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Jan 6, 2012

...Perturbações do Comportamento Alimentar na Adolescência (artigo em português, Março 2011)


Perturbações do Comportamento Alimentar na Adolescência

Helena Fonseca
(Revista Portuguesa de Clínica Geral 2011, n.27)


RE SU MO
O objectivo deste artigo é o de examinar o modo como a epidemiologia, o diagnóstico, as complicações médicas e nutricionais, as questões psicológicas, o tratamento e o prognóstico dos adolescentes com uma Perturbação do Comportamento Alimentar diferem dos adultos, sobretudo no que respeita à prevenção e às questões ligadas com o desenvolvimento que caracterizam este período.
Palavras-chave: Perturbação do Comportamento Alimentar; Adolescente; Prevenção.
Para ler todo o texto (em português) fazer o download aqui (pdf)

Dec 17, 2011

...Cada caso é um caso (artigo científico no International Journal of Eating Disorders)


Acaba de ser publicado (Dezembro 2011) um artigo numa revista científica (INTERNATIONAL JOURNAL OF EATING DISORDERS ) que apresenta os resultados de um estudo que acompanhou ao longo de cinco anos 136 doentes com Anorexia Nervosa e 110 com Bulimia Nervosa. Foram analisados três sintomas centais: baixo peso corporal, compulsão alimentar e purgação. (nota do esqueciaana: nos artigos científicos a designação de anorexia e bulimia é sempre feita com o adjectivo NERVOSA ao contrário da linguagem comum. Mas não existem duas anorexias e duas bulimias, umas nervosas e outras não, como já ouvi ignorantemente alguém dizer.) Abaixo o resumo (tradução livre de esqueciaana e um dos gráficos a mostrar trajectórias).

Para ler todo o artigo (eminglês) fica o link abaixo (pode ser descarregado sem custo):
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/eat.20880/pdf

Uma investigação das trajectórias conjuntas de baixo peso corporal, compulsão e purgação
em mulheres com anorexia nervosa e bulimia nervosa
(título original: An Investigation of the Joint Longitudinal Trajectories of Low Body Weight, Binge Eating, and Purging in Women with Anorexia Nervosa and Bulimia Nervosa )
Autores (s): Lavender, JM (Lavender, Jason M.)**; De Young, KP (De Young, Kyle P.)**; Franko, DL (Franko, Debra L.)*,***; Eddy, KT (Eddy, Kamryn T.)*,*v; Kass, AE (Kass, Andrea E.)*; Sears, MS (Sears, Meredith S.)*; Herzog, DB (Herzog, David B.)*,*vINTERNATIONAL JOURNAL OF EATING DISORDERS Volume: 44 Issue: 8 Pages: 679-686 DEC 2011

RESUMO

Objectivos: Descrever o comportamento ao longo do tempo de mulheres com anorexia nervosa (AN) bulimia nervosa (BN) em relação a três sintomas nucleares associados às doenças do comportamento alimentar: baixo peso, compulsão e purgação. É usada uma metodologia estatística inovadora.
Método: Doentes a necessitarem de tratamento de Anorexia Nervosa (136 mulheres) e de Bulimia Nervosa (110 mulheres) foram entrevistadas de seis em seis meses durante um período de cinco anos. A entrevista baseou-se no questionário Eating Disorders Longitudinal Interval Follow-Up Evaluation foi recolhida informação semanal dos sintomas de distúrbio de comportamento alimentar todas as semanas durante 5 anos. Para identificar as trajectórias de cada um dos três sintomas (nota da esqueciaana o gráfico acima mostra 4 trajectórias) foi usado um método semiparamétrico misto (nota da esqueciaana método estatístico de análise de comportamentos).
Resultados: Foram identificadas quatro trajectórias específicas para cada um dos três sintomas analisados (nota do esqueciaana: a Figura 1 acima posta os resultados para o peso). O valor a o traçado geral de cada uma dessas trajectórias são similares nos sintomas, pois em cada modelo existem trajectórias com uma estabilidade na preseça (ou na ausência) de sintomas assim como uma ou mais mostrando o declínio dos sintomas. Para o peso corporal foram encontradas trajectórias originais com peso fluctuante e aumento da compulsão. Foram encontradas trajectories únicas: para o pso baixo fluctuação e para a purgação crescimento. Foram ainda efectuadas análises conjuntas de duas trajectórias de sintomas: peso baixo e compulsão, peso baixo e purgação e compulsão e purgação.

Discussão: Em cada pessoa doente com AN ou BN, a  evoluação dos sintomas das doenças do comportamento alimentar é muito variável (nota da esqueciaana MUITO VARIÁVEL, leram senhores e senhoras que pensam que um modelo serve para todos?) . A investigação futura permitirá identificar os factores clínicos que aumentam a probabilidade de pertender a uma ou outra trajectória o que contribuirá para o tratamento e para a investigação sobre o conceito das doenças (nota da esqueciaana: chama-se em termos técnicos investigação  nosológica ) "Palavras chave: anorexia nervosa; bulimia nervosa; symptom trajectories; course; longitudinal FOLLOW-UP; DIAGNOSTIC CROSSOVER; DISORDER PHENOTYPES; NATURAL-HISTORY; PREDICTORS; ADOLESCENTS; PATTERNS; RECOVERY; CLASSIFICATION; STABILITY
*. Massachusetts Gen Hosp, Dept Psychiat, Boston, MA 02114 USA
**. SUNY Albany, Dept Psychol, Albany, NY 12222 USA
***. Northeastern Univ, Dept Counseling & Appl Educ Psychol, Boston, MA 02115 USA
*v. Harvard Univ, Sch Med, Dept Psychiat, Boston, MA 02115 USA

Dec 1, 2011

...dificuldade em identificar e expressar emoções ( questionário )


A alexitimia relaciona-se com o problema em identificar e expressar emoções. Qual a relação entre isso e a anorexia nervosa (ou outras doenças do comportamento alimentar)? A tese de Sandra Torres Brandão Ferreira, O CORPO E O SILÊNCIO DAS EMOÇÕES - ESTUDO DA ALEXITIMIA NA ANOREXIA NERVOSA, cujo resumo abaixo se reproduz e que pode ser lida integralmente aqui (ver anterior post de esqueciaana) contribui para essa resposta. Nessa tese apresenta-se este questionário que é a adaptação da escala de alexitimia de Toronto [nota do esqueciaana, eescalas deste tipo são frequentemente adoptadas pelos técnicos de saúde mental e necessitam ser adaptadas em função das idades, contextos, etc.]
RESUMO

A anorexia nervosa é uma perturbação do comportamento alimentar que afecta principalmente mulheres jovens. Diversos investigadores neste campo têm proposto formulações teóricas que definem esta psicopatologia como uma perturbação da regulação dos afectos. Com base nesta concepção, o presente estudo teve como objectivo geral analisar o funcionamento emocional de indivíduos com anorexia nervosa.
Objectivamente, procurou-se
(1) definir o padrão emocional associado à anorexia nervosa, com base no estudo das emoções sentidas e na avaliação das capacidades meta-emocionais;
(2) avaliar a alexitimia, ansiedade, depressão e auto-eficácia geral, bem como a relação que estas variáveis estabelecem entre si;
(3) analisar a influência da alexitimia, da ansiedade, da depressão e da auto-eficácia geral na predição da anorexia nervosa. No estudo participaram dois grupos (clínico e não-clínico), apenas com participantes do sexo feminino.
O grupo clínico foi composto por 80 sujeitos com anorexia nervosa (critérios DSM-IV), entre os 12 e os 34 anos. O grupo não-clínico foi composto por 80 sujeitos não-anorécticos, com características semelhantes ao grupo clínico em termos de idade, escolaridade e profissão.
As anorécticas foram seleccionadas em instituições de saúde e o seu diagnóstico foi confirmado com a aplicação da Entrevista de Diagnóstico das Perturbações do Comportamento Alimentar - IV. As não-anorécticas foram maioritariamente seleccionadas em instituições de ensino e preencheram um questionário inicial breve para despistar eventuais problemas alimentares. Ambos os grupos foram avaliados relativamente à ansiedade, depressão, alexitimia e auto-eficácia geral. Em comum registou-se também o preenchimento do Questionário de Avaliação das Emoções para a Anorexia Nervosa, desenvolvido por nós para o presente estudo.
Os resultados encontrados sugerem que as anorécticas apresentam um padrão emocional distinto das não-anorécticas apenas nos estímulos que envolvem situações relacionadas com a anorexia nervosa. Perante estas, as anorécticas registaram uma emocionalidade negativa, voltada para o interior e mais intensa. Este padrão de emoção é também o mais frequente no seu dia-a-dia. Em termos meta-emocionais, as anorécticas demonstraram ter capacidade para imaginar emoções em situações hipotéticas, conseguindo relembrá-las e nomeá-las. As anorécticas apresentaram ainda níveis mais elevados de alexitimia, depressão e ansiedade e níveis inferiores de auto-eficácia geral, quando comparadas com o grupo não-clínico. A depressão e a alexitimia constituem preditores significativos do diagnóstico de anorexia nervosa. No global, os resultados reforçam a relevância da intervenção psicológica orientada para a regulação dos afectos ao nível do tratamento da anorexia nervosa.

[ nota prévia aos vários questionários apresentados na Tese:]

FACULDADE DE PSICOLOGIA E DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE DO PORTO

Os questionários que se seguem estão inseridos num projecto de investigação sob a responsabilidade da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, no âmbito do curso de Doutoramento em Psicologia.

Não existem respostas certas ou erradas, ou seja, qualquer resposta que for dada está correcta. Todas as respostas são confidenciais.

A sua participação é muito importante para este estudo, mas se por qualquer motivo não quiser participar, tem todo o direito de o fazer e agradecemos de igual modo a sua atenção.

Obrigada pela sua colaboração
No esqueciaana outros posts sobre emoções:
http://esqueciaana.blogspot.com/2010/11/emocoes-e-anorexia-artigo-cientifico.html

http://esqueciaana.blogspot.com/2010/07/anorexia-e-emocoes-investigacao.html

http://esqueciaana.blogspot.com/2010/07/identificar-e-expressar-emocoes-e-nao.html

http://esqueciaana.blogspot.com/2010/09/abracos-medos-tacto-emocoes-ciencia-e.html

http://esqueciaana.blogspot.com/2011/06/dependencia-emocional-no-blogue-de.html

http://esqueciaana.blogspot.com/2011/04/quinze-por-cento-dos-jovens-magoam-se.html

Nov 28, 2011

... A anorexia e a bulimia matam (artigo científico, resultados de 36 estudos publicados entre 1966 e 2010 )


Taxas de Mortalidade em Doentes com Anorexia Nervosa e outras Doenças do Comportamento Alimentar:
uma meta análise de 36 estudos  
[Mortality Rates in Patients With Anorexia Nervosa and Other Eating Disorders: A Meta-analysis of 36 Studies ]
Autores (*): Jon Arcelus, LMS, MSc, FRCPsych, PhD; Alex J. Mitchell, MRCPsych; Jackie Wales, BA; Søren Nielsen, MD
Revista: Archives of General Psychiatry, Vol. 68 No. 7, July 2011

RESUMO

Contexto: a taxas de morbilidade e de mortalidade nos doentes com doenças do comportamento alimentar pensa-se que são altas, mas a taxas exactas carecem de clarificação. [nota do esqueciaana: as doenças do comportamento alimentar são doenças mentais, definidas entre outros pelo DSM (ver mais aqui no esqueciaana) . É portanto um erro considerrar a obesidade -excepção da obesidade mórbida- como uma espécie de 'anorexia ao contrário' . A obesidade não é uma doença mental]
Objectivo: analisar e compilar de forma sistemática as taxas de mortalidade dos indivídios com anorexia nervosa (AN), bulimia nervosa (BN) e outras doenças do comportamento alimentar não especificadas (EDNOS).
Fonte de dados: pesquisa sitemática da literature, avaliação e metaanálise com base nos repositórios MEDLINE/PubMed, PsycINFO, e Embase  e ainda 4 colecções completas de bases de dados bibliográficas (ie, ScienceDirect, Ingenta Select, Ovid, and Wiley-Blackwell Interscience).
Selecção: artigos em língua inglesa, artigos com revisão pelos pares e publicados entre 1 de Janeiro de 1966 e 30 de Setembro 2010 e que apresentem taxas de mortalidade para os doentes com AN, BN ou EDNOS.
Extracção dos dados: os dados foram retirados em relação aos valores ou aos intervalos de confiança e corrigidos pelos anos de observação e pela dimensão da amostra (ou seja, pessoa-ano de observação) . Foi usada uma meta anaálise ponderada apra ajustar pela dimensão do estudo usando o modelo DerSimonian-Laird para permitir incluir a heterogeneidade na análise.

Síntese de dados: foram numa primeira fase seleccionados 143 artigos potencialmente relevantes, nos quais estavam integrados 36 estudos quantitativos com dados suficientes para serem integrados no estudo. Os estudos descrevem os resultados de The 166,642 pessoas com Anorexia Nervosa, 32,798 pessoas com Bulimia Nervosa, e 22,644 pessoas com EDNOS. As taxas de mortalidade ponderadas (ou seja as mortes por cada 1000 doentes) são:5,1 para a Anorexia Nervosa, 1,7 para a Bulimia Nervosa
3,3 para a EDNOS. As taxas de mortalidade normalizadas foram de 5,86 para a AN, 1,93 para a BN, e 1,92 para EDNOS. Um em cada 5 indivíduos com AN que morreu a causa foi suicídio. 
CONCLUSÕES: os doentes com doenças do comportamento alimentar apresentam elevadoas taxas de mortalidade, com as taxas mais elevadas a ocorrerem no caso da Anorexia Nervosa. É necessário prosseguir a investigação em relação aos factores que afectam a mortalidade dos doentes com BN e EDNOS.

(*)Instituições a que percencem os autores do artigo: Loughborough University Centre for Research into Eating Disorders, Loughborough University (Dr Arcelus), Brandon Unit, Eating Disorders Service (Dr Arcelus and Ms Wales), and Department of Psycho-Oncology (Dr Mitchell), Leicester Partnership Trust, Leicester General Hospital, and Department of Cancer and Molecular Medicine, Leicester Royal Infirmary, University of Leicester (Dr Mitchell), Leicester, England; and Region Sjælland, Child and Adolescent Psychiatric Services, Næstved, Denmark (Dr Nielsen).

fotografia flick cc (aqui)


Nov 19, 2011

...Aos pais - O que fazer? (notas pdf em inglês)


Lynn Moore escreveu e disponibiliza no site abaixo um pequeno texto de 13 páginas dirigido aos pais "Eating Disorder Basics for Parents" . Fica o índice a a sugestão para que seja feito algo similar em português (aos pais, professores, treinadores, etc.). O texto é influernciado pelo contexto dos Estados Unidos. Por exemplo a sugestão de adoptar a escrita como forma privilegiada de contacto entre mãe e filha é quanto a mim uma alternativa, mas quanto a ser a principal tenho sérias dúvidas. Um ABRAÇO na altura certa faz milagres (ou um sms, ou...não há receitas). E a separação entre ajuda da mãe e ajuda do pai são também um tanto longe da realidade que conheço (conhecemos). Fica o Índice:
ÍNDICE
Questões mais frequentes dos pais 
O seu filho precisa de tratamento?
É importante saber porque nos aconteceu a nós?
Devemos explorar as questões familiares?
Porque é que parece que ela quer ficar anoréctica?
Como posso transmitir à minha filha as minhas preocupações?
5 coisas que deve fazer para ajudar o seu filho a combater a anorexia
5 coisas que não deve fazer se o seu filho tem anorexia
Como pode uma mãe ajudar a sua filha que tem anorexia?
Como pode um pai ajudar a sua filha que tem anorexia?
Quais são as questões essenciais que os pais precisam saber quando o seu filho ou filha tem uma doença do comportamento alimentar?
Para aceder ao mini-livro em pdf seguir o link:

imagem deliberadamente infantil:flickr cc aqui

Nov 9, 2011

...mitos (só as jovens...) e estatísticas 1999-2009

Tive conhecimento através do do blogue ED-Bites de um texto publicado em Setembro nos Estados Unidos por uma instituição governamental que inclui uma década de estatísticas relativas às doenças de comportamento alimentar (Anorexia, Bulimia e outras). O texto integral (em inglês) pode ser consultado aqui.

O texto inclui diferentes tablelas e dele retirei a tabela abaixo com a distribuição dos internamentos hospitalares por idade e por sexo nos Estados Unidos para o período de 1999-2009. Continuam a ser as raparigas/mulheres que mais são atingidas e tiveram em 10 anos um crescimento de 21%, mas para o mesmo período os rapazes/ homens aumentaram 53%. 

Um outro dado relevante é o facto de apesar de ter aumentado em todas as idades o número de internamentos, onde aumentou mais foi nas idades abaixo de 12 anos (72%) e entre os 45 e os 65 anos (88%).

Dois dos 23 mitos que referimos no esqueciaaana estão associados e estes números:
mito #4. Só as jovens e mulheres podem ter transtornos alimentares FALSO

mito #21. Crianças com menos de 15 anos são muito novas para terem uma doença do comportamento alimentar FALSO
(clique no quadro para aumentar)

Oct 24, 2011

... ELES (Princesas e Príncipes) "alguém já lhes disse (aos homens) que..."


"Ele disse-me que me chamava de gordinha na brincadeira e que não sabia que eu estava a levar a sério.
Obs: alguém já lhes disse (aos homens) que este tipo de brincadeira n se faz com mulher nenhuma? :0"

Retirei a frase acima do blogue da Filipa porque toca num ponto MUITO IMPORTANTE. Eles, ou se quiserem os Princípes (*). Eles podem 'salvar' (ou podem 'causar') e a maioria das vezes sem perceberem o bem (ou o mal) que fazem.
Por vezes basta um olhar, um sorriso, (um sms?) para a 'nossa' balança de emoções equilibrar...
Os pais, os irmãos, os amigos, os namorados, os maridos, etc. etc. Enfim, o comportamento DELES pode ser determinante. Vamos  ter a coragem e dizer-lhes que há brincadeiras que não se fazem. Bora? Principe que é principe a valer até irá perceber.
(*) Estou a referir-me aos 'Príncipes'  que nunca terão coroa e não cabem nos contos de fadas. 

Oct 23, 2011

...57 artigos científicos sobre Doenças do Comportamento Alimentar (eating disorders) e um Call for Articles da European Eating Disorders Review



Aqui dou notícia de um call for articles sobre 'Emoções e Doenças do Comportamento Alimentar". A coordenadora/editora desse número especial da revista científica EUROPEAN EATING DISORDERS REVIEW  (de que já fizemos referência a alguns artigos) é a Janet Treasure que é autora de várias publicações sobre 'como ajudar alguém com anorexia ou bulimia' Aqui incluímos algumas mensagens com textos da Janet Treasure (por exemplo este)

Call for Papers da EUROPEAN EATING DISORDERS REVIEW : Special Issue on Emotional Issues in Eating Disorders
"This is a call for papers for a special edition relating to emotional issues in eating disorders to be guest edited by Professor Janet Treasure. Papers selected for this edition will be short reports describing new data using a variety of technologies for assessment and treatment of the emotional aspects of eating disorders.
Papers are to be submitted at http://mc.manuscriptcentral.com/erv by March 31st 2012.

57 artigos científicos com referências a Portugal:
Alvarenga, Marle Santos, Raquel Franzini Pereira, Fernanda Baeza Scagliusi, Sonia Tucunduva Philippi, Camilla Chermont Prochnik Estima, and Jillian Croll. "Psychometric Evaluation of the Disordered Eating Attitude Scale (Deas). English Version." Appetite 55, no. 2 (2010): 374-76.

Anonymous. "24th European Conference of Psychosomatic Research, Lisbon, Portugal, June 19-22, 2002." Journal of Psychosomatic Research 52, no. 5 (2002): 313-421.

Baeza Scagliusi, Fernanda, Marle Alvarenga, Viviane Ozores Polacow, Taki Athanassios Cordas, Gisele Kawamura de Oliveira Queiroz, Desire Coelho, Sonia Tucunduva Philippi, and Antonio Herbert Lancha, Jr. "Concurrent and Discriminant Validity of the Stunkard's Figure Rating Scale Adapted into Portuguese." Appetite 47, no. 1 (2006): 77-82.

Bento, C., A. T. Pereira, B. Maia, M. Marques, M. J. Soares, S. Bos, J. Valente, A. Gomes, M. H. P. Azevedo, and A. Macedo. "Perfectionism and Eating Behaviour in Portuguese Adolescents." European Eating Disorders Review 18, no. 4 (2010): 328-37.

Black, Donald W. "Obsessive-Compulsive Disorder and Its Potential Subtypes." Cns Spectrums 5, no.

Borges, M. B. F., C. M. Morgan, A. M. Claudino, and D. X. da Silveira. "Validation of the Portuguese Version of the Questionnaire on Eating and Weight Patterns-Revised (Qewp-R) for the Screening of Binge Eating Disorder." Revista Brasileira De Psiquiatria 27, no. 4 (2005): 319-22.

Campos, Tania Fernandes, Aline Braga Galvao Silveira, and Marina Tostes Miranda Barroso. "Regularity of Daily Activities in Stroke." Chronobiology International 25, no. 4 (2008): 611-24.

Carvalho, D., G. Carvalho, P. Freitas, F. Correia, M. Miranda, E. Garcia, R. Mensink, J. Medina, and S. Castedo. "Mc4r Mutations in a Sample of Morbid Obese Portuguese Patients." International Journal of Obesity 32 (2008): S198-S98.

Cauduro Harb, Ana Beatriz, Wolnei Caumo, and Maria Paz Loayza Hidalgo. "Translation and Adaptation of the Brazilian Version of the Night Eating Questionnaire." Cadernos De Saude Publica 24, no. 6 (2008): 1368-76.

Conti, Maria Aparecida, Fernanda Scagliusi, Gisele Kawamura de Oliveira Queiroz, Norman Hearst, and Taki Athanassios Cordas. "Cross-Cultural Adaptation: Translation and Portuguese Language Content Validation of the Tripartite Influence Scale for Body Dissatisfaction." Cadernos De Saude Publica 26, no. 3 (2010): 503-13.

Conti, Maria Aparecida, Betzabeth Slater, and Maria do Rosario Dias de Oliveira Latorre. "Validity and Reproducibility of Escala De Evaluacion Da Insatisfacion Corporal Para Adolescentes." Revista De Saude Publica 43, no. 3 (2009).

Costa, Conceicao, Elisabete Ramos, Henrique Barros, Antonio R. Torres, Milton Severo, and Carla Lopes. "Psychometric Properties of the Eating Disorders Inventory among Portuguese Adolescents." Acta medica portuguesa 20, no. 6 (2007): 511-24.

Costa, Conceicao, Elisabete Ramos, Milton Severo, Henrique Barros, and Carla Lopes. "Determinants of Eating Disorders Symptomatology in Portuguese Adolescents." Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine 162, no. 12 (2008): 1126-32.

da Silva, Luciana Maria, and Manoel Antonio dos Santos. "Building Bridges: A Multidisciplinary Team Experience Report on Eating Disorders." Medicina (Ribeirao Preto) 39, no. 3 (2006): 415-24.

de Almeida, G. A. N., S. R. Loureiro, and J. E. dos Santos. "Morbid Obesity in Women - Eating Style and Quality of Life." Archivos Latinoamericanos De Nutricion 51, no. 4 (2001): 359-65.

Deazevedo, M. H. P., and C. P. Ferreira. "Anorexia-Nervosa and Bulimia - a Prevalence Study." Acta Psychiatrica Scandinavica 86, no. 6 (1992): 432-36.

Dias, G. A. C., G. V. Pires, S. O. R. Valle, A. T. Franca, J. A. Papi, S. D. Dortas, Jr., S. A. P. Levy, I. Baiardini, and G. W. Canonica. "Cross-Cultural Adaptation of the Brazilian-Portuguese Version of the Chronic Urticaria Quality-of-Life Questionnaire - Cu-Q(2) Ol." Allergy 66, no. 11 (2011): 1487-93.

do Carmo, I. "Health Behaviors in Portugal. Epidemiological Studies." Acta medica portuguesa 10, no. 6-7 (1997): 433-45.

Do Carmo, Isabel, Dinis Reis, P. Varandas, Teresa Dias, Dulce Bouca, Dione Patre-Santo, A. Neves, D. Sampaio, and A. Galvao-Teles. "Prevalence of Anorexia Nervosa and Eating Disorders Symptoms among Adolescents in Greater Lisbon Metropolitan Area." Neuroendocrinology Letters 14, no. 4 (1992): 281.

Engel, S. G., R. L. Kolotkin, P. J. Teixeira, L. B. Sardinha, P. N. Vieira, A. L. Palmeira, and R. D. Crosby. "Psychometric and Cross-National Evaluation of a Portuguese Version of the Impact of Weight on Quality of Life-Lite (Iwqol-Lite) Questionnaire." European Eating Disorders Review 13, no. 2 (2005): 133-43.

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Freitas, Silvia, Claudia S. Lopes, Walmir Coutinho, and Jose C. Appolinario. "Translation and Adaptation into Portuguese of the Binge-Eating Scale." Revista Brasileira de Psiquiatria 23, no. 4 (2001): 215-20.

Freitas, Silvia R., Claudia S. Lopes, Jose C. Appolinario, and Walmir Coutinho. "The Assessment of Binge Eating Disorder in Obese Women: A Comparison of the Binge Eating Scale with the Structured Clinical Interview for the Dsm-Iv." Eating behaviors 7, no. 3 (2006): 282-9.

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Maia, Berta Rodrigues, Maria Joao Soares, Ana Gomes, Mariana Marques, Ana Telma Pereira, Ana Cabral, Jose Valente, Sandra Carvalho Bos, Michele Pato, Fernando Pocinho, Maria Helena Azevedo, and Antonio Macedo. "Perfectionism in Obsessive-Compulsive and Eating Disorders." Revista Brasileira De Psiquiatria 31, no. 4 (2009): 322-27.

Malfait, P., A. Moren, J. C. Dillon, A. Brodel, G. Begkoyian, M. G. Etchegorry, G. Malenga, and P. Hakewill. "An Outbreak of Pellagra Related to Changes in Dietary Niacin among Mozambican Refugees in Malawi." International Journal of Epidemiology 22, no. 3 (1993): 504-11.

Moreira, R. O., K. F. Marca, J. C. Appolinario, and W. F. Coutinho. "Increased Waist Circumference Is Associated with an Increased Prevalence of Mood Disorders and Depressive Symptoms in Obese Women." Eating and Weight Disorders-Studies on Anorexia Bulimia and Obesity 12, no. 1 (2007): 35-40.

Morgan, Christina M., Maria Beatriz F. Borges, and Miguel Roberto Jorge. "Questionnaire of Eating and Weight Patterns: Revised: An Instrument to Assess Binge Eating Disorder." Revista ABP-APAL (Associacao Brasileira de Psiquiatria-Asociacion Psiquiatrica de la America Latina) 20, no. 4 (1998): 130-39.

Nunes, Maria Angelica, Lais Faria Bagatini, Ana Luiza Abuchaim, Adriana Kunz, Denise Ramos, Joao Alfredo Silva, Ligia Somenzi, and Andrea Pinheiro. "Eating Disorders: Considerations About the Eating Attitudes Test (Eat)." Revista ABP-APAL (Associacao Brasileira de Psiquiatria-Asociacion Psiquiatrica de la America Latina) 16, no. 1 (1994): 7-10.

Pereira, Ana Telma, Berta Maia, Sandra Bos, Maria Joao Soares, Mariana Marques, Antonio Macedo, and Maria Helena Azevedo. "The Portuguese Short Form of the Eating Attitudes Test-40." European Eating Disorders Review 16, no. 4 (2008): 319-25.

Pinheiro, Andrea Poyastro, Cynthia M. Bulik, Patrick F. Sullivan, and Paulo P. P. Machado. "An Empirical Study of the Typology of Bulimic Symptoms in Young Portuguese Women." International Journal of Eating Disorders 41, no. 3 (2008): 251-58.

Quintana, M. I., S. B. Andreoli, M. R. Jorge, F. L. Gastal, and C. T. Miranda. "The Reliability of the Brazilian Version of the Composite International Diagnostic Interview (Cidi 2.1)." Brazilian Journal of Medical and Biological Research 37, no. 11 (2004): 1739-45.

Ribeiro, L. G., and G. V. da Veiga. "Risk Behaviors for Eating Disorders in Brazilian Dancers." International Journal of Sports Medicine 31, no. 4 (2010): 283-88.

Ribeiro, Lena Guimaraes, and Gloria Valeria da Veiga. "Body Image and Risk Behavior for Eating Disorders in Professional Ballet Dancers." Revista Brasileira De Medicina Do Esporte 16, no. 2 (2010): 99-102.

Ruggiero, G. M. "A Map of the Epidemiology and Sociocultural Risk Factors for Eating Disorders in Nine Mediterranean Countries: Croatia, Egypt, Greece, Israel, Italy, Portugal, Spain, Tunisia, and Turkey." Eating Disorders in the Mediterranean Area: an Expolration in Transcultural Psychology (2003): 185-95.

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Oct 19, 2011

...5,2631579% a invadir os dias e a estragar a alegria?


5,2631579%, é a parcela de 3 quilos em relação a 57 quilos.
Pergunto-te, racionalmente, achas que tão pouco merece tamanha focagem, abrangência da tua vida, e pressa em alcançar?
OK, queres ter menos 5,2631579 % do peso que agora tens. Admitamos que depois disso, o peso continua a ser saudável segundo os padrões dos especialistas (IMC etc.). Porque não escolhes então a alternativa de multiplicar por 3 ou por 4 o tempo em que queres concretizar essa ‘meta’?
E aqui claro entra a ‘irracionalidade’ que eu já experimentei quando estava doente. Pensava: “consigo tanta coisa que traço como objectivo que vou também conseguir ESTA…e JÁ!”. E fui ‘conseguindo’, menos   5,2631579%, menos 10,5263158%, menos…26,3157895% …e por aí adiante ...e a morte a rondar cada vez mais perto… Não estou a exagerar. Alguns dos leitores deste blogue sabem bem quanto é verdade.

Oct 15, 2011

...Notícias e Videos no Público sobre Anorexia 10.10. 2011

Reproduzo abaixo uma notícia [ com alguns comentários do esqueciaana] do Público que pode ser lida aqui assim como videos e outras notícias referentes à anorexia em geral e em Portugal.
Texto de Amanda Ribeiro • 10/10/2011 - 11:06

"A minha nova amiga anorexia
Não queria perder os amigos. Emagreceu. No alto dos seus 1,73 metros, chegou aos 34 quilos. Hoje comemora-se o Dia Mundial da Saúde Mental


Ana (nome fictício) quer resgatar a juventude. Quer ir aos festivais de Verão com que sonhou durante quatro anos. "Bolas, passava a minha vida em concertos, sempre quis ir a Paredes de Coura. Nunca fui." Agora o problema é "com quem". "Os amigos que supostamente me acompanhariam já não estão comigo. Só damos os parabéns uns aos outros."

Morreu a amizade, ficou o estigma, que tanto "dificulta o tratamento da doença mental", salienta António Roma Torres, director do serviço de psiquiatria do Hospital de São João, no Porto (ouvir áudio à esquerda).

Ana concorda: "Quem não entende que a anorexia nervosa é uma doença mental, olha-nos de lado. É impossível. Fazem-nos companhia porque têm pena. Terem pena de mim é o pior que me podem fazer. Para isso, prefiro estar sozinha."

[tive a 'vantagens' da doença não ser ainda conhecida, o estigma creio ser agora maior, felizmente não perdi amigos]
Uma nova amiga

Foi ao perder os amigos que encontrou uma nova: a anorexia. Tinha 14 anos, queria "ser a maior" no seu grupo. Tudo parecia bem, até que alunos de outras turmas começaram a integrar o seu grupo. A serem amigos dos seus amigos. Ana não gostava deles. Deixou de ir almoçar, deixava-se ficar sozinha no intervalo.

Em casa, não lhe apetecia comer. Não era por se achar gorda. Simplesmente, não lhe apetecia. Depressa começou a perceber que quanto mais magra ficava, mais os seus colegas se preocupavam com ela. "Era isso que eu queria, alguma atenção da parte deles, que eu já tinha perdido." Entrou num ciclo "vicioso e doentio": comer cada vez menos para tentar recuperar os amigos.
[o não apetecer comer por vezes é falso é uma luta de nós para nós recordo-me de ter fome e muita apesar de quando comia o estomago - ou a cabeça- recusava e doia]

O espelho

Nem todas as anorécticas se acham gordas ao olhar para o espelho. Ana via-se magra, mas não via uma doença. Só percebeu que poderia ter um problema quando as calças de uma amiga "muito pequenina e magrinha" lhe ficaram largas. Aí viu os pequenos pormenores. A cara enfezada, as clavículas, os ossos das costas que não queria tocar quando passava creme depois do banho.
 [eu também não me via gorda ao espelho...apenas não suficientemente magra]
Escondeu-se durante uns tempos. Usava roupas largas, dizia que jantava, mas atirava a comida para o lixo. Um dia, a mãe viu-a a vestir-se e percebeu. Foi encaminhada para a ala de psiquiatria do São João, onde chegou a estar internada por duas e cinco semanas. "Foi a pior experiência da minha vida." O isolamento, a rigidez do plano alimentar, os horários. "É um tratamento demorado. Cheguei a estar uma semana com o mesmo peso. Depende de pessoa para pessoa."

"A anorexia nervosa é uma doença rara, muito grave, mas rara. É uma doença tratável. Demora tempo, pode demorar anos, e por isso é fundamental que o tratamento seja certeiro", refere a psiquiatra Isabel Brandão, que acompanhou a doente desde o primeiro momento. Tudo indica que o número de casos não esteja a aumentar, mas começam a surgir um novos comportamentos associados à doença.

Quatro anos depois, aos 18 anos, Ana entrou na faculdade. Quer ser psicóloga. Pelo que foi no passado e pelo que é hoje. "

Oct 11, 2011

...16 tipos de "não sei" (pedir socorro em silêncio)

(design-dautore.com) Oleg Dou


(Os "Não sei"s ;  clique sobre a imagem acima para a ampliar

[Nota de esqueciaana: este post tem dedicatória: a todos os que como eu dizem demasiadas vezes não sei...sabendo ]
Do blogue de Laura Collins transcrevo este texto: [tradução livre de esqueciaana; texto original, em inglês,  pode ser encontrado aqui]

"Os doentes com doenças do comportamento alimentar (dca; transtorno alimentar) frequentemente têm dificuldade em descrever suas emoções. Isso tem um rótulo científico: "alexitimia" (definição da wikipedia aqui; a=ausência + lexi=palavra + timia=emoção)).
Uma definição de ALEXITIMIA da F.E.A.S.T- Families Empowered And Supporting Treatment of Eating Disorders, Eating Disorders Glossary:
"Alexitimia é um conceito que define a incapcidade de identificar ou expressar emoções. Vários estudos mostraram que os indivíduos em situações agudas de anorexia nervosa e bulimia nervosa apresentam níveis mais elevados nos testes de alexitimia quando comparados com os doentes recuperados" Fonte original (aqui)

Uma coisa é reconhecer  a alexitimia, mas encontrar resposta para ela é outra coisa completamente diferente. Gosto bastante do Diagrama Grey Thinking's : o "NÃO SEIs" [esqueciaana: 16 significados para as palavras 'não sei';  aqui no original e na figura acima].
Os pais podem querer imprimir e guardar!!"Laura Collins no blogue "Are you eating with your anorexic?"

Imagem sobre os "Não seis" originalmente publicada aqui.Para ampliar a imagem cliquar.
Iremos analisar aqui no esqueciaana em posterior post estes "não sei"

Oct 8, 2011

...transtorno psíquico>>>subnutrição>>>transtorno psíquico>>>subnutrição ( a possível espiral)

antes-depois
uma das mais antigas representações de anorexia nervosa (1874)

A anorexia nervosa foi diagnosticada há mais de 100 anos. Muitos aspectos da doença encontram-se ainda por conhecer, como ilustra o título desta página do King's College London do Reino Unido : O que já sabemos .

Encontrei o texto abaixo numa página brasileira de apoio a familiares e amigos de doentes com transtornos alimentares. Gerald Russel (o sinal de Russel que talvez algumas leitoras conheçam relaciona-se com este investigador). O transtorno psíquico levar à menor ingestão de alimentos e a desnutrição levar ao transtorno psíquico ajuda a perceber a dificuldade para quem está doente de 'ver' a doenças e de 'fugir'.


Citando: Gerald Francis Morris Russell (1928- ) em 1970 e 1977 tenta mostrar a relação entre as teorias biológicas da origem da doença com as psicológicas e sociológicas, e chegou às seguintes conclusões:

  • O transtorno psíquico provoca a diminuição da ingestão de alimentos e a perda de peso
  • A perda de peso é a causa do transtorno endócrino
  •  A desnutrição piora o transtorno psíquico
  • O transtorno psíquico também pode agravar de maneira directa a função hipotalamica e produzir amenorréia (nota do esqueciaana: perda menstruação) 
  • É provável que exista uma relação entre um transtorno do controle do hipotálamo na ingestão e na recusa da alimentação, característico da anorexia
  • O transtorno hipotalamico poderia alterar as funções psíquicas, gerando atitudes anómalas face ao alimento, imagem corporal e sexualidade.
 continuar a ler aqui: http://gatda.psc.br/anorexia.htm

Oct 4, 2011

...Aos pais (Laura Collins)


O texto abaixo é uma tradução de um post encontrado aqui. A autora, Laura Collins é defensora do tratamento das doenças de transtorno alimentar pelo Maudsley Approach, uma aproximação à doença que o esqueciaana desconhece se é aplicada em Portugal. Centrar o tratamento na família é um dos vectores fundamentais. O post abaixo refere-se à necessidade de não ceder á doenças e aos argumentos (por vezes de muito 'peso' para os pais) invocados pelas(os) doentes.

Escreveu Laura Colins:

"Ela diz que ir para a universidade é a única coisa que planeia para a vida”
"Ele ficaria de rastos se não pudesse jogar futebol"
"Ir nesta viagem foi planeado durante um ano"
"Seria matá-la perder isto"

Pais, quando tiverem receio sobre fazerem o que está certo, porque acham que podem magoar, piorar as coisas, causar mais resistência, ou desapontá-la(o) tanto que poderia perder a vontade de viver .. .lembrem-se que o que "matará" é a doença.

Ceder à Doença, por QUALQUER motivo é o que "irá matar" a vossa filha(o).

Pais, podem ser parte da solução para a(o) vossa(o) filha(o), ou podem ser parte do problema - se fazem algumas das afirmações acima podem ser apenas parte do problema. “

Oct 3, 2011

... "Eu estava tãoooo doente", " ...procurem ajuda!" ( testemunho )


Transcrevo abaixo com a permissão da Filipa um post de há dias no blogue Renascer das Cinzas de onde retirei também a imagem:

"Olá minhas lindas! Como é que vocês estão? :)

Vim cá só para vos dizer que no próximo Sábado, dia 1, vou fazer as minhas mudanças rumo à "capital" :)
Começo as aulas dia 4 de Out. :)
Estou empolgada e feliz! Nem acredito que vou voltar a estudar de novo! :D :D
Estive, ainda há pouco, a ler o meu blog desde o início. Woooow! Assustei-me com os primeiros posts. Eu estava tãoooo doente. Eu olho para trás e pergunto-me: como é que ninguém se apercebeu que eu andava a "bater mal"? Que textos negros!
Acho que finalmente, estou livre de todo aquele sofrimento! Eu consegui, muito graças à minha psicóloga, à minha psiquiatra e a Deus :)
É por isso que vos digo, se ainda estão a sofrer e até a ponderar por fim à vossa vida, como eu há uns meses atrás, procurem ajuda! Procurem mesmo, porque sozinhos é muito mais difícil para recuperar e encontrarem a vossa luz perdida. :)
Vou andar sempre por aqui. :)
Quanto à Bulimia. Não é totalmente passado. Há dias que tenho "aquelas vontades" ou mesmo depois das refeições, vem-me o pensamento de vomitar. Isto é verdade. Mas também é verdade que eu agora já não presto atenção a esses pensamentos e estou bem assim.:)
Bem...vou passar pelos vossos blogues. Um beijinho grande."
[...]

Sep 3, 2011

..."Atitudes e comportamentos alimentares em uma população adolescente portuguesa" (artigo científico 2011)

Foi publicado recentemente por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina Universidade de Coimbra  um artigo na Pediatria (São PaPaulo) 2011;33(1), p. 21-8 que pode ser lido integralmente aqui que apresenta os resultados de um estudo sobre os transtornos do comportamento alimentar (TCA) baseado num inquérito realizado a 997 jovens entre os 14 e os 20 anos vivendo em Coimbra e em Cantanhede. A escolha dessas duas localizações permitiu comparar confrontar uma zona rural com uma zona urbana.É o primeiro estudo que aplica em Portugal o teste de atitudes alimentares. A prevalência global é de 4% (5,9% nas raparigas).

Atitudes e comportamentos alimentares em uma população adolescente portuguesa
Carmen Bento1, Jorge Manuel Tavares Saraiva2, Ana Telma Fernandes Pereira3, Maria Helena Pinto Azevedo4, António João Ferreira Macedo e Santos5; 1Mestre; Assistente Convidada de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra;2Doutor; Professor Associado Convidado com Agregação da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; 3Doutora; Investigadora Auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra;4 Doutora; Professora Catedrática da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra;5Doutor; Professor Associado com Agregação da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
RESUMO
Introdução: Os transtornos do comportamento alimentar (TCA) têm aumentado nas últimas décadas. Um dos principais motivos para esse aumento é a pressão sociocultural exercida sobre os adolescentes, que consideram a magreza como um sinal de perfeição e beleza. Devido a essa pressão, muitos jovens adquirem comportamentos alimentares inadequados, e um pequeno número de indivíduos desenvolve TCA.
Objetivos: Identificar as atitudes e comportamentos alimentares em uma população de adolescentes, de duas localidades portuguesas (Coimbra - meio urbano e Cantanhede - meio rural), e verificar se existiam diferenças quanto à localização geográfica de residência dos jovens, ao sexo, à idade e ao índice de massa corporal (IMC).
Métodos: Estudo epidemiológico, transversal, descritivo e de correlação. O instrumento utilizado foi a versão Portuguesa do Teste de Atitudes Alimentares-25 (TAA-25). Resultados: Obtivemos 997 inquéritos válidos. As idades situaram-se entre os 14 e os 20 anos (média = 16,38; desvio padrão (DP) = 1,19). Um total de 86,6% tinham IMC dentro dos valores normais para a idade. Encontramos atitudes e comportamentos alimentares mais inadequados no sexo feminino, na cidade maior, mas não no grupo de jovens com o IMC mais elevado.
Conclusões: A prevalência de atitudes e comportamentos alimentares disfuncionais foi baixa (4%). Foram mais frequentes no sexo feminino e nos que vivem em ambiente urbano, mas não nos adolescentes com IMC mais elevado. Consideramos interessante este último resultado, que contrasta com a restante literatura quanto ao fato de que os comportamentos alimentares disfuncionais são mais frequentes nos adolescentes com IMC mais elevado."
Da discussão:
"Este estudo é o primeiro do nosso país em que foi aplicada a versão abreviada do versão Portuguesa do Teste de Atitudes Alimentares-25 (TAA-25) em uma população geral adolescente. Os resultados confirmam a já conhecida presença de atitudes e comportamentos alimentares disfuncionais em estudantes do ensino secundário, principalmente no sexo feminino. Usando-se como ponto de corte o valor 19, verificamos que 40 alunos (4%) apresentaram atitudes e comportamentos alimentares com elevada probabilidade de serem disfuncionais (5,9% das raparigas e 1,7% dos rapazes). Estudos em países não ocidentais usando a versão abreviada do TAA revelam que a prevalência de atitudes alimentares disfuncionais situa-se entre os 4,6 e 20%, enquanto que, em países ocidentais, situa-se entre os 7,5 e 30%."

Imagem: Woman stencil, Lisbon flickr cc aqui