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Aug 11, 2011

...10 coisas importantes (que não são peso nem comida)

10 Coisas que a recuperação de uma doença do comportamento alimentar me ensinaram: (NÃO estão relacionadas com comida ou peso)

1. “Perder tempo” não é de facto perder tempo. [e a recuperação leva tempo]
2. A atitude é de facto tudo.[a decisão de recuperar é essencial]
3. Tenho que criar espaço para o que efectivamente é importante porque senão , “o que realmente é importante” nunca irá acontecer. [a recuperação não vem ter connosco]
4. Há um bastante para cada um.
5. Eu basto.[a minha vida é suficientemente importante]
6. A perfeição não existe. O que existe é o perfeccionismo. [procurar a perfeição não é um ‘mal’ mas ser perfeccionista é uma prisão]
7. Posso tomar decisões com base nos meus pensamentos. E as minhas decisões são as minhas decisões. [não deixo que a doença tome as decisões por mim]
8. Preciso das pessoas. E isso é bom.
9. O impossível é de facto possível. [SIM A RECUPERAÇÃO É POSSÍVEL].
10. É bom ser feliz. [ninguém é feliz doente e prisioneiro]


As doenças do comportamento alimentar não são realmente sobre comida e peso. Portanto a recuperação não é realmente sobre alimentos e peso. Partilhe connosco os seus comentários.
Jenni
Fonte: http://www.eatingdisordersblogs.com/recovery/2011/02/10-things-ed-taught-me-not-related-to-food-and-weight.html
entre [ ] esqueciaana.

Aug 10, 2011

...Problemas Alimentares em Alunas Universitárias da Península Ibérica (artigo científico de Paulo P.P. Machado et al 2004)


Eating related problems amongst Iberian female
college students


Autores: Paulo P. P. Machado2 (Universidade do Minho, Portugal), María Lameiras Fernández (Universidad de Vigo, España), Sónia Gonçalves (Universidade do Minho, Portugal), Carla Martins (Universidade do Minho, Portugal), María Calado Otero (Universidad de Vigo, España), Barbara César Machado (Universidade do Minho, Porgutal), Yolanda Rodríguez Castro (Universidad de Vigo, España), and Montserrat Fernández Prieto (Universidad de Vigo, España)

Publicado no :International Journal of Clinical and Health Psychology ISSN 1697-2600
2004, Vol. 4, Nº 3, pp. 495-504


"O presente estudo avalia a a prevalência de problemas alimentares numa amostra de alunas universitárias do primeiro ano que frequentavam uma universidade de uma de duas áreas do noroeste da Península Ibérica. Trata-se de um estudo descritivo, mediante observação. Um total de 1079 mulheres participaram neste estudo, 486 de uma universidade do Norte de Portugal (Minho) e 595 de duas universidades do Noroeste de Espanha (Galiza). Os participantes responderam ao Inventário de Perturbações Alimentares (EDI) e a um questionário desenvolvido para avaliar problemas relacionados
com a alimentação. Os resultados mostraram que um número significativo de estudantes obtiveram um resultado elevado no EDI e apresentavam uma prevalência considerável de problemas relacionados com a alimentação. Com base nos dados de auto relato foi estimada que a prevalência de perturbações do comportamento alimentar nestas áreas periféricas de ambos os países não é significativamente diferente da que é comum noutros países e áreas da Europa."


Fotografia: flicr cc (aqui)

Jun 30, 2011

...Reunião da AFAAB

REUNIÃO DE FAMILIARES E AMIGOS NO PORTO


2011-07-01 - Auditório do Serviço de Psiquiatria do H. S. João (Porto) pelas 21H30

(recebemos esta informação da AFAAB que divulgamos como é habitual)

Jun 26, 2011

...atletas portugueses e transtornos alimentares (2 artigos científicos 2011)

A revista European Eating Disorders Review, publicou um número especial sobre exercício compulsivo (Special Issue: Special edition on compulsive exercise) Volume 19, Issue 3, May/June 2011. Nas páginas 190–200 pode ler-se o artigo de três investigadores portugueses da Universidade do Minho  (tradução adaptada do resumo do artigo: Doenças do Comportamento Alimentar em atletas portugueses: a influência das características pessoais, desportistas e variáveis psicológicas.)
Eating disordered behaviours in Portuguese athletes: The influence of personal, sport, and psychological variables

A. Rui Gomes, Carla Martins, Luiz Silva
RESUMO
Objectivo - O estudo descreve transtornos do comportamento alimentar numa amostra de atletas de elite portugueses e analisa o impacto de factores pessoais e desportivos esses comportamentos.
Método- Duzentos e noventa atletas (51,7% homens) praticantes de desportos colectivos (64,8%) e individuais foram incluídos no estudo. O protocolo de avaliação incluiu o Eating Disorder Examination Questionnaire; o Sport Condition Questionnaire; o Sport Anxiety Scale; o Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire; o Cognitive Evaluation of Sport–Threat Perceptions e o Self-Presentation Exercise.
RESULTADOS
ndivíduos do sexo feminino, atletas com maior índice de massa corporal, e aqueles com um desejo de pesar menos, manifestaram mais transtornos do comportamento alimentar. Não foi encontrada nenhuma relação com variáveis desportivas. Finalmente, uma maior prevalência de distúrbios do comportamento alimentar foi prevista para os que tinham menor satisfação em termos de forma do corpo e da aparência física, maior ansiedade e impression motivation.
CONCLUSÃO
As características pessoais dos atletas, assim como a sua satisfação corporal, ansiedade, motivação, e percepção de ameaça e comentários do treinador em relação ao peso, representam aspectos que poderem elevar o risco de transtornos do comportamento alimentar nos atletas.

Luiz Silva, A. Rui Gomes, and Carla Martins também um outro artigo, disponível aqui:
Psychological Factors Related to Eating Disordered Behaviors: A Study with Portuguese Athletes, The Spanish Journal of Psychology,  2011, Vol. 14 No. 1, 323-335
Transcrevemos o resumo (em castelhano)
"Este estudio analiza los trastornos alimentarios en una muestra de atletas portugueses y explora la relación de este problema con algunas dimensiones psicológicas. Participaron en el estudio 299 atletas (153 hombres, 51.2%), practicantes de modalidades
colectivas (65.2%) e individuales (34.8%). El protocolo de evaluación incluyó los siguientes instrumentos: Cuestionario de Evaluación de los Trastornos Alimentarios (CETA, Fairburn y Beglin, 1994); Cuestionario de Evaluación del Estado Físico y Deportivo (Bruin et al., 2007; Hall et al., 2007); Escala de Ansiedad en el Deporte-2 (Smith et al., 2006); Cuestionario de Orientación Motivacional para el Deporte (Duda, 1992; Duda y Whitehead, 1998); Escala de Evaluación Cognitiva de la Competencia: Percepción de Amenaza(Cruz, 1994; Lazarus, 1991); y el Cuestionario de Auto-presentación en el Deporte (Gammage et al., 2004).
Los resultados revelaron:
i) inexistencia de valores con significación clínica en las dimensiones evaluadas simultáneamente en el CETA;
ii) las mujeres presentaron valores superiores en la dimensión global del CETA y los atletas con mejores resultados deportivos asumieron unamayor tendencia para la restricción en el CETA;
iii) atletas con el deseo de pesar menos obtuvieron resultados más elevados enel valor global del CETA;
iv) atletas con valores inferiores en el CETA total mostraron resultados más positivos en las dimensionespsicológicas;
v) diferentes dimensiones psicológicas fueron identificadas como predictoras de los trastornos alimentarios.
En conclusión, y a pesar de que la prevalencia de trastornos alimentarios no fue significativa en este estudio, los resultados relativos ala relación con los factores personales, deportivos y psicológicos fueron muy evidentes."

Jun 23, 2011

...Olhar para dentro do “eu” ajuda a recuperação (4 tipos)



Do post “Insights on Insight” encontrado no blogue da Dra. Sarah Ravin (em inglês) o esqueciaanana reproduz alguns parágrafos que acha bastante úteis para a recuperação dos doentes com distúrbios do comportamento alimentar:

“A introspecção ou auto análise do doente [nota de esqueciaana: a palavra original em inglês é "insight", traduzido à letra ‘olhar para dentro’] é um tema muito discutido em psicoterapia. A maioria dos médicos acredita que a prática da introspecção (auto-análise) é um aspecto crucial da recuperação das doenças mentais. Muitos clínicos acreditam que este auto-conhecimento é um pré-requisito necessário para a mudança.

"Existem alguns tipos de tratamento,…[nota do esqueciaana: no post original  são enunciados vários que aqui não se transcrevem]

Continuando a citar a Dra. Sarah Ravin, "Os tipos de auto-análise antes descritos são relativamente inúteis. No entanto, existe um outro tipo de visão com bons resultados nos tratamentos e é um dos muitos indicadores de um indivíduo psicologicamente saudável. A auto-análise ou instrospecção (Insight), encontra-se descrita em mais detalhe num dicionário (em inglês) ou na wikipedia (em inglês) [em português por exemplo aqui ou aqui]. Portanto, a fim de lidar com sucesso ou superar uma doença mental, uma pessoa deve ser capaz de discernir a verdadeira natureza de sua doença mental e deve entender em que medida as causas e os efeitos se aplicam aos seus sintomas. As seguintes introspecções (auto-análises, insights) seguintes são extremamente importantes para a recuperação:
 
1.)
Ter consciência, reconhecer o facto de que tem uma doença mental. Tal inclui a aceitação do facto de que a doença está, em certa medida, fora do controle da pessoa, e não pode ser simplesmente desaparecer ou ser superarada pela força de vontade.
 
2.)
Conhecer os sintomas de sua própria doença mental e como eles se manifestam. Esta introspecção ou auto-análise inclui a capacidade de auto-reconhecer sinais e sintomas assim como as capacidades necessárias para eliminar, gerir ou lidar com os sintomas quando estes surgem.

3.)
Conhecimento em relação aos às consequências de seguir não seguir, o plano de tratamento e as recomendações do médico. Essa percepção envolve a compreensão não só do que o especialista está a fazer ou recomendar, mas também a razão do está a fazer ou recomendar. Ou seja, a compreensão do mecanismo da mudança.

4.)
Compreender como é que as diferentes alternativas e opções influenciam a própria doença. Por exemplo, uma pessoa com um transtorno de humor (no original inglês: mood disorder) precisa aprender que dormir 8-9 horas, fazer exercícios regularmente, tomar a medicação e aperceber-se das mudanças de humor diariamente são essenciais para estabilizar o humor. O doente também terá de aprender que ficar bêbado no dia de aniversário, cruzar fusos horários nas férias sem recompor o sono perdido, falhar a medicação por dois dias porque se esqueceu de pedir a receita a tempo, ou fazer ‘directas’ na época de exames finais, irá provavelmente vai provocar um retorno dos sintomas, apesar de as "pessoas normais" fazerem essas coisas o tempo todo sem pensarem duas vezes. "Mas isso é uma chatice!" Pensam. "Isso não é justo!" E estão certos.

Acredito que o doente deve desenvolver os quatro tipos de auto-análise durante o tratamento. É responsabilidade do médico apoiar o doente no desenvolvimento dessa auto-análise. Também é responsabilidade do clínico garantir que os membros da família do paciente pratiquem essa introspecção durante o tratamento, como é muitas vezes o caso do pai, mãe ou companheiro que em primeiro lugar irá notar os sinais de recaída e incentivar o retorno ao tratamento. Este comportamento é especialmente verdadeiro em distúrbios caracterizados por anosognosia" (nota do esqueciaana: anosognosia=incapacidade de alguém doente se aperceber da doença; a anosognosia acompanha geralmente as doenças do comportamento alimentar e outras doenças mentais).

Imagem: fotografia da autoria de Courtney Krawec (Australia, 15 anos) 1º prémio de Jovem Fotógrafo do Ano 2009 pelo global times, aqui.

May 27, 2011

...Bulimia e Anorexia (Algumas consequências)

(clique na imagem para ampliar)

No site da AFAAB encontram-se sumariadas as consequências:


"ANOREXIA NERVOSA: Pode trazer problemas cardíacos, problemas renais, deterioração do tecido muscular, perda de massa óssea (osteoporose) e amenorreia (falta de menstruação).

BULIMIA NERVOSA: Risco de desequilíbrio dos fluídos corporais, dentes apodrecidos, feridas na garganta, esófago e estômago, dependência de laxantes, inchaços nas faces e infecção das glândulas salivares por via das substâncias trazidas com a indução do vómito.

As Perturbações do Comportamento Alimentar são comportamentos sérios e graves que fazem vítimas mortais. Efectivamente verifica-se no horizonte dos casos confirmados, uma percentagem de 10% a 15% de mortalidade, com 2,5% de suicídio. "


(clique na imagem para ampliar)
Estas duas figuras ilustram alguns dos sintomas e efeitos da anorexia e da bulimia. Nem todos estão incluídos  e alguns dos assinalados podem não ocorrer (por exemplo a imagem distorcida). Cada caso é uma caso. As duas ilustrações apresentam silhuetas femininas. Mas deve ser lembrado os rapazes e homens podem também sofer dessas doenças. Para caracterização de cada uma das doenças anorexia (ana) e bulimia (mia) ver mais informação (em português) aqui, no esqueciaana. Outra figura dos efeitos clínicos também aqui.

Fonte da imagem: ALUBA AACAP.ORG
American Academy of Child and Adolescent Psychiatry onde poderá encontrar mais informação (em espanhol, inglês etc.) aqui.
 
ONDE PROCURAR AJUDA?
Alguns links para Portugal (aqui)

May 20, 2011

...Livro (actualizada em 20.11.2012): Distúrbios Alimentares de Suzanne Abraham, edições Texto

Estou a ler este livro e darei sobre ele mais informações. A autora é uma especialista no assunto como ilustrado pelas publicações científicas cujas lista parcial pode ser encontrada aqui. A edição original em inglês é da Oxford University Press.
actualização em 20.11.2012: testemunho do labirinto em que a anorexia nos enreda aqui retidado da página 170-171.
Título do Livro: Distúrbios Alimentares

"Os distúrbios alimentares - anorexia nervosa, bulimia nervosa e obesidade - afectam muitos milhares de pessoas todos os anos, em particular as mulheres jovens. É um assunto que os pais de hoje não poderão estudar em excesso; crê-se que cerca de um milhão de pessoas, apenas no Reino Unido, tenha um problema significativo de distúrbio alimentar. Distúrbios Alimentares é um guia dos três principais distúrbios alimentares: aborda a razão pela qual estes distúrbios ocorrem e analisa cada uma individualmente, descrevendo os comportamentos alimentares, o diagnóstico e os tratamentos disponíveis. " (da sinopse do livro disponível em diversos sites)
Editora: Texto Editores; Ano: 2010; 260págs.

May 18, 2011

... "Perturbações alimentares na adolescência: coreografias protectoras e de risco em bailarinos e ginastas" (Tese de Doutoramento 2011, Rita Mafalda Costa Francisco )


Damos notícia de mais um trabalho de investigação que contribui para um melhor conhecimento da situação das doenças do comportamento alimentar em Portugal e fornece algumas informações preciosas para uma política e comportamentos de prevenção. Parabéns à Investigadora!

Foi recentemente defendida por Rita Mafalda Costa Francisco, uma Tese de Doutoramento na Faculdade de Psicologia de Lisboa cujo título é: Perturbações alimentares na adolescência : coreografias protectoras e de risco em bailarinos e ginastas . A Tese pode ser lida na íntegra aqui.
Fica abaixo o resumo e o convite à leitura. [os bold no Resumo e os parágrafos são do esqueciaana]

"Enquanto desportos estéticos, a dança clássica e a ginástica são considerados contextos de risco para o desenvolvimento de perturbações alimentares na adolescência. Nesta dissertação pretende-se compreender os processos subjacentes a esse risco, tendo como base teórica uma perspectiva ecossistémica e conceptualizando as perturbações alimentares como um continuum, desde as preocupações com o peso e comportamentos restritivos até às perturbações alimentares enquanto doença psiquiátrica.

Utilizando metodologias qualitativas e quantitativas, num processo de investigação abdutivo, exploraram-se relações entre o comportamento alimentar perturbado e variáveis específicas destes contextos, bem como com variáveis sócio-relacionais, familiares e individuais de jovens bailarinos e ginastas.

No primeiro estudo, de carácter qualitativo e exploratório da realidade portuguesa em que se inserem os jovens bailarinos e ginastas de elite, realizaram-se quatro focus groups com estudantes de dança de ensino profissionalizante e ginastas de alta competição, de ambos os sexos (N = 24; 12-17 anos).

Utilizando uma metodologia de análise indutiva-dedutiva, foram identificados diversos factores de risco e factores protectores específicos, associados a diversas fontes de influência. A pressão para a magreza, enquanto regra implícita da sub-cultura dos desportos estéticos de elite, e enquanto regra explícita, transmitida na escola de dança/clube de ginástica, por exemplo, através de comentários críticos sobre o peso, alimentação e imagem corporal (especialmente por parte dos professores/treinadores), é considerada o factor de risco mais importante. Todavia, os pares e os pais parecem ter também um papel relevante na protecção ou risco de desenvolvimento de comportamentos alimentares perturbados entre estes adolescentes.

Numa etapa intermédia desta investigação, procedeu-se à adaptação e estudo da validação de um instrumento de avaliação da insatisfação com a imagem corporal para adolescentes e adultos (N = 1423), a Contour Drawing Rating Scale (M. A. Thompson & Gray, 1995), bem como de um instrumento de avaliação de factores de risco e factores protectores do desenvolvimento de perturbações alimentares para adolescentes (N = 793), o McKnight Risk Factor Survey-IV (The McKnight Investigators, 2003), em relação ao qual se adaptou também uma versão masculina que não existia originalmente. Ambos os instrumentos revelaram boas qualidades psicométricas, pelo que foram utilizados nos três estudos empíricos seguintes, de cariz quantitativo, juntamente com outros instrumentos, de forma a avaliar o comportamento alimentar perturbado, a auto-estima, a vinculação aos pais e a percepção de pressão para a magreza e de suporte no contexto desportivo.

No primeiro estudo empírico quantitativo, compararam-se potenciais factores de risco, factores protectores e nível de comportamento alimentar perturbado, bem como a relação entre estes, em atletas de desportos estéticos de elite, atletas não-elite e num grupo de controlo de adolescentes da população em geral (N = 725; 12-22 anos).

Entre as raparigas, as atletas elite apresentaram maior risco de desenvolvimento de perturbações alimentares que as atletas não-elite e raparigas do grupo de controlo, enquanto os três grupos de rapazes não diferiram entre si. Por outro lado, as análises multi-grupos, realizadas com recurso a modelos de equações estruturais, revelaram diferenças quanto à relação entre os factores de risco incluídos no modelo e o comportamento alimentar perturbado dos adolescentes dos três grupos.

Apesar da relevância da pressão social como preditora de comportamento alimentar perturbado (que corresponde ao preditor mais forte entre os atletas não-elite e grupo de controlo), entre os atletas elite a insatisfação com a imagem corporal contribui ainda mais para a explicação da variância do seu comportamento alimentar perturbado. Este grupo de atletas é, também, o único em que as influências parentais assumem significância enquanto preditor (directo e indirecto) do comportamento alimentar perturbado.

Estes resultados indicam, assim, eventuais especificidades individuais e dos contextos familiares dos atletas elite que suscitaram o desenho dos estudos seguintes, já que os grupos de controlo e atletas não-elite se revelaram mais semelhantes entre si.

Para examinar diversas influências familiares na insatisfação com a imagem corporal e comportamento alimentar perturbado de atletas elite (comparativamente com um grupo de controlo), recorreu-se também a uma amostra de pais (223 mães e 198 pais), em relação aos quais se avaliou a insatisfação com a imagem corporal e o nível de comportamento alimentar perturbado. Em termos de valores médios das variáveis familiares investigadas, atletas e grupo de controlo diferirem apenas nalguns padrões de vinculação insegura aos pais. Todavia, surgem diferenças nas variáveis familiares que contribuem para a explicação da variância da insatisfação com a imagem corporal e do comportamento alimentar perturbado nos dois grupos. A variável influências parentais, sob a forma de comentários críticos em relação ao peso e importância da magreza para os pais, foi considerada a única variável familiar preditora entre os atletas, segundo os modelos de regressão múltipla. Por seu turno, entre os adolescentes em geral, para além das mesmas influências parentais, também a qualidade do ambiente familiar e a modelagem de alguns comportamentos maternos em relação ao peso e alimentação parecem ter um impacto importante.

Assim, os pais de atletas devem ser incluídos nos eventuais programas de prevenção a ser desenvolvidos, pois comentários positivos em relação ao desempenho dos atletas e comentários que valorizem a saúde e o bem-estar físico, em detrimento da magreza, poderão ser promovidos e revelar-se potenciadores de comportamentos alimentares mais saudáveis.

Por último, compararam-se especificamente variáveis individuais e contextuais entre os atletas, separando bailarinos (n = 113) e ginastas (n = 136) por sexo e nível de competição. As bailarinas de nível recreativo mostraram menor risco de desenvolvimento de perturbações alimentares que as restantes atletas, sendo que, entre os rapazes, não se verificaram diferenças. Uma usefulness analysis revelou que um indicador de insatisfação com a imagem corporal específica para a prática da modalidade é um melhor preditor de comportamento alimentar perturbado entre os atletas do que o indicador de insatisfação com a imagem corporal geral. A análise de regressões hierárquicas revelou ainda que, para além da baixa auto-estima e da insatisfação com a imagem corporal, a percepção de pressão para a magreza no contexto desportivo (mas não a fraca percepção de suporte) é preditora de comportamento alimentar perturbado nos atletas, sendo efectivamente mais relevante do que a prática da modalidade ao nível de alta competição ou não. Este é um dado importante e que pode facilitar o desenho de intervenções preventivas eficazes.

A prática de desportos estéticos de elite parece colocar as raparigas em maior risco de desenvolvimento de perturbações alimentares, comparativamente com as raparigas da população em geral. Contudo, tal parece verificar-se, sobretudo, com as bailarinas, cuja prática a um nível recreativo parece ser até protectora, já que as bailarinas não-elite apresentam comportamento alimentar significativamente menos perturbado que as raparigas da população em geral.

Pelo contrário, as praticantes de ginástica não-elite apresentam nível semelhante de comportamento alimentar perturbado ao das ginastas elite, diferindo também menos entre si nos factores de risco estudados, nomeadamente em relação à insatisfação com a imagem corporal. Para os rapazes, todavia, a prática de desportos estéticos não parece constituir um factor de risco adicional.

Não pretendendo alterar a cultura dos desportos estéticos, em que a regra “magreza=sucesso” está bastante enraizada, diversas pistas para a prevenção de perturbações alimentares em atletas podem ser delineadas com base nos resultados dos vários estudos realizados, de forma a dotar os seus intervenientes de ferramentas que proporcionem aos atletas uma vivência mais positiva e saudável do seu corpo. Neste sentido, para além de um trabalho mais individualizado, o papel que os pais e os intervenientes no contexto desportivo (professores/treinadores, pares) mostraram desempenhar em relação ao comportamento alimentar perturbado dos atletas, constitui uma indicação da necessidade de os incluir nas acções preventivas (participativas e ecológicas), que devem ser desenvolvidas em escolas de dança de ensino profissionalizante e em clubes de ginástica onde treinem atletas de diversos níveis de competição." A Tese pode ser lida na íntegra aqui.

(fotografia de Caeser Lima)

May 5, 2011

... No Programa " A Tarde é Sua " na TVI ( doenças do comportamento alimentar)

Hoje,  no programa de Fátima Lopes " A Tarde é Sua "  ( TVI) , a temática foram as Doenças do Comportamento Alimentar (DCA). Três testemunhos de diferentes situações: anorexia ( testemunho de Cristina ), bulimia (testemunho de Sara) e compulsão alimentar ( testemunho de Cláudia).  Identifiquei-me com alguns dos aspectos relatados por Cristina Serralheiro .
A Dra. Jennifer Santos do Hospital de Santa Maria esteve em estúdio e precisou alguns aspectos importantes em relação à doença e ao tratamento. Faremos referência mais detalhada e comentaremos aqui no esqueciaaana se possível com video(s) do programa.
Não encontro nenhum video desses testemunhos, alguém me pode indicar algum link?
fotografia:flickr cc aqui

Apr 23, 2011

..."Resumindo, o que eu ganhei foi uma vida. A minha vida de volta. " (Testemunho)


Recebi esta mensagem de uma ´guerreira' que transcrevo com muito gosto. É de alguém que escreve com o coração.

"Inspirada pelo post anterior decidi escrever também sobre o que é que eu ganhei desde que me tornei uma mulher saudável, livre da anorexia:

- posso aproveitar melhor o meu tempo, ler um livro, ir ao cinema, ver séries em casa, etc, já que não tenho a obrigação de me exercitar por horas e horas diariamente

- posso dormir até tarde já que não tenho alguem a acordar-me às quatro da manhã com pensamentos horriveis só por eu estar descansada a dormir

- posso sentir-me pela primeira vez uma mulher

- posso ter filhos!

- posso sair à rua com um casaco de malha nos dias mais frescos porque a minha temperatura corporal permite-me manter quente

- posso comprar pão acabado de cozer numa padaria para o lanche

- posso sentir-me orgulhosa de mim pelos motivos certos: ter lutado e vencido a anorexia!

- posso ir dormir a casa das minhas amigas sem me preocupar com o que vou comer fora de casa

- posso apreciar toda a independencia que ganhei desde que fiquei boa: a confiança dos meus pais em mim, a felicidade nos olhos da família nos jantares de Natal quando eu como mais que a salada

- posso finalmente comer uma fatia do meu bolo de anos no meu aniversário!

- posso experimentar comidas de outras pessoas e dar-lhes a provar a minha! Antes, com a anorexia, o meu controlo era tão grande que nunca me passava sequer pela cabeça experimentar a comida da colega ou do amigo que estava comigo à mesa em determinada refeição! Muito menos dár-lhe a provar da minha..ficava com uma raiva enorme porque por vezes estava a tentar ao máximo enganar o estômago com umas rodelas de tomate e quando me pediam "um bocadinho" parecia ter perdido o controlo todo.

- Hoje em dia, mesmo quando não tenho fome, se passo na cozinha e vejo alguma coisa que me chame à atenção consigo come-la sem culpa. Antes, comer sem apetite estava totalmente fora de questão! Se já comer com apetite era penoso, quanto mais outra forma qualquer. Agora sentir o sabor da comida na minha boca por si só chega e vale muito a pena.

- Arranjei um namorado incrivel, que todos os dias me relembra o quanto me adora a mim e ao meu corpo e o quão atraente me acha, e o quão interessante me acha..Durante quatro anos de anorexia nunca isto teria sido possivel. Ainda que o meu namorado tenha sido o ingrediente principal para a cura, nunnca antes tinha conseguido cativar a atenção de um homem. Não só pelo meu aspecto débil mas também pelo desinteresse que mantive durante tanto tempo em tudo o que não tivesse a ver com peso/calorias(comida.

- Posso continuar a ter uma alimentação saudável sem oscilações de peso. Ora, como explicar isto..antes, devido à restrição que eu fazia ser tão dura e tão excessiva, sempre que tinha as chamadas "compulsões" o corpo ressentia-se, o peso ressentia-se, enfim, era o meu organismo a implorar por sobrevivência. Hoje em dia sair da rotina, cometer um pecado aqui ou ali, comer mais um bocadinho do que o que "deve ser" não altera em nada o meu peso. Nada. Aliás, às vezes, quando como mais no dia seguinte acontece estar umas gramas mais magra devido à aceleração provocada na minha taxa metabólica.

- Não perco tempo a contar calorias. Isto foi uma vitória enorme. Apesar de saber que no geral me mantenho sempre na faixa das 1800/2200 eu não as conto. Sei que é assim por ser bastante improvavell (digo mesmo impossivel) esquecer todas as tabelas caloricas que já vi na minha vida. E por isso tenho sempre alguma noção..ainda assim nada me sabe melhor do que comer a minha posta de salmão sem a pesar.

- ganhei uma pele mais bonita! Antes tinha uma pele tão seca que fazia impressão..nenhum creme me resolvia o problema. Hoje em dia não uso cremes. A minha pele está incrivel.

- O meu cabelo está quase tão forte como era antes da anorexia. Por sorte, sempre tive um cabelo forte e grosso mas só eu sei a tristeza nos olhos da minha mãe quando me penteava o cabelo a seguir ao banho..e quantas vezes me lembro de pentea-lo no autocarro à ida para a universidade e de toda a gente - toda a gente mesmo - ficar a olhar para mim devido à quantidade absurda de cabelos que me saiam pelas mãos.

- Ganhei um novo respeito pela comida. Sempre tive uma relação de amor/ódio com ela..controlava-a e desejava-a mas ao mesmo tempo repugnava-a. Culpei a comida por todos os meus problemas. Cheguei a desejar que não houvesse comida no mundo. Deitei caixas e caixas de comida fora /yogurtes, barritas, cereais, etc) que fingia ter comido para os meus pais não se preocuparem e acharem que estava tudo bem. Hoje, ainda que esteja completamente cheia, o meu prato fica limpo. Não deixo um grão de arroz.

- Acima de tudo: um novo respeito pelo meu corpo. Há partes em mim que ainda não gosto? Que talvez nunca venha a gostar? Há de certeza. Mas eu não posso muda-las e a unica coisa que tenho a fazer é aceita-las. Entretanto, todas as outras me fascinam. A minha estrututra alta, os meus braços, o meu peito tão elegante, as minhas curvas tão femininas.

- entre muitos outros :)

Resumindo, o que eu ganhei foi uma vida. A minha vida de volta. "

Apr 21, 2011

..."Perdi bem mais do que quilos..." (testemunho)

Recebi como comentário o testemunho que abaixo transcrevo:(os bolds são do esqueciaana)

Deixei a minha vida quando me agarrei aos números rodeavam a minha mente. Deixei a porta fechada para todos os que me tentavam ajudar, e escondi-me por detrás de um mundo que só a mim me pertencia. Ninguém tem que sofrer por mim!
O espelho não retribuía a imagem que eu desejava. Ria-se de mim, e eu convencida de que um dia veria, tudo o que sempre quis reflectido no vidro. A luta contra mim, é sempre maior do que a luta travada como mundo exterior!
Deixei de comer porque o meu treinador me pediu apenas para perder dois quilos, afinal a competição de andebol estava a começar.
Dois quilos foram dez, que passaram a 20, e perdi 26 quilos. O pouco que comia, vomitava, o meu corpo não suportava a comida! Como se não bastasse, nunca dispensei o exercício físico.
De 62 kg, e 1, 74m de altura, passei a pesar 36 kg!

Perdi bem mais do que quilos. Perdi amigos, namorado, a confiança dos meus pais, perdi os estudos!

A família entrou em dificuldades para me ajudar. Oceanos de dinheiro perderam-se em oito anos. De Anorexia, passei a praticar Bulimia, escondida dos pais, com esquemas que vocês não imaginam.

O que mais custou?

Ver, ouvir, sentir a minha mãe a fazer os impossíveis para me agradar na comida. Eu a passar pela mesa, trancar-me no quarto sem a olhar de frente. Quantas não eram as vezes em que me doía o coração só de a ouvir a chorar à mesa.

Quando comecei a tentar comer, o corpo rejeitava. Todo o esforço que a minha mãe tinha para me agradar, era em vão.
Hoje escondo a bulimia que resta, mas recuperei muito do que perdi. Tenho o peso normalizado, e vivo a minha vida melhor do que antigamente, mas sempre oculta atrás do medo do passado.

Adormeço todos os dias a pedir que tenha terminado. Peço por mim, por todos os que me amam e se esforçaram para eu ganhar a guerra.

Perdida neste mundo tão nosso, desfaço lágrimas para construir diamantes. Um dia verei uma enorme riqueza reflectida em mim.
O amor-próprio.

História de Vida de "Renata" - Nome ficticio

Feb 15, 2011

... Despedir o/a EDy Livrar-se da doença! (pequena peça) youtube



Eating Disorders Drama
em inglês e sem legendas. Vale a pena acompanhar a discussão. Quem passou (ou passa) pela doença conhece aqueles argumentos [ de ambas as partes].Quem sabe se alguém em Portugal não se inspira e produz uma peça idêntica?
É de assinalar o facto de terem sido escolhidos os dois personagens contrariando esteriotipos.Ela, que rompe com a relação com o transtorno alimentar ( o EDy de Eating Disorder = Transtorno Alimentar)não é uma adolescente magra. Ele, é um ele e não uma 'falsa amiga' ( ana ou mia).Comentem!

Feb 13, 2011

... o filme Cisne Negro Black Swan ( para além do ballet )

Filme a que é difícil ficar indiferente. Muito para além do ballet. Alvo de críticas por quem conhece o ballet por dentro (aqui no ionline). Questiona-nos. Eu já senti 'aquilo' pelo menos em parte, pelo menos em algum momento (o palco, os bastidores, as penas, são meros cenário e adereços).
Quem viu, concorda que o ballet é ali um mero pretexto? Comentários bem-vindos. Digam...
Para quem quiser ler os resultados de um estudo científico sobre Imagem corporal e comportamentos de risco para transtornos alimentares em bailarinos profissionais (aqui no esqueciaana)

Jan 21, 2011

...comer compulsivo, bulimia, anorexia


O comer compulsivo não é apenas comer demais da sobremesa preferida ou abusar numa festa de aniversário ou durante a época natalícia. Comer compulsivamente é comer quantidades imensas de alimentos (várias pizzas, tachos de arroz, kilos de gelados, etc.) e fazê-lo regularmente. Geralmente os doentes comem sozinhos pois ficam envergonhados de o fazer em público e sentem-se muito mal e culpados depois.  
Um estudo de 2007 efectuado por psiquitras da  Harvard Medical School (aqui) concluiu que o comer compulsivo era ainda mais comum (nos Estados Unidos) que a anorexia e a bulimia afectando 3,5% das mulheres e 2% dos homens.[nota do esquecia a ana: estes distúrbios alimentares encontram-se com alguma frequência associados, em simultâneo ou em sequência]
Para conhecer sintomas e recomendações veja aqui em inglês e nos links associados.
(texto elaborado a partir de notícia publicada na CNN online em 20 de Janeiro 2011) 

Nov 21, 2010

... o que já sabemos sobre a anorexia, bulímia... ( " What we already know" )

O que JÁ sabemos...O título de uma página do King's College de Londres, com muitos recursos sobre doenças do comportameno alimentar (DCA; TA no Brasil) é elucidativo.
Alguma informação também para os cuidadores, familiares, ... (em várias línguas, infelizmente com algumas traduções bastante imperfeitas)

Nov 20, 2010

... filme " Maus Hábitos / Malos Habitos"


O filme, de 2007 é de um realizador mexicano Simon Bross. Ganhou 7 prémios. Em Portugal não recordo que tenha estado em sala. A história desenvolve-se em torno de doenças do comportamento alimentar. Tive conhecimento dele  por um blogue brasileiro (aqui).
"Especialista em transtornos alimentares, o psiquiatra Alexandre Azevedo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas, da USP (Universidade de São Paulo), foi assistir ao filme por indicação de uma paciente, que identificou sua condição nas telas. "O filme é bastante realista na apresentação das crenças que um portador do transtorno apresenta; claro que com certo 'colorido', por se tratar de uma ficção", critica. Mas ele diz que não o recomendaria para qualquer um: "No caso de uma paciente ainda resistente ao tratamento, ela vai ouvir o discurso da personagem como sendo verdadeiro e, assim, reforçar as crenças que tem sobre a doença".

[...]
esqueciaana: Uma resposta desse psiquiatra sobre o filme chama a atenção para o efeito (positivo ou negativo) que esta ficcção, e as ficções em geral sobre as doenças do comportamento alimentar podem ter.

"UOL Ciência e Saúde: Na sua opinião, o filme pode ajudar pacientes e familiares a entenderem melhor a doença? Você o indicou ou indicaria?


Alexandre Azevedo (psiquiatra): O filme só poderá ser indicado a pacientes que realmente já adquiriram crítica sobre a doença, ou seja, percebem-se doentes e desejam tratar-se e melhorar. No caso de uma paciente ainda resistente ao tratamento, ela vai ouvir o discurso da personagem como sendo verdadeiro e, assim, reforçar as crenças que tem sobre a doença. Nesse caso, filmes como esse podem até agravar os sintomas. No caso de pacientes adultas, que participam do tratamento e desejam melhorar, o filme pode ajudar a compreender a origem da doença e o quão vazia é a crença de que um corpo magro é garantia de sucesso. Além disso, ela pode se identificar com o sofrimento do personagem e isso lhe dará motivação para melhorar."

Nov 17, 2010

...chamada urgente


Informação sobre os apoios e consultas especializadas em Portugal (Porto, Braga, Viseu, Coimbra, Amadora/Sintra,Lisboa ....mais informações ou rectificações serão sempre bem-vindas para esqueciaana@gmail.com )
LISBOA - Consulta de Comportamento Alimentar do Hospital de Santa Maria - 217805000
A Associação de Familiares e Amigos dos Anorécticos e Bulímicos tem actividades na região de Lisboa (+info)
COIMBRA - Consulta de Comportamento Alimentar dos Hospitais de Coimbra - 239402901
A Associação de Familiares e Amigos dos Anorécticos e Bulímicos está a reactivar o Núcleo de Coimbra (+info)
PORTO - Consulta de Comportamento Alimentar do Hospital de São João no Porto - 225512100 e Consulta de Pedo-Psiquiatria do Hospital de Crianças Maria Pia no Porto (funciona nas instalações do Magalhães Lemos) - 226089900
A Associação de Familiares e Amigos dos Anorécticos e Bulímicos promove reuniões regulares em horário pós laboral no São João (+info)
BRAGA - Consulta de Comportamento Alimentar do Hospital de S. Marcos em Braga - 253209000
A Associação de Familiares e Amigos dos Anorécticos e Bulímicos possui um núcleo em Braga (+info)
AMADORA SINTRA- Consulta de Doenças do Comportamento Alimentar, Hospital Fernando da Fonseca. Tel geral do Hospital: 214348200
A Associação de Familiares e Amigos dos Anorécticos e Bulímicos tem actividades na região de Lisboa (+info)
VISEU- Consulta de Doenças do Comportamento Alimentar, no Departamento de Psiquiatria do Hospital São Teotónio .Tel geral do Hospital: 232 420 500.
Existem ainda centros de saúde (19 no total) associados ao Instituto Português da Juventude (IPJ). Mais informação sobre esses centros e respectivos contactos podem ser encontradas AQUI.
Um telefonema que pode MUDAR tanta coisa para melhor...
foto de julia fullerton-batten (aqui)

Nov 14, 2010

... ensino relativo à anorexia e bulimia (Universidade de Cardiff)

Na Universidade de Cardiff ( País de Gales, Reino Unido) vai ser lançado um curso sobre bulimia e anorexia. Pode ser frequentado como um módulo autónomo ou integrado no MSc in Advanced Practice (ensino pos graduado). Centra-se em quatro domínios: avaliação e motivação, diagnóstico, programa de tratamentos e gestão do risco. Tem uma aproximação multidisciplinar envolvendo médicos, investigadores, doentes com doenças do comportamento alimentar (DCA) e cuidadores. + informação aqui e aqui.
Na mesma universidade encontram-se disponíveis recursos informativos sobre a anorexia e a bulimia nas seguintes páginas:

Em Portugal existe investigação cujos resultados estão publicados em teses e revistas científicas (de que vamos dando notícia no esqueciaana). Existem equipas que investigam as doenças do comportamento alimentar (DCA) pelo menos nas academias do Porto, Coimbra e Lisboa.

Pedido aos leitores de Portugal: enviem-me a informação que possuam (ficheiros, sites, links) sobre o ensino das doenças do comportamento alimentar (DCA) nas Faculdades de Medicina (e outros estabelecimentos, como as Escolas Superiores de Enfermagem). Fica a promessa de divulgação. Endereço:  esqueciaana@gmail.com