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(clique na imagem para ampliar) No site da AFAAB encontram-se sumariadas as consequências: " ANOREXIA NERVOSA : Pode trazer p...
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Encontrei um texto da Janet Treasure (*) sobre Os CUIDADORES dos doentes com Transtornos do Comportamento Alimentar -TCA (Anore...
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(…) as pessoas geralmente têm ideias erradas sobre as doenças do comportamento alimentar e pensam que sabem o que são essas doença...
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(foto do profile do facebook da Vanessa Fernandes criado em Julho de 2011 ) PARABÉNS VANESSA ! (actualizado em 15 set 20...
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A alexitimia relaciona-se com o problema em identificar e expressar emoções. Qual a relação entre isso e a anorexia nervosa (ou outras doen...
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A notícia chama a atenção para a magreza enquanto ditadura da moda (ver opinião de Cindy Crawford ) . Pena que não tenha feito perguntas tam...
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Uma iniciativa da Sílvia Coelho a saudar e participar. Um grupo de entre-ajuda assim definido: "Sendo uma plataforma v...
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Uma das 23 ideias erradas associadas às doenças do comportamento alimentar é de que não é uma doença ( + aqui ). Na Classificação Internac...
Aug 24, 2010
..."Eu era uma mãe em luta; agora sou uma mãe em luto..." (Ana Granja)
Aug 23, 2010
..."Sem Ti, Inês" (livro de Ana Granja)
Tinhamos chamado a atenção neste blogue em Novembro de 2009 para o testemunho de Ana Granja (aqui) publicado originalmente na página da AFAAB. Ficámos a saber h hoje da publicação do livro abaixo referido que iremos ler. Notícia publicada no diário digital (aqui): O lançamento do livro «Sem ti, Inês», de Ana Granja, editado pela Caderno, realizou-se no passado dia 18 de Março, nos Serões da Bonjóia, Porto.
«Sem ti, Inês», de Ana Granja
A Inês da imagem é uma adolescente, sorriso meigo, olhos tristes. Não chegará a completar 16 anos. Em seis meses apenas – desde o dia em que lhe diagnosticam a anorexia até ao dia da sua morte – desaparece aquele sorriso. No seu lugar fica o vazio, uma família em luto, um pai, uma irmã e a mãe, Ana, a tentar reconstruir o puzzle do resto da sua vida, um puzzle onde agora faltam peças, onde há peças novas que teimam em não encaixar.
«Sem ti, Inês» é o diário de uma mãe em luto. É a narrativa real de uma mãe a agarrar-se à escrita, à Filosofia, a poemas e canções, a tudo o que foi escrito e dito e feito, a qualquer coisa que a ajude a enfrentar a dor, a sobreviver à mágoa de ser, hoje e sempre, Mãe de uma filha que já morreu»
Aug 19, 2010
..."Brave Girl Eating" (livro sobre a luta de uma família com/contra a anorexia)
Jun 28, 2010
... "Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos..." (Saint-Exupéry)
Jun 22, 2010
...Tratamento da Anorexia nervosa pelo método Maudsley
•The University of Chicago Eating Disorder Program: Este programa universitário é dirigido pelo pioneiro do método Maudsley, Daniel Le Grange, o programa da Universidade de Chicago é um dos poucos sites em Illinous que utiliza o tratamento assente na família para a anorexia e bulimia. Mais informação em: eatingdisorders.uchicago.edu
•The Training Institute for Child and Adolescent Eating Disorders: Treina e certifica terapeutas no âmbito das terapias assentes na família. A página possui informação sobre formação/workshops para clínicos e um lista actualizada de terapeutas neste tipo de terapias. Mais em: train2treat4ed.com
•LIVROS dois livros sobre as terapias assentes na família, "Help Your Teenager Beat an Eating Disorder" by James Lock and Daniel Le Grange ( o pioneiro da terapia, CV aqui) e "Eating With Your Anorexic" de Laura Collins (blogue da autora aqui).
Em castelhano, informação da própria organização que promove o método:
http://www.maudsleyparents.org/informaciónenespañol.html
Foto flickr CC (aqui)
Jun 5, 2010
... Anorexia e Bulimia : tratamento (in)voluntário? -I
O texto que abaixo transcrevo pode ser polémico, mas levanta uma questão (comparando dois tipos de doenças mentais) a meu ver muito importante: deve deixar-se exclusivamente à vontade do doente (com Anorexia Nervosa) a decisão de se tratar? Esta questão é ainda mais importante quando o doente é maior de idade. Qual a responsabilidade da sociedade? Levanta questões delicadas de liberdade individual. Lembrando um dito popular português "O doente não tem querer". A minha opinião é que em cada caso deveria ser vista a situação e benefícios de 'tratamento forçado'. Num artigo de Maio de 2009 publicado no International Journal of Eating Disorders IJED), Lopez, Yager, e Feinstein no artigo Medical Futility and Psychiatry: Palliative Care and Hospice Care as a Last Resort in the Treatment of Refractory Anorexia Nervosa, IJED, Volume 43 Issue 4, p. 372 - 377 , descrevem o caso de uma doente com anorexia que depois de muitos anos de doença faleceu. Na opinião de Sarah Ravin, psicóloga norte americana, que possui um blogue (aqui) o caso relatado nesse artigo discute como os serviços de saúde nos Estados Unidos os profissionais , a sociedade e as famílias ainda lidam de forma inadequada com a doença. O texto original em inglês pode ser lido aqui. Segue uma tradução parcial:"O que há de errado com este caso? [ o caso relatado no artigo acima] A morte prematura de um jovem é sempre uma tragédia. Mas quando um jovem morre de uma doença tratável, é ainda pior. [...] Imagine, agora, que em vez de Anorexia Nervosa (AN) a doente sofria de Atraso Mental grave (AM) . A um paciente com a AM, não seria permitido envolver-se em comportamentos auto-agressivos. Se o doente não conseguisse comer sózinho, a família , uma enfermeira ou alguém que dele cuidasse iria preparar as refeições e alimentá-la à colher. Se o doente se envolvesse em em actividades físicas repetitivas que colocassem em perigo a sua saúde, o doente seria impedido para sua segurança. Se a família não fosse capaz de cuidar de um doente com AM, seria colocado num centro de tratamento ou similar. O custo desses serviços, mesmo nos Estados Unidos, seria subsidiado pelo governo. Permitir que uma pessoa com AM passasse fome seria considerado cruel e desumano. Mas para uma pessoa com Anorexia Nervosa (AN) já estaria bem?
A Anorexia Nervosa (AN) é no entanto tratável, e muitas pessoas ficam completamente curadas. Ao contrário da maioria das pessoas com AM, as pessoas com AN são pessoas com uma capacidade para formar relacionamentos íntimos, alcançar níveis académicos elevados, ter carreiras de relevo, independentemente da função, e dar enormes contibutos para a sociedade.
Note-se, não nos estamos a referir às pessoas com AN como sendo "mais interessante" do que pessoas com AM e, portanto, "mais merecedores" de recursos. Muito pelo contrário. Acreditamos que todos os seres humanos, independentemente da doença física ou mental, deficiência, raça, sexo, religião ou orientação sexual, merecem a preços acessíveis, serviços de saúde eficazes ao longo da sua vida. Porque é que temos falhado no tratamento de pessoas com AN mas temos cuidado bem de pessoas com AM? Porque a maioria das pessoas na sociedade, e muitas na minha própria profissão [psicóloga], acreditam que a anorexia nervosa é uma escolha.
Jun 3, 2010
..."Imagem corporal e comportamentos de risco para transtornos alimentares em bailarinos profissionais"(investigação)
Imagem corporal e comportamentos de risco para transtornos alimentares em bailarinos profissionais /Body image and risk behavior for eating disorders in professional ballet dancers
Lena Guimarães Ribeiro; Gloria Valeria da Veiga
Instituto de Nutrição Josué de Castro - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ
RESUMO
INTRODUÇÃO E OBJETIVO: A grande preocupação com a aparência e a forma física e a constante pressão para manterem baixo peso corporal são fatores que levam a distorções da imagem corporal e tornam os bailarinos um grupo de risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares (TA). O objetivo deste estudo foi avaliar a percepção da imagem corporal e sua associação com comportamentos de risco para TA em bailarinos profissionais.
MÉTODOS: Foram estudados 61 bailarinos (39 mulheres e 22 homens) de uma instituição representante da elite do balé clássico brasileiro. A avaliação dos comportamentos de risco para TA foi feita com base nas versões em português dos questionários Eating Attitudes Test (EAT-26) e Bulimic Investigatory Test Edinburgh (BITE). A Escala de Silhuetas de Stunkard foi utilizada para avaliação da percepção da imagem corporal. A associação entre as variáveis foi avaliada com base na razão de prevalência (RP) e seus respectivos intervalos de confiança (IC) de 95%.
RESULTADOS: Trinta e um bailarinos (50,8%) gostariam de ter a silhueta menor que a autopercebida como usual. A presença de comportamentos de risco para TA foi 2,71 vezes maior (IC 95% = 1,02 - 7,18) entre os que desejavam ter silhueta menor que a usual e 2,64 vezes maior (IC 95% = 1,20 - 5,80) entre aqueles que desejavam ter silhueta menor que a considerada mais saudável, quando comparados com os que estavam satisfeitos com a sua silhueta. CONCLUSÃO: A alta frequência de insatisfação com o corpo encontrada pode estar colaborando para ocorrência de comportamentos de risco para TA nos bailarinos investigados.
Palavras-chave: dança, anorexia nervosa, bulimia nervosa.
Mar 30, 2010
Mar 1, 2010
>> Comunicar com a mãe e com o pai ( 67 873 jovens, 41 países)


Referências
development].Madrid, Alianza, 1998.
2. Laursen B. Con.ict and social interaction in adolescent relationships. Journal of
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4. Bogard L. Af.uent adolescents, depression and drug use: the role of adults in
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5. Resnick MD et al. Protecting adolescents from harm: .ndings from the National
Longitudinal Study on Adolescent Health. Journal of the American Medical
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7. Murberg TA, Bru E. School related stress and psychosomatic symptoms among
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8. Andersen MR et al. Mothers’ attitudes and concerns about their children
smoking: do they in.uence kids? Preventive Medicine,2002, 34:198–206.
9. Zambon A et al. Socio-economic position and adolescents’ health in Italy: the role
of the quality of social relations. European Journal of Public Health, 2006,
16(6):627–632.
10.Del Carmen Granado Alcon M et al. Greenlandic family structure and
communication with parents: in.uence on schoolchildren’s drinking behaviour.
International Journal of Circumpolar Health,2002, 61:319–331.
Resultados do inquérito (ver mapas e posição relativa de Portugal). Em relação a falar com o pai sobre os assuntos que os preocupam existe uma clara diferença entre rapazes e raparigas e também diferença entre países.
Quanto a falar com a mãe também as diferenças entre os países é menor assim como a diferença entre filhos e filhas. O que existe de comum em todos os países é que decresce com a idade (nota: no mapa apenas estão representados os resultados para os 15 anos de idade).
De uma forma geral a influência da família (comunicação na família) parece ser maior nas raparigas que nos rapazes .
REFERENCES (adicionais)
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2. DeKlyen M, Speltz ML, Greenberg MT. Fathering and early onset conduct
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5. Dunn J. Children’s relationships with their non-resident fathers. Journal of Child
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Children study and focus groups. European Journal of Public Health, 2005,
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7. Del Carmen Granado Alcon M, Pedersen JM, Carrasco Gonzalez AM.
Greenlandic family structure and communication with parents: in.uence on
schoolchildren’s drinking behaviour. International Journal of Circumpolar Health,
2002, 61:319–331.
8. Amato PR. Father–child relations, mother–child relations and offspring
psychological well-being in early adulthood. Journal of Marriage and the Family,
1994 56:1031–1042.
9. Hwang CP, Lamb ME. Father involvement in Sweden: a longitudinal study of its
stability and correlates. International Journal of Behavioural Development,1997,
21:621–632.
10. Ackard DM et al. Parent-child connectedness and behavioural and emotional
health among adolescents. American Journal of Preventive Medicine, 2006,
30(1):59–66.
FONTE: Organização Mundial da Saúde - WHO World Health Organization. O inquérito em que se baseia o relatório foi levado a cabo por equipas de cada um dos países. Em Portugal foi uma equipa de investigadores da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa (FMH-UTL).INEQUALITIES IN YOUNG PEOPLE’S HEALTH HEALTH BEHAVIOUR IN SCHOOL-AGED CHILDRENINTERNATIONAL REPORT FROM THE 2005/2006 SURVEY (aqui na página da WHO-OMS) de HBSC INTERNATIONAL COORDINATING CENTRE, Child and Adolescent Health Research Unit (CAHRU); The Moray House School of Education; University of Edinburgh, http://www.education.ed.ac.uk/cahru
Feb 17, 2010
>> esqueciaana em análise? (Investigação sobre mensagens corporais)
Escreve-se no artigo o seguinte sobre os 12 analisados (onde se inclui o esqueciaana):
“Os títulos dos blogs merecem ser destacados, nota-se claramente a intenção de doutrinar as mulheres quanto a ditadura da magreza, onde atingir para perfeição é necessário sofrer. Um doutrinamento bem aproximado aos dogmas religiosos, onde só merece alcançar o céu, a salvação divina, quem sofre, “pagando os pecados na terra” “ (...)
Lemos, relemos e discordamos em relação ao esqueciaana essa clara (ou obscura?) intenção não existe!…os outros 11 desconhecemos.
"Uma linguagem simples direta e persuasiva traz a solução como um milagre na busca por um corpo perfeito, quer seja com regimes alimentares, programas de atividades físicas e até mesmo dietas bem sugestivas" (…)
Lemos, relemos e discordamos em relação ao esqueciaana. Regimes alimentares? Programa de actividades físicas? Dietas? Onde? Em que post aqui?
Os blogs analisados (total 12) foram classificados em 3 categorias:
(1) diálogos compensatórios;
(2) proféticos corporais e
(3) questionadores e reflexivos.
Infelizmente, apesar de reconhecermos que essas categorias existem, não sabemos em que categoria teria sido integrado o esqueciaana. Vejamos as características apontadas para cada um deles:
(1’) "Os diálogos compensatórios são compostos por mensagens simples e coloquiais, fotos decorpos magros, ilustrações com motivos infantis – corações, flores, boquinhas sorridentes, cosméticos, bonequinhas alegres, entre outras e fundos com cores claras."
(2’) "Já o profético corporal tem uma linguagem imperativa e utilizada a conhecida formula publicitária: como problema e solução. Muitos são elaborados e alimentados por profissionais e técnicos da área de saúde, beleza e fins estéticos, com fins claramente mercadológicos."
(3’) "E o terceiro exemplo é blog questionador e reflexivo que com uma linguagem mais incisive procura dialogar como a (o) internauta , sobre os males corporais da sociedade moderna. Por se tratar de um conteúdo mais reflexivo suas imagens são mais simples, claras e calmas, com fotos de pessoas relaxadas, meditação e natureza, o fundo branco impera nas postagens visitadas."
Ah! Como eu gostava que o esqueciaana fosse um blogue atípico!
Pergunto aos LEITORES do esqueciaana: Acham que ele se enquadra em alguma das categorias acima?
O corpo construído na WEB 2.0: uma análise das mensagens corporais
veiculadas blog femininos no período de 2008 e 2009 (1)
Selma Peleias Felerico Garrini (2), PUC/ SP e ESPM/SP
Resumo
Este artigo é parte de um estudo sobre os textos e as representações do corpo veiculado em blogs femininos, no período de março 2008 a outubro de 2009 e que tem por objetivo descrever o conteúdo estrutural desses blogs e desvendar questões como: Que corpos são representados na WEB 2.0? Qual a linguagem utilizada nas redes sociais? Qual a imagem de corpo perfeito que as mulheres tem na sociedade atual? Nota-se que é utilizada uma linguagem coloquial e que aspectos psicológicos motivacionais são essenciais para gerar visitação e insentificar relacionamento na internet. Além disso há uma intenção clara em atender fins mercadológicos para o consumo de produtos e serviços que contribuam para a construção corporal do imaginário feminino.
1 Artigo científico apresentado ao eixo temático “Entretenimento, práticas socioculturais e subjetividade”, do III Simpósio Nacional da ABCiber.
2 Doutoranda e Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP.Coordenadora e Professora de Pós Graduação Latu Sensu da Área de Comunicação da ESPM/SP e Professora de Comunicação da FAAP/ FACOM/ SP
Feb 16, 2010
>> Experiências marcantes ( Psychology Today )
Todo o artigo (em inglês aqui). (...) As primeiras experiência marcam-nos. "A primeira vez que vimos o mar, o primeiro dia de aulas, o primeiro beijo, o nascimento do primeiro filho, etc.Essas primeiras experiências correspondem a emoções muito fortes que ficam gravadas na memória e são designadas pelos psicólogos de memórias "Flashbulb".(...)Feb 12, 2010
>> Diagnóstico da Anorexia... discussão DSM ( versões)
O que é o DSM ? o DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) em português o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais actualmente em vigor é o [DSM-IV].No DSM e para a anorexia nervosa a informação existente pode ser consultada em português , aqui, (5 páginas) obtidas neste site). Na versão actualmente em discussão DSM-V participaram cerca de 6000 especialistas. Qualquer pessoa se pode inscrever no site e discutir, basta preencher um formulário muito simples (aqui).Feb 10, 2010
Feb 9, 2010
>> "2 maneiras de não sofrer..."( Italo Calvino)
é um prazer. Uma imaginação que nos remete para cidades fantásticas onde nos passeamos. Nele Marco Polo e o imperador Kublai Khan vão dialogando. Esta passagem é uma sábia recomendação...na difícil (será?) arte de viver:"O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, em que co-existimos.
Feb 7, 2010
>> Anorexia e análises do cérebro (investigação)
Tive conhecimento pelo blogue de Carrie Arnold ED-Bites (aqui) dos resultados de uma pesquisa divulgados agora pelo Psychiatric Times. Vol. 27 No. 2 (aqui), e publicada originalmente pela Nature Reviews Neuroscience [*]. O texto original pode ser consultado (aqui) no arquivo digital do esqueciaana. Esse artigo contribui para um melhor esclarecimento dos sintomas da anorexia nervosa (relacionados com os circuitos cerebrais) . É baseado na observação por novas técnicas de imagem do cérebro [sobre as técnicas para as curiosas/os ver aqui] de doentes com Anorexia de tipo restritivo (ou seja, perda de peso apenas por consumir menos alimentos) . Conforme diz Carrie Arnold no seu blogue, o artigo não é simples - a revista destina-se a psiquiatras, mas é escrito de forma muito clara. E os resultados relacionados com a ansiedade e os traços de personalidade com potencialidade positivas (ver o último parágrafo) são muito interessantes.As novas técnicas de análise do cérebro vão certamente contribuir no futuro para um melhor diagnóstico e tratamento da anorexia.Citando partes do artigo e das declarações de um dos autores Walt Kaye:
”... a observação das disfunções dos circuitos cerebrais ventral (límbico) e dorsal (cognitivo), possivelmente relacionados com o metabolismo da serotonina e da dopamina alteradas, podem ajudar a explicar porque os indivíduos com anorexia frequentemente relatam que a dieta lhes reduz a ansiedade e comer a aumenta. Pode também ajudar a explicar porque esses doentes se preocupam com as consequências de longo parzo mas parecem ser imunes a uma gratificação/retorno imediato e serem incapazes de viver o presente.”
” Muitas mulheres fazem dieta [na cultura ocidental], mas relativamente poucas (0,5%) têm anorexia, disse Kaye ao Psychiatric Times. "Porquê? Bem, tem que existir um determinado temperamento e personalidade na infância que as torna mais vulneráveis. . . a um transtorno alimentar ", disse Kaye. "Nem todos os que desenvolvem anorexia nervosa tem todas essas características na infância, mas a maioria tem um ou mais"
"Essas características incluem evitar a agressão, ansiedade, inibição comportamental, dificuldade com a mudança do set [facilmente passar de um estado mental para outro], a tendência para se focar em detalhes mais do que no geral e o perfeccionismo." Mesmo depois da recuperação, estes traços personalidade e temperamento vão persistir, apontando para uma raíz neurobiológica. ... Kaye disse que os resultados empíricos das imagens cerebrais sugerem que as perturbações no sistema serotonergic/serotoninérgico podem contribuir para a vulnerabilidade comportamentos de restrição da alimentação e inibição comportamental, assim como à ansiedade e preocupação excessiva em particular com as conseqüências.
Por outro lado, a disfunção dopamine DA, especialmente em striatal circuits/ circuitos estriados, podem contribuir para recompensas alteradas, tomadas de decisão, movimentos motores estereotipados e diminuição da ingestão de alimentos.
Porque a anorexia pode ser uma doença crónica, pelo menos em termos de personalidade e dos traços de temperamento, disse Kaye, a sua equipa está a ajudar as pessoas a compreender a sua personalidade e os traços de temperamento e a desenvolver estratégias contrutivas de lidar com os problemas.
"Muitas pessoas que se recuperaram de anorexia [entre 50% e 70% recuperam] têm uma vida nomal e com qualidade, porque algumas das características que elas possuem [associadas aos problemas de AN] podem ser benéficas, estando mesmo fortemente associadas a bons desempenhos . . . São pessoas que são grandes vencedores, que são muito focada e orientada para os detalhes. . . que possuem muito bons desempenhos em profissões que recompensam essas qualidades, tais como a medicina, a investigação, a engenharia, e a academia. "
Jan 29, 2010
>> Anorexia Nervosa (avanços da ciência - Lancet II 2009)
Vários tratamentos e respectivas combinações têm sido testadas para a compulsão alimentar, com eventual eficácia no curto prazo. Foram também testadas novas formas de tratamento para a bulimia nervosa e transtorno da compulsão alimentar, com resultados promissores. Houve progressos no tratamento da anorexia nervosa nos jovens, embora o mesmo não se tenha verificado na em relação aos doentes adultos afectados pela doença."
Jan 27, 2010
>> Internet, Anorexia e Bulimia (III) e Livros
Já antes escrevi sobre o papel (positivo ou negativo) que a Internet pode ter em relação à Anorexia (por exemplo aqui , aqui e aqui). E como era antes da Internet? Antes da difusão da Internet, antes de procurarmos na rede 'tudo e mais alguma coisa', muitos doentes com anorexia e bulimia, procuravam (ainda procuram) e devoravam livros sobre o assunto. Porquê?
Por várias razões:
não se sentiram sozinhos + lerem estórias de pessoas semelhantes + quererem convencer-se que o que estão a fazer não é problemático + serem incentivados a prosseguir na doença ou terem razões justificativas do seu comportamento + encontrar truques e dicas em relação a comportamentos + encontrar forma de manter em segredo os seus comportamentos
>> Anorexia Nervosa (avanços da ciência - Lancet I )
As doenças do comportamento alimentar (Eating Disorders ED) são doenças que atingem, numa perpectiva física, social e psicologica , em especial raparigas adolescentes e jovens mulheres adultas. São muito menos frequentes nos homens. Estas doenças estão actualmente [em 2003] divididas em três categorias de diagnóstico: anorexia nervosa, bulimia nervosa e doenças do comportamento alimentar atípicas. No entanto, essas doenças apresentam muitos aspectos em comum e os doentes passam frequentemente de umas para outras, por isso, ao definirmos o objectivo deste Seminário [Lancet Seminar on Eating Disorders 2003] adoptamos uma perspectiva de multi-diagnóstico.
As causas das doenças do comportamento alimentar são complexas e mal compreendidas. Existe uma predisposição genética assim como certos factores específicos de risco ambiental [referentes ao ambiente em que se move o doente como por exemplo família etc.] A investigação em relação ao tratamento tem-se centrado na bulimia nervosa e existe evidência empírica que o tratamento desta doença é possível. Uma forma específica de terapia cognitiva comportamental é o tratamento com melhores resultados, embora aparentemente poucos doentes recebam, na prática, este tratamento. É evidente que o tratamento da anorexia nervosa e das doenças do comportamento alimentar atípicas têm recebido muito pouca atenção da investigação”
Jan 19, 2010
>> Diagnóstico da Anorexia Nervosa ( discussão científica dos critérios)

Jan 13, 2010
>> Fazer dieta: 67.873 rapazes e raparigas de 41 países responderam...( II )
No relatório da organização Mundial de Saúde (OMS-WHO) pode ler-se “Fazer dieta pode ser ineficaz como meio de controlar o peso. As tentativas para perder o peso podem conduzir a um ciclo de restrição seguido de uma fase de sobrealimentação ou compulsão, que em última análise leva ao aumento de peso. Foi verificado, num estudo em que foram observados durante três anos que os adolescentes que faziam dieta ganhavam mais peso que os que não faziam (1).Dietas para perder peso e muito rigorosas e perpetuando-se no tempo apresentam o risco de graves consequências para as pessoas em desenvolvimento. Podem aumentar a irratibilidade, problemas de concentração, perturbações do sono, menstruação irregular, risco de atraso no crescimento, atraso no desenvolvimento sexual e deficiências nutricionais (2). Fazer dietas extremas é considerado como estando associado a baixa auto-estima e outros estados psicológicos negativos tais como a depressão, a ansiedade, os distúrbios do comportamento alimentar [anorexia nervosa, bulimia, etc.] Extreme dieting is believed to be associated with low self-esteem and e pensamentos suicidários(1,3–7).
Os jovens de 41 países foram questionados sobre se estavam actualmente “a fazer dieta ou a fazer qualquer coisa para perder peso” As opções de resposta eram: (a) não o meu peso é bom (b) não eu preciso de aumentar de peso (c) sim. Os resultados do MAPA representam a percentagem dos que declararam estar a fazer dieta ou algo para perder peso (clique no mapa para aumentar)
As raparigas de todas as idades (11 a 15 anos) apresentam maior incidência na prática de dietas. Essa diferença entre raparigas e rapazes ocorre nos 41 países estudados para a idade dos 15 anos e em quase todos para a idade dos 13 anos. Nos 11 anos a taxa é mais baixa e essa diferença ocorre em poucos países."
1. Field AE et al. Relation between dieting and weight change among preadolescents
and adolescents. Pediatrics, 2003, 112(4):900–906.
2. Pesa J. Psychosocial factors associated with dieting behaviors among female
adolescents. Journal of School Health, 1999, 69(5):196–201.
3. Ge X et al. Pubertal transitions, perceptions of being overweight and
adolescents’ psychological maladjustment: gender and ethnic differences. Social
Psychology Quarterly, 2001, 64:363–375.
4. Edmunds H, Hill AJ. Dieting and the family context of eating in young adolescent
children. International Journal of Eating Disorders, 1999, 25:435–440.
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study over 3 years. British Medical Journal, 1999, 318:765–768.
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Adolescent Research, 2002, 17:27–41.
7. Thompson AM, Chad KE. The relationship of social physique anxiety to risk for
developing an eating disorder in young females. Journal of Adolescent Health,
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