência internacional que esteja adaptada para Portugal o presente estudo assume- se como um contributo para o processo de adaptação da Interview for the Diagnosis of Eating Disorders-IV (IDED-IV; Kutlesic, Williamson, Gleaves, Barbin, & Murphy-Eberenz, 1998) no que concerne ao diagnóstico específico da Anorexia Nervosa. Métodos: A versão portuguesa da IDED-IV foi aplicada a 98 participantes do sexo feminino com diagnóstico de Anorexia Nervosa definido previamente pela equipa médica responsável. Resultados: A aplicação da IDED-IV na amostra demonstrou uma consistência interna aceitável e uma elevada sensibilidade. Conclusões: Os resultados preliminares do estudo psicométrico da IDED-IV reforçam a utilização desta entrevista tanto em contexto clínico como na investigação. Palavras-chave: anorexia nervosa; diagnóstico; entrevista semi-estruturada; estudo de adaptação.
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Apr 21, 2010

...Reunião AFAAB (Porto, dia 30 Abril)

Recebemos esta informação da AFAAB:
Dia 30 de Abril no Auditório do Serviço de Psiquiatria do Hospital de S. João no Porto pelas 21h30

Apr 11, 2010

... dançar

No programa da SIC "Achas que sabes dançar?" uma das concorrentes, I.A., referiu na sua breve apresentação que tinha frequentado aulas de dança clássica desde muito pequena, mais tarde entrado no Conservatório para estudar Dança mas desistira por motivos de saúde. "Tive anorexia nervosa" , era magra mas não estava satisfeita queria ser ainda mais magra (cito de memória). Actualmente continua a dançar. Vi o desempenho dela na primeira apresentação (passou à fase seguinte) e dou-lhe os parabéns! Felicito-a também pela forma como referiu a doença . Olhando para ela percebeu-se (eu assim entendi) que essa referência era também uma mensagem para quem se quer curar. Mesmo que se abrace uma profissão em que o controlo do peso é necessário e rigorosamente disciplinado. É um exemplo como se pode manter e concretizar um sonho (da dança neste caso) sem prejudicar a saúde.
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Mar 29, 2010

...Alimentação dos portugueses ( Inquérito precisa-se)

No jornal Público de hoje, num texto da jornalista Alexandra Campos ficámos a saber da existência de alguns estudos que contribuem para um melhor conhecimento da alimentação dos portugueses. Continuamos à espera do 2º Inquérito Alimentar Nacional. Um melhor conhecimento dos hábitos alimentares dos portugueses por idades regiões, etc. é necessário. A preocupação com a obesidade (que é um problema real) não deverá levar ao esquecimento das doenças do comportamento alimentar.
- Alimentação e Estilos de Vida da População Portuguesa (2009/2010), um estudo epidemiológico, avaliou 3325 adultos, foi realizado pela Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação (SPCNA) no âmbito de um protocolo de mecenato científico com a Nestlé. A investigação irá prosseguir com um estudo focando crianças e jovens.Metodologia,Como comem os Portugueses,Como se mexem os Portugueses,
Estado nutricional dos Portugueses. Mais informação (aqui)

- Foram realizados dois estudos de prevalência nacional da obesidade, coordenados pela médica Isabel do Carmo, entre 1995/1998 e 2005/2006.

- O 2º Inquérito Alimentar Nacional (o primeiro foi realizado há cerca de 30 anos pelo Instituto Nacional de Saúde Dr.Ricardo Jorge) continua por fazer apesar de estar previsto no Plano Nacional de Saúde 2004/2010. “O objectivo é estudar a associação entre consumos de alimentos e nutrientes da população portuguesa, por regiões, sexos, grupos etários e socioeconómicos e analisar factores de risco de doenças crónicas.”

Mar 23, 2010

..26 Março (6ªfeira) Reunião da AFAAB

Na próxima sexta feira dia 26 de Março terá lugar a habitual reunião mensal da AFAAB

Mar 1, 2010

>> Comunicar com a mãe e com o pai ( 67 873 jovens, 41 países)





click nos mapas para ampliar

Já em anterior post tinhamos feito referência a este estudo a propósito da prática de dietas pelos jovens entre os 11 e os 15 anos (aqui). No mesmo relatório relatório da organização Mundial de Saúde (OMS-WHO), que se baseia em inquéritos efectuados a 67873 jovens de 41 países, são também efectuadas questões em relação à comunicação com o pai e com a mãe. Apresentamos os 4 mapas referentes aos resultados para os jovens de 15 anos (rapazes e raparigas) os dois primeiros em relação à mãe e os dois últimos em relação ao pai. No relatório pode ler-se : " A comunicação entre pais e filhos é um dos dos elementos básicos da família enquanto contexto de desenvolvimento e é também um elemento de protecção na adolescência [1]. Tem especial relevância o papel dos pais no desenvolvimento das competências de comunicação dos filhos, nas atitudes e nos comportamentos. Uma comunicação fácil com os pais é considerado um indicador quer de um apoio social e da coesão familiar, sendo os pais uma base importante de apoio durante o período da adolescência [2]. A importância da relação positiva com os pais tem sido bem documentada, em particular em relação à redução dos níveis de comportamento de delinquência [3,4]; comportamentos não saudáveis/de risco[5]; depressão [6]; sintomas psicosomáticos[7]. Em especial os adolescentes que registaram uma comunicação fácil com as mães possuem maior probabilidade se referirem uma saúde boa ou excelente e menor probabilidade de serem fumadores [8,9] consumidores frequentes de álcool[9,10] ou activos sexualmente [5]. { nota de esqueciaana: os jovens estudados possuem idades entre os 11 e os 15 anos apenas}.
Referências
1. Rodrigo MJ, Palacios J, eds. Familia y desarrollo humano [Family and human
development].Madrid, Alianza, 1998.
2. Laursen B. Con.ict and social interaction in adolescent relationships. Journal of
Research on Adolescence,1995, 5(1):55–70.
3. Youniss J, Yates M, Su Y. Social integration, community service and marijuana
use in high school seniors. Journal of Adolescent Research, 1997,
12(2):245–262.
4. Bogard L. Af.uent adolescents, depression and drug use: the role of adults in
their lives. Adolescence,2005, 40:281–306.
5. Resnick MD et al. Protecting adolescents from harm: .ndings from the National
Longitudinal Study on Adolescent Health. Journal of the American Medical
Association,1997, 278:823–832.
6. Young JF et al. The role of parent and peer support in predicting adolescent
depression: a longitudinal community study. Journal of Research on Adolescence,
2005, 15(4): 407–423.
7. Murberg TA, Bru E. School related stress and psychosomatic symptoms among
Norwegian adolescents. School Psychology International,2004, 25(3):317–322.
8. Andersen MR et al. Mothers’ attitudes and concerns about their children
smoking: do they in.uence kids? Preventive Medicine,2002, 34:198–206.
9. Zambon A et al. Socio-economic position and adolescents’ health in Italy: the role
of the quality of social relations. European Journal of Public Health, 2006,
16(6):627–632.
10.Del Carmen Granado Alcon M et al. Greenlandic family structure and
communication with parents: in.uence on schoolchildren’s drinking behaviour.
International Journal of Circumpolar Health,2002, 61:319–331.
AS PERGUNTAS: os jovens foram questionados sobre se era fácil falar com a mãe sobre os assuntos que os preocupavam. As opções de resposta extrema eram eram 'muito fácil' e 'muito difícil'. Os mapas mostram a percentagem no total que respondeu 'fácil' ou 'muito fácil'. Idêntica pergunta foi feita em relação ao pai.
Resultados do inquérito (ver mapas e posição relativa de Portugal). Em relação a falar com o pai sobre os assuntos que os preocupam existe uma clara diferença entre rapazes e raparigas e também diferença entre países.
Quanto a falar com a mãe também as diferenças entre os países é menor assim como a diferença entre filhos e filhas. O que existe de comum em todos os países é que decresce com a idade (nota: no mapa apenas estão representados os resultados para os 15 anos de idade).
De uma forma geral a influência da família (comunicação na família) parece ser maior nas raparigas que nos rapazes .
REFERENCES (adicionais)
1. Lewis C. Becoming a father.Milton Keynes, Open University Press, 1986.
2. DeKlyen M, Speltz ML, Greenberg MT. Fathering and early onset conduct
problems: positive and negative parenting, father-son attachment, and the
marital context. Clinical Child and Family Psychology Review,1998, 1:3–21.
3. Amato PR, Gilbreth JG. Non-resident fathers and children’s well-being: a meta
analysis. Journal of Marriage and the Family,1999, 61:557– 574.
4. Stewart A et al. Separating together: how divorce transforms families.New York,
NY, Guilford, 1997.
5. Dunn J. Children’s relationships with their non-resident fathers. Journal of Child
Psychology and Psychiatry,2004, 45:659–671.
6. Dias SF, Matos MG, Goncalves AC. Preventing HIV transmission in adolescents:
an analysis of the Portuguese data from the Health Behaviour in School-aged
Children study and focus groups. European Journal of Public Health, 2005,
15(3):200–204.
7. Del Carmen Granado Alcon M, Pedersen JM, Carrasco Gonzalez AM.
Greenlandic family structure and communication with parents: in.uence on
schoolchildren’s drinking behaviour. International Journal of Circumpolar Health,
2002, 61:319–331.
8. Amato PR. Father–child relations, mother–child relations and offspring
psychological well-being in early adulthood. Journal of Marriage and the Family,
1994 56:1031–1042.
9. Hwang CP, Lamb ME. Father involvement in Sweden: a longitudinal study of its
stability and correlates. International Journal of Behavioural Development,1997,
21:621–632.
10. Ackard DM et al. Parent-child connectedness and behavioural and emotional
health among adolescents. American Journal of Preventive Medicine, 2006,
30(1):59–66.
FONTE: Organização Mundial da Saúde - WHO World Health Organization. O inquérito em que se baseia o relatório foi levado a cabo por equipas de cada um dos países. Em Portugal foi uma equipa de investigadores da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa (FMH-UTL).INEQUALITIES IN YOUNG PEOPLE’S HEALTH HEALTH BEHAVIOUR IN SCHOOL-AGED CHILDRENINTERNATIONAL REPORT FROM THE 2005/2006 SURVEY (aqui na página da WHO-OMS) de HBSC INTERNATIONAL COORDINATING CENTRE, Child and Adolescent Health Research Unit (CAHRU); The Moray House School of Education; University of Edinburgh, http://www.education.ed.ac.uk/cahru

Feb 26, 2010

>> os pais: "eu estou aqui" (testemunho de doente portuguesa em recuperação)

Transcrevo o comentário recebido de T., na sequência do post anterior:

OS PAIS são "sem dúvida um elemento fulcral na recuperação, mas sabes, muitas vezes vão às terapias familiares, entram nas consultas de psiquiatria para ouvir no final, aquilo que o médico tem a dizer sobre a evolução da filha e sobre novos comportamentos a adoptar em casa... mas há pais que simplesmente não conseguem...quantas vezes ouvi "eles sempre estiveram em negação, estão ausentes, não vão mudar..." isto depois de ter tentado até à exaustão que não fossem chamados...
Aprendi que a melhor ajuda que me poderiam dar era não interferir...porque apoiar-me doia-lhes muito e não aguentavam.
E a nossa relação só melhorou quando eu melhorei, quando já não era tema, quando já não se falava...
Às vezes é melhor assim...que os pais aprendam até onde podem ir...
Tive medo e senti-me muito sozinha, mas hoje entendo, perdoei.
Que os pais não neguem que a filha está doente, mas que ajudem até onde podem (conversem com os médicos!) e não vão contra eles... Da equipa multi-disciplinar diria que a familia tem um papel, faz parte dela, nem que seja com carinho e com um "eu estou aqui...".